<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/">
  <channel>
    <title>DEV Community: Lissa Ferreira</title>
    <description>The latest articles on DEV Community by Lissa Ferreira (@lissatransborda).</description>
    <link>https://dev.to/lissatransborda</link>
    <image>
      <url>https://media2.dev.to/dynamic/image/width=90,height=90,fit=cover,gravity=auto,format=auto/https:%2F%2Fdev-to-uploads.s3.amazonaws.com%2Fuploads%2Fuser%2Fprofile_image%2F524325%2F261c49f3-4f2c-4afa-bf84-17df60139a47.png</url>
      <title>DEV Community: Lissa Ferreira</title>
      <link>https://dev.to/lissatransborda</link>
    </image>
    <atom:link rel="self" type="application/rss+xml" href="https://dev.to/feed/lissatransborda"/>
    <language>en</language>
    <item>
      <title>Meu caminho na tecnologia: Alguns aprendizados que posso compartilhar.</title>
      <dc:creator>Lissa Ferreira</dc:creator>
      <pubDate>Sat, 07 Sep 2024 02:33:41 +0000</pubDate>
      <link>https://dev.to/feministech/meu-caminho-na-tecnologia-alguns-aprendizados-que-posso-compartilhar-4gin</link>
      <guid>https://dev.to/feministech/meu-caminho-na-tecnologia-alguns-aprendizados-que-posso-compartilhar-4gin</guid>
      <description>&lt;h1&gt;
  
  
  Minha jornada na tecnologia
&lt;/h1&gt;

&lt;p&gt;Olá! Meu nome é Lissa. Sou poetisa, amante de antropologia, mitologia e biologia, cozinheira, queimadora de velas, matraca e gerente de tecnologia. Neste artigo, quero compartilhar um pouco da minha trajetória na área de tecnologia e alguns aprendizados que adquiri ao longo do caminho.&lt;/p&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  No começo de tudo
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Iniciei meus estudos na área em 2019, durante um período bastante complicado para mim. A princípio, a tecnologia serviu como uma forma de fugir da minha realidade, muito por causa do processo artístico e criativo que a computação (e qualquer engenharia) envolve.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Naquele momento, não me preocupava com dinheiro, carreira, pessoas ou trabalho. Minha prioridade era transformar minhas ideias em uma arte intuitiva. Como um cubo mágico, onde as peças podem ser trocadas de posição livremente e reorganizadas para criar algo novo, sem que tenha sido planejado antecipadamente.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Essa característica da área me encantou, e comecei com Python, depois passei para JavaScript, PHP, MySQL, Node, etc. Linguagem por linguagem, framework por framework, aproveitando o tempo livre que possuía, fui aprendendo habilidades que utilizo até hoje.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Isso me leva ao primeiro aprendizado que quero compartilhar: &lt;strong&gt;não existe nenhum conhecimento inválido&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Todos esses conhecimentos me deram uma visão muito mais ampla de como construir software, dos processos envolvidos e das diferentes vantagens e características das tecnologias. Desde uma linguagem de backend até as situações em que usar Arch Linux pode ser útil no seu fluxo de trabalho, ou quais características de um framework definem se ele será adequado para determinado microserviço.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;É fundamental que toda pessoa desenvolvedora, ao menos uma vez na vida e, idealmente, ao longo de toda a carreira, experimente, estude, pratique e, mais importante, &lt;strong&gt;brinque&lt;/strong&gt; com os recursos que a computação oferece. O sistema econômico vigente idealiza o software como um produto final, seja ele um monolito, um MVP ou um escopo. Mas não. &lt;strong&gt;Software é o processo de pensar e criar arte com computadores&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;No início da minha jornada, também comecei a participar de comunidades de tecnologia, por volta de março de 2020. Isso me leva ao próximo aprendizado: &lt;strong&gt;nunca esteja na solidão&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A área (e a sociedade, de modo geral) incentiva muito um processo de afastamento entre quem somos como desenvolvedoras e nossa identidade fora do trabalho ou estudo, e essa separação é totalmente artificial.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Assim como em qualquer ocupação, podemos nos relacionar com outras pessoas que fazem o mesmo que nós. Para quem trabalha com tecnologia, isso é particularmente importante, pois promove a troca de conhecimento e experiências, algo extremamente valioso. Definitivamente, participar dessas comunidades foi uma das melhores decisões que tomei na minha carreira.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Um artigo correlato que posso indicar sobre o assunto é &lt;a href="https://dev.to/feministech/o-que-sao-comunidades-de-tecnologia-2e22"&gt;O que são comunidades de tecnologia?&lt;/a&gt;, escrito por mim mesma, hihi.&lt;/p&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  Um chamado irrecusável
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Após cerca de três anos de experiência na área, fui convidada a participar de uma comunidade que foi essencial para a minha carreira, a &lt;a href="https://dev.to/feministech"&gt;Feministech&lt;/a&gt;. Inicialmente, fui apenas uma membra, mas, por já atuar nesses espaços, rapidamente me tornei coordenadora. Nessa posição, tive muita liberdade para praticar um processo de criação na tecnologia bastante diferente: a criação de conteúdo técnico ou pessoal para pessoas da área.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Aqui chegamos ao próximo ponto: &lt;strong&gt;a tecnologia é feita de pessoas, para pessoas&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Não há como pensar em um artigo ou palestra sem considerar quem está consumindo aquele conteúdo. É necessário um processo empático para entender a leitora, suas necessidades, desejos e missão, e, com base nisso, atuar diretamente nas suas dores.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Embora isso possa parecer desvinculado da área técnica, é uma habilidade essencial. Como você vai ajudar sua colega de trabalho a resolver um bug, explicando os motivos do problema? Como você apresentará uma issue à gerência ou ao PO, explicando por que determinada feature precisa de mais tempo? E, para um cliente, como você justificará que o seu sistema é a melhor solução para o negócio dele?&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Essa seção, na verdade, não trata de tecnologia, mas de &lt;strong&gt;comunicação e documentação&lt;/strong&gt;. Trata dos processos que compõem as relações entre pessoas e como melhorar a compreensão e adesão às suas palavras. Logo, é um processo não computacional, mas sim, &lt;strong&gt;humano&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  Necessidades surgem...
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Alguns acontecimentos na minha vida me obrigaram a buscar um emprego remunerado na área, levando-me à minha primeira experiência profissional como desenvolvedora pleno.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Nessa experiência, o principal aprendizado foi a relação multidisciplinar entre pessoas de tecnologia e especialistas de domínio, reforçando o que já mencionei: o processo de desenvolvimento de software é humano.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Infelizmente, não demorou muito para que eu recebesse um presente inesperado em vez do meu salário: um layoff.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Isso me forçou a ativar o selinho de "opentowork" e voltar a procurar emprego. Felizmente, encontrei outra oportunidade na empresa em que trabalho atualmente.&lt;/p&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  Aumento da escala
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Na época, era uma empresa pequena, com poucos clientes e recursos, e fui contratada como desenvolvedora. Mas, em poucos meses, graças à abertura que tinha com minha superior, comecei a assumir novas responsabilidades, aplicando as habilidades que desenvolvi durante meu período em comunidades de tecnologia. Todo o aprendizado sobre liderança e comunicação estava sendo colocado em prática em uma empresa real, com outras desenvolvedoras como eu.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Inicialmente, foi um processo confuso. Mas, como a empresa ainda era pequena, havia espaço para agir com cautela e paciência, primeiro treinando pessoas em início de carreira, acompanhando sua evolução e desenvolvimento. Com o crescimento da empresa e a prova de que meu trabalho estava gerando resultados positivos, comecei a interagir diretamente com a área de vendas, desenvolvedores mais experientes, clientes e o setor de negócios.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Até hoje sinto um frio na barriga ao pensar nisso. Como eu, apenas uma desenvolvedora que começou na área sem rumo na vida, cheguei a um ponto em que outras pessoas dependem diretamente do meu trabalho, presença, relevância, atenção e coragem?&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Fazer planejamento de escopo, definição de fluxos, conversas com clientes, acompanhamento da evolução da equipe, realização de contratações e demissões, tudo com habilidades que desenvolvi através de tentativa e erro?&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Isso nos leva ao maior aprendizado deste artigo: &lt;strong&gt;sempre busque algo melhor para você&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Lembre-se de que a única pessoa que pode levar você ao lugar onde deseja chegar é você mesma. É um processo tortuoso, lento, e muitas vezes parece que estamos caminhando descalças, mas os frutos são recompensadores, e digo isso mesmo sem ter chegado à minha "macieira" ainda.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;É assustador ter responsabilidades, é assustador saber que pessoas dependem de você, mas qual processo de evolução não gera medo? Qual processo de descoberta, ação e execução não gera traumas? Que interação social não nos faz sentir vergonha ou dúvida? Que máscara esconde completamente nossos medos e inseguranças?&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Enfrente o processo de recuar e busque o que você deseja. Seja a melhor desenvolvedora, lidere uma equipe, faça vendas como ninguém, seja um ponto de referência em sua comunidade, seja uma provedora para alguém. Não tenha medo de tentar. No pior cenário, você falha e volta para onde está agora.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Enfim, acho que, em resumo, era isso que eu queria relatar neste artigo. Foram 5 anos de muita intensidade, e felizmente essas experiências me engrandeceram muito, mesmo que eu ainda esteja no início da minha jornada.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Espero que este artigo ilumine ao menos um respiro na sua caminhada, leitora, e que os aprendizados aqui compartilhados ajudem você a seguir um caminho merecedor.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Muito obrigada por ler 💛🏳️‍⚧️&lt;/p&gt;

</description>
      <category>braziliandevs</category>
      <category>career</category>
      <category>womenintech</category>
      <category>trans</category>
    </item>
    <item>
      <title>TRANSquimia: somos maiores que estrelas</title>
      <dc:creator>Lissa Ferreira</dc:creator>
      <pubDate>Sat, 17 Jun 2023 16:16:09 +0000</pubDate>
      <link>https://dev.to/feministech/transquimia-somos-maiores-que-estrelas-1068</link>
      <guid>https://dev.to/feministech/transquimia-somos-maiores-que-estrelas-1068</guid>
      <description>&lt;p&gt;A arte é a gaze da minha alma, e isso só para, quando dispara.&lt;/p&gt;

&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;Rubia, 2022.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  Quem sou eu?
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Antes de tudo, é importante falar um pouco sobre mim, e porque escrevo esse artigo.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Meu nome é Lissa, sou desenvolvedora, produtora de conteúdo sobre tecnologia, palestrante, &lt;em&gt;Community Manager&lt;/em&gt;, dentre outras coisas, mas por enquanto, apenas é relevante que eu sou uma pessoa trans, escritora e artista, especialmente poetisa.&lt;/p&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  Motivação
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Em janeiro de 2022 publiquei um artigo chamado &lt;a href="https://dev.to/feministech/transquimia-do-carvao-pro-diamante-2j1m"&gt;TRANSquimia: do carvão pro diamante&lt;/a&gt;, que falava sobre o pouco que sabia sobre pessoas trans, pois naquela época faziam apenas 26 dias que eu havia transicionado socialmente.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Durante muito tempo, pensei que seria bom escrever uma segunda parte dele, falando sobre a minha experiência, aprendizados, e processos, e agora, um ano e meio depois, vou concluir essa etapa do TRANSquimia.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Não planejo falar sobre números, gráficos e vivências que muitas outras pessoas falam, pois mesmo que esses fatos sejam importantes, quero abordar outras coisas, tanto para pessoas trans, quanto cis que possam ler esse artigo.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;De antemão, agradeço pela leitura.&lt;/p&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  onde nossos corpos se encaixam
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Vamos fazer um exercício, eu queria que você se perguntasse &lt;strong&gt;O quê é gênero?&lt;/strong&gt;, respondesse essa pergunta para si (ou se quiser, pode comentar no artigo), e depois continuasse a ler.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Gênero para mim é onde podemos colocar nossos corpos dentro de uma sociedade, onde cada encaixe é diferente um do outro, na sua cor, cheiro, textura, profundidade, e sentido.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;De forma menos metafórica, papéis sociais que idealmente escolhemos estar e nos identificar. Momentos conosco que podemos aproveitar, e com outras pessoas dançar, com estilos diferentes, mas pra isso não ligar.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Ninguém nasce com roupa, estilo, touca ou um vestido. Todes nascemos nada, e logo, sem gênero, ou melhor, NÃO-gênero.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Esse processo de colocarem um gênero em nós, e aceitarmos ou negarmos isso durante a nossa vida é social. É com a observação e alienação dos outros e de nós à um mundo regrado e taxonômico, que independente de quem somos engole nossas escolhas e possibilidades.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Dessa forma, nos tornamos apenas receptáculos vazios de quem poderiamos ser, e fica a nós o projeto de percebermos isso, e recuperarmos a escolha sobre nossos corpos, e encaixarmos eles onde bem entendermos.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;É por isso que desconstrução é importante, mas também a demolição e construção sobre o pó daquele conceito que derrubamos. Pois no fim se torna algo muito raso de reformar um quarto e manter todos os outros iguais.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Não adianta eu ter uma leitura dessa sobre gênero, e não ter algo similar à racialidade por exemplo, pois no fim tudo vem da mesma raiz, das nossas bases sociais.&lt;/p&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  nossa solidão
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Esse período de um ano e meio entre o primeiro TRANSquimia e este foi bem difícil, principalmente pela solidão que eu sentia.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Ficava ao lado dos meus abusadores, e sem nenhuma pessoa que eu confiava por perto, e isso me machucava muito. Como se nada fosse acabar, e que eu iria repetir um passado que não terminei. Mas uma coisa me ajudou muito, produzir arte.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Por ficar muito tempo sem poder fazer nada em salas de aula, sem amigos, e sem interesse pelo que era falado, eu me fechei em um caderno meu, e comecei a escrever poesia.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Nunca havia escrito antes, e apenas havia consumido poesias em forma de letras de música, mas mesmo assim comecei, indo do meu passado, até meu presente.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A primeira que foi escrita ainda tenho registro por sinal, sendo &lt;strong&gt;CARVÃO&lt;/strong&gt;:&lt;/p&gt;

