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    <title>DEV Community: Larissa Vitoriano</title>
    <description>The latest articles on DEV Community by Larissa Vitoriano (@laricavitoriano).</description>
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      <title>DEV Community: Larissa Vitoriano</title>
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    <language>en</language>
    <item>
      <title>Mestrado em TI em Portugal: todos os detalhes da minha experiência</title>
      <dc:creator>Larissa Vitoriano</dc:creator>
      <pubDate>Tue, 09 Jan 2024 02:17:59 +0000</pubDate>
      <link>https://dev.to/laricavitoriano/mestrado-em-ti-em-portugal-todos-os-detalhes-da-minha-experiencia-47dm</link>
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      <description>&lt;p&gt;&lt;a href="https://res.cloudinary.com/practicaldev/image/fetch/s--RNXG3VZj--/c_limit%2Cf_auto%2Cfl_progressive%2Cq_auto%2Cw_800/https://dev-to-uploads.s3.amazonaws.com/uploads/articles/8yvao8t0wqb8af1wone7.jpg" class="article-body-image-wrapper"&gt;&lt;img src="https://res.cloudinary.com/practicaldev/image/fetch/s--RNXG3VZj--/c_limit%2Cf_auto%2Cfl_progressive%2Cq_auto%2Cw_800/https://dev-to-uploads.s3.amazonaws.com/uploads/articles/8yvao8t0wqb8af1wone7.jpg" alt="Image description" width="800" height="271"&gt;&lt;/a&gt;Fazer um mestrado em TI em Portugal está entre as suas metas para 2024? Escrevi este artigo para contar alguns detalhes da minha experiência!&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Eu cursei &lt;strong&gt;Tecnologias da Informação, Comunicação e Multimédia&lt;/strong&gt; na Universidade da Maia, na cidade da Maia, próximo ao Porto, em Portugal. Foi durante 2019 e 2021. Foram dois anos incríveis que me possibilitaram conhecer e vivenciar várias experiências na qual eu jamais pudesse imaginar.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O processo de &lt;strong&gt;amadurecimento como profissional e a diversidade cultural&lt;/strong&gt; foram os pontos mais importantes durante a jornada. Percebo o quanto evolui ao ter tido essa oportunidade de estudar, trabalhar, durante dois anos, no Porto, em Portugal.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Listei os principais tópicos que envolveram a experiência e espero que a minha jornada de cursar um &lt;strong&gt;mestrado em TI em Portugal&lt;/strong&gt; possa inspirar de alguma forma, afinal, foi a realização de um sonho!&lt;/p&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  Calendário
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;O &lt;strong&gt;ano letivo&lt;/strong&gt; inicia em Setembro e termina em Junho. Algo totalmente diferente do calendário brasileiro. Por exemplo, tive uma semana de provas logo nos primeiros dias do ano, após o feriado do Ano Novo. E as férias acompanham o verão europeu, portanto, acontecem entre Junho e Setembro, além de uma pausa no período da Páscoa. Foi a principal diferença que eu senti! Afinal, sempre segui a lógica "fevereiro até dezembro" e foi brutal a diferença.&lt;/p&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  Disciplinas ou "cadeiras"
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Cursei disciplinas com assuntos sobre &lt;strong&gt;Segurança da Informação&lt;/strong&gt;, Privacidade, GDPR (uma espécie de LGPD na Europa), Smart Cities, Produção de vídeos e &lt;strong&gt;tutoriais de demos&lt;/strong&gt;, produção de artigos relacionados à &lt;strong&gt;educação tecnológica&lt;/strong&gt;, SEO, &lt;strong&gt;Wordpress&lt;/strong&gt; e Bootstrap,  metodologia de investigação e ciência aplicada (tópicos sobre o processo de &lt;strong&gt;desenvolvimento da tese&lt;/strong&gt; no segundo ano), processos criativos para desenvolvimento de software (basicamente metodologias ágeis, como &lt;strong&gt;scrum, agile&lt;/strong&gt;, etc) e direito do autor. Todas foram com conceitos e aplicação prática, ou seja, algo que eu gostei muito pois consegui entender como utilizar no dia a dia de atuação no mercado de trabalho.&lt;/p&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  Gratuito x privado
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Não existe o conceito de universidade 100% gratuita em Portugal como no Brasil. Seja ela pública ou privada, &lt;strong&gt;você terá mensalidades&lt;/strong&gt; (ou propinas, como são chamadas por lá) para pagar. Cursei numa universidade privada, sendo possível pagar o valor anual de uma vez só ou parcelar ao longo dos meses, que foi a minha escolha. O processo era igual: acessava o ambiente da universidade e pagava online, pelo aplicativo do banco. Sem segredos!&lt;/p&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  Pluralidade cultural
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Na minha sala tinham pessoas de várias nacionalidades: &lt;strong&gt;portugueses, brasileiros, cabo-verdianos, angolanos, croatas...&lt;/strong&gt; e eu pude expandir meu repertório cultural! Além de entender como a tecnologia está sendo desenvolvida em diferentes países e contextos.&lt;/p&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  Mestrado Profissional
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Fiz um &lt;strong&gt;mestrado profissional&lt;/strong&gt;, um modelo bem comum no ensino europeu (confesso que não conhecia a existência desse formato aqui no Brasil, pelo menos não na época em que eu estava procurando estudar TI fora do país). Ou seja, as principais diferenças são em vários aspectos: além da tese "teórica", entreguei um produto no final do curso. As aulas eram voltadas ao mercado, ou seja, "cadeiras" ou "disciplinas" com foco em empregabilidade e aplicação prática do conhecimento. Eu desenvolvi um aplicativo que ensina programação para meninas. Todos os detalhes você encontra neste artigo: &lt;a href="https://dev.to/laricavitoriano/discovery-do-app-minidev-3e2b"&gt;"Discovery do app Minidev".&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  Carga horária
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Estudava à noite e trabalhava durante o dia&lt;/strong&gt; (sim, era loucura!). As aulas eram no período noturno 3 vezes na semana no primeiro ano. Já no segundo ano eu tinha apenas 1 vez por semana para acompanhamento da tese e reuniões quinzenais com a minha orientadora (todo online). Optei também por cursar todas as disciplinas obrigatórias no meu primeiro ano, algo que foi uma escolha totalmente pessoal. Por exemplo, o custo pago da mensalidade era de acordo com as "cadeiras" que eu estava cursando, logo, havia a possibilidade de optar por uma carga horária menor. &lt;/p&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  Inscrição e candidatura
