<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/">
  <channel>
    <title>DEV Community: kelvin Belo</title>
    <description>The latest articles on DEV Community by kelvin Belo (@kelvincrdz).</description>
    <link>https://dev.to/kelvincrdz</link>
    <image>
      <url>https://media2.dev.to/dynamic/image/width=90,height=90,fit=cover,gravity=auto,format=auto/https:%2F%2Fdev-to-uploads.s3.us-east-2.amazonaws.com%2Fuploads%2Fuser%2Fprofile_image%2F719859%2Fc8784ba1-e879-4216-b479-e1696621b77e.jpg</url>
      <title>DEV Community: kelvin Belo</title>
      <link>https://dev.to/kelvincrdz</link>
    </image>
    <atom:link rel="self" type="application/rss+xml" href="https://dev.to/feed/kelvincrdz"/>
    <language>en</language>
    <item>
      <title>Como o Copilot Studio adoece projetos de agentes de IA</title>
      <dc:creator>kelvin Belo</dc:creator>
      <pubDate>Mon, 24 Aug 2026 15:30:38 +0000</pubDate>
      <link>https://dev.to/kelvincrdz/como-o-copilot-studio-adoece-projetos-de-agentes-de-ia-2hca</link>
      <guid>https://dev.to/kelvincrdz/como-o-copilot-studio-adoece-projetos-de-agentes-de-ia-2hca</guid>
      <description>&lt;p&gt;Não tenho nada contra o Copilot Studio como ideia. Um estúdio low-code integrado ao Microsoft 365, com governança, conectores, DLP e boa parte da infraestrutura pronta resolve um problema real: colocar um agente interno no ar sem construir uma plataforma inteira antes.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O problema aparece depois da demo, na distância entre "conseguimos colocar um agente funcionando" e "conseguimos operar esse agente como software em produção". É nessa distância que, na minha experiência, os projetos começam a adoecer.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Isso não é uma crítica ao low-code, nem uma defesa de que todo agente deveria nascer do zero. É uma crítica ao momento em que uma ferramenta criada para simplificar a construção passa a ser usada para resolver problemas que exigem engenharia: observabilidade, testes, controle de custo, integração, versionamento e previsibilidade. É exatamente aí que as limitações aparecem.&lt;/p&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  A ferramenta muda debaixo de você
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;O primeiro problema parece pequeno até você passar algumas semanas trabalhando nele. O Copilot Studio muda o tempo todo. Menus trocam de lugar, experiências são substituídas, recursos aparecem em novos modelos de authoring e funcionalidades antigas continuam coexistindo com as novas. Isso é compreensível em uma plataforma em evolução, mas existe uma diferença entre uma ferramenta evoluir e uma ferramenta tornar o desenvolvimento imprevisível.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Somem-se a isso os relatos recorrentes de instabilidade. O próprio fórum da Microsoft tem discussões sobre a tela de Overview quebrando e sobre o Copilot Studio fechando ao acessar determinadas abas de ações do Power Automate. Parece inconveniente. Para quem desenvolve, não é: quando a ferramenta de desenvolvimento é instável, o custo não aparece na licença, aparece no tempo do desenvolvedor.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;a href="https://media2.dev.to/dynamic/image/width=800%2Cheight=%2Cfit=scale-down%2Cgravity=auto%2Cformat=auto/https%3A%2F%2Fdev-to-uploads.s3.us-east-2.amazonaws.com%2Fuploads%2Farticles%2Fqvb7pzr7h63pqfba6ila.png" class="article-body-image-wrapper"&gt;&lt;img src="https://media2.dev.to/dynamic/image/width=800%2Cheight=%2Cfit=scale-down%2Cgravity=auto%2Cformat=auto/https%3A%2F%2Fdev-to-uploads.s3.us-east-2.amazonaws.com%2Fuploads%2Farticles%2Fqvb7pzr7h63pqfba6ila.png" alt=" " width="800" height="328"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O ciclo é sempre parecido. Você abre uma configuração, a página demora, você atualiza, o estado não aparece. Publica, o comportamento muda, volta para conferir e a interface já é outra. Então começa a investigação: é o agente, o flow, o ambiente, o navegador, o conector ou a plataforma? Você parou de desenvolver e começou a fazer arqueologia.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Existe ainda um efeito colateral menos óbvio. Você escreve um procedimento interno com base na interface atual, e algumas semanas depois o botão mudou de lugar. O screenshot envelheceu, o tutorial não corresponde mais ao produto. Isso é trivial até você precisar treinar dez pessoas ou entregar documentação para um cliente. A velocidade de evolução da plataforma vira dívida operacional.&lt;/p&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  O custo de descobrir