&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;10 meses de gestação&lt;br&gt;
Nasci sem cores&lt;br&gt;
Direito de ser eu? Não. (2x)&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Quando eu era criança&lt;br&gt;
eu tinha vergonha de tudo&lt;br&gt;
vergonha de mim&lt;br&gt;
vergonha do mundo&lt;br&gt;
eu não brincava&lt;br&gt;
espelhado nos adultos que gostava&lt;br&gt;
diferente dos meus colegas&lt;br&gt;
que me jogavam no escanteio&lt;br&gt;
eles no meio&lt;br&gt;
eu no meu canto&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;meus pais não fizeram nada&lt;br&gt;
me trancavam dentro em casa&lt;br&gt;
criando trauma que hoje eu canto&lt;br&gt;
amizades todas na internet&lt;br&gt;
por muito tempo&lt;br&gt;
vi só dois planos&lt;br&gt;
como sonho&lt;br&gt;
queria ser cientista&lt;br&gt;
descobrir um mundo novo&lt;br&gt;
o paraíso na minha vista&lt;br&gt;
viajar em todas as estrelas&lt;br&gt;
buscando respostas pra tudo&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Em um outro momento&lt;br&gt;
No fim de janeiro &lt;br&gt;
Num outro universo&lt;br&gt;
descobri o mundo inverso&lt;br&gt;
colegas diferentes de mim&lt;br&gt;
via aquilo como meu fim&lt;br&gt;
perdendo a emoção&lt;br&gt;
a única coisa que eu amava&lt;br&gt;
por aquilo que eu vivia&lt;br&gt;
via minha chance esmagada&lt;br&gt;
de ser feliz um dia&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Entrando em desespero&lt;br&gt;
Como uma depressão&lt;br&gt;
pra todas as perguntas eu só via não&lt;br&gt;
chegando ao fundo da singularidade&lt;br&gt;
do poço da minha solidão&lt;br&gt;
de frente à cachoeira&lt;br&gt;
sentia a brisa no ar&lt;br&gt;
a queda da água&lt;br&gt;
minha alma se inclinava&lt;br&gt;
repousava sob a minha morte&lt;br&gt;
sobre a minha dor&lt;br&gt;
olhava com temor&lt;br&gt;
pro fundo da cachoeira&lt;br&gt;
vontade de morrer&lt;br&gt;
medo de perder&lt;br&gt;
a razão falava que sim&lt;br&gt;
meu coração falava não&lt;br&gt;
minha história dizia sim&lt;br&gt;
uma energia dizia não&lt;br&gt;
na gangorra da vida&lt;br&gt;
em menos de 3 minutos&lt;br&gt;
vivi e revivi 3 vezes&lt;br&gt;
cada segundo trinta vezes&lt;br&gt;
a escolha que eu ia tomar&lt;br&gt;
acabar com a minha dor de uma vez&lt;br&gt;
ou deixar tudo aquilo continuar&lt;br&gt;
com a esperança de um dia melhorar&lt;br&gt;
da minha dor esvaziar&lt;br&gt;
do vaso quebrado da minha alma&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;E no fim, eu tomei uma decisão&lt;br&gt;
continuar como carvão&lt;br&gt;
caminhando nessa terra&lt;br&gt;
mesmo que em vão.&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;

&lt;p&gt;Mesmo de maneira bem amadora e sem estudo, eu continuei, porque no fim a arte é assim, como a vida, surge do calor em nossa profundidade, e se torna coisas que nunca poderíamos imaginar.&lt;/p&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  afunilamento
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Continuei escrevendo, e as minhas dores foram aumentando. De forma menos poética, minha relação com meus pais foi piorando, e eu não conseguia descansar o suficiente. Mas mesmo assim continuava trabalhando em meus projetos de comunidade e conteúdo, algo que não vejo como um erro (na verdade, um grande acerto) mas que agravou a minha situação.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Em novembro de 2022, 11 meses após a minha transição, comecei a procurar emprego, com a finalidade de poder sair de casa de uma forma mais segura, e por falta de tempo e cansaço, parei de produzir as minhas coisas.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Isso fez eu me sentir inútil, fraca, e sem valor, porque eu achava que nossa importância estava na produção, independente de como estamos emocionalmente e fisicamente, como se a nossa mente não fosse a gente, e pudesse produzir paralelamente com a nossa morte.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Isso me fez afogar ainda mais nos meus textos, e a cada processo seletivo que eu era negada, era como se uma corrente se quebrasse, e me empurrasse mais para meu fim, caindo em pontas de marfim, que acabassem com meu mal alí.&lt;/p&gt;

&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;de novo&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;tenho os mesmos medos&lt;br&gt;
de novo&lt;br&gt;
volto pra insegurança&lt;br&gt;
de novo&lt;br&gt;
minha energia decai&lt;br&gt;
de novo&lt;br&gt;
me rastejo até a cachoeira&lt;br&gt;
de novo&lt;br&gt;
olho pro fundo dela&lt;br&gt;
de novo&lt;br&gt;
e me vejo lá&lt;br&gt;
de novo&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;tão cansada que não consigo levantar&lt;br&gt;
tão cansada que não tenho mais ar&lt;br&gt;
deito na cama tentando sonhar&lt;br&gt;
mas nos meus maiores medos só consigo pensar&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;não temo o mar&lt;br&gt;
não temo o escuro&lt;br&gt;
muito menos assombração&lt;br&gt;
mas tenho medo da isolação&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;tenho medo de não ter ninguém&lt;br&gt;
tenho medo de perder quem amo&lt;br&gt;
tenho medo de  não ser quem não sou&lt;br&gt;
tenho medo do amor&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;tudo que eu sei&lt;br&gt;
tudo que eu amo&lt;br&gt;
tudo que toco&lt;br&gt;
tudo que eu destruo&lt;br&gt;
no fim, é eu&lt;br&gt;
é tudo eu&lt;br&gt;
eu sou tudo, e tudo sou eu&lt;br&gt;
eu me amo&lt;br&gt;
eu me odeio&lt;br&gt;
eu me idolatro&lt;br&gt;
eu me ofendo&lt;br&gt;
eu.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;tenho medo de perder o pouco de eu que tenho&lt;br&gt;
por pessoas que não conhecem eu&lt;br&gt;
muito menos o meu eu&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;se matar não é cometer uma loucura&lt;br&gt;
loucura é o que vem antes&lt;br&gt;
toda minha vida numa só fervura&lt;br&gt;
minhas mãos necrosadas por barbantes&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;por um lado quero viver&lt;br&gt;
por um lado quero sair&lt;br&gt;
por um lado quero sentir o cheiro do ar&lt;br&gt;
por um lado  quero viver&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;quero parar de não ter energia pra limpar meu quarto&lt;br&gt;
quero ter energia pra andar&lt;br&gt;
quero ter vontade de cozinhar&lt;br&gt;
quero parar de só divagar&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;mas não consigo&lt;br&gt;
meu cansaço não permite&lt;br&gt;
deito na cama&lt;br&gt;
e lá eu fico&lt;br&gt;
sem conseguir me defender&lt;br&gt;
eu fico&lt;br&gt;
deitada&lt;br&gt;
dentro de um caixão de gesso&lt;br&gt;
e com um tampo de madeira&lt;br&gt;
esperando meu corpo decompor&lt;br&gt;
e a minha arte sair das minhas veias&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;eu entendo a preocupação&lt;br&gt;
e eu não gosto desse tipo de ameaça&lt;br&gt;
eu sei que não tenho noção&lt;br&gt;
do tipo de risco que gera minha pirraça&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;mas a mão fica fraca&lt;br&gt;
medrosa, e com medo&lt;br&gt;
pende a voltar a certeza&lt;br&gt;
a certeza da minha morte&lt;br&gt;
à incerteza da vida plena&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;o amor é o que me mantém viva&lt;br&gt;
mas também é a minha sentença de morte&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;

&lt;p&gt;Durante esse processo, que eu estou abordando rápido mas durou no mínimo um ano, me fez aprender muito sobre mim mesma, sobre o meu amor, sobre como eu amo, sobre a arte, meus desejos e demônios, tudo, sobre tudo.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;E no fim, mesmo que isso tenha me machucado de milhares de formas, foi importante para mim.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Falando de maneira mais esotérica, não acredito que nada na nossa vida aconteça por nenhum motivo. Tudo tem alguma razão e plano por trás, e na maior parte das vezes, não precisamos descobrir isso.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O capitalismo nos força a sempre escolhermos entre a segurança e a liberdade, nos mantermos com nossos abusadores, ou sair da nossa cidade, pra buscarmos nossos amores. É sempre assim, exceto se você tem dinheiro, e essa escolhi que eu fiz.&lt;/p&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  próximos passos
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Agora, com emprego, renda, e pessoas pra me acolher, as mesmas que eu escrevia poesias falando sobre amor, eu posso ver um futuro para mim, fora do fundo de uma cachoeira. &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Não falo isso em um sentido motivacional, mas se tem algo dentro de você, que mesmo de maneira tímida brilha na escuridão, tente alimentar esse chama, focar esse brilho, alastrar a flama, e iluminar um caminho, por onde nós podemos trilhar. E mesmo na melancolia, sonhar em um dia pensar, que não mais estamos mortas, mas sim vivas, muito vivas.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Se precisar, use a arte como forma de sobrevivência, com poesias, prosas, desenhos, música, qualquer forma que você consiga expressar seus sentidos.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Faça isso primeiro para você, e se quiser, no fim ainda terá um documento que conta a sua história de uma forma que você nunca conseguiria escrever sem passar pelos seus piores momentos com um caderno na mão.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Eu por exemplo compilei minhas poesias em um livro chamado &lt;a href="https://drive.google.com/file/d/10YVIUTy96avtx5Q0O178auHTDrXorAK2/view?usp=sharing"&gt;ROCHA ÍGNEA&lt;/a&gt;, que agora posso ler, e lembrar desses sentimentos, momentos, melancolias e felicidades, e pensar que hoje posso ser mais feliz e realizada, e caminhar pra um futuro que brilha aos meus olhos, e independente do seu problema, situação ou vulnerabilidade, acho que podemos tentar compartilhar esses sentimentos.&lt;/p&gt;

&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;ARQUEIRA&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;era uma vez&lt;br&gt;
uma arqueira muito conhecida&lt;br&gt;
famosa pela capacidade&lt;br&gt;
a flecha polida&lt;br&gt;
pronta pra sagacidade&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;mas um dia&lt;br&gt;
ela foi sequestrada&lt;br&gt;
raptada e jogada&lt;br&gt;
no deserto infinito&lt;br&gt;
perdida deu grito&lt;br&gt;
desesperada em conflito&lt;br&gt;
queria um ouvido&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;chegou uma tempestade de areia&lt;br&gt;
envolveu ela como uma teia&lt;br&gt;
a boca seca ficou feia&lt;br&gt;
sem conseguir sair&lt;br&gt;
a onda de choque encadeia&lt;br&gt;
as dores no corpo lateja&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;pedras começam a voar&lt;br&gt;
ganhando velocidade suspensas no ar&lt;br&gt;
ponta de obsidiana girando no corpo&lt;br&gt;
duas delas entraram dentro dos olhos&lt;br&gt;
como a ponta de uma flecha me deixou cega&lt;br&gt;
estática compondo toda minha vista&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;a areia se mistura com sangue dela&lt;br&gt;
ensopada de sangue até a patela&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;tentava correr&lt;br&gt;
sem sentidos caiu&lt;br&gt;
mais areia entrou &lt;br&gt;
o sangue já secou&lt;br&gt;
o olho tá aberto&lt;br&gt;
o trauma é certo&lt;br&gt;
ela se enterrou&lt;br&gt;
pra se esconder do medo&lt;br&gt;
evitar outras pedras&lt;br&gt;
salvar sua vida&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;depois de um tempo&lt;br&gt;
passou a tempestade&lt;br&gt;
ela saiu&lt;br&gt;
sentia a luz na pele&lt;br&gt;
mas não na visão&lt;br&gt;
sentia o deserto na mente&lt;br&gt;
mas não via cor&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;"como vou ser arqueira agora&lt;br&gt;
se a visão já não tenho mais?&lt;br&gt;
como vou ser o que já fui&lt;br&gt;
se hoje não tenho mais?"&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;mas ela ouve um chocalho&lt;br&gt;
um som característico&lt;br&gt;
sabia apontar de onde vinha&lt;br&gt;
10 metros e meio de distância&lt;br&gt;
na sua esquerda&lt;br&gt;
sentia a malícia&lt;br&gt;
pegou seu arco&lt;br&gt;
pegou sua flecha&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;preparada para atirar&lt;br&gt;
apontou na serpente sem ver&lt;br&gt;
sentiu a ponta da flecha&lt;br&gt;
como uma extensão da sua alma&lt;br&gt;
respirou para preparar o disparo&lt;br&gt;
sentiu o ar&lt;br&gt;
e soltou&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;escutou a serpente agonizando de dor&lt;br&gt;
naquele momento entendeu&lt;br&gt;
ela não precisa ver a cor&lt;br&gt;
não precisa vê a luz&lt;br&gt;
ela é a própria cruz&lt;br&gt;
se os outros sentidos melhorar&lt;br&gt;
da visão nunca mais vai precisar&lt;br&gt;
sendo arqueira sabe atirar&lt;br&gt;
a experiência é só adaptar&lt;br&gt;
pra um mundo rodeado de escuridão&lt;br&gt;
a flecha de fogo é o coração&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;é pra isso ela vai sair&lt;br&gt;
desse deserto ela vai fugir&lt;br&gt;
a luz no fim do túnel ela não vai ver&lt;br&gt;
mas o calor do afeto ela vai sentir&lt;br&gt;
porque no fim&lt;br&gt;
&lt;strong&gt;a arqueira sou eu&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;

&lt;p&gt;E além de mim, a arqueira somos nós.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Brilhem meus amores, vamos tornar esse mundo nosso, demolir ele, e do pó plantarmos nossos desejos.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;




&lt;p&gt;Qualquer pensamento que você quiser compartilhar, só comentar aqui no artigo que ficarei muito grata de ler.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Obrigada.&lt;/p&gt;

</description>
      <category>braziliandevs</category>
      <category>trans</category>
    </item>
    <item>
      <title>Polywork: O melhor currículo que você ainda não tem</title>
      <dc:creator>Lissa Ferreira</dc:creator>
      <pubDate>Sun, 09 Oct 2022 16:37:18 +0000</pubDate>
      <link>https://dev.to/feministech/polywork-o-melhor-curriculo-que-voce-ainda-nao-tem-293b</link>
      <guid>https://dev.to/feministech/polywork-o-melhor-curriculo-que-voce-ainda-nao-tem-293b</guid>
      <description>&lt;h2&gt;
  