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Cada universidade segue um &lt;strong&gt;calendário de fases de candidatura.&lt;/strong&gt; O meu primeiro passo foi criar um excel com as universidades que eu almejava me candidatar e anotar todas as datas, documentos necessários e inscrições. A universidade que possuía o melhor modelo no período foi a &lt;a href="https://www.umaia.pt/pt"&gt;Universidade da Maia.&lt;/a&gt; E a minha escolha não poderia ter sido melhor, pois concluí e fiquei muito satisfeita com a experiência de dois anos. Para ingressar eu só precisei levar um currículo, meu diploma de graduação, certificações, 2 cartas de recomendação escrita e assinada (que eu pedi para uma professora da graduação e um ex-chefe), comprovante de residência e outros documentos nesse sentido. A seguir, foi esperar o e-mail de aprovação e pagar todas as taxas relacionadas à matrícula!&lt;/p&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  Resumão
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Foram dois anos muito importantes profissionalmente! De fato, cursar um mestrado em TI em Portugal foi muito importante para minha carreira hoje como Community Manager Tech. Querem saber mais sobre a minha tese e como eu desenvolvi? Deixa aí nos comentários! Até a próxima :)&lt;/p&gt;

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      <category>technology</category>
      <category>study</category>
      <category>masters</category>
      <category>braziliandevs</category>
    </item>
    <item>
      <title>Comunicação, comunidade e tecnologia: detalhes sobre dia a dia de uma pessoa Tech Community Manager</title>
      <dc:creator>Larissa Vitoriano</dc:creator>
      <pubDate>Mon, 06 Nov 2023 19:18:02 +0000</pubDate>
      <link>https://dev.to/laricavitoriano/comunicacao-comunidade-e-tecnologia-detalhes-sobre-dia-a-dia-de-uma-pessoa-tech-community-manager-26p5</link>
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      <description>&lt;p&gt;&lt;a href="https://media.dev.to/dynamic/image/width=800%2Cheight=%2Cfit=scale-down%2Cgravity=auto%2Cformat=auto/https%3A%2F%2Fdev-to-uploads.s3.amazonaws.com%2Fuploads%2Farticles%2Fegt8sjrisu6r0qeu1d4f.png" class="article-body-image-wrapper"&gt;&lt;img src="https://media.dev.to/dynamic/image/width=800%2Cheight=%2Cfit=scale-down%2Cgravity=auto%2Cformat=auto/https%3A%2F%2Fdev-to-uploads.s3.amazonaws.com%2Fuploads%2Farticles%2Fegt8sjrisu6r0qeu1d4f.png" alt="Image description"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br&gt;
Tenho recebido mensagens no inbox do Linkedin sobre o que faz uma pessoa Tech Community Manager (ou Gestora de Comunidades, em português). E as perguntas são: como trabalhar com comunidades? Preciso ter sido uma pessoa desenvolvedora? Quais são as estratégias para engajar um grupo com interesses em comum? Eu posso ganhar dinheiro com isso?&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Confesso que fico muito feliz em saber que existem tantas pessoas interessadas em trabalhar com pessoas e tecnologia. Principalmente pelo fato do início da minha carreira em tech ter sido graças às comunidades! Afinal, a troca de conhecimento, acolhimento e ter referências é essencial nos primeiros passos da jornada profissional.&lt;/p&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  Antes, alguns detalhes sobre a minha história
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Minha primeira formação acadêmica é em comunicação social, especificamente jornalismo. Pois é, eu sempre quis ser desenvolvedora, mas confesso que há mais de uma década, quando prestei o vestibular, não existiam tantas mulheres de destaque na área. Ou se existiam, elas não faziam parte do mundo na qual tinha acesso. Sempre gostei de escrever, portanto, optei pela comunicação.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Estudei a vida toda em escola pública e as ciências exatas me explicavam sobre o universo! Ler blogs sobre astronomia, &lt;em&gt;mudar a cor do bg do meu blogspot.com&lt;/em&gt; e escrever os artigos em &lt;em&gt;markdown&lt;/em&gt; eram as principais atividades das minhas tardes livres. &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Jamais imaginaria que mais de uma década depois, seria Mestra em Tecnologias da Informação e Tech Community Manager na &lt;a href="https://www.stackspot.com/en/" rel="noopener noreferrer"&gt;StackSpot&lt;/a&gt;, que centraliza e distribui stacks de tecnologia, AI e simplifica a jornada de cloud.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;a href="https://media.dev.to/dynamic/image/width=800%2Cheight=%2Cfit=scale-down%2Cgravity=auto%2Cformat=auto/https%3A%2F%2Fdev-to-uploads.s3.amazonaws.com%2Fuploads%2Farticles%2Fjvvo3xzl24n3fp2fjde3.png" class="article-body-image-wrapper"&gt;&lt;img src="https://media.dev.to/dynamic/image/width=800%2Cheight=%2Cfit=scale-down%2Cgravity=auto%2Cformat=auto/https%3A%2F%2Fdev-to-uploads.s3.amazonaws.com%2Fuploads%2Farticles%2Fjvvo3xzl24n3fp2fjde3.png" alt="Image description"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;h3&gt;
  
  
  Sobre o dia a dia de atuação
&lt;/h3&gt;

&lt;p&gt;Atuo com developer relations há mais de 3 anos e especificamente como Tech Community Manager nos últimos dois. Tem sido uma baita experiência! Neste artigo, listei algumas das principais atribuições, ou seja, o que costuma estar no meu dia a dia de tasks do trabalho. &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;1 - Criação e gestão de conteúdo:&lt;/strong&gt; &lt;br&gt;
Organização de quem escreverá artigos para os canais do produto, palestras, &lt;em&gt;hands on&lt;/em&gt;, curadoria das temáticas em alta no mercado, além de materiais informativos e vídeos tutoriais para o auxílio na utilização do produto. Lembre-se: uma pessoa tech community manager não precisa ser especialista em todas as _features _do produto, mas necessariamente, deve entender o seu contexto, como funciona e aplicabilidade.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;2 - Produção de eventos:&lt;/strong&gt; &lt;br&gt;
Híbrido, online ou presencial. Independente do formato, os eventos são o ápice para o encontro das pessoas da comunidade. São essenciais para que elas estejam próximas e possam trocar experiências. E os conhecimentos necessários são: organização, gestão de equipes, gestão do tempo, curadoria dos conteúdos, infraestrutura (seja de espaço físico, seja de internet, ou plataforma) e por aí vai! Só neste tópico vale um artigo inteirinho sobre o assunto. &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;3 - Feedback sobre o produto:&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;
Ser a voz e ouvido da comunidade e trazer os feedbacks para o time. Sem dúvida, estar atenta às necessidades das pessoas com foco real em quem utiliza o produto é uma das tarefas que mais gosto no meu dia a dia. Afinal, a colaboração é essencial para o desenvolvimento do produto! Pode ser feito num excel, com tópicos e informações relevantes, como data, contatos da pessoa que fez o feedbacks, por exemplo.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;4 - Skills ou habilidades:&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;