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Esse é um dos pontos que mais me incomodam, e quero ser preciso: não sou contra cobrar por consumo. Sou contra cobrar pelo processo de descoberta.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A Microsoft adotou Copilot Credits como unidade de consumo para as capacidades de agentes. O custo depende do que o agente efetivamente faz: modelo, grounding, ferramentas, ações, complexidade da tarefa. Razoável. O problema é que o custo não é apenas uma propriedade do uso final. Ele é consequência da arquitetura.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;a href="https://media2.dev.to/dynamic/image/width=800%2Cheight=%2Cfit=scale-down%2Cgravity=auto%2Cformat=auto/https%3A%2F%2Fdev-to-uploads.s3.us-east-2.amazonaws.com%2Fuploads%2Farticles%2F5g9qgy03wkzrem3sq59l.png" class="article-body-image-wrapper"&gt;&lt;img src="https://media2.dev.to/dynamic/image/width=800%2Cheight=%2Cfit=scale-down%2Cgravity=auto%2Cformat=auto/https%3A%2F%2Fdev-to-uploads.s3.us-east-2.amazonaws.com%2Fuploads%2Farticles%2F5g9qgy03wkzrem3sq59l.png" alt=" " width="800" height="351"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Você começa com um agente simples, percebe que precisa de grounding e adiciona uma fonte. Precisa de uma ação e adiciona Power Automate. A resposta não está boa, então aumenta o raciocínio. Precisa de outra ferramenta, adiciona mais contexto. O agente fica melhor e mais caro ao mesmo tempo, porque arquitetura e custo estão diretamente acoplados.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Só que arquitetura muda durante o desenvolvimento. Ninguém sabe qual será a arquitetura final de um agente antes de construir o agente, e portanto ninguém sabe quanto ele vai custar antes de experimentar. Experimentar é justamente a parte mais importante do trabalho.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O novo harness torna isso mais estranho ainda. A proposta é boa: o Copilot Studio passa a trabalhar com uma experiência mais orientada a planejamento, raciocínio e execução de ferramentas, o que aproxima a plataforma do que se espera de agentes modernos. Mas o desenvolvimento também entra na equação de consumo. Construir, testar, avaliar e iterar podem fazer parte da conta.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Isso quebra uma premissa básica do desenvolvimento de software. Em software tradicional, experimentar é barato: você escreve uma implementação, roda, descarta, refaz, cria dez versões e testa todas, e o custo principal é o seu tempo. Em agentes, parte desse ciclo passa a ter custo variável, e o incentivo se inverte: quanto mais você experimenta, mais você paga. David Wyatt descreve bem essa lógica de "prove o ROI antes de experimentar".&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Para agentes isso é especialmente ruim, porque qualidade não aparece no primeiro prompt. Você precisa quebrar o agente, procurar casos extremos, testar ferramentas, testar grounding, testar instruções conflitantes, testar erro e testar tudo de novo depois de cada mudança. Se cada ciclo tem preço, o incentivo passa a ser reduzir ciclos, que é o oposto do que engenharia de agentes exige.&lt;/p&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  Integrar dói mais do que deveria
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Aqui está uma das maiores contradições do produto. A promessa é construir agentes de negócio, mas agentes de negócio quase nunca vivem só de conversa. Eles consultam sistemas, criam registros, executam processos, chamam APIs, geram documentos. E é aí que entra o Power Automate.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Na teoria, a cadeia é &lt;code&gt;Agente → Power Automate → Sistema externo&lt;/code&gt;. Na prática, é &lt;code&gt;Agente → Agent Action → Power Automate → Connector → API → Sistema externo&lt;/code&gt;, e cada camada traz o próprio conjunto de limitações: timeout, autenticação, permissão, formato de entrada, formato de saída, tratamento de erro, observabilidade.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Quando algo falha, nem sempre fica claro onde. Foi o flow? O conector? A API? O timeout? Foi o modelo que decidiu não chamar a ferramenta? Foi a resposta que voltou em um formato inesperado?&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Esse último caso é o perigoso. Uma exceção é fácil de identificar. Uma operação que simplesmente não aconteceu, não. O usuário pergunta se o pedido foi criado, o agente responde que sim, e a ação falhou. Isso não é um problema de UX, é um problema de confiabilidade.&lt;/p&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  O harness ainda não é uma ferramenta de engenharia