  
  O que é o Polywork?
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;O &lt;a href="https://www.polywork.com"&gt;Polywork&lt;/a&gt; é uma plataforma de registro de atividades e interação profissional, especialmente para pessoas que trabalham com desenvolvimento, produção de conteúdo e eventos, que podem registrar tudo em um único lugar.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Pessoalmente, eu uso o Polywork para registrar meus artigos, eventos, podcasts, projetos e &lt;em&gt;reels&lt;/em&gt;, como um portifólio.&lt;/p&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  Criando a sua conta
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Primeiramente, precisamos criar uma conta na plataforma. Isso pode ser feito no site &lt;a href="https://www.polywork.com/home"&gt;polywork.com&lt;/a&gt; no botão &lt;code&gt;Join Polywork&lt;/code&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;a href="https://res.cloudinary.com/practicaldev/image/fetch/s--KrGUMvYb--/c_limit%2Cf_auto%2Cfl_progressive%2Cq_auto%2Cw_880/https://dev-to-uploads.s3.amazonaws.com/uploads/articles/gr3u13mptr3di0kkr378.png" class="article-body-image-wrapper"&gt;&lt;img src="https://res.cloudinary.com/practicaldev/image/fetch/s--KrGUMvYb--/c_limit%2Cf_auto%2Cfl_progressive%2Cq_auto%2Cw_880/https://dev-to-uploads.s3.amazonaws.com/uploads/articles/gr3u13mptr3di0kkr378.png" alt="Tela inicial do Polywork" width="880" height="463"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Depois, podemos adicionar a nossa posição atual na empresa que você trabalha, ou no local que você estuda.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;a href="https://res.cloudinary.com/practicaldev/image/fetch/s--xlv1t8KI--/c_limit%2Cf_auto%2Cfl_progressive%2Cq_auto%2Cw_880/https://dev-to-uploads.s3.amazonaws.com/uploads/articles/105grnj564mndzgddg5p.png" class="article-body-image-wrapper"&gt;&lt;img src="https://res.cloudinary.com/practicaldev/image/fetch/s--xlv1t8KI--/c_limit%2Cf_auto%2Cfl_progressive%2Cq_auto%2Cw_880/https://dev-to-uploads.s3.amazonaws.com/uploads/articles/105grnj564mndzgddg5p.png" alt="Tela de preenchimento de ocupação do polywork" width="880" height="463"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Depois de preenchermos a nossa ocupação atual, podemos adicionar algumas tags no nosso perfil, que indicam tecnologias ou áreas que a gente conhece. Como engenharia de software, UX Design, palestrante, voluntárie,etc.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;a href="https://res.cloudinary.com/practicaldev/image/fetch/s--rdQrClmg--/c_limit%2Cf_auto%2Cfl_progressive%2Cq_auto%2Cw_880/https://dev-to-uploads.s3.amazonaws.com/uploads/articles/uwk6istllm1pznk75vn2.png" class="article-body-image-wrapper"&gt;&lt;img src="https://res.cloudinary.com/practicaldev/image/fetch/s--rdQrClmg--/c_limit%2Cf_auto%2Cfl_progressive%2Cq_auto%2Cw_880/https://dev-to-uploads.s3.amazonaws.com/uploads/articles/uwk6istllm1pznk75vn2.png" alt="Tela de preenchimento de tags" width="880" height="463"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Depois de adicionarmos as tags, podemos colocar assuntos que estamos interessades em contribuir, como teste de produtos beta, &lt;em&gt;brainstorming&lt;/em&gt;, criação de conteúdo,etc.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;a href="https://res.cloudinary.com/practicaldev/image/fetch/s--NQC7Uib---/c_limit%2Cf_auto%2Cfl_progressive%2Cq_auto%2Cw_880/https://dev-to-uploads.s3.amazonaws.com/uploads/articles/mwehszqy758n782c19bw.png" class="article-body-image-wrapper"&gt;&lt;img src="https://res.cloudinary.com/practicaldev/image/fetch/s--NQC7Uib---/c_limit%2Cf_auto%2Cfl_progressive%2Cq_auto%2Cw_880/https://dev-to-uploads.s3.amazonaws.com/uploads/articles/mwehszqy758n782c19bw.png" alt="Tela de preenchimento de interesses para contribuição" width="880" height="463"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Pronto! Há mais configurações opcionais, mas com todas essas informações básicas nossa conta terá sido criada.&lt;/p&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  Registrando uma nova atividade
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Para registrar uma nova atividade, clique no botão &lt;em&gt;Post&lt;/em&gt; no canto superior direito, e depois em "Highlight".&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;a href="https://res.cloudinary.com/practicaldev/image/fetch/s--9D81oxzO--/c_limit%2Cf_auto%2Cfl_progressive%2Cq_auto%2Cw_880/https://dev-to-uploads.s3.amazonaws.com/uploads/articles/gbf73si1uq72ikibzwgv.png" class="article-body-image-wrapper"&gt;&lt;img src="https://res.cloudinary.com/practicaldev/image/fetch/s--9D81oxzO--/c_limit%2Cf_auto%2Cfl_progressive%2Cq_auto%2Cw_880/https://dev-to-uploads.s3.amazonaws.com/uploads/articles/gbf73si1uq72ikibzwgv.png" alt="Print do botão Post" width="652" height="462"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Agora, na tela de registro de atividade, podemos colocar um título, data, tags dessa atividade, e pessoas que participaram nessa atividade.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;a href="https://res.cloudinary.com/practicaldev/image/fetch/s--MAQCUTn4--/c_limit%2Cf_auto%2Cfl_progressive%2Cq_auto%2Cw_880/https://dev-to-uploads.s3.amazonaws.com/uploads/articles/q65bgf8uxsmr0eqo5uni.png" class="article-body-image-wrapper"&gt;&lt;img src="https://res.cloudinary.com/practicaldev/image/fetch/s--MAQCUTn4--/c_limit%2Cf_auto%2Cfl_progressive%2Cq_auto%2Cw_880/https://dev-to-uploads.s3.amazonaws.com/uploads/articles/q65bgf8uxsmr0eqo5uni.png" alt="Print da tela de criação de atividade" width="880" height="463"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Pessoalmente, no título eu coloco o link da atividade, junto com o tipo daquela atividade, como artigo, palestra, live, painel,etc. Juntamente com a data que eu fiz/publiquei aquilo.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;a href="https://res.cloudinary.com/practicaldev/image/fetch/s---gySAHod--/c_limit%2Cf_auto%2Cfl_progressive%2Cq_auto%2Cw_880/https://dev-to-uploads.s3.amazonaws.com/uploads/articles/8l665nf5gdt5tu82rxqf.png" class="article-body-image-wrapper"&gt;&lt;img src="https://res.cloudinary.com/practicaldev/image/fetch/s---gySAHod--/c_limit%2Cf_auto%2Cfl_progressive%2Cq_auto%2Cw_880/https://dev-to-uploads.s3.amazonaws.com/uploads/articles/8l665nf5gdt5tu82rxqf.png" alt="Print de exemplo de highlight, disponível em https://www.polywork.com/lissatransborda/highlights/98smCU6W" width="880" height="862"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Pronto! agora temos nosso primeiro registro de atividade.&lt;/p&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  Finalização
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Nesse artigo, você aprendeu o que é o polywork, e como criar seu primeiro highlight dentro da plataforma.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Muito obrigada por ler ❤️🏳️‍⚧️ e me segue nas redes, é tudo &lt;a href="https://twitter.com/lissatransborda"&gt;@lissatransborda&lt;/a&gt; 👀&lt;/p&gt;

</description>
    </item>
    <item>
      <title>Persona para produtoras de conteúdo</title>
      <dc:creator>Lissa Ferreira</dc:creator>
      <pubDate>Fri, 16 Sep 2022 04:09:23 +0000</pubDate>
      <link>https://dev.to/feministech/persona-para-produtoras-de-conteudo-n23</link>
      <guid>https://dev.to/feministech/persona-para-produtoras-de-conteudo-n23</guid>
      <description>&lt;h1&gt;
  
  
  O quê é Persona?
&lt;/h1&gt;

&lt;p&gt;Persona é basicamente uma forma de escolher seu público alvo, se baseando nas atividades, características, e personalidade da pessoa.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Vamos criar um exemplo. Eu, Lissa, crio o &lt;strong&gt;Cantina da Lissa&lt;/strong&gt;, um restaurante focado em culinária exótica, como Brownie de colágeno, Pão duro como uma rocha, e Crepioca de mel.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Durante a formulação do restaurante, eu preciso definir o meu público alvo, e para isso eu crio uma pessoa que iria consumir o meu restaurante. Nisso eu escrevo algumas características dessa pessoa:&lt;/p&gt;

&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;De 20 à 28 anos&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Turista que não conhece a culinária local&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Busca novas experiências&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Tem um paladar bem variado, gostando de um alimento azedo até algo bem ardido&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;

&lt;p&gt;Com isso eu escrevi uma &lt;strong&gt;persona&lt;/strong&gt;. Eu criei uma pessoa que consumiria meu produto.&lt;/p&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  Função da Persona
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;A função de uma persona é definir o público alvo de um produto, com isso poderemos encaixar o produto melhor ao nosso público alvo, e também o marketing do nosso conteúdo. Pois, públicos alvos diferentes, exigem uma linguagem diferente também.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Por exemplo, a Netflix é uma marca que se posiciona como se fosse uma adolescente. Não digo isso criticando, mas sim apenas citando, porque o público alvo dela em boa parte são adolescentes e jovens adultos, então se comunicar como elus faz sentido para atingir melhor esse público.&lt;/p&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  Como aplicar persona no seu conteúdo?
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Podemos aplicar persona em nossos conteúdos, fazendo algumas perguntas:&lt;/p&gt;

&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;Pra quem eu produzo meu conteúdo?&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Porque eu produzo meu conteúdo?&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Meu conteúdo é sobre o que?&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;

&lt;p&gt;E com essas 3 perguntas, você terá uma boa ideia de pra quem você produz, e com isso, uma melhor ideia de como você deve se comportar para atingir esse público.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Eu por exemplo, a persona dos meus conteúdos é:&lt;/p&gt;

&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;Pessoas. Especialmente de grupos sub-representados, que estão procurando conteúdo sobre algum tema que envolve tecnologia, buscando algo didático, que consiga ensinar, profundo, que consiga explicar, e poético, que consiga inspirar.&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;

&lt;p&gt;Com essa persona, posso guiar o meu conteúdo e a minha forma de comunicar esse conteúdo para esse público.&lt;/p&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  Como eu posso saber como me comunicar com meu público?
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Conhecendo ele.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Eu faço parte do meu público alvo, então eu instintivamente sei como comunicar para este. E na real eu acho que assim que é bom. Quando você consegue se ver no seu próprio conteúdo, como se o que você produzisse fosse um espelho da sua alma, porque aquilo faz parte de você.&lt;/p&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  Finalização
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Nesse artigo você aprendeu o básico sobre persona, e como usar esse conceito como pessoa criadora de conteúdo&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Muito obrigada por ler ❤️🏳️‍⚧️ e me segue nas redes, é tudo &lt;a href="https://twitter.com/lissatransborda"&gt;@lissatransborda&lt;/a&gt; 👀&lt;/p&gt;

</description>
      <category>braziliandevs</category>
      <category>trans</category>
    </item>
    <item>
      <title>Minha experiência no primeiro evento presencial da Feministech</title>
      <dc:creator>Lissa Ferreira</dc:creator>
      <pubDate>Mon, 12 Sep 2022 04:08:33 +0000</pubDate>
      <link>https://dev.to/feministech/minha-experiencia-no-primeiro-evento-presencial-da-feministech-22n3</link>
      <guid>https://dev.to/feministech/minha-experiencia-no-primeiro-evento-presencial-da-feministech-22n3</guid>
      <description>&lt;h2&gt;
  
  
  O que é um Feministalk?
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Feministalks são eventos mensais da &lt;a href="https://feministech.github.io/"&gt;Feministech&lt;/a&gt; onde discutimos assuntos relacionados à tecnologia, com palestras, rodas de conversa e conversas entre as pessoas participantes.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Todos os Feministalks foram virtuais, sendo transmitidos em canais da Twitch de pessoas streamers da comunidade. Mas em 10 de setembro de 2022 isso mudou com o primeiro evento presencial da Feministech!&lt;/p&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  Primeiro Feministalk presencial
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Primeiramente, parabéns a organização do evento, que ocorreu no escritório do Will Bank, em São Paulo, o patrocinador do evento, e a Feministech por ter conseguido produzir esse evento. Nunca tínhamos feito um evento presencial, e esse primeiro foi um grande desafio, desde achar um local, até a execução do evento do dia. Eu digo isso não porque eu organizei o evento, tanto que fui de convidada, mesmo participando da coordenação da comunidade.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Agora narrando um pouco sobre o evento, tudo começou às 13h30, com uma apresentação feita pela &lt;a href="https://twitter.com/morgannadev"&gt;Morganna Giovanelli&lt;/a&gt;, &lt;a href="https://twitter.com/pachicodes"&gt;Pachi Parra&lt;/a&gt;, &lt;a href="https://twitter.com/levxyca"&gt;Levxyca&lt;/a&gt;, e &lt;a href="https://twitter.com/patriciaverso"&gt;Patrícia Villela&lt;/a&gt; sobre a Feministech, contando sobre a nossa história, missões, valores, e projetos.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Essa parte, pessoalmente para mim, foi muito emocionante. Uma apresentação que eu já fiz diversas vezes, e que já assisti diversas vezes também, sendo feita ao vivo, e em um evento. Uma demonstração do nível que estamos, e o quão longe podemos chegar. É um passo muito importante, e que significou muito para mim.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;a href="https://res.cloudinary.com/practicaldev/image/fetch/s--zeRbrlju--/c_limit%2Cf_auto%2Cfl_progressive%2Cq_auto%2Cw_880/https://dev-to-uploads.s3.amazonaws.com/uploads/articles/p4uzzbkkjhsywz4c7hs3.jpg" class="article-body-image-wrapper"&gt;&lt;img src="https://res.cloudinary.com/practicaldev/image/fetch/s--zeRbrlju--/c_limit%2Cf_auto%2Cfl_progressive%2Cq_auto%2Cw_880/https://dev-to-uploads.s3.amazonaws.com/uploads/articles/p4uzzbkkjhsywz4c7hs3.jpg" alt="Foto da Morganna, Pachi, Levxyca, e Monikinha se abraçando durante a apresentação" width="880" height="587"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Depois da apresentação, todo mundo falou um pouco sobre si, em uma roda de apresentação. Foi muito bom para conhecer as pessoas, e saber mais sobre elas antes do &lt;em&gt;coffe break&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;a href="https://res.cloudinary.com/practicaldev/image/fetch/s--BGCNvVBE--/c_limit%2Cf_auto%2Cfl_progressive%2Cq_auto%2Cw_880/https://dev-to-uploads.s3.amazonaws.com/uploads/articles/ep8qc5zgpdjvod4t7n1u.jpg" class="article-body-image-wrapper"&gt;&lt;img src="https://res.cloudinary.com/practicaldev/image/fetch/s--BGCNvVBE--/c_limit%2Cf_auto%2Cfl_progressive%2Cq_auto%2Cw_880/https://dev-to-uploads.s3.amazonaws.com/uploads/articles/ep8qc5zgpdjvod4t7n1u.jpg" alt="Foto minha segurando microfone, sentada em um dos lados da sala onde estava ocorrendo as apresentações" width="880" height="587"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Depois disso, às 15h, fomos para um maravilhoso &lt;em&gt;coffe break&lt;/em&gt;, com bolinhos red velvet (DELICIOSOS!) e alguns lanchinhos. Eu fiquei comendo e conversando com algumes amigues, parte que eu conhecia há muito tempo, e parte de pessoas que eu conheço a menos tempo, mas de qualquer forma era mágico conhecer e amassar com abraços e carinhos essas pessoas.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;a href="https://res.cloudinary.com/practicaldev/image/fetch/s--0ceMW21O--/c_limit%2Cf_auto%2Cfl_progressive%2Cq_auto%2Cw_880/https://dev-to-uploads.s3.amazonaws.com/uploads/articles/x2unmpbm7mc36ziilud7.jpg" class="article-body-image-wrapper"&gt;&lt;img src="https://res.cloudinary.com/practicaldev/image/fetch/s--0ceMW21O--/c_limit%2Cf_auto%2Cfl_progressive%2Cq_auto%2Cw_880/https://dev-to-uploads.s3.amazonaws.com/uploads/articles/x2unmpbm7mc36ziilud7.jpg" alt="Foto do Coffe Break, com todas as participantes do evento sentadas em uma série de bancos com alturas diferentes, mostrando todas ao mesmo tempo" width="880" height="587"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Depois, ficamos ainda um tempo andando pelo escritório, e explorando as diversas salas que existiam. Até mesmo jogamos jogo da velha, e um tal de &lt;em&gt;dots&lt;/em&gt; que a &lt;a href="https://twitter.com/gikapassuti"&gt;Gisele Paussuti&lt;/a&gt; batalhou bravamente contra a &lt;a href="https://twitter.com/patriciaverso"&gt;Patrícia Villela&lt;/a&gt;, me emocionei.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Como presente, ganhamos alguns brindes em um sorteio. Eu ganhei uma caneca LINDA do Github. Imensa, parece até uma cumbuca.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Depois do evento, às 16h, fomos para um after, que não vou falar sobre, mas foi maravilhoso como o evento ❤️&lt;/p&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  Qual foi a melhor parte?
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;A melhor parte, para mim, que &lt;strong&gt;adoro&lt;/strong&gt; comer foi o &lt;em&gt;coffe break&lt;/em&gt;. Conversar em um ambiente seguro, com pessoas que eu amo, e me sinto segura, encontrar amizades que eu mantive por mais de dois anos de forma completamente online, de forma presencial. Bom demais.&lt;/p&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  Iria de novo?
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Com certeza absoluta! inclusive, fiquem ligades para mais novidades 👀&lt;/p&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  Finalização
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Nesse artigo falei um pouco sobre a minha experiência no primeiro Feministalk presencial.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Inclusive, como foi a sua experiência no evento? Se quiser, podemos conversar nos comentários!&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Muito obrigada por ler ❤️🏳️‍⚧️ e me segue nas redes, é tudo &lt;a href="https://twitter.com/lissatransborda"&gt;@lissatransborda&lt;/a&gt; 👀&lt;/p&gt;