&lt;em&gt;Comunicação&lt;/em&gt;, sem dúvida, é a principal delas. Você irá se comunicar, realizar reuniões e falar o tempo todo. Trabalhar com tecnologia também demanda uma série de conhecimentos técnicos de acordo com o mercado de atuação. Por exemplo, se você trabalha com &lt;em&gt;bots&lt;/em&gt; (como eu já atuei!), precisei estudar sobre o universo de linguagem conversacional, provedores de IA e quais os passos essenciais para o desenvolvimento de chatbot. Hoje, trabalhando numa **&lt;em&gt;enterprise developer platform&lt;/em&gt;, estudei sobre o mercado, jornada de cloud, CLI e frameworks que empacotam e distribuem componentes de tecnologia, ou seja, precisa adquirir a skill de &lt;em&gt;curiosidade pelo conhecimento&lt;/em&gt;. Além de organização e flexibilidade, afinal, o seu dia a dia será repleto de eventos e gestão de pessoas, prazos e entregas.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;5- Métricas:&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;
Atuar como Tech Community Manager é também ser guiada pelos dados. Afinal, as escolhas precisam ser tomadas de acordo com o público, ou seja, as pessoas. E, tomar as melhores decisões, a partir dos números, é mensurar o impacto das ações. Por exemplo: quantas pessoas se inscreveram no seu evento e quantas compareceram? Qual o retorno do investimento de um evento? Qual a retenção de membros na sua comunidade? São todos indicadores importantes!&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O que acharam deste artigo? Feedbacks são super bem-vindos! Até a próxima! ✨&lt;/p&gt;

</description>
      <category>community</category>
      <category>developer</category>
      <category>technology</category>
    </item>
    <item>
      <title>Como tem sido o meu processo criativo para escrever um livro infantil sobre programação</title>
      <dc:creator>Larissa Vitoriano</dc:creator>
      <pubDate>Thu, 13 Apr 2023 15:55:19 +0000</pubDate>
      <link>https://dev.to/laricavitoriano/conheca-as-dores-e-delicias-de-escrever-um-livro-infantil-sobre-programacao-14kf</link>
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      <description>&lt;p&gt;Eu sempre tive o sonho de escrever um livro. Apaixonada por eles desde a infância, materializar as ideias em palavras tem uma importância gigantesca no meu dia a dia.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Os diários fazem parte da minha rotina desde a infância. E os livros, seja no kindle, no tablet ou papel, vivem espalhados pelos cômodos da minha casa, como decoração, inspiração e fonte de conhecimento.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Compartilho neste artigo como tem sido o processo criativo da escrita do meu primeiro livro infantil. Um sonho que, minuciosamente e aos poucos, materializou-se e finalmente posso dizer: eu estou no processo de aprendizagem para ser uma escritora.&lt;/p&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  &lt;strong&gt;Mais Meninas na Tecnologia, aulas e sonhos&lt;/strong&gt;
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Desde que comecei a dar aulas de programação para crianças no projeto Mais Meninas na Tecnologia, na qual iniciei em 2020, o sonho ficou ainda mais latente no meu peito. Afinal, ter um livro como base para as aulas seria muito importante no sentindo de contextualizá-las, de maneira lúdica, sobre os conteúdos de programação, matemática, ciências e física.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Até que a super ilustradora Carol Ohara topou o desafio comigo, a Prefeitura de São Paulo me financiou por meio do programa VAI, e iniciamos juntas o processo de desenvolvimento do livro infantil sobre a Minidev, personagem principal do aplicativo que desenvolvi durante o meu mestrado em tecnologias da informação.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Mas antes de abrir um documento em branco no Google docs e colocar a mão na massa, eu li muito. Comprei vários livros infantis e me deliciei durante horas a fio com ilustrações exuberantes e textos cheios de afeto, coragem e gentileza. Alguns inspirações foram essas:&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;a href="https://media.dev.to/dynamic/image/width=800%2Cheight=%2Cfit=scale-down%2Cgravity=auto%2Cformat=auto/https%3A%2F%2Fdev-to-uploads.s3.amazonaws.com%2Fuploads%2Farticles%2Fbxuba8rt4tltxzw8kk84.png" class="article-body-image-wrapper"&gt;&lt;img src="https://media.dev.to/dynamic/image/width=800%2Cheight=%2Cfit=scale-down%2Cgravity=auto%2Cformat=auto/https%3A%2F%2Fdev-to-uploads.s3.amazonaws.com%2Fuploads%2Farticles%2Fbxuba8rt4tltxzw8kk84.png" alt="Image description"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;E comecei a esboçar, em perguntas, o que eu queria de fato com o livro. Por exemplo:&lt;/p&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  &lt;strong&gt;O que eu quero:&lt;/strong&gt;
&lt;/h2&gt;

&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;Inspirar as alunas com uma narrativa envolvente;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Contar uma história sobre uma menina numa jornada rumo à programação e as ciência exatas;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Envolver a personagem principal como um espelho das suas próprias histórias.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  &lt;strong&gt;O que eu não quero?&lt;/strong&gt;
&lt;/h2&gt;

&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;Muito texto, prefiro mais apelo visual;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Ser mais um material descartável: quero que faça sentido;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Ser uma mensagem densa, difícil e cheia de palavras complexas.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  &lt;strong&gt;O que eu sonho com esse livro?&lt;/strong&gt;
&lt;/h2&gt;

&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;Utilizar nas aulas com as alunas;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Que elas possam ler em casa, ou seja, um material de fácil acesso;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Inspiração com uma mensagem de coragem, gentileza e curiosidade em relação às ciências exatas.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  &lt;strong&gt;Quais são as palavras-chave do livro?&lt;/strong&gt;
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;programação, gentileza, coragem, ciência exatas, números, sonhar, São Paulo, educação, escola, empoderamento, criatividade, medo, erro, refatoração, códigos, robôs, computador, professora, bugs, meninas, memória, lógica, problema...&lt;/p&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  &lt;strong&gt;Quais as características visuais do livro?&lt;/strong&gt;