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Harness virou uma palavra comum no ecossistema de agentes, e não é só uma interface. É a camada que coordena contexto, modelo, ferramentas, execução, estado, decisões, erro e observabilidade. É onde o agente realmente vive.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Era exatamente onde eu esperaria as ferramentas de engenharia mais fortes. Se o agente tomou uma decisão errada, quero saber por quê. Se escolheu a ferramenta errada, ou não chamou nenhuma, quero saber por quê. Se recebeu contexto incorreto, quero ver o que ele recebeu. Se uma chamada falhou, quero saber onde. Se o comportamento mudou entre versões, quero comparar. Se o custo subiu, quero identificar a causa.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O que existe hoje ainda parece uma ferramenta de configuração tentando virar plataforma de engenharia. Você vê o resultado, algumas etapas, algumas chamadas. Conforme a arquitetura cresce, falta a capacidade de explicar o comportamento do sistema. Você deixa de depurar e passa a tentar reproduzir.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Isso importa mais em agentes do que em software comum. Um agente não é &lt;code&gt;prompt + LLM&lt;/code&gt;. É uma cadeia de orquestração, contexto, modelo, escolha de ferramenta, execução, resultado, nova decisão e resposta, em que cada etapa pode introduzir erro e boa parte do comportamento é probabilística. A observabilidade deveria ser melhor que a de software tradicional, não pior. Sem saber o que aconteceu, quando, com qual versão, com qual modelo, com qual ferramenta, com qual contexto, a que custo e com qual retorno, o desenvolvimento vira tentativa e erro. Tentativa e erro sem observabilidade é uma forma cara de desenvolver.&lt;/p&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  Multiagentes prometem mais do que a operação entrega
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Multiagentes ficam bonitos em diagrama. Um supervisor chama o agente financeiro, o jurídico, o de RH, o comercial, o de dados, e visualmente parece sofisticado.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Em produção as perguntas são outras. Quem controla o contexto? O agente subordinado recebe todo o histórico? Quem decide o handoff? Quanto custa cada salto? O que acontece quando dois agentes discordam? Como reproduzir um erro específico, testar uma combinação específica, observar uma cadeia de seis agentes?&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Criar cinco agentes é fácil. Operar cinco agentes é o problema. Quanto mais agentes, maior a superfície de comportamento não determinístico. Em algum momento surge uma pergunta desconfortável: se eu preciso construir minha própria camada de orquestração para controlar a orquestração do Copilot, que problema o orquestrador original está resolvendo?&lt;/p&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  O ALM fica desconfortável
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Projeto de agente precisa de versionamento, CI/CD, teste automatizado, regressão, comparação entre versões, rollback e colaboração. O Copilot Studio tem mecanismos de ALM via Solutions, ambientes e pipelines, mas existe diferença entre ter mecanismos de ALM e ter uma experiência de desenvolvimento naturalmente orientada a ALM.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Quando duas pessoas mexem na mesma lógica, eu quero a segurança que tenho em código: branch, alteração, diff, review, merge, deploy. A experiência do Copilot Studio não chega nesse nível de naturalidade, então o time começa a construir processos paralelos. Exporta soluções, versiona arquivos, escreve scripts, mantém testes por fora, cria validação própria. Funciona, mas o low-code passou a exigir uma camada de engenharia ao redor dele. Quanto mais crítico o agente, mais essa camada cresce.&lt;/p&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  A escalada que ninguém percebe
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Esse é o padrão que mais vejo. O projeto começa com "vamos criar um agente para consultar documentos internos", e funciona. Depois ele precisa consultar o ERP, abrir uma solicitação, gerar um documento, chamar uma API, conversar com outro agente. Depois precisa de interface própria, de logs, de testes, de controle de custo.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Nenhuma dessas decisões é absurda sozinha. O problema é o acumulado. O projeto vai se afastando do problema que o Copilot Studio resolve muito bem e ninguém percebe exatamente quando isso aconteceu. Não existe o momento em que alguém anuncia que a partir dali a ferramenta é a errada. A complexidade só se acumula. Essa é a doença.&lt;/p&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  Por que tantos problemas aparecem juntos