</description>
      <category>braziliandevs</category>
      <category>womenintech</category>
      <category>trans</category>
    </item>
    <item>
      <title>Como produzir eventos remotos</title>
      <dc:creator>Lissa Ferreira</dc:creator>
      <pubDate>Sun, 07 Aug 2022 17:27:15 +0000</pubDate>
      <link>https://dev.to/feministech/como-produzir-eventos-remotos-c3a</link>
      <guid>https://dev.to/feministech/como-produzir-eventos-remotos-c3a</guid>
      <description>&lt;h2&gt;
  
  
  O quê são eventos?
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;De forma geral, eventos são momentos onde pessoas se juntam para interagir, confraternizar, e ás vezes dividirem algum conhecimento.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Um evento não é só aqueles grandes, cheios de palestrantes, painelistas, e com uma super estrutura. Uma reunião entre pessoas amigas já é um evento. Inclusive dependo do que for, uma reunião entre amigues pode ser muito mais valiosa que um evento grande que você não vai conseguir usar o que você aprendeu.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Para o escopo desse artigo, vamos nos focar em eventos maiores, já com palestrantes, palco, transmissão,etc. &lt;strong&gt;feitos de forma remota.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  Para que fazer eventos?
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Eventos são espaços muito úteis para &lt;em&gt;networking&lt;/em&gt; e troca de conhecimento, tanto com as pessoas participantes assistindo pessoas palestrantes ou painelistas, mas &lt;strong&gt;principalmente&lt;/strong&gt; das pessoas participantes, COM outras pessoas participantes. É exatamente na interação das pessoas que estão participando do evento entre si que está a magia de evento. Caso isso não ocorra, o evento se torna apenas uma exposição de conteúdo. Que também é algo bom, mas que poderia ser muito melhor.&lt;/p&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  1. Sobre o quê vai ser seu evento?
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Primeiro, o tema que será abordado no seu evento.&lt;/p&gt;

&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;Será apenas técnico?&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Terão palestras sobre &lt;em&gt;softkills&lt;/em&gt;?&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Será focado num tema específico, ou o tema será mais generalista?&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Quando será feito?&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;

&lt;p&gt;Faça essas perguntas com você, e as pessoas que estão te ajudando a organizar esse evento, e decida sobre o tema e a abrangência dele.&lt;/p&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  2. Qual será o público alvo do seu evento?
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;É importante definir o público alvo do seu evento para saber quais conteúdos serão vinculados sobre o assunto.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Por exemplo, se o seu evento é direcionado à pessoas que estão iniciando no mundo da tecnologia, a linguagem e conteúdo do evento devem coincidir com esse público. Exatamente por isso que é importante que o público alvo seja bem definido.&lt;/p&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  3. Como as pessoas vão poder participar do evento?
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Nessa etapa deve ser definida a forma que as pessoas vão poder participar do seu evento.&lt;/p&gt;

&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;Ele será pago?&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Terá uma página de inscrição ou só um link de acesso?&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Terá um limite para quantas pessoas vão poder participar?&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;

&lt;p&gt;Essas perguntas são importantes para definir parte do escopo e público alvo do seu evento, e como ele poderá ser organizado.&lt;/p&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  4. Definindo os conteúdos
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Defina os conteúdos que terão no evento, isso pode ser feito abrindo um C4P (Call For Papers, ou Chamada para palestrantes no português adaptado), e avaliando as palestras e conteúdos enviados, sempre buscando a diversidade, colocando pessoas de minorias sociais no seu evento em posições de apresentação. Isso é algo muito valioso.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Uma outra forma é convidando pessoas específicas para o seu evento. Essa forma é interessante principalmente para convidar pessoas renomadas naquela área para um &lt;em&gt;keynote&lt;/em&gt; (a palestra principal de um evento), ou pessoas que você ou o resto da equipe do evento já conhecem, sabendo o que aquela pessoa pode apresentar no seu evento.&lt;/p&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  5. Como será organizado?
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Nessa etapa, deve ser discutido como o evento será organizado e montado. Algumas perguntas são:&lt;/p&gt;

&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;Terá uma pessoa &lt;em&gt;host&lt;/em&gt; guiando o evento?&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Terão palestras ocorrendo simultaneamente ou apenas de forma síncrona?&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Como será a ordem das palestras?&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Terá uma roda de conversa após o evento (painel)?&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Terá algum tipo de &lt;em&gt;happyhour&lt;/em&gt; depois com as pessoas participantes?&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;

&lt;p&gt;Essas perguntas são muito importantes para a divulgação do evento, com isso as pessoas participantes poderão se guiar e se planejar para seu evento.&lt;/p&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  6. Como e onde será transmitido?
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;É importante definir como e onde esse evento será transmitido, algumas perguntas para a definição disso são:&lt;/p&gt;

&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;Em qual plataforma o evento será transmitido?&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;A plataforma exige login ou não?&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Vai ser em uma plataforma pública (Youtube, Twitch,etc.) ou privada? (Zoom, Meet,etc.)&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;

&lt;p&gt;Pessoalmente, eu prefiro em plataformas públicas, e sem login necessário, como a &lt;a href="https://twitch.tv"&gt;Twitch&lt;/a&gt;, mas é uma decisão que varia de evento pra evento, e se o evento é pago ou gratuito.&lt;/p&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  7. Divulgação
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Após a maior parte das outras etapas estarem definidas, a divulgação do evento deve começar.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Eu recomendo que o início da divulgação seja 20 dias antes do começo do evento, com no total 6 posts de divulgação. Para exemplo, se o evento será dia 20, e terá 5 palestras com um painel no final, o calendário seria esse:&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;01 - 1º Post divulgando o evento de forma geral, apresentando o evento e as palestras, mas sem aprofundar muito.&lt;br&gt;
05 - 2º Post divulgando o evento de forma geral, apresentando o evento e as palestras, mas sem aprofundar muito, mas com outras imagens e textos.&lt;br&gt;
10 - Post divulgando a 1º palestra&lt;br&gt;
11 - Post divulgando a 2º palestra&lt;br&gt;
12 - Post divulgando a 3º palestra&lt;br&gt;
13 - Post divulgando a 4º palestra&lt;br&gt;
14 - Post divulgando a 5º palestra&lt;br&gt;
14 - Post divulgando o painel&lt;br&gt;
19 - Post divulgando o evento novamente, deixando claro que o evento é amanhã&lt;br&gt;
20 - Post divulgando o evento no dia.&lt;/p&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  8. Dia do evento
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;O grande dia chegou! Avise as pessoas palestrantes, painelistas, &lt;em&gt;hosts&lt;/em&gt;,etc. do evento, e só bora!&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Erros e problemas técnicos vão acontecer durante o evento, &lt;strong&gt;e tá tudo bem&lt;/strong&gt;. Errar é algo inerente de qualquer evento, e até mesmo o tornam mais humanos. Então apenas faça graça quando algum problema acontecer, resolva-o e continue.&lt;/p&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  Finalização
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Nesse artigo você aprendeu os passos para organizar um evento remoto, desde a ideia até o dia do evento.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Obrigada por ler ❤️&lt;/p&gt;

</description>
    </item>
    <item>
      <title>LunarVim para iniciantes</title>
      <dc:creator>Lissa Ferreira</dc:creator>
      <pubDate>Sun, 31 Jul 2022 22:59:28 +0000</pubDate>
      <link>https://dev.to/feministech/lunarvim-para-iniciantes-5829</link>
      <guid>https://dev.to/feministech/lunarvim-para-iniciantes-5829</guid>
      <description>&lt;h2&gt;
  
  
  O que é Vim?
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Vim é um editor de texto de terminal, isso significa que ele funciona totalmente via texto, não tendo uma interface gráfica própria como um VSCode.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;As principais características do Vim são:&lt;/p&gt;

&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;Foco no uso no teclado&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Uso do editor como uma língua&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Extensabilidade&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Minimalismo&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Modularidade&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;

&lt;p&gt;Esse editor é muito utilizado pela&lt;/p&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  Distribuições de Vim
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Distribuições de Vim são versões do editor que já vem personalizadas, com plugins, temas, atalhos,etc. geralmente com uma forma de instalação simplificada, instalando tudo de uma vez.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A utilidade das distribuições de Vim é facilitar o compartilhamento das configurações, então eu posso criar uma distribuição de Vim minha, e mandar para você, e com isso você terá todas as minhas configurações, no seu computador.&lt;/p&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  LunarVim
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;&lt;a href="https://www.lunarvim.org/#opinionated" rel="noopener noreferrer"&gt;LunarVim&lt;/a&gt; é uma distribuição de Vim voltada a utilizar NeoVim (uma versão mais moderna do Vim), junto com a linguagem Lua (basicamente é uma linguagem que atualmente é muito utilizada para criar plugins e temas para Neovim). Criando um editor lotado de recursos, mas mesmo assim leve e prático.&lt;/p&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  Instalação
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;O LunarVim pode ser instalado executando esse comando aqui:&lt;/p&gt;

&lt;div class="highlight js-code-highlight"&gt;
&lt;pre class="highlight shell"&gt;&lt;code&gt;

bash &amp;lt;&lt;span class="o"&gt;(&lt;/span&gt;curl &lt;span class="nt"&gt;-s&lt;/span&gt; https://raw.githubusercontent.com/lunarvim/lunarvim/master/utils/installer/install.sh&lt;span class="o"&gt;)&lt;/span&gt;


&lt;/code&gt;&lt;/pre&gt;

&lt;/div&gt;

&lt;p&gt;Depois da instalação, é criado um binário em &lt;code&gt;~/.local/bin&lt;/code&gt; chamado &lt;code&gt;lvim&lt;/code&gt;. Então a gente pode adicionar no &lt;code&gt;$PATH&lt;/code&gt;, adicionando no arquivo de configuração do seu shell (como &lt;code&gt;.bashrc&lt;/code&gt;, ou &lt;code&gt;.zshrc&lt;/code&gt;), essa linha aqui:&lt;/p&gt;

&lt;div class="highlight js-code-highlight"&gt;
&lt;pre class="highlight shell"&gt;&lt;code&gt;

&lt;span class="nb"&gt;export &lt;/span&gt;&lt;span class="nv"&gt;PATH&lt;/span&gt;&lt;span class="o"&gt;=&lt;/span&gt;&lt;span class="s2"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span class="nv"&gt;$HOME&lt;/span&gt;&lt;span class="s2"&gt;/.local/bin/:&lt;/span&gt;&lt;span class="nv"&gt;$PATH&lt;/span&gt;&lt;span class="s2"&gt;"&lt;/span&gt;


&lt;/code&gt;&lt;/pre&gt;

&lt;/div&gt;

&lt;p&gt;ou também adicionar um alias, podendo usar o LunarVim com &lt;code&gt;lv&lt;/code&gt;, como no exemplo abaixo:&lt;/p&gt;


&lt;div class="highlight js-code-highlight"&gt;
&lt;pre class="highlight shell"&gt;&lt;code&gt;

&lt;p&gt;&lt;span class="nb"&gt;alias &lt;/span&gt;&lt;span class="nv"&gt;lv&lt;/span&gt;&lt;span class="o"&gt;=&lt;/span&gt;&lt;span class="s2"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span class="nv"&gt;$HOME&lt;/span&gt;&lt;span class="s2"&gt;/.local/bin/lvim"&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;/code&gt;&lt;/pre&gt;

&lt;/div&gt;
&lt;h2&gt;
&lt;br&gt;
  &lt;br&gt;
  &lt;br&gt;
  Uso&lt;br&gt;
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Agora, é só usar &lt;code&gt;lvim&lt;/code&gt; (ou &lt;code&gt;lv&lt;/code&gt; caso você tenha usado a opção do alias), que essa tela inicial irá aparecer:&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;a href="https://media.dev.to/dynamic/image/width=800%2Cheight=%2Cfit=scale-down%2Cgravity=auto%2Cformat=auto/https%3A%2F%2Fdev-to-uploads.s3.amazonaws.com%2Fuploads%2Farticles%2Fo1gd8o4vg60es1fekbaq.png" class="article-body-image-wrapper"&gt;&lt;img src="https://media.dev.to/dynamic/image/width=800%2Cheight=%2Cfit=scale-down%2Cgravity=auto%2Cformat=auto/https%3A%2F%2Fdev-to-uploads.s3.amazonaws.com%2Fuploads%2Farticles%2Fo1gd8o4vg60es1fekbaq.png" alt="Tela inicial do LunarVim"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;As opções que temos são:&lt;/p&gt;