&lt;/h2&gt;

&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;Ilustras grandes com textos curtos;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Ter página dupla de destaque para o e-book;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;A Minidev num cenário composto com vários itens: imaginário e irracional, com foco no campo do fictício;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Texturas, ícones e características que remetem ao universo inovador da tecnologia.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  &lt;strong&gt;E quais são as imagens que me inspiram?&lt;/strong&gt;
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;&lt;a href="https://media.dev.to/dynamic/image/width=800%2Cheight=%2Cfit=scale-down%2Cgravity=auto%2Cformat=auto/https%3A%2F%2Fdev-to-uploads.s3.amazonaws.com%2Fuploads%2Farticles%2F8hx42sxopttwpcxz7mcb.png" class="article-body-image-wrapper"&gt;&lt;img src="https://media.dev.to/dynamic/image/width=800%2Cheight=%2Cfit=scale-down%2Cgravity=auto%2Cformat=auto/https%3A%2F%2Fdev-to-uploads.s3.amazonaws.com%2Fuploads%2Farticles%2F8hx42sxopttwpcxz7mcb.png" alt="Image description"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;a href="https://media.dev.to/dynamic/image/width=800%2Cheight=%2Cfit=scale-down%2Cgravity=auto%2Cformat=auto/https%3A%2F%2Fdev-to-uploads.s3.amazonaws.com%2Fuploads%2Farticles%2Fmltn0btd3tybd7nk1mf7.png" class="article-body-image-wrapper"&gt;&lt;img src="https://media.dev.to/dynamic/image/width=800%2Cheight=%2Cfit=scale-down%2Cgravity=auto%2Cformat=auto/https%3A%2F%2Fdev-to-uploads.s3.amazonaws.com%2Fuploads%2Farticles%2Fmltn0btd3tybd7nk1mf7.png" alt="Image description"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;a href="https://media.dev.to/dynamic/image/width=800%2Cheight=%2Cfit=scale-down%2Cgravity=auto%2Cformat=auto/https%3A%2F%2Fdev-to-uploads.s3.amazonaws.com%2Fuploads%2Farticles%2Fiiuk4oh0la9g9nl9no0c.jpeg" class="article-body-image-wrapper"&gt;&lt;img src="https://media.dev.to/dynamic/image/width=800%2Cheight=%2Cfit=scale-down%2Cgravity=auto%2Cformat=auto/https%3A%2F%2Fdev-to-uploads.s3.amazonaws.com%2Fuploads%2Farticles%2Fiiuk4oh0la9g9nl9no0c.jpeg" alt="Image description"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br&gt;
&lt;a href="https://media.dev.to/dynamic/image/width=800%2Cheight=%2Cfit=scale-down%2Cgravity=auto%2Cformat=auto/https%3A%2F%2Fdev-to-uploads.s3.amazonaws.com%2Fuploads%2Farticles%2F7bd4pzjvxs0ezpwxu5pn.jpeg" class="article-body-image-wrapper"&gt;&lt;img src="https://media.dev.to/dynamic/image/width=800%2Cheight=%2Cfit=scale-down%2Cgravity=auto%2Cformat=auto/https%3A%2F%2Fdev-to-uploads.s3.amazonaws.com%2Fuploads%2Farticles%2F7bd4pzjvxs0ezpwxu5pn.jpeg" alt="Image description"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br&gt;
&lt;a href="https://media.dev.to/dynamic/image/width=800%2Cheight=%2Cfit=scale-down%2Cgravity=auto%2Cformat=auto/https%3A%2F%2Fdev-to-uploads.s3.amazonaws.com%2Fuploads%2Farticles%2F4pypvo255cl6y16qbdrr.png" class="article-body-image-wrapper"&gt;&lt;img src="https://media.dev.to/dynamic/image/width=800%2Cheight=%2Cfit=scale-down%2Cgravity=auto%2Cformat=auto/https%3A%2F%2Fdev-to-uploads.s3.amazonaws.com%2Fuploads%2Farticles%2F4pypvo255cl6y16qbdrr.png" alt="Image description"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;a href="https://media.dev.to/dynamic/image/width=800%2Cheight=%2Cfit=scale-down%2Cgravity=auto%2Cformat=auto/https%3A%2F%2Fdev-to-uploads.s3.amazonaws.com%2Fuploads%2Farticles%2Fnvx6wq91ce6ez7p3im7o.png" class="article-body-image-wrapper"&gt;&lt;img src="https://media.dev.to/dynamic/image/width=800%2Cheight=%2Cfit=scale-down%2Cgravity=auto%2Cformat=auto/https%3A%2F%2Fdev-to-uploads.s3.amazonaws.com%2Fuploads%2Farticles%2Fnvx6wq91ce6ez7p3im7o.png" alt="Image description"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;a href="https://media.dev.to/dynamic/image/width=800%2Cheight=%2Cfit=scale-down%2Cgravity=auto%2Cformat=auto/https%3A%2F%2Fdev-to-uploads.s3.amazonaws.com%2Fuploads%2Farticles%2Fxph01i0milxe92qszcl5.png" class="article-body-image-wrapper"&gt;&lt;img src="https://media.dev.to/dynamic/image/width=800%2Cheight=%2Cfit=scale-down%2Cgravity=auto%2Cformat=auto/https%3A%2F%2Fdev-to-uploads.s3.amazonaws.com%2Fuploads%2Farticles%2Fxph01i0milxe92qszcl5.png" alt="Image description"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Sem mais delongas, finalmente, cheguei nos primeiros trechos do tão sonhado livro da &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Minidev: a menina que deseja programar&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;:&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;"A criatividade sempre foi importante&lt;br&gt;
É possível imaginar dinossauros e borboletas falantes&lt;br&gt;
Bicicletas mirabolantes&lt;br&gt;
E até robôs de diamantes&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Sei lá, um brigadeiro sabor de refrigerante&lt;br&gt;
Ou até mesmo naves rodopiantes&lt;br&gt;
Computadores deslizantes&lt;br&gt;
E números cintilantes&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;continua [...]"&lt;/p&gt;

</description>
    </item>
    <item>
      <title>Discovery do app Minidev</title>
      <dc:creator>Larissa Vitoriano</dc:creator>
      <pubDate>Fri, 30 Sep 2022 19:03:33 +0000</pubDate>
      <link>https://dev.to/laricavitoriano/discovery-do-app-minidev-3e2b</link>
      <guid>https://dev.to/laricavitoriano/discovery-do-app-minidev-3e2b</guid>
      <description>&lt;p&gt;&lt;em&gt;Detalhes sobre o desenvolvimento do app Minidev, que ensina conceitos de front-end para meninas de escolas públicas&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;a href="https://media.dev.to/dynamic/image/width=800%2Cheight=%2Cfit=scale-down%2Cgravity=auto%2Cformat=auto/https%3A%2F%2Fdev-to-uploads.s3.amazonaws.com%2Fuploads%2Farticles%2Fchnre9g3ov0z9bfpvqd4.png" class="article-body-image-wrapper"&gt;&lt;img src="https://media.dev.to/dynamic/image/width=800%2Cheight=%2Cfit=scale-down%2Cgravity=auto%2Cformat=auto/https%3A%2F%2Fdev-to-uploads.s3.amazonaws.com%2Fuploads%2Farticles%2Fchnre9g3ov0z9bfpvqd4.png" alt="Image description"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Planejamento da pesquisa&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;