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Depois de listar tudo isso, é fácil concluir que faltam interface melhor, sistema de créditos melhor e debugging melhor. Acho que existe uma pergunta mais interessante: por que esses problemas aparecem todos ao mesmo tempo?&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Minha hipótese é que boa parte deles é consequência da estratégia da Microsoft para Copilot. A empresa tinha uma vantagem que ninguém mais tinha: já controlava a camada de interação de milhões de trabalhadores, entre Office, Teams, Windows, Edge, GitHub, Power Platform e Azure. Se Copilot estivesse em todos esses lugares, a adoção seria inevitável. É a mesma lógica de outras apostas históricas da Microsoft: distribuir primeiro, dominar a camada de interação e descobrir a monetização depois.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O efeito colateral foi uma quantidade enorme de produtos e arquiteturas diferentes surgindo, sendo reposicionados ou incorporados em um intervalo curto: Copilot no Office, Microsoft 365 Copilot, Copilot Studio, Agent Builder, Agent Mode, Agent Flows, Work IQ, MCP, Cowork. Wyatt argumenta que o lançamento inicial foi fragmentado, com equipes diferentes construindo experiências de Copilot de forma relativamente independente. O Copilot no Office ilustra bem: a arquitetura passou por experiências baseadas em Graph, depois agentes específicos por aplicação e depois um modelo mais orientado a ferramentas e contexto, com MCP e Work IQ.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;a href="https://media2.dev.to/dynamic/image/width=800%2Cheight=%2Cfit=scale-down%2Cgravity=auto%2Cformat=auto/https%3A%2F%2Fdev-to-uploads.s3.us-east-2.amazonaws.com%2Fuploads%2Farticles%2Fkrrysej6jcxconi3drv3.png" class="article-body-image-wrapper"&gt;&lt;img src="https://media2.dev.to/dynamic/image/width=800%2Cheight=%2Cfit=scale-down%2Cgravity=auto%2Cformat=auto/https%3A%2F%2Fdev-to-uploads.s3.us-east-2.amazonaws.com%2Fuploads%2Farticles%2Fkrrysej6jcxconi3drv3.png" alt=" " width="800" height="818"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O resultado final pode ser melhor. Mas existe um custo para quem constrói em cima da plataforma, porque cada pivot estratégico vira dívida técnica de quem começou o projeto antes dele. Você define a arquitetura, escolhe o modelo, define as ferramentas, integra Power Automate, documenta, treina o time, coloca em produção. Seis meses depois a arquitetura recomendada mudou, o harness funciona de outro jeito, a integração recomendada agora é MCP. Você não errou a decisão. A plataforma mudou enquanto você construía, e essa é uma dívida técnica particularmente ingrata porque não foi o desenvolvedor que a criou.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Vale contrastar com quem foi por outro caminho. A Anthropic começou pelo núcleo de capacidade e subiu na cadeia depois: modelo, API, um domínio específico onde poderia dominar (programação) e só então Claude Code, Cowork, Design e outras experiências. &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;a href="https://media2.dev.to/dynamic/image/width=800%2Cheight=%2Cfit=scale-down%2Cgravity=auto%2Cformat=auto/https%3A%2F%2Fdev-to-uploads.s3.us-east-2.amazonaws.com%2Fuploads%2Farticles%2Fu5jumj7e7ee9fxsgmjeh.png" class="article-body-image-wrapper"&gt;&lt;img src="https://media2.dev.to/dynamic/image/width=800%2Cheight=%2Cfit=scale-down%2Cgravity=auto%2Cformat=auto/https%3A%2F%2Fdev-to-uploads.s3.us-east-2.amazonaws.com%2Fuploads%2Farticles%2Fu5jumj7e7ee9fxsgmjeh.png" alt=" " width="800" height="479"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A OpenAI apostou em transformar o ChatGPT na marca universal de IA, para todo mundo ao mesmo tempo, o que gerou adoção enorme e também mudanças de direção conforme o mercado amadureceu. Nenhuma dessas estratégias venceu de forma definitiva, o mercado ainda está mudando rápido demais. Mas as consequências para quem constrói em cima delas são visíveis.