&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;
&lt;strong&gt;Find File&lt;/strong&gt;: Busca algum arquivo na nossa máquina&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;
&lt;strong&gt;New File&lt;/strong&gt;: Cria um novo arquivo em branco, e sem nome&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;
&lt;strong&gt;Recent Projects&lt;/strong&gt;: Abre uma lista de projetos recentes nossos&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;
&lt;strong&gt;Recently Used Files&lt;/strong&gt;: Abre os arquivos que foram editados recentemente&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;
&lt;strong&gt;Find Word&lt;/strong&gt;: Encontra alguma palavra que foi usada em algum arquivo no diretório atual&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;
&lt;strong&gt;Configuration&lt;/strong&gt;: Abre as configurações do LunarVim&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;

&lt;p&gt;Por enquanto não se preocupe tanto com essas opções, porque provavelmente você vai iniciar o LunarVim dentro de algum projeto, ou já usando um arquivo como argumento.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;É importante se atentar que quase todos os atalhos do LunarVim são utilizados com o espaço. Então teste apertando espaço e vendo essa barra de opções aqui:&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;a href="https://media.dev.to/dynamic/image/width=800%2Cheight=%2Cfit=scale-down%2Cgravity=auto%2Cformat=auto/https%3A%2F%2Fdev-to-uploads.s3.amazonaws.com%2Fuploads%2Farticles%2Fxtr7mc8fo3soi82lwk5f.png" class="article-body-image-wrapper"&gt;&lt;img src="https://media.dev.to/dynamic/image/width=800%2Cheight=%2Cfit=scale-down%2Cgravity=auto%2Cformat=auto/https%3A%2F%2Fdev-to-uploads.s3.amazonaws.com%2Fuploads%2Farticles%2Fxtr7mc8fo3soi82lwk5f.png" alt="Barra de opções do LunarVim"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;É por essa barra que vamos acessar os atalhos. Você pode ver que tá tudo com algum nome né? &lt;code&gt;/&lt;/code&gt; para comentaŕios, &lt;code&gt;e&lt;/code&gt; para acessar o explorer, &lt;code&gt;f&lt;/code&gt; para encontrar arquivos,etc.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Sinceramente, eu aprendi a mexer no LunarVim usando essas opções, e buscando o quê eu queria, e ao longo do tempo, colocando essas coisas na minha memória muscular, mas algumas dicas que eu posso dar aqui:&lt;/p&gt;

&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;Espaço e &lt;code&gt;e&lt;/code&gt; abre o explorador de arquivos&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Espaço e &lt;code&gt;w&lt;/code&gt; salva o arquivo&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Espaço e &lt;code&gt;q&lt;/code&gt; fecha o editor&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Espaço e &lt;code&gt;g&lt;/code&gt; para acessar as opções do Git&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Espaço, &lt;code&gt;s&lt;/code&gt; e &lt;code&gt;t&lt;/code&gt; para pesquisar textos&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;

&lt;p&gt;O resto você vai aprendendo conforte o tempo, e conforme as suas necessidades.&lt;/p&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  Instalando LSP's
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;LSP é basicamente a forma que podemos fazer nossos editores entenderem linguagens de programação, com isso podemos ter autocomplete, detecção automática de erros, recomendações,etc.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Para instalar LSP's no LunarVim, abre um arquivo da linguagem que você deseja instalar, e use o comando &lt;code&gt;:LspInstall&lt;/code&gt;, que irá aparecer uma lista com os possíveis LSP's dessa linguagem, para Markdown por exemplo são esses:&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;a href="https://media.dev.to/dynamic/image/width=800%2Cheight=%2Cfit=scale-down%2Cgravity=auto%2Cformat=auto/https%3A%2F%2Fdev-to-uploads.s3.amazonaws.com%2Fuploads%2Farticles%2Fmwdoo42jwmn1b0ku7laf.png" class="article-body-image-wrapper"&gt;&lt;img src="https://media.dev.to/dynamic/image/width=800%2Cheight=%2Cfit=scale-down%2Cgravity=auto%2Cformat=auto/https%3A%2F%2Fdev-to-uploads.s3.amazonaws.com%2Fuploads%2Farticles%2Fmwdoo42jwmn1b0ku7laf.png" alt="Lista de LSP's para Markdown"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Nisso você escolhe um número, e esse LSP será instalado.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Caso apareçam vários e você não sabia o melhor, vai testando um por um até saber qual melhor funciona para você.&lt;/p&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  Aprenda mais
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Para descobrir mais coisas sobre o LunarVim, abra o &lt;a href="https://www.lunarvim.org/#opinionated" rel="noopener noreferrer"&gt;site do projeto&lt;/a&gt;, e explore toda a parte de documentação e plugins que se encaixam perfeitamente com o LunarVim, e vai explorando o editor livremente, usando o menu do espaço.&lt;/p&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  Finalização
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Nesse artigo você aprendeu o que é o LunarVim, como instalar, e começar a utilizar o editor.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Muito obrigada por ler ❤️🏳️‍⚧️ e me segue nas redes, é tudo &lt;a href="https://twitter.com/lissatransborda" rel="noopener noreferrer"&gt;@lissatransborda&lt;/a&gt; 👀&lt;/p&gt;

</description>
      <category>braziliandevs</category>
      <category>trans</category>
      <category>vim</category>
      <category>lunarvim</category>
    </item>
    <item>
      <title>Qual é a diferença entre programação orientada a objetos e funcional?</title>
      <dc:creator>Lissa Ferreira</dc:creator>
      <pubDate>Sun, 24 Jul 2022 21:22:48 +0000</pubDate>
      <link>https://dev.to/feministech/qual-e-a-diferenca-entre-programacao-orientada-a-objetos-e-funcional-347e</link>
      <guid>https://dev.to/feministech/qual-e-a-diferenca-entre-programacao-orientada-a-objetos-e-funcional-347e</guid>
      <description>&lt;h3&gt;
  
  
  Quais são as diferenças entre os paradigmas de programação?
&lt;/h3&gt;

&lt;p&gt;Primeiramente, vamos imaginar que você precisa ir até a casa de ume amigue que mora na mesma cidade que a sua. Para fazer isso, existem diversas opções de transporte, como carro, ônibus, metrô, trem, bicicleta e a pé. E em algumas dessas opções, há mais de uma forma, de carro por exemplo você pode ir com um carro seu, de carona, ou via aplicativo. E em cada uma dessas formas, há vantagens e desvantagens, em questões de preço, tempo, distância, segurança, conforto,etc.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A mesma coisa acontece nos tipos de paradigmas de programação. Diferentes tipos de programação buscam solucionar problemas diferentes, e para a programação se adaptar melhor a esses diferentes objetivos, a forma de estruturar e organizar o código vai ser diferente também.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Dessas diferentes estruturas e organizações do código, que vem os diferentes tipos de programação, sendo grandes grupos de linguagens com características semelhantes. Sendo os dois principais as linguagens orientadas a objeto, e as linguagens funcionais.&lt;/p&gt;

&lt;h3&gt;
  
  
  Programação orientada a objeto (POO)
&lt;/h3&gt;

&lt;p&gt;Primeiro, vamos falar sobre o tipo mais popular de programação, a programação orientada a objeto, ou POO.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A POO é baseada no conceito de objetos, que são representações de um dado. Um exemplo simples é um bolo. Um bolo tem o sabor da massa, da cobertura, cores, tamanho, quem fez, qual é o tamanho de cada pedaço,etc. Todos esses dados sobre o bolo podem ser representados em um único objeto, sendo esse o principal elemento nas linguagens orientadas à objeto.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Uma outra característica muito marcante nas linguagens orientadas a objeto é o foco mais no &lt;strong&gt;como&lt;/strong&gt;, que no &lt;strong&gt;que&lt;/strong&gt;. Em outras palavras, é mais importante o caminho para chegar em uma ação, que a ação em si.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Um exemplo disso é a adição de uma nova pessoa usuária. Em POO, a maior parte do processo seria a montagem de um objeto que represente essa nova pessoa, e todas as checagens nesse processo. Só no fim do fluxo que a adição seria feita de verdade. Então o foco foi mais direcionado à &lt;strong&gt;como fazer,&lt;/strong&gt; do que à &lt;strong&gt;ação por si&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Exemplos de linguagens famosas que incluem programação orientada à objeto são Ruby, Scala, Java, Python,etc.&lt;/p&gt;

&lt;h3&gt;
  
  
  Programação funcional
&lt;/h3&gt;

&lt;p&gt;A programação funcional por um outro lado é mais focada nas funções do que nos objetos, buscando criar um código mais limpo, e direto, com uma menor complexidade que a programação orientada à objetos. Tanto que um dos conceitos da programação funcional são as funções puras.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;As funções puras são funções que estão isoladas do resto do código, então independente de qualquer outro código que estiver fora do escopo delas, elas sempre vão dar os mesmo resultados. Algo que não pode ser garantido em linguagens orientadas à objeto por conta das propriedades que os objetos podem ter.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A vantagem por trás das funções puras é a simplicidade, e a segurança delas. Porque não tem nenhum objeto, ou classe que pode afetar a função, tendo a garantia que recebendo os mesmos &lt;em&gt;inputs&lt;/em&gt;, o resultado sempre será o mesmo.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Exemplos de linguagens famosas que incluem programação funcional são Haskell, Elixir, Erlang, OCaml,etc.&lt;/p&gt;

&lt;h3&gt;
  
  
  Mutabilidade de variáveis
&lt;/h3&gt;

&lt;p&gt;Em linguagens orientadas à objetos, por padrão, as variáveis são mutáveis, enquanto linguagens funcionais têm as variáveis imutáveis por padrão. Essa diferença vem por conta das funções puras, pois uma das filosofias da programação funcional é representar o retorno das funções como o “trabalho pronto”, apenas atribuindo uma variável com esse valor.&lt;/p&gt;

&lt;h3&gt;
  
  
  Programação imperativa e declarativa
&lt;/h3&gt;

&lt;p&gt;Programação orientada a objeto e programação funcional também se diferem na forma que organizamos o nosso código, com a POO sendo uma programação &lt;strong&gt;imperativa&lt;/strong&gt;, enquanto a programação &lt;strong&gt;funcional&lt;/strong&gt; sendo uma programação declarativa. Para mostrar essa diferença, vamos à um exemplo prático. &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Vamos supor que temos uma lista de senhas, e que precisamos filtrar essas senhas para apenas as que tem mais de 9 caracteres. Em Javascript, de forma imperativa, poderíamos fazer isso da seguinte forma:&lt;br&gt;
&lt;/p&gt;

&lt;div class="highlight js-code-highlight"&gt;
&lt;pre class="highlight javascript"&gt;&lt;code&gt;&lt;span class="kd"&gt;const&lt;/span&gt; &lt;span class="nx"&gt;senhas&lt;/span&gt; &lt;span class="o"&gt;=&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;[&lt;/span&gt;
&lt;span class="dl"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span class="s2"&gt;123456&lt;/span&gt;&lt;span class="dl"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;,&lt;/span&gt;
&lt;span class="dl"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span class="s2"&gt;senha&lt;/span&gt;&lt;span class="dl"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;,&lt;/span&gt;
&lt;span class="dl"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span class="s2"&gt;admin&lt;/span&gt;&lt;span class="dl"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;,&lt;/span&gt;
&lt;span class="dl"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span class="s2"&gt;feministech&lt;/span&gt;&lt;span class="dl"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;,&lt;/span&gt;
&lt;span class="dl"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span class="s2"&gt;minhasenha&lt;/span&gt;&lt;span class="dl"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;,&lt;/span&gt;
&lt;span class="p"&gt;];&lt;/span&gt;
&lt;span class="kd"&gt;let&lt;/span&gt; &lt;span class="nx"&gt;senhasAprovadas&lt;/span&gt; &lt;span class="o"&gt;=&lt;/span&gt; &lt;span class="p"&gt;[];&lt;/span&gt;

&lt;span class="k"&gt;for&lt;/span&gt; &lt;span class="p"&gt;(&lt;/span&gt;&lt;span class="kd"&gt;let&lt;/span&gt; &lt;span class="nx"&gt;i&lt;/span&gt; &lt;span class="o"&gt;=&lt;/span&gt; &lt;span class="mi"&gt;0&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;;&lt;/span&gt; &lt;span class="nx"&gt;i&lt;/span&gt; &lt;span class="o"&gt;&amp;lt;&lt;/span&gt; &lt;span class="nx"&gt;senhas&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;span class="nx"&gt;length&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;;&lt;/span&gt; &lt;span class="nx"&gt;i&lt;/span&gt;&lt;span class="o"&gt;++&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;)&lt;/span&gt; &lt;span class="p"&gt;{&lt;/span&gt;
    &lt;span class="kd"&gt;const&lt;/span&gt; &lt;span class="nx"&gt;senha&lt;/span&gt; &lt;span class="o"&gt;=&lt;/span&gt; &lt;span class="nx"&gt;senhas&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;[&lt;/span&gt;&lt;span class="nx"&gt;i&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;];&lt;/span&gt;
    &lt;span class="k"&gt;if&lt;/span&gt; &lt;span class="p"&gt;(&lt;/span&gt;&lt;span class="nx"&gt;senha&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;span class="nx"&gt;length&lt;/span&gt; &lt;span class="o"&gt;&amp;gt;=&lt;/span&gt; &lt;span class="mi"&gt;9&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;){&lt;/span&gt;
    &lt;span class="nx"&gt;senhasAprovadas&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;span class="nx"&gt;push&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;(&lt;/span&gt;&lt;span class="nx"&gt;senha&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;);&lt;/span&gt;
    &lt;span class="p"&gt;}&lt;/span&gt;
&lt;span class="p"&gt;}&lt;/span&gt;
&lt;/code&gt;&lt;/pre&gt;

&lt;/div&gt;



&lt;p&gt;Tentando olhar esse código de forma mais profunda, ele faz esse processo de verificação e adição contando uma história, então primeiro é usado o &lt;code&gt;for&lt;/code&gt;, passando item por item dessa lista. Para cada item, será verificado se o tamanho da senha é maior que 9 caracteres, e caso sim, essa senha será adicionada à uma lista de senhas aprovadas.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Essa forma de programar, colocando instruções que criam uma história, dependendo da outra é a forma imperativa. Essa palavra “imperativa” significa uma ordem, como “faça aquilo, depois aquilo, e depois isso”.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Podemos também fazer um código com o mesmo resultado, mas de uma forma declarativa, dessa forma:&lt;br&gt;
&lt;/p&gt;

&lt;div class="highlight js-code-highlight"&gt;
&lt;pre class="highlight javascript"&gt;&lt;code&gt;&lt;span class="kd"&gt;const&lt;/span&gt; &lt;span class="nx"&gt;senhasAprovadas&lt;/span&gt; &lt;span class="o"&gt;=&lt;/span&gt; &lt;span class="nx"&gt;senhas&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;span class="nx"&gt;filter&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;(&lt;/span&gt;&lt;span class="nx"&gt;senha&lt;/span&gt; &lt;span class="o"&gt;=&amp;gt;&lt;/span&gt; &lt;span class="nx"&gt;senha&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;span class="nx"&gt;length&lt;/span&gt; &lt;span class="o"&gt;&amp;gt;=&lt;/span&gt; &lt;span class="mi"&gt;9&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;);&lt;/span&gt;
&lt;/code&gt;&lt;/pre&gt;