&lt;em&gt;Contexto&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O projeto Mais Meninas na Tecnologia desenvolve as competências tecnológicas de meninas estudantes da rede pública de ensino entre 08 e 10 anos, residentes da região norte periférica da cidade de São Paulo, no Brasil, através de um jogo lúdico que transmite conceitos sobre o uso da internet e a construção de uma página web.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A partir deste cenário e contexto, o jogo intitulado “Minidev” foi desenvolvido com a finalidade de trazer à luz conceitos básicos sobre a tecnologia front-end, ou seja, linguagens de marcação e estilo numa página web, além de disseminar a mensagem de empoderamento e inclusão como uma forma de aproximação da tecnologia para a realidade e referências das garotas.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Objetivos da pesquisa&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O projeto pretende proporcionar às meninas paulistanas entre 08 e 10 anos o contato primário com a tecnologia, com um propósito de mudança de hábitos a partir da educação tecnológica. Ainda mais em tempos de pandemia, o &lt;strong&gt;entendimento tecnológico&lt;/strong&gt; é essencial para as pessoas &lt;strong&gt;mais vulneráveis&lt;/strong&gt;, afinal, abrangem o seu repertório no uso de ferramentas, facilitando o convívio na cidade.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O objetivo da pesquisa foi entender quais os principais hábitos, contextos, ações e relação das pessoas usuárias com a tecnologia, a partir da ação por literacia digital, especificamente &lt;strong&gt;programação web&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Metodologia&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Com vista a desenvolver o projeto proposto foi adotada uma combinação de metodologias, articuladas de forma a melhor servir os objetivos de investigação já mencionados. O processo de investigação inicia com um estudo exploratório (pautado no design thinking), combinando recolha de dados quantitativos e qualitativos, por meio de inquérito, entrevistas estruturadas e análise de ilustrações desenvolvidas pelas crianças, a pedido da investigadora. Por fim, dois testes de usabilidade com as pessoas participantes.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Participantes&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;em&gt;Primeira ação: estudo exploratório&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A primeira ação partiu com a imersão em buscas simples e rápidas a partir de palavras-chave em diferentes plataformas: buscadores na internet com notícias, redes sociais, banco de imagens como Unsplash, Adobe Color, Google Trends e Play Store. Pesquisaram-se palavras em inglês e em português para maior abrangência acerca do tema. São elas: “girls in technology”, “girls in tech”, “meninas na programação” e “meninas na tecnologia”.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;a href="https://media.dev.to/dynamic/image/width=800%2Cheight=%2Cfit=scale-down%2Cgravity=auto%2Cformat=auto/https%3A%2F%2Fdev-to-uploads.s3.amazonaws.com%2Fuploads%2Farticles%2Fizffbtuv6bcs4efbbn5m.png" class="article-body-image-wrapper"&gt;&lt;img src="https://media.dev.to/dynamic/image/width=800%2Cheight=%2Cfit=scale-down%2Cgravity=auto%2Cformat=auto/https%3A%2F%2Fdev-to-uploads.s3.amazonaws.com%2Fuploads%2Farticles%2Fizffbtuv6bcs4efbbn5m.png" alt="Image description"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;a href="https://media.dev.to/dynamic/image/width=800%2Cheight=%2Cfit=scale-down%2Cgravity=auto%2Cformat=auto/https%3A%2F%2Fdev-to-uploads.s3.amazonaws.com%2Fuploads%2Farticles%2Fdvoywe8681ezfenbuip5.png" class="article-body-image-wrapper"&gt;&lt;img src="https://media.dev.to/dynamic/image/width=800%2Cheight=%2Cfit=scale-down%2Cgravity=auto%2Cformat=auto/https%3A%2F%2Fdev-to-uploads.s3.amazonaws.com%2Fuploads%2Farticles%2Fdvoywe8681ezfenbuip5.png" alt="Image description"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;a href="https://media.dev.to/dynamic/image/width=800%2Cheight=%2Cfit=scale-down%2Cgravity=auto%2Cformat=auto/https%3A%2F%2Fdev-to-uploads.s3.amazonaws.com%2Fuploads%2Farticles%2Fbxr9ql6bsszksx3xytro.png" class="article-body-image-wrapper"&gt;&lt;img src="https://media.dev.to/dynamic/image/width=800%2Cheight=%2Cfit=scale-down%2Cgravity=auto%2Cformat=auto/https%3A%2F%2Fdev-to-uploads.s3.amazonaws.com%2Fuploads%2Farticles%2Fbxr9ql6bsszksx3xytro.png" alt="Image description"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Segunda ação: 8 entrevistas com o público-alvo + ensaio fotográfico + ilustração sobre o que entendem sobre tecnologia.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Após a recolha de dados da imersão, partiu -se para entrevistas estruturadas, ilustração, ensaio fotográfico e inquérito por questionário — passou-se à sistematização e organização das informações recolhidas. As entrevistas e desenhos desenvolvidos durante os grupos de foco resultaram na informação de exemplo que se segue:&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Maria Vitória&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Quero saber um pouco sobre os seus gostos pessoais. Quais suas cores favoritas? E os seus personagens? Tem algum youtuber ou famoso que te interessa?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Paixão à primeira vista, Primeira Vez Amor, séries da Netflix. Gosto de youtubers coreanos, Ladybug, Melhores Amigos dos Coreanos e Japoneses.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Qual o dia perfeito para você? Descreva um dia ideal para você.&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;
Um dia que está toda a minha família. E na escola, qual a sua disciplina favorita? Gosta de ciências exatas? São três: matemática, artes e educação física. Gosto de contas.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Acha interessante um jogo que te ensinaria noções básicas de Internet, programação e construção de sites?&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;
Jogar jogos, tirar fotos e galeria. Tenho meu próprio celular. Eu gosto de fazer pesquisas.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Para finalizar, o que gostaria de ver nesse jogo? Quais cores e estilos que acha interessante?&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;