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;a href="https://media2.dev.to/dynamic/image/width=800%2Cheight=%2Cfit=scale-down%2Cgravity=auto%2Cformat=auto/https%3A%2F%2Fdev-to-uploads.s3.us-east-2.amazonaws.com%2Fuploads%2Farticles%2F1938c7vk6unb7qkxlxmk.png" class="article-body-image-wrapper"&gt;&lt;img src="https://media2.dev.to/dynamic/image/width=800%2Cheight=%2Cfit=scale-down%2Cgravity=auto%2Cformat=auto/https%3A%2F%2Fdev-to-uploads.s3.us-east-2.amazonaws.com%2Fuploads%2Farticles%2F1938c7vk6unb7qkxlxmk.png" alt=" " width="800" height="648"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O que isso explica sobre o Copilot Studio, para mim, é o seguinte: ele está tentando resolver problemas de engenharia enquanto a própria plataforma ainda muda de identidade. Daí as contradições. Quer ser low-code, mas os projetos exigem engenharia. Quer ser simples, mas acumula dezenas de abstrações. Quer democratizar agentes, mas começa a cobrar pelo processo de construção. Quer esconder a complexidade do modelo, e ela reaparece em créditos, grounding, ações, flows e orquestração.&lt;/p&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  O problema dos 95%
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Wyatt usa uma expressão que descreve bem a sensação: o problema dos 95%. A funcionalidade chega, funciona, a interface está pronta, a documentação existe, parece terminada. Mas os últimos 5% impedem o uso real em produção, e é exatamente ali que ficam observabilidade, controle de custo, teste, versionamento, permissão, integração, tratamento de erro e previsibilidade.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Para uma demonstração, 95% pronto basta. Para uma empresa, 95% pronto costuma ser 0% pronto.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Isso conversa diretamente com a minha experiência. Nada está quebrado o suficiente para abandonar a plataforma, e algumas coisas não estão completas o suficiente para confiar cegamente nelas.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Some-se a monetização. A estratégia de colocar Copilot em todo lugar funcionou para gerar adoção, mas adoção subsidiada precisa virar receita em algum momento. Antes a mensagem era "use Copilot". Agora é "use Copilot, e vamos medir quanto cada ação custa". Do ponto de vista empresarial faz sentido. Do ponto de vista de quem desenvolve agentes, cria o problema que descrevi lá em cima: experimentação, teste, avaliação e iteração passam a ter preço, e o agente fica mais caro justamente quando fica mais sofisticado.&lt;/p&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  Onde o Copilot Studio é a escolha certa
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;A conclusão fácil seria "não use Copilot Studio". Não concordo. Ele tem um sweet spot muito claro, e dentro dele é excelente.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Eu usaria sem hesitar quando os dados estão predominantemente dentro do Microsoft 365, em SharePoint e Dataverse, com usuários internos, processos razoavelmente bem definidos, volume pequeno ou moderado, agentes com escopo claro, necessidade forte de governança Microsoft e uma organização que já investiu em Power Platform. Um agente interno que consulta políticas de RH, responde perguntas sobre documentos e abre uma solicitação é exatamente esse caso. Não existe razão para construir plataforma própria para isso.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O problema é confundir "consigo fazer isso no Copilot Studio" com "devo fazer isso no Copilot Studio". São perguntas diferentes.&lt;/p&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  Cinco perguntas antes de começar
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Onde estão os dados?&lt;/strong&gt; Se quase tudo está no Microsoft 365, o Copilot Studio ganha muitos pontos. Se estão espalhados entre APIs, ERPs, bancos e sistemas legados, o custo de integração cresce rápido.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Quanto custa uma execução?&lt;/strong&gt; Não basta estimar número de usuários. É preciso entender interações, modelo, grounding, ferramentas, ações, raciocínio, chamadas externas e complexidade das tarefas. Esse custo precisa ser medido durante a POC, não estimado em planilha.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;O projeto precisa de engenharia ou de configuração?&lt;/strong&gt; Se precisa de teste de regressão, CI/CD, diff, code review, tracing, versionamento granular e integração customizada, isso entra na estimativa desde o início.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;É realmente um agente ou é um chatbot com algumas ações?&lt;/strong&gt; Um agente simples se beneficia muito do low-code. Um sistema autônomo com várias ferramentas, planejamento e múltiplos agentes exige controles que a plataforma ainda precisa acompanhar.&lt;br&gt;
&lt;strong&gt;Estamos dentro do sweet spot?&lt;/strong&gt; Provavelmente a mais importante. Toda plataforma tem um espaço onde é excelente, e o risco é o projeto crescer sem ninguém notar que saiu dele.&lt;/p&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  O que eu gostaria de ver