&lt;/div&gt;



&lt;p&gt;No código acima, usamos a função &lt;code&gt;filter&lt;/code&gt; para filtrar todos os itens dessa lista de senhas, e mantendo apenas os itens que tiverem um número de caracteres maior que 9, removendo todo o resto da lista.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Essa forma mostrada acima é declarativa pois estamos nos preocupando apenas com &lt;strong&gt;o que&lt;/strong&gt; estamos fazendo, não com &lt;strong&gt;como&lt;/strong&gt; estamos fazendo todo esse processo, sendo essa a principal diferença entre programação imperativa e declarativa.&lt;/p&gt;

&lt;h3&gt;
  
  
  Exemplo prático: fatorial de um número
&lt;/h3&gt;

&lt;p&gt;Agora vamos à um exemplo prático, vamos criar uma função que retorna o fatorial de um número, que é a multiplicação de todos os número antecessores a esse, até o número um.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Para criar essa função, em Javascript, com POO, podemos escrever essa função dessa forma:&lt;br&gt;
&lt;/p&gt;

&lt;div class="highlight js-code-highlight"&gt;
&lt;pre class="highlight javascript"&gt;&lt;code&gt;&lt;span class="kd"&gt;function&lt;/span&gt; &lt;span class="nx"&gt;fatorial&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;(&lt;/span&gt;&lt;span class="nx"&gt;numero&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;)&lt;/span&gt; &lt;span class="p"&gt;{&lt;/span&gt;
    &lt;span class="k"&gt;if&lt;/span&gt; &lt;span class="p"&gt;(&lt;/span&gt;&lt;span class="nx"&gt;numero&lt;/span&gt; &lt;span class="o"&gt;===&lt;/span&gt; &lt;span class="mi"&gt;0&lt;/span&gt; &lt;span class="o"&gt;||&lt;/span&gt; &lt;span class="nx"&gt;numero&lt;/span&gt; &lt;span class="o"&gt;===&lt;/span&gt; &lt;span class="mi"&gt;1&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;)&lt;/span&gt;
        &lt;span class="k"&gt;return&lt;/span&gt; &lt;span class="mi"&gt;1&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;;&lt;/span&gt;
      &lt;span class="k"&gt;for&lt;/span&gt; &lt;span class="p"&gt;(&lt;/span&gt;&lt;span class="kd"&gt;var&lt;/span&gt; &lt;span class="nx"&gt;i&lt;/span&gt; &lt;span class="o"&gt;=&lt;/span&gt; &lt;span class="nx"&gt;num&lt;/span&gt; &lt;span class="o"&gt;-&lt;/span&gt; &lt;span class="mi"&gt;1&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;;&lt;/span&gt; &lt;span class="nx"&gt;i&lt;/span&gt; &lt;span class="o"&gt;&amp;gt;=&lt;/span&gt; &lt;span class="mi"&gt;1&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;;&lt;/span&gt; &lt;span class="nx"&gt;i&lt;/span&gt;&lt;span class="o"&gt;--&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;)&lt;/span&gt; &lt;span class="p"&gt;{&lt;/span&gt;
        &lt;span class="nx"&gt;numero&lt;/span&gt; &lt;span class="o"&gt;*=&lt;/span&gt; &lt;span class="nx"&gt;i&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;;&lt;/span&gt;
      &lt;span class="p"&gt;}&lt;/span&gt;
      &lt;span class="k"&gt;return&lt;/span&gt; &lt;span class="nx"&gt;numero&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;;&lt;/span&gt;

&lt;span class="p"&gt;}&lt;/span&gt;
&lt;/code&gt;&lt;/pre&gt;

&lt;/div&gt;



&lt;p&gt;Analisando esse código, podemos ver que se esse número for 0, ou 1, o retorno será fixo em 1. Se não, será executado um for, indo do número, até 1, diminuindo esse valor, e a cada execução deste for, o número será multiplicado pelo seu valor, menos um. E depois será retornado o número fatorial.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Essa solução funciona, mas podemos resolver esse problema de outra forma, usando um conceito da programação funcional chamado de &lt;strong&gt;recursão&lt;/strong&gt;.&lt;br&gt;
&lt;/p&gt;

&lt;div class="highlight js-code-highlight"&gt;
&lt;pre class="highlight javascript"&gt;&lt;code&gt;&lt;span class="kd"&gt;function&lt;/span&gt; &lt;span class="nx"&gt;fatorial&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;(&lt;/span&gt;&lt;span class="nx"&gt;numero&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;)&lt;/span&gt; &lt;span class="p"&gt;{&lt;/span&gt;
     &lt;span class="k"&gt;if&lt;/span&gt; &lt;span class="p"&gt;(&lt;/span&gt;&lt;span class="nx"&gt;numero&lt;/span&gt; &lt;span class="o"&gt;&amp;lt;&lt;/span&gt; &lt;span class="mi"&gt;0&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;)&lt;/span&gt; 
            &lt;span class="k"&gt;return&lt;/span&gt; &lt;span class="o"&gt;-&lt;/span&gt;&lt;span class="mi"&gt;1&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;;&lt;/span&gt;
      &lt;span class="k"&gt;else&lt;/span&gt; &lt;span class="k"&gt;if&lt;/span&gt; &lt;span class="p"&gt;(&lt;/span&gt;&lt;span class="nx"&gt;numero&lt;/span&gt; &lt;span class="o"&gt;==&lt;/span&gt; &lt;span class="mi"&gt;0&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;)&lt;/span&gt; 
          &lt;span class="k"&gt;return&lt;/span&gt; &lt;span class="mi"&gt;1&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;;&lt;/span&gt;
      &lt;span class="k"&gt;else&lt;/span&gt; &lt;span class="p"&gt;{&lt;/span&gt;
          &lt;span class="k"&gt;return&lt;/span&gt; &lt;span class="p"&gt;(&lt;/span&gt;&lt;span class="nx"&gt;numero&lt;/span&gt; &lt;span class="o"&gt;*&lt;/span&gt; &lt;span class="nx"&gt;fatorial&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;(&lt;/span&gt;&lt;span class="nx"&gt;num&lt;/span&gt; &lt;span class="o"&gt;-&lt;/span&gt; &lt;span class="mi"&gt;1&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;));&lt;/span&gt;
      &lt;span class="p"&gt;}&lt;/span&gt;

&lt;span class="p"&gt;}&lt;/span&gt;
&lt;/code&gt;&lt;/pre&gt;

&lt;/div&gt;



&lt;p&gt;Analisando esse código, podemos ver que existem 3 possibilidades: Se o número for menor que zero, se o número for igual a zero, ou se o número é nenhuma das duas opções (maior que zero).&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Caso o número seja menor que zero, seu fatorial será &lt;code&gt;-1&lt;/code&gt;, caso seja igual a zero, seu fatorial será &lt;code&gt;1&lt;/code&gt;, e se caso o número for maior que zero, é usada uma função de recursão, onde será retornado o número, vezes o resultado dessa mesma função, com o número subtraído de um.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;É difícil entender esses conceitos de recursão no começo, mas é basicamente usar uma função dentro da mesma função, evitando ter que usar &lt;em&gt;loops&lt;/em&gt; como &lt;code&gt;for&lt;/code&gt; e &lt;code&gt;while&lt;/code&gt; sem necessidade.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Na maioria das vezes usar recursividade em JS ou linguagens semelhantes pode não ser uma boa ideia, pois elas não lidam bem com isso a nível de máquina virtual ou &lt;em&gt;runtime&lt;/em&gt;, isso pode deixar o código lento e até mesmo estourar a pilha de execução, fechando o programa, ou travando a máquina.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Mas em linguagens de programação funcionais, esse código é perfeitamente adequado, e correto seguindo os padrões da linguagem. Um exemplo disso é que podemos criar uma função de fatorial usando recursão em Elixir, uma linguagem muito caracterizada pela programação funcional.&lt;br&gt;
&lt;/p&gt;

&lt;div class="highlight js-code-highlight"&gt;
&lt;pre class="highlight elixir"&gt;&lt;code&gt;&lt;span class="k"&gt;defmodule&lt;/span&gt; &lt;span class="no"&gt;Factorial&lt;/span&gt; &lt;span class="k"&gt;do&lt;/span&gt;
    &lt;span class="k"&gt;def&lt;/span&gt; &lt;span class="n"&gt;of&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;(&lt;/span&gt;&lt;span class="mi"&gt;0&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;),&lt;/span&gt; &lt;span class="k"&gt;do&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;:&lt;/span&gt; &lt;span class="mi"&gt;1&lt;/span&gt;
    &lt;span class="k"&gt;def&lt;/span&gt; &lt;span class="n"&gt;of&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;(&lt;/span&gt;&lt;span class="n"&gt;n&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;)&lt;/span&gt; &lt;span class="ow"&gt;when&lt;/span&gt; &lt;span class="n"&gt;n&lt;/span&gt; &lt;span class="o"&gt;&amp;gt;&lt;/span&gt; &lt;span class="mi"&gt;0&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;,&lt;/span&gt; &lt;span class="k"&gt;do&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;:&lt;/span&gt; &lt;span class="n"&gt;n&lt;/span&gt; &lt;span class="o"&gt;*&lt;/span&gt; &lt;span class="n"&gt;of&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;(&lt;/span&gt;&lt;span class="n"&gt;n&lt;/span&gt; &lt;span class="o"&gt;-&lt;/span&gt; &lt;span class="mi"&gt;1&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;)&lt;/span&gt;
&lt;span class="k"&gt;end&lt;/span&gt;
&lt;/code&gt;&lt;/pre&gt;

&lt;/div&gt;



&lt;p&gt;Nesse caso, usar programação funcional (ou apenas conceitos de programação funcional, como a recursão) pode simplificar o código, tornando ele menor e mais legível. Mas caso precisássemos mexer com valores fora da função, ou com coisas que podem mudar de estado antes ou depois dessa função, e que poderiam mudar a sua execução, POO seria melhor nesses casos, garantindo mais segurança e flexibilidade.&lt;/p&gt;

&lt;h3&gt;
  
  
  Onde usar cada uma?
&lt;/h3&gt;

&lt;p&gt;Como vimos, a POO e a programação funcional tem características bem diferentes, e por isso, cada uma pode ser utilizada em situações diferentes.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Para aplicações que exigem muitas classes, e muitas instâncias de objetos, como &lt;em&gt;CRUD’s&lt;/em&gt;, com classe para usuáries, posts, transações,etc. E pouca manipulação desses objetos, como apenas fazer verificações, escrever em um banco de dados, e retornar outro objeto, POO pode se encaixar perfeitamente, fornecendo todos os recursos que você precisa.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Enquanto para aplicações que exigem poucas variáveis, e variáveis com valores mais simples, como números, &lt;em&gt;strings&lt;/em&gt;, ou listas, e muita manipulação nesses valores, como aplicações matemáticas, programação funcional pode se encaixar melhor que POO, garantindo que sempre quando o seu programa receber os mesmo valores de &lt;em&gt;input&lt;/em&gt;, serão retornados os mesmo valores de &lt;em&gt;output&lt;/em&gt;.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;E além, caso você esteja utilizando uma &lt;strong&gt;linguagem mista&lt;/strong&gt;, é possível usar ambos tipos de programações dentro de uma única aplicação.&lt;/p&gt;

&lt;h3&gt;
  
  
  Linguagens mistas
&lt;/h3&gt;

&lt;p&gt;Existem linguagens que implementam diversos paradigmas de programação, como POO e programação funcional, ao mesmo tempo. Oferecendo ambas formas de programar em uma mesma linguagem, podendo até mesmo intercalar os dois tipos, ou até outros, em um mesmo código.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Exemplos de linguagens que são multiparadigma é Kotlin, Python, Javascript e C#.&lt;/p&gt;

&lt;h3&gt;
  
  
  Finalização
&lt;/h3&gt;

&lt;p&gt;Nesse artigo te apresentei conceitos sobre programação orientada a objetos, e programação funcional, e separei as duas, mostrando as suas diferenças e funcionalidades.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Muito obrigada por ler ❤️🏳️‍⚧️ e me segue nas redes, é tudo&lt;a href="https://twitter.com/lissatransborda"&gt; @lissatransborda&lt;/a&gt; 👀&lt;/p&gt;

</description>
      <category>braziliandevs</category>
      <category>trans</category>
      <category>funcional</category>
      <category>oop</category>
    </item>
    <item>
      <title>Golang e Rust: Qual é melhor?</title>
      <dc:creator>Lissa Ferreira</dc:creator>
      <pubDate>Sun, 26 Jun 2022 21:20:00 +0000</pubDate>
      <link>https://dev.to/feministech/golang-e-rust-qual-e-melhor-4559</link>
      <guid>https://dev.to/feministech/golang-e-rust-qual-e-melhor-4559</guid>
      <description>&lt;h2&gt;
  
  
  Por que existem tantas linguagens de programação?
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Atualmente, há diversas linguagens de programação que são utilizadas dentro de empresas, muitas vezes para finalidades parecidas.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;No começo podemos achar isso estranho, porque se o objetivo é o mesmo, não seria possível usar uma mesma linguagem para todos esses projetos?&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Para responder essa pergunta, primeiro é necessário lembrar que cada um desses projetos mesmo que tenham características parecidas, como ume usuárie que insere informações em uma página web, e essa página envia essas informações à um servidor. Alguns fatores podem mudar a escolha da tecnologia desse projeto, como:&lt;/p&gt;

&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;Esse projeto será desenvolvido por uma pessoa, um grupo pequeno ou dezenas de pessoas?&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Quais recursos esse sistema utilizará? Só leitura e escrita de dados, ou terá comunicação em tempo real? Inteligência artificial? Análise de dados? etc.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Como será a arquitetura do sistema? Monolito ou microserviços?&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Será um projeto feito para uma empresa ou pessoa cliente, ou será um projeto criado dentro de uma empresa, para uso próprio?&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;

&lt;p&gt;Todas essas perguntas, e mais outras, vão determinar a tecnologia que um projeto terá. É por isso que por exemplo, existe tanta startup usando NodeJS, Elixir, Golang, etc; enquanto projetos de clientes menores, como lojas ou pequenas empresas, são feitos com PHP ou C#. A tecnologia do projeto está estritamente ligada a como ele é.&lt;/p&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  Golang e Rust
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Golang, mais conhecida como Go, e Rust são duas linguagens muito populares hoje em dia, sendo usadas principalmente para back-end (lado do servidor), e em utilitários de linha de comando, que são programas que rodam em terminais, e geralmente servem para alguma necessidade momentânea, não precisam ficar rodando a todo momento.&lt;/p&gt;