Gosto de desafios, detetives, maldições. Personagens meninas e meninos.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;a href="https://media.dev.to/dynamic/image/width=800%2Cheight=%2Cfit=scale-down%2Cgravity=auto%2Cformat=auto/https%3A%2F%2Fdev-to-uploads.s3.amazonaws.com%2Fuploads%2Farticles%2Fliq40i24x9njzna2tzti.png" class="article-body-image-wrapper"&gt;&lt;img src="https://media.dev.to/dynamic/image/width=800%2Cheight=%2Cfit=scale-down%2Cgravity=auto%2Cformat=auto/https%3A%2F%2Fdev-to-uploads.s3.amazonaws.com%2Fuploads%2Farticles%2Fliq40i24x9njzna2tzti.png" alt="Image description"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;a href="https://media.dev.to/dynamic/image/width=800%2Cheight=%2Cfit=scale-down%2Cgravity=auto%2Cformat=auto/https%3A%2F%2Fdev-to-uploads.s3.amazonaws.com%2Fuploads%2Farticles%2Fbvzxitlghvb8z1izl3ft.png" class="article-body-image-wrapper"&gt;&lt;img src="https://media.dev.to/dynamic/image/width=800%2Cheight=%2Cfit=scale-down%2Cgravity=auto%2Cformat=auto/https%3A%2F%2Fdev-to-uploads.s3.amazonaws.com%2Fuploads%2Farticles%2Fbvzxitlghvb8z1izl3ft.png" alt="Image description"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Terceira ação: formulário online com 20 participantes&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O inquérito por questionário foi distribuído por e-mail, WhatsApp e redes sociais e foi respondido por 20 tutores legais de crianças com idades entre os 8 e os 11 anos. Apesar da amostra ser reduzida (n=20), os resultados permitem-nos retirar algumas conclusões no que se referem aos dispositivos tecnológicos disponíveis e tipos de aplicações mais utilizadas, como nos permitem verificar os resultados obtidos.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;a href="https://media.dev.to/dynamic/image/width=800%2Cheight=%2Cfit=scale-down%2Cgravity=auto%2Cformat=auto/https%3A%2F%2Fdev-to-uploads.s3.amazonaws.com%2Fuploads%2Farticles%2Frawz6amw41i15e0owsog.png" class="article-body-image-wrapper"&gt;&lt;img src="https://media.dev.to/dynamic/image/width=800%2Cheight=%2Cfit=scale-down%2Cgravity=auto%2Cformat=auto/https%3A%2F%2Fdev-to-uploads.s3.amazonaws.com%2Fuploads%2Farticles%2Frawz6amw41i15e0owsog.png" alt="Image description"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Quarta ação: 1° teste de usabilidade&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Após o desenvolvimento do primeiro protótipo do produto, ou seja, quando foram expostas à demo da fase 1 através de dois dispositivos, celular e notebook, avaliou-se como a usuária se comportava em relação ao jogo. A seguir, coloriram a ilustração das 3 personagens elaboradas. Durante o decorrer do teste, as meninas foram fotografadas e filmadas, além de observadas sobre a autonomia e independência perante os desafios propostos.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;a href="https://media.dev.to/dynamic/image/width=800%2Cheight=%2Cfit=scale-down%2Cgravity=auto%2Cformat=auto/https%3A%2F%2Fdev-to-uploads.s3.amazonaws.com%2Fuploads%2Farticles%2F60d4k6racql2reex9ta9.jpeg" class="article-body-image-wrapper"&gt;&lt;img src="https://media.dev.to/dynamic/image/width=800%2Cheight=%2Cfit=scale-down%2Cgravity=auto%2Cformat=auto/https%3A%2F%2Fdev-to-uploads.s3.amazonaws.com%2Fuploads%2Farticles%2F60d4k6racql2reex9ta9.jpeg" alt="Image description"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;a href="https://media.dev.to/dynamic/image/width=800%2Cheight=%2Cfit=scale-down%2Cgravity=auto%2Cformat=auto/https%3A%2F%2Fdev-to-uploads.s3.amazonaws.com%2Fuploads%2Farticles%2Fx4t5z17kq5x33w8qw29k.png" class="article-body-image-wrapper"&gt;&lt;img src="https://media.dev.to/dynamic/image/width=800%2Cheight=%2Cfit=scale-down%2Cgravity=auto%2Cformat=auto/https%3A%2F%2Fdev-to-uploads.s3.amazonaws.com%2Fuploads%2Farticles%2Fx4t5z17kq5x33w8qw29k.png" alt="Image description"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Quinta ação: 2° teste de usabilidade&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A principal aplicação do jogo Minidev finalizado aconteceu na comunidade do Jardim Peri, na zona norte de São Paulo e contemplou cerca de 15 meninas da comunidade. As crianças jogaram o jogo Minidev, fizeram um ensaio fotográfico e audiovisual, responderam a um questionário elaborado sobre a experiência, tiveram uma aula de programação simples com conteúdos relacionados às linguagens de programação, e, ao fim, lancharam.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Algumas perguntas do roteiro do teste de usabilidade:&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;

&lt;ol&gt;
&lt;li&gt;Pode falar mais sobre o que você acabou de clicar/ fazer?&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;O que você achou que ia acontecer quando ação?&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;O que você estava pensando quando fez a ação?&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;O que isso significa para você?&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;O que você faria em seguida?&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;O que deveria acontecer em seguida?&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Você localiza algo na tela que poderia ajudá-lo(a)?&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;O que você imagina que esse link faz? E esse outro?&lt;/li&gt;
&lt;/ol&gt;

&lt;p&gt;&lt;a href="https://media.dev.to/dynamic/image/width=800%2Cheight=%2Cfit=scale-down%2Cgravity=auto%2Cformat=auto/https%3A%2F%2Fdev-to-uploads.s3.amazonaws.com%2Fuploads%2Farticles%2Fo3wkq0w8ikvbzepolemd.png" class="article-body-image-wrapper"&gt;&lt;img src="https://media.dev.to/dynamic/image/width=800%2Cheight=%2Cfit=scale-down%2Cgravity=auto%2Cformat=auto/https%3A%2F%2Fdev-to-uploads.s3.amazonaws.com%2Fuploads%2Farticles%2Fo3wkq0w8ikvbzepolemd.png" alt="Image description"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Sexta ação: publicação da versão Beta do Jogo Minidev na Playstore&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Encontra-se disponível na PlayStore pelo &lt;a href="https://play.google.com/store/apps/details?id=com.maismeninasnatecnologia.minidev" rel="noopener noreferrer"&gt;link &lt;/a&gt;e também é possível acessá-lo pelo &lt;a href="http://maismeninasnatecnologia.com/" rel="noopener noreferrer"&gt;site&lt;/a&gt; oficial.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;a href="https://media.dev.to/dynamic/image/width=800%2Cheight=%2Cfit=scale-down%2Cgravity=auto%2Cformat=auto/https%3A%2F%2Fdev-to-uploads.s3.amazonaws.com%2Fuploads%2Farticles%2Frthb5djq4tpsudd4u9vg.png" class="article-body-image-wrapper"&gt;&lt;img src="https://media.dev.to/dynamic/image/width=800%2Cheight=%2Cfit=scale-down%2Cgravity=auto%2Cformat=auto/https%3A%2F%2Fdev-to-uploads.s3.amazonaws.com%2Fuploads%2Farticles%2Frthb5djq4tpsudd4u9vg.png" alt="Image description"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

</description>
      <category>webdev</category>
      <category>android</category>
      <category>html</category>
      <category>mobile</category>
    </item>
    <item>
      <title>Como é ser uma developer relations especialista em linguagem conversacional e inteligência artificial?</title>
      <dc:creator>Larissa Vitoriano</dc:creator>
      <pubDate>Fri, 30 Sep 2022 18:35:43 +0000</pubDate>
      <link>https://dev.to/laricavitoriano/como-e-ser-uma-developer-relations-especialista-em-linguagem-conversacional-e-inteligencia-artificial-3llg</link>
      <guid>https://dev.to/laricavitoriano/como-e-ser-uma-developer-relations-especialista-em-linguagem-conversacional-e-inteligencia-artificial-3llg</guid>