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Na minha lista, cinco prioridades. Primeiro, estabilidade: menos iterações virando produto novo, e mais confiança de que a arquitetura que escolho hoje continuará válida daqui a dois anos. Segundo, custo previsível: prefiro pagar mais por uma licença previsível do que descobrir em produção que o custo depende de uma combinação de modelo, grounding, ferramentas e raciocínio. Empresa compra previsibilidade, não necessariamente preço baixo.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Terceiro, um harness que sirva como ferramenta de engenharia, com tracing, debugging, replay, teste, avaliação, comparação entre versões e explicabilidade de decisão. Um agente precisa ser observável como qualquer sistema crítico. Quarto, integração tratada como parte central do produto: o Power Automate não pode ser apenas a ponte para tudo que está fora do Copilot Studio, ainda mais quando o objetivo declarado é criar agentes capazes de executar trabalho real. Quinto, resolver o problema dos 95%. Uma feature que funciona bem em produção vale mais que dez previews.&lt;/p&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  Conclusão
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;O Copilot Studio não adoece projetos de agentes por ser uma ferramenta ruim. Ele adoece porque é muito fácil começar e relativamente difícil perceber quando você deveria parar de usá-lo como plataforma principal.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A primeira versão fica pronta rápido, a segunda também. A terceira precisa de integração, a quarta de observabilidade, a quinta de controle de custo, a sexta de testes, a sétima de interface própria. Quando você percebe, o projeto deixou de ser um agente low-code e virou um sistema distribuído de IA construído sobre uma ferramenta que ainda tenta esconder parte dessa complexidade.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Interface instável, consumo de créditos, dependência do Power Automate e harness imaturo são sintomas. O problema maior é construir software crítico sobre uma plataforma cuja arquitetura e cuja estratégia ainda estão mudando rápido.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A Microsoft tem uma vantagem enorme com Azure, Microsoft 365, Entra, SharePoint, Teams, Power Platform, Dataverse, Dynamics e agora Work IQ. Esse ecossistema pode ser uma das melhores fundações possíveis para agentes empresariais. Mas integração não é o mesmo que maturidade, e ter todos os componentes não garante que a experiência de engenharia entre eles seja boa. Um agente empresarial não precisa só de um modelo bom. Precisa de segurança, observabilidade, ALM, integração, previsibilidade de custo, teste, governança e estabilidade. Se a infraestrutura ao redor do modelo for ruim, o projeto continua ruim.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Por isso minha crítica não é "não use". É: saiba exatamente em que ponto você deixou de usar uma ferramenta low-code e começou a construir um sistema de IA crítico. É nesse ponto que a arquitetura precisa ser reavaliada, e é nesse ponto que a pergunta deixa de ser "consigo fazer?" e passa a ser "consigo operar isso por anos?".&lt;/p&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  Referências
&lt;/h2&gt;

&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;David Wyatt, &lt;em&gt;What Went Wrong For Copilot&lt;/em&gt;, DEV Community: &lt;a href="https://dev.to/wyattdave/what-went-wrong-for-copilot-19f2"&gt;https://dev.to/wyattdave/what-went-wrong-for-copilot-19f2&lt;/a&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Microsoft, &lt;em&gt;Introducing a new harness for Copilot Studio&lt;/em&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Microsoft Learn, &lt;em&gt;Copilot Studio billing and licensing&lt;/em&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Microsoft Learn, &lt;em&gt;View agent's billing consumption&lt;/em&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Microsoft Learn, &lt;em&gt;Use Power Automate flows in Copilot Studio&lt;/em&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Microsoft Q&amp;amp;A, relatos de instabilidade no Copilot Studio&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Reddit, &lt;em&gt;What is your experience with Copilot Studio?&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;New harness experience really bad in M365 Copilot&lt;/em&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;

</description>
      <category>ai</category>
      <category>azure</category>
      <category>powerplatform</category>
      <category>microsoft</category>
    </item>
  </channel>
</rss>