&lt;div class="highlight js-code-highlight"&gt;
&lt;pre class="highlight plaintext"&gt;&lt;code&gt;Inclusive, um ótimo exemplo de programa que roda por linha de comando é o [Transchange](http://github.com/lissatransborda/transchange). É um projeto criado para facilitar o processo de transição de gênero social de pessoas trans, alterando o nome da pessoa em todos os repositórios dela, o que proporciona mudar até a autoria dos commits.
&lt;/code&gt;&lt;/pre&gt;

&lt;/div&gt;
&lt;h3&gt;
  
  
  Golang
&lt;/h3&gt;

&lt;p&gt;Golang é uma linguagem de programação criada pela Google em 2009. seu objetivo é ser leve, rápida, e produtiva.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Go foi criada com fortes inspirações de uma outra linguagem, o C, que foi e é uma das linguagens mais importantes da história.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Mesmo que Golang tenha várias funcionalidades, e possa ser usada para diversos fins, ela possui um foco muito grande em &lt;em&gt;concorrência&lt;/em&gt;. Concorrência, de forma básica (porque esse conceito merece um artigo inteiro só sobre ele) é a capacidade de gerenciar mais de uma tarefa ao mesmo tempo, fazendo uma tarefa em um momento, parando, fazendo outra tarefa no lugar, e voltar naquela mesma tarefa anterior.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Um exemplo de concorrência sou eu fazendo esse artigo. Eu escrevo ele, levanto, dou uma andada, tomo água, escrevo mais um pouco, abro o Twitter e me perco nele por uns 15 minutos, volto a escrever, etc.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Inclusive, não confunda a concorrência com paralelismo, que é fazer algo &lt;strong&gt;ao mesmo tempo&lt;/strong&gt;. Paralelismo seria eu nesse momento, escrevendo esse artigo ouvindo música.&lt;/p&gt;
&lt;h3&gt;
  
  
  Rust
&lt;/h3&gt;

&lt;p&gt;Rust é uma linguagem criada pela Mozilla em 2012, focada em programação baixo nível, velocidade, e praticidade, tendo as descrições dos erros que ocorrem nas tentativas de compilar o código detalhadas, e mostrando visualmente onde ocorreu o erro, colocando até mesmo um trecho do código que deu erro na tela.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Um dos principais focos da linguagem é a segurança contra erros. Um exemplo dessa alta segurança é que, por padrão, toda variável dentro do Rust é imutável. Isso significa que seu valor não pode ser alterado, sendo atribuído uma única vez. Para criar variáveis que possam ter seu valor alterado, isso deve estar explícito na criação da mesma.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Rust também é uma tecnologia ótima para criação de programas desktop e utilitários de linha de comando, pois ela tem suporte à bibliotecas e funções do C, então tudo que pode ser feito com C, também pode ser feito com Rust.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Inclusive, atualmente estão sendo desenvolvidos uma versão do núcleo Linux em Rust (no momento feito em C) e também uma versão do Windows feita também em Rust.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Agora que já sabemos um pouco sobre cada linguagem, vamos fazer um comparativo de cada uma em pontos que julgo importante para uma linguagem de programação.&lt;/p&gt;
&lt;h2&gt;
  
  
  Instalação
&lt;/h2&gt;
&lt;h3&gt;
  
  
  Golang
&lt;/h3&gt;

&lt;p&gt;Há uma página na documentação do Golang focada em sua instalação. Esta inclui uma série de passos, que envolvem editar variáveis do sistema, baixar o Go manualmente e colocar em pastas do sistema, etc.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Mesmo que este tutorial seja simples, e possa ser feito copiando e colando, de primeira, pode parecer algo perigoso ou estranho para uma pessoa iniciante em tecnologia, que não tem esse costume de copiar e colar comandos de terminal, e muitas vezes nem sabe o que esses comandos significam.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Então mesmo que essa instalação pareça trivial, e tenha pouca possibilidade para erros, ela pode soar perigosa para quem está iniciando.&lt;/p&gt;
&lt;h3&gt;
  
  
  Rust
&lt;/h3&gt;

&lt;p&gt;Diferentemente do Golang, Rust possui um script de instalação. Isso significa que podemos copiar um único comando, que diversos outros serão executados de forma automática, instalando o programa "como se fosse mágica".&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Acho melhor esse método por ser mais prático, e simples para a  pessoa desenvolvedora final, pois não será necessário copiar diversos comandos, ela precisa de um só.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Essa forma também reduz o problema da pessoa iniciante copiar comandos que ela não entende, pois dessa forma soa até um pouco "mágica",  sabe? Algo mais simples, para a pessoa não sentir tanto receio.&lt;/p&gt;
&lt;h2&gt;
  
  
  Hello World
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;"Hello World" é o desafio mais simples de qualquer linguagem de programação. Ele é importante para sabermos na prática a quantidade de código base que precisamos escrever para rodar um código, e também como a linguagem é estruturada.&lt;/p&gt;
&lt;h3&gt;
  
  
  Golang
&lt;/h3&gt;

&lt;p&gt;No Golang, o Hello World pode ser feito dessa forma:&lt;br&gt;
&lt;/p&gt;
&lt;div class="highlight js-code-highlight"&gt;
&lt;pre class="highlight go"&gt;&lt;code&gt;&lt;span class="k"&gt;package&lt;/span&gt; &lt;span class="n"&gt;main&lt;/span&gt;
&lt;span class="k"&gt;import&lt;/span&gt; &lt;span class="s"&gt;"fmt"&lt;/span&gt;
&lt;span class="k"&gt;func&lt;/span&gt; &lt;span class="n"&gt;main&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;()&lt;/span&gt; &lt;span class="p"&gt;{&lt;/span&gt;
    &lt;span class="n"&gt;fmt&lt;/span&gt;&lt;span class="o"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;span class="n"&gt;Println&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;(&lt;/span&gt;&lt;span class="s"&gt;"hello world"&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;)&lt;/span&gt;
&lt;span class="p"&gt;}&lt;/span&gt;
&lt;/code&gt;&lt;/pre&gt;

&lt;/div&gt;



&lt;p&gt;Analisando esse código de forma mais detalhada:&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A primeira linha cria um pacote. Em Go, pacotes são coleções de código, e todo projeto tem que ter obrigatoriamente pelo menos um pacote. No nosso caso, o pacote será &lt;em&gt;main&lt;/em&gt;.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Depois disso, na linha dois, importamos uma biblioteca chamada &lt;code&gt;fmt&lt;/code&gt;, que é a sigla para &lt;em&gt;Format&lt;/em&gt; (formatação). Essa biblioteca tem diversas funções relacionadas à mostrar dados na tela, tanto textos simples como Hello World, ou textos que exigem mais formatação, como colocar variáveis dentro desse bloco.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Na linha três, é declarada a função principal de qualquer projeto Golang, a &lt;code&gt;main&lt;/code&gt;. É nessa função que o nosso programa vai começar a rodar, então podemos ter quantas outras funções quisermos, porém a main sempre será a única necessária, e também a principal.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Na quatro, executamos a função que mostra o Hello World na tela, a &lt;code&gt;println&lt;/code&gt;. Como essa função está dentro do pacote &lt;code&gt;fmt&lt;/code&gt;, teremos que chamar esse pacote, colocar um . para indicar que teremos algo dentro dele, e a primeira letra terá de ser maiúscula por conta dessa função (poderia também ser uma variável, tipo, classe, etc.) estar dentro de um pacote externo. Depois disso, é só inserir o texto dentro da função entre aspas duplas.&lt;/p&gt;

&lt;div class="highlight js-code-highlight"&gt;
&lt;pre class="highlight plaintext"&gt;&lt;code&gt;Diferente de outras linguagens, Golang não aceita aspas simples nesse caso, elas só funcionariam se o nosso texto tivesse um único caractere.
&lt;/code&gt;&lt;/pre&gt;

&lt;/div&gt;

&lt;p&gt;Na linha 6, apenas fechamos a função main, finalizando nosso código.&lt;/p&gt;

&lt;h3&gt;
  
  
  Rust
&lt;/h3&gt;

&lt;p&gt;Já no Rust, podemos criar um Hello World dessa forma:&lt;br&gt;
&lt;/p&gt;

&lt;div class="highlight js-code-highlight"&gt;
&lt;pre class="highlight rust"&gt;&lt;code&gt;&lt;span class="k"&gt;fn&lt;/span&gt; &lt;span class="nf"&gt;main&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;()&lt;/span&gt; &lt;span class="p"&gt;{&lt;/span&gt;
    &lt;span class="nd"&gt;println!&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;(&lt;/span&gt;&lt;span class="s"&gt;"Hello, world"&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;);&lt;/span&gt;
&lt;span class="p"&gt;}&lt;/span&gt;
&lt;/code&gt;&lt;/pre&gt;

&lt;/div&gt;



&lt;p&gt;Na primeira linha, assim como o Golang, temos que criar uma função &lt;em&gt;main&lt;/em&gt;, que também será a principal do nosso código.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Na segunda linha, usamos a função &lt;code&gt;println!&lt;/code&gt;. A exclamação no fim é por conta dessa função ser uma macro, um conceito que não vou abordar nesse artigo por ser algo mais avançado do Rust. Semelhante ao Go também é necessário usar aspas duplas, porque as aspas simples são exclusivas à representação de um único caractere.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;E por fim, na terceira linha, fechamos o método &lt;code&gt;main&lt;/code&gt;, finalizando nosso código.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Como pudemos ver, em ambas as linguagens o Hello World não é complexo, e explicando linha por linha conseguimos entender o motivo de comando de ambos os códigos. Mas, o Hello World do Rust acaba sendo mais fácil de entender, por não precisar criar um pacote, e nem importar uma biblioteca para mostrar dados na tela.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;É importante lembrar que cada linguagem tem as suas características, então um Hello World ser simples, ou mais complexo, é uma escolha de arquitetura. Às vezes, uma linguagem que já possui um monte código padrão, facilita para continuarmos desenvolvendo nosso projeto, enquanto outras que são mais simples, podemos encontrar mais dificuldades na frente. Então, não leve o Hello World como algo essencial para saber se uma linguagem é "melhor" que a outra.&lt;/p&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  Rodando o código que criamos
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Agora precisamos rodar esses códigos, e pra isso é necessário descobrir como essas linguagens processam o nosso código para executar na nossa máquina.&lt;/p&gt;

&lt;h3&gt;
  
  
  Golang
&lt;/h3&gt;

&lt;p&gt;Golang é uma linguagem compilada, isso significa que o código será transformado diretamente em código de máquina. Essa forma é muito interessante para linguagens de programação que se propõem a serem rápidas, pois o código de máquina executa direto no sistema, sem precisar de alguma máquina virtual ou processo no meio.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Mas nessa forma também há uma desvantagem: Esse código de máquina é de uma única plataforma, que de forma básica, é o local onde você está rodando esse código, então Windows, Linux, um celular Android, iOS,etc. Então seria necessário compilar para cada plataforma, gerando um executável separado. Mas tirando isso, é só felicidade.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Para compilar o código, podemos usar o comando:&lt;br&gt;
&lt;/p&gt;

&lt;div class="highlight js-code-highlight"&gt;
&lt;pre class="highlight go"&gt;&lt;code&gt;&lt;span class="k"&gt;go&lt;/span&gt; &lt;span class="n"&gt;build&lt;/span&gt; &lt;span class="n"&gt;helloworld&lt;/span&gt;&lt;span class="o"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;span class="k"&gt;go&lt;/span&gt;
&lt;/code&gt;&lt;/pre&gt;

&lt;/div&gt;



&lt;p&gt;Com isso, nosso programa será compilado, e teremos um executável chamado helloworld, que em Linux poderemos executar com &lt;code&gt;./helloworld&lt;/code&gt;, e em Windows com &lt;code&gt;helloworld.exe&lt;/code&gt;.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Também podemos executar um programa sem precisar compilar, e depois rodar. Para fazer os dois de uma vez, podemos usar o comando abaixo:&lt;br&gt;
&lt;/p&gt;

&lt;div class="highlight js-code-highlight"&gt;
&lt;pre class="highlight go"&gt;&lt;code&gt;&lt;span class="k"&gt;go&lt;/span&gt; &lt;span class="n"&gt;run&lt;/span&gt; &lt;span class="n"&gt;helloworld&lt;/span&gt;&lt;span class="o"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;span class="k"&gt;go&lt;/span&gt;
&lt;/code&gt;&lt;/pre&gt;

&lt;/div&gt;



&lt;p&gt;Enquanto o &lt;em&gt;build&lt;/em&gt; apenas compila, o &lt;em&gt;run&lt;/em&gt; compila e executa.&lt;/p&gt;

&lt;h3&gt;
  
  
  Rust
&lt;/h3&gt;

&lt;p&gt;A compilação funciona da mesma forma que no Golang, criando um executável com o nosso código, então nesse quesito os dois são iguais.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Para compilar esse código que criamos em Rust, temos que usar o comando abaixo:&lt;br&gt;
&lt;/p&gt;

&lt;div class="highlight js-code-highlight"&gt;
&lt;pre class="highlight rust"&gt;&lt;code&gt;&lt;span class="n"&gt;rustc&lt;/span&gt; &lt;span class="n"&gt;helloworld&lt;/span&gt;&lt;span class="py"&gt;.rs&lt;/span&gt;
&lt;/code&gt;&lt;/pre&gt;

&lt;/div&gt;



&lt;p&gt;E depois, para executar, podemos executar da mesma forma que no Golang, no Linux com ./helloworld, e em Windows com helloworld.exe.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Como vimos, as duas linguagens compilam o código diretamente em código de máquina, a diferença é que o Golang tem um comando direto para compilar e executar o código, enquanto no Rust precisamos compilar, e depois executar. De resto as duas são muito parecidas.&lt;/p&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  Lidando com erros
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Agora vamos falar sobre como essas linguagens mostram os erros no código, e se essa forma de informar os erros é compreensível ou não.&lt;/p&gt;

&lt;h3&gt;
  
  
  Golang
&lt;/h3&gt;

&lt;p&gt;Para testar o sistema de erros do Golang, fiz algumas mudanças no código, sempre inserindo algum erro que realmente poderia acontecer enquanto você escrevia o código, sendo em sequência:&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Errando o nome da função println&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;
&lt;/p&gt;

&lt;div class="highlight js-code-highlight"&gt;
&lt;pre class="highlight go"&gt;&lt;code&gt;&lt;span class="k"&gt;package&lt;/span&gt; &lt;span class="n"&gt;main&lt;/span&gt;

&lt;span class="k"&gt;import&lt;/span&gt; &lt;span class="s"&gt;"fmt"&lt;/span&gt;

&lt;span class="k"&gt;func&lt;/span&gt; &lt;span class="n"&gt;main&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;()&lt;/span&gt; &lt;span class="p"&gt;{&lt;/span&gt;
    &lt;span class="n"&gt;fmt&lt;/span&gt;&lt;span class="o"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;span class="n"&gt;Printl&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;(&lt;/span&gt;&lt;span class="s"&gt;"Hello World"&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;)&lt;/span&gt;
&lt;span class="p"&gt;}&lt;/span&gt;
&lt;/code&gt;&lt;/pre&gt;

&lt;/div&gt;



&lt;p&gt;Erro: &lt;code&gt;undefined: fmt.Printl&lt;/code&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Não colocando fmt antes da println&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;
&lt;/p&gt;

&lt;div class="highlight js-code-highlight"&gt;
&lt;pre class="highlight go"&gt;&lt;code&gt;&lt;span class="k"&gt;package&lt;/span&gt; &lt;span class="n"&gt;main&lt;/span&gt;

&lt;span class="k"&gt;func&lt;/span&gt; &lt;span class="n"&gt;main&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;()&lt;/span&gt; &lt;span class="p"&gt;{&lt;/span&gt;
    &lt;span class="n"&gt;Println&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;(&lt;/span&gt;&lt;span class="s"&gt;"Hello World"&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;)&lt;/span&gt;
&lt;span class="p"&gt;}&lt;/span&gt;
&lt;/code&gt;&lt;/pre&gt;

&lt;/div&gt;



&lt;p&gt;Erro: &lt;code&gt;undefined: Println&lt;/code&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Não colocando func antes da main()&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;
&lt;/p&gt;

&lt;div class="highlight js-code-highlight"&gt;
&lt;pre class="highlight go"&gt;&lt;code&gt;&lt;span class="k"&gt;package&lt;/span&gt; &lt;span class="n"&gt;main&lt;/span&gt;
&lt;span class="k"&gt;import&lt;/span&gt; &lt;span class="s"&gt;"fmt"&lt;/span&gt;

&lt;span class="n"&gt;main&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;()&lt;/span&gt; &lt;span class="p"&gt;{&lt;/span&gt;
    &lt;span class="n"&gt;fmt&lt;/span&gt;&lt;span class="o"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;span class="n"&gt;Println&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;(&lt;/span&gt;&lt;span class="s"&gt;"Hello"&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;)&lt;/span&gt;
&lt;span class="p"&gt;}&lt;/span&gt;
&lt;/code&gt;&lt;/pre&gt;

&lt;/div&gt;



&lt;p&gt;Erro: &lt;code&gt;syntax error: non-declaration statement outside function body&lt;/code&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Como podemos ver, as mensagens de erro são bem simples, geralmente uma única frase descrevendo o erro. Pessoalmente acho que a utilidade dessas mensagens variam muito da sua experiência, uma pessoa iniciante pode se confundir muito pra entender o que fez de errado, enquanto pessoas com mais experiência vão saber o que fizeram de errado de uma forma bem mais rápida.&lt;/p&gt;

&lt;h3&gt;
  
  
  Rust
&lt;/h3&gt;

&lt;p&gt;Para testar os erros do Rust fiz o mesmo processo, gerando 3 erros, sendo:&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Não colocando ! depois de println&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;
&lt;/p&gt;

&lt;div class="highlight js-code-highlight"&gt;
&lt;pre class="highlight rust"&gt;&lt;code&gt;&lt;span class="k"&gt;fn&lt;/span&gt; &lt;span class="nf"&gt;main&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;()&lt;/span&gt; &lt;span class="p"&gt;{&lt;/span&gt;
   &lt;span class="nf"&gt;println&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;(&lt;/span&gt;&lt;span class="s"&gt;"Hello, world!"&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;);&lt;/span&gt;
&lt;span class="p"&gt;}&lt;/span&gt;
&lt;/code&gt;&lt;/pre&gt;

&lt;/div&gt;



&lt;p&gt;Erro:&lt;br&gt;
&lt;/p&gt;

&lt;div class="highlight js-code-highlight"&gt;
&lt;pre class="highlight plaintext"&gt;&lt;code&gt;error[E0423]: expected function, found macro `println`
 --&amp;gt; src/main.rs:2:5
   |
2  |     println("Hello, world!");
   |     ^^^^^^^ not a function
   |
help: use `!` to invoke the macro
   |
2  |     println!("Hello, world!");
   |            +
&lt;/code&gt;&lt;/pre&gt;

&lt;/div&gt;



&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Usando aspas simples ao invés de aspas duplas&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;
&lt;/p&gt;

&lt;div class="highlight js-code-highlight"&gt;
&lt;pre class="highlight plaintext"&gt;&lt;code&gt;fn main() {
   println!('Hello, world!');
}
&lt;/code&gt;&lt;/pre&gt;

&lt;/div&gt;



&lt;p&gt;Erro:&lt;br&gt;
&lt;/p&gt;

&lt;div class="highlight js-code-highlight"&gt;
&lt;pre class="highlight plaintext"&gt;&lt;code&gt;error[E0762]: unterminated character literal
 --&amp;gt; src/main.rs:2:28
   |
2  |     println!('Hello, world!');
   |                ^^^
&lt;/code&gt;&lt;/pre&gt;

&lt;/div&gt;



&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Errado a escrita da função println!&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;
&lt;/p&gt;

&lt;div class="highlight js-code-highlight"&gt;
&lt;pre class="highlight plaintext"&gt;&lt;code&gt;fn main() {
   printl!("Hello, world!");
}
&lt;/code&gt;&lt;/pre&gt;

&lt;/div&gt;



&lt;p&gt;Erro:&lt;br&gt;
&lt;/p&gt;

&lt;div class="highlight js-code-highlight"&gt;
&lt;pre class="highlight plaintext"&gt;&lt;code&gt;error: cannot find macro `printl` in this scope
  --&amp;gt; src/main.rs:2:5
   |
2  |       printl!("Hello, world!");
   |       ^^^^^^ help: a macro with a similar name exists: `print`
&lt;/code&gt;&lt;/pre&gt;

&lt;/div&gt;



&lt;p&gt;Considero os erros do Rust bem mais descritivos que os do Golang, por mostrar as linhas do código e apontar qual lugar exato que tem o erro, facilitando na compreensão e resolução.&lt;/p&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  Documentação e conteúdos
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Quando começamos a aprender uma linguagem, é muito importante pensarmos onde iremos aprender mais sobre ela, então vamos ver um pouco sobre documentação e conteúdo das duas linguagens.&lt;/p&gt;

&lt;h3&gt;
  
  
  Golang
&lt;/h3&gt;

&lt;p&gt;Go tem uma &lt;a href="https://go.dev/doc/"&gt;documentação oficial&lt;/a&gt;, indo desde a instalação, até questões bem avançadas da linguagem. Isso é bom, mas infelizmente não há uma tradução para português dessa documentação, algo que eu acho bem chato.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Mas tem um canal que eu gosto muito chamado &lt;a href="https://www.youtube.com/watch?v=WiGU_ZB-u0w&amp;amp;list=PLCKpcjBB_VlBsxJ9IseNxFllf-UFEXOdg&amp;amp;index=1&amp;amp;t=4s"&gt;Aprenda Go&lt;/a&gt;, onde a &lt;a href="https://twitter.com/veekorbes"&gt;Ellen Korbes&lt;/a&gt; tem um curso maravilhoso, e totalmente em português. Recomendo demais!&lt;/p&gt;

&lt;h3&gt;
  
  
  Rust
&lt;/h3&gt;

&lt;p&gt;Rust tem uma &lt;a href="https://doc.rust-lang.org/book/"&gt;documentação oficial&lt;/a&gt; da mesma forma que o Golang, mas é completamente em inglês. Também há uma &lt;a href="https://rust-br.github.io/rust-book-pt-br/"&gt;documentação criada pela comunidade&lt;/a&gt; feita em português, que também pode ser uma ótima opção.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Em português não conheço um curso completo gratuito, mas o &lt;a href="https://twitter.com/rochacbruno"&gt;Bruno Rocha&lt;/a&gt; produz bastante conteúdo sobre a linguagem em suas redes, como no &lt;a href="https://www.youtube.com/watch?v=L4GaODI2Ap0"&gt;seu canal do Youtube&lt;/a&gt;. Caso queria começar, acho bem legal.&lt;/p&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  Conclusão
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Para mim, ambas as linguagens são ótimas, mas cada uma tem um estilo diferente, e atende públicos e requisitos específicos.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Por exemplo, para aplicações web todo o ecossistema Golang está bem mais desenvolvido, então pode ser interessante, mas para aplicações de desktop ou de terminal, que precisam da maior velocidade e segurança possível, Rust pode ser uma linguagem mais adequada.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Muito obrigada por ler ❤️🏳️‍⚧️ e me segue nas redes, é tudo&lt;a href="https://twitter.com/lissatransborda"&gt; @lissatransborda&lt;/a&gt; 👀&lt;/p&gt;

</description>
      <category>braziliandevs</category>
      <category>go</category>
      <category>rust</category>
      <category>trans</category>
    </item>
    <item>
      <title>Imagens em posts de redes sociais</title>
      <dc:creator>Lissa Ferreira</dc:creator>
      <pubDate>Sun, 19 Jun 2022 21:44:15 +0000</pubDate>
      <link>https://dev.to/feministech/imagens-em-posts-de-redes-sociais-32eg</link>
      <guid>https://dev.to/feministech/imagens-em-posts-de-redes-sociais-32eg</guid>
      <description>&lt;h2&gt;
  
  
  Imagens são importantes em posts de redes sociais?
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;É possível que um post com apenas texto e algum link ganhe muitas impressões e um engajamento legal, mas quando colocamos imagens, essa probabilidade aumenta. Por isso que é importante colocar imagens em posts importantes seus, mesmo que essa imagem repita o mesmo conteúdo do texto, ainda pode ser muito interessante adicionar uma imagem.&lt;/p&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  Como organizar essa imagem?
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Para divulgações de conteúdos, recomendo o formato de colocar um título, um conteúdo principal no meio, e o rodapé preenchido com alguma cor, ou informação secundária. Ótimos exemplos são posts da &lt;a href="https://feministech.github.io/"&gt;Feministech&lt;/a&gt;, como:&lt;/p&gt;


&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;Você sabe como brochês de pronomes podem ajudar na inclusão do seu evento? Facilitando que todes sejam respeitades pelo seu gênero?&lt;br&gt;&lt;br&gt;A &lt;a href="https://twitter.com/lissadev_?ref_src=twsrc%5Etfw"&gt;@lissadev_&lt;/a&gt; publicou um artigo falando sobre esses brochês, bora ler?&lt;a href="https://t.co/7x9HyueMp9"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="https://t.co/7x9HyueMp9"&gt;https://t.co/7x9HyueMp9&lt;/a&gt; &lt;a href="https://t.co/fxDZvfHX52"&gt;pic.twitter.com/fxDZvfHX52&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;— Feministech (@feminis_tech) &lt;a href="https://twitter.com/feminis_tech/status/1528692229707014147?ref_src=twsrc%5Etfw"&gt;May 23, 2022&lt;/a&gt;
&lt;/blockquote&gt;  


&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;Teremos a maravilhosa &lt;a href="https://twitter.com/danicaus?ref_src=twsrc%5Etfw"&gt;@danicaus&lt;/a&gt; participando também do nosso evento na roda de conversa sobre lives!&lt;br&gt;&lt;br&gt;Bora ouvir ela falando sobre lives? 🤍 &lt;a href="https://t.co/zsOigETvK1"&gt;pic.twitter.com/zsOigETvK1&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;— Feministech (@feminis_tech) &lt;a href="https://twitter.com/feminis_tech/status/1528692215928659968?ref_src=twsrc%5Etfw"&gt;May 23, 2022&lt;/a&gt;
&lt;/blockquote&gt;  


&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;Você sabe o quê é um Feministalk?&lt;br&gt;&lt;br&gt;Feministalk é um tipo de evento que fazemos em intervalos de alguns meses, com algumas palestras sobre um tema em específico.&lt;br&gt;&lt;br&gt;O próximo Feministalk será o "Feministalk: Como Palestrar?", hosteado pela maravilhosa &lt;a href="https://twitter.com/gikatips?ref_src=twsrc%5Etfw"&gt;@gikatips&lt;/a&gt;! &lt;a href="https://t.co/OGCPoYQUJq"&gt;pic.twitter.com/OGCPoYQUJq&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;— Feministech (@feminis_tech) &lt;a href="https://twitter.com/feminis_tech/status/1527725846722748417?ref_src=twsrc%5Etfw"&gt;May 20, 2022&lt;/a&gt;
&lt;/blockquote&gt;  

&lt;p&gt;Eu recomendo esse formato principalmente pela forma natural que lemos uma imagem (sim, ler uma imagem), começando do topo, no lado esquerdo, indo para o lado direito, cruzando o meio da imagem na diagonal até o canto inferior esquerdo, e indo para o direito novamente, como um Z.&lt;/p&gt;
&lt;h2&gt;
  
  
  Como posso criar essa imagem?
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Essa imagem pode ser criada com um programa de composição de imagens. Pessoalmente, eu recomendo o &lt;a href="https://www.canva.com/"&gt;Canva&lt;/a&gt; pela sua facilidade e praticidade.&lt;/p&gt;

&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;Caso você queira aprender mais sobre o Canva, dá uma olhada no meu artigo &lt;a href="https://dev.to/feministech/o-que-e-canva-2oo2"&gt;O que é Canva?&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;h2&gt;
  
  
  Qual deve ser o formato pra essas imagens?
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Caso você poste a sua imagem de qualquer forma, provavelmente, uma parte da imagem ficará de fora, e para ver toda a imagem, será necessário que a pessoa clique na imagem, expandindo pela tela inteira. Logo, para evitar isso precisamos saber qual é o tamanho correto que nossas imagens devem ter.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;De forma geral, podemos usar 1080x1080 como tamanho, se encaixando bem em redes como Instagram, Twitter, Linkedin,etc. Pra stories, é recomendado usar 1080x1920 (um monitor virado para a vertical). E por fim, para o Twitter, caso você pode inserir mais informações, mostrando sua imagem na horizontal, 1600x900 é o tamanho recomendado.&lt;/p&gt;
&lt;h2&gt;
  
  
  A importância do texto alternativo
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Depois de inserir a imagem, é MUITO importante escrever um texto alternativo, que descreva a imagem. Esse texto é muito importante para pessoas que tem alguma tipo de deficiência visual, e precisam ler a descrição da imagem para entender o conteúdo dela.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Muitas redes sociais tem essa função por padrão, mas especialmente para o Linkedin, recomendo inserir no fim do post pelo texto mesmo, pois o limite para o tamanho do texto alternativo pela função de texto alternativo do Linkedin é de apenas 300 caracteres. Isso pode ser feito colocando um &lt;code&gt;#PraCegoVer&lt;/code&gt; e o texto abaixo.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Pessoalmente, eu descrevo imagens primeiro pelo fundo, depois de cima pra baixo, tipo:&lt;br&gt;
&lt;/p&gt;

&lt;div class="highlight js-code-highlight"&gt;
&lt;pre class="highlight plaintext"&gt;&lt;code&gt;Fundo branco com uma borda rosa em volta. Título "O quê é um Feministalk?", no meio, texto escrito "Feministalk é um tipo de evento que fazemos em intervalos de alguns meses, com algumas