      <description>&lt;p&gt;&lt;em&gt;Como é ser uma developer relations especialista em linguagem conversacional e inteligência artificial?&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;a href="https://res.cloudinary.com/practicaldev/image/fetch/s--es8UydIc--/c_limit%2Cf_auto%2Cfl_progressive%2Cq_auto%2Cw_880/https://dev-to-uploads.s3.amazonaws.com/uploads/articles/2sl4sc5cy2wmyjb93ol4.jpeg" class="article-body-image-wrapper"&gt;&lt;img src="https://res.cloudinary.com/practicaldev/image/fetch/s--es8UydIc--/c_limit%2Cf_auto%2Cfl_progressive%2Cq_auto%2Cw_880/https://dev-to-uploads.s3.amazonaws.com/uploads/articles/2sl4sc5cy2wmyjb93ol4.jpeg" alt="Image description" width="828" height="552"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Quando eu era adolescente (olha a nostalgia da millenial vindo aí!) adorava trocar a cor do background do meu blogspot.com, mandar SMS grátis pela internet e participar de fóruns (de gosto muito duvidosos, por sinal!) sobre quadrinhos. Ah, e compartilhava tudo no Myspace, onde eu aprendi sobre markdown com o meu primeiro &lt;strong&gt;h1&lt;/strong&gt; e &lt;em&gt;subtítulo&lt;/em&gt; em &lt;strong&gt;bold&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Existiam páginas sobre tudo e o melhor: você podia ser quem era. Compartilhar sobre os dilemas da adolescência, tudo movido de acordo com as transformações hormonais típicas do período. Eu amava escrever, personalizar e descobrir coisas novas no universo tão maravilhoso que era a internet naquela época!&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Mal sabia eu, que mais de uma década depois, tornaria-me developer relations e o meu dia a dia de trabalho seria composto com atividades que eu passava a tarde toda fazendo: estar presente em comunidades, compartilhar conhecimentos, estudar, entender sobre a tecnologia e, claro: produzir muito conteúdo!&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Sobre como cheguei até aqui&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A minha jornada foi um tanto diferente das pessoas da área de tech! Aos 17, queria prestar vestibular para ciência da computação, mas confesso que eu não conhecia nenhuma mulher que pretendia seguir os mesmos passos que eu.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A falta de representatividade na área e o medo de estar num ambiente altamente masculino (e tóxico, diga-se de passagem) assustava-me. Logo eu, uma adolescente tímida e que, dentre as coisas que mais gostava de fazer era escrever, acabei optando por Jornalismo. Fiz inúmeros estágios, escrevi sobre diversos assuntos, formei, recebi o canudo, mas algo faltava dentro de mim.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Depois de quatro anos estudando sobre semiótica, ortografia e práticas de uma boa reportagem, decidi de fato estudar sobre tecnologia. Fiz um curso básico de programação front-end: HTML, CSS e Javascript. Por tratar-se de uma linguagem de marcação e ser a porta de entrada para muitas pessoas na tecnologia, tudo fez sentido para mim. Dali em diante, não parei mais.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Cruzei o oceano e decidi especializar-me num mestrado em TI, em Portugal. Cobri inúmeros eventos de tech, desenvolvi vários sites (o Bootstrap foi meu amigo em muitas noites), até gerenciei o projeto Minidev, um app que ensina programação front-end para meninas.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;E encontrei developer relations, ou DevRel, para as pessoas íntimas. Uma área em ascensão e que traz muitos frutos como o papel que representa o coração da comunidade.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Afinal, o que é ser uma Developer Relations?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Neste papel somos a voz e ouvido da comunidade nos diferentes espaços que o envolvem, desde eventos referência na área até tópicos de discussão no fórum. Ser DevRel é atuar no meio de campo entre as pessoas desenvolvedoras e a empresa. E, todos os dias, percebo cada vez mais o valor e a importância de uma comunidade técnica.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Não só como aprimoramento do produto em si de acordo com as dores e necessidades das pessoas, mas na construção em conjunto do conhecimento científico e tecnológico.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;No meu caso em Take Blip, sobre inteligência artificial e conversational commerce, ou seja, chatbots e contatos inteligentes. Revolucionários nos meios de atendimento ao cliente com foco em conversas personalizadas em diferentes canais.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;E o escopo de trabalho?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O dia a dia de uma pessoa DevRel é bem diverso! Criar conteúdos em diversos formatos, participar de eventos, levar as informações acerca das novidades do produto, mas, acima de tudo, estar envolvido com a comunidade. Não só nacional, mas internacional. Além, claro: estudar. Algo imprescindível para os profissionais em tecnologia.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Há diversos papéis dentro de uma área de DevRel: community manager tech, developer evangelist, developer advocate, technical writer e muito mais. Mas isso é papo para outro artigo, não acha? Fica aí o spoiler!&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Referências importantes&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Já deixo a indicação de dois livros que foram muito importantes na minha jornada até aqui: The Business Value of Developer Relations: How and Why Technical Communities Are Key to Your Success, da Mary Thengvall. E Developer marketing does not exist, do Adam Duvander. infelizmente, ambos ainda sem tradução para o português.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Há inúmeros profissionais de destaque no mercado que atuam em prol da divulgação da área no país: &lt;a href="http://gabsferreira.com/"&gt;Gabs Ferreira&lt;/a&gt;, DevRel na Alvin e &lt;a href="https://github.com/pachicodes"&gt;Pachi Codes&lt;/a&gt;, Developer Advocate no GitHub. Já na gringa, inspiro-me muito na &lt;a href="https://cassidoo.co/"&gt;Cassidy Williams&lt;/a&gt;, Head of Developer Experience and Education at Remote.&lt;/p&gt;

</description>
      <category>devrel</category>
      <category>developer</category>
      <category>webdev</category>
      <category>carrer</category>
    </item>
    <item>
      <title>Aprendizados sobre atuar com comunidades para inclusão de meninas e mulheres na tecnologia</title>
      <dc:creator>Larissa Vitoriano</dc:creator>
      <pubDate>Fri, 30 Sep 2022 18:15:26 +0000</pubDate>
      <link>https://dev.to/laricavitoriano/aprendizados-sobre-atuar-com-comunidades-para-inclusao-de-meninas-e-mulheres-na-tecnologia-i48</link>
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      <description>&lt;p&gt;&lt;a href="https://media.dev.to/dynamic/image/width=800%2Cheight=%2Cfit=scale-down%2Cgravity=auto%2Cformat=auto/https%3A%2F%2Fdev-to-uploads.s3.amazonaws.com%2Fuploads%2Farticles%2Fcs4u8l2oy5cqaxqfd4y4.jpeg" class="article-body-image-wrapper"&gt;&lt;img src="https://media.dev.to/dynamic/image/width=800%2Cheight=%2Cfit=scale-down%2Cgravity=auto%2Cformat=auto/https%3A%2F%2Fdev-to-uploads.s3.amazonaws.com%2Fuploads%2Farticles%2Fcs4u8l2oy5cqaxqfd4y4.jpeg" alt="Image description"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A diversidade e inclusão é muito mais complexa do que eu imaginava desde quando comecei a atuar em comunidades voltadas à educação de meninas e mulheres na tecnologia. Afinal, colaborar em projetos focados em impacto social é algo complexo, difícil e trata-se de um investimento a longo prazo. E, é claro: eu só fui descobrir isso quando coloquei minha primeira ação no ar.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Quero deixar explícito que o propósito deste texto não é só contar as dores do processo. As delícias também estão por vir. E veja só: são muitas! Ainda mais em ações efetivas que mesclam educação, tecnologia, meninas e mulheres!&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Números sobre o universo da tecnologia&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;De acordo com o relatório da Brasscom (Associação das Empresas de Tecnologia e Comunicação e de Tecnologias Digitais), calcula-se que as empresas de tecnologia demandem 797 mil talentos de 2021 a 2025, entretanto, a projeção para pessoas formadas nas universidades brasileiras nos cursos relacionados à tecnologia da informação, a projeção é de um déficit anual de 106 mil talentos, em números totais, 530 mil em cinco anos.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Entretanto, o que a inclusão de meninas e mulheres na tecnologia têm a ver com esses números infinitos?&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Diversidade e inclusão em empresas é bom para todo mundo. Ainda mais num país que encontra-se com altas taxas de desemprego.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Só no primeiro trimestre de 2022, o Brasil tem 11,1% de pessoas sem ocupação formal. Destas, com o recorte focado no sexo ficou em 9,1% para os homens e 13,7% para as mulheres*, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua. Os dados acima só confirmam que as mulheres são as mais afetadas nos momentos de crise econômica.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Antes, minha breve história com a tecnologia&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Eu sou apaixonada por comunidades de tecnologia desde que era uma adolescente fascinada em trocar a cor do background do meu blogspot.com. A seguir, estudante de jornalismo maluca por códigos, dados e ciência.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Já formada, como repórter na redação, escrevi matérias sobre coberturas de eventos tech, a influência da tecnologia no dia a dia e muito frilas com personagens reais (e muito especiais!) que encontraram na tecnologia a realização profissional. Muitos deles garimpados nas comunidades, tão forte e essencial na área para troca de informações, aprendizados e diversão.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Até que em 2019 cruzei o oceano e fui realizar o sonho de estudar fora: mestrado no Porto, em Portugal. Especializei-me em Tecnologia da Informação. Um caminho em volta com vários sites no ar. Hoje, Developer Relations Relations!&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;E, finalmente: a atuação com as comunidades em tech&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Já em 2021, junto com várias comunidades, principalmente a Mais Meninas na Tecnologia, projeto social na qual fundei, desenvolvi campanhas e ações focadas na inserção de mais mulheres (e todas as suas interseccionalidades!) e meninas na tecnologia, em diferentes jornadas, principalmente em transição de carreira, universitárias e estudantes de escolas públicas entre 8 e 10 anos moradoras das periferias em São Paulo.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Os aprendizados foram inúmeros, mas elenco alguns dos principais:&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; A síndrome da pessoa impostora é forte no processo de aprendizagem. Muitas mulheres e meninas não acreditavam nas suas habilidades, ou seja, que ainda estavam em desenvolvimento. Motivá-las no processo foi fundamental! Seja como uma frase motivacional ou até mesmo um abraço!&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; A força da comunidade é imensurável, mas é um trabalho de formiguinha. Diário, constante e demanda muita dedicação. Por exemplo, a resposta a uma dúvida postada no fórum, uma mensagem no grupo do telegram, a curadoria dos profissionais em eventos e mentorias… são todas ações que fazem a diferença!&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; É preciso entender o contexto de cada pessoa, principalmente aquelas que encontram-se em vulnerabilidade social. Não adianta cobrar a mesma performance de uma pessoa que possui o próprio computador, internet estável e um local tranquilo para estudar, com outra que precisa codar pelo celular, por exemplo. E isso é sobre real diversidade e inclusão.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;4.&lt;/strong&gt; Mais do que atuar em ações com pessoas já na fase de transição de carreira ou na universidade, por exemplo, eu aprendi que a verdadeira falta de inserção de mais meninas na tecnologia está ainda na infância, no estímulo às crianças a partir de brinquedos e atividades que estimulem as ciências exatas e habilidades motoras.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;5.&lt;/strong&gt; Atuar com tecnologia é sempre estar disposto a resolver problemas. Não há como fugir. É preciso ter resiliência o tempo todo. Às vezes, você pode perder 3 dias na resolução de um bug e precisa estar ciente disso. Além de sempre estudar, ler a documentação e testar. Só na prática que de fato acontece o aprendizado.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Destaco que as minhas experiências foram voltadas para mulheres, meninas, pessoas trans e travestis. Mas a diversidade e inclusão vai muito além para outros grupos. Esses foram alguns dos aprendizados. E, sigo à disposição para novas experiências e sempre consolidando a comunidade tech para que seja mais diversa e inclusiva.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;em&gt;*Não há informações sobre outras interseccionalidades, por exemplo, pessoas trans e travestis.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;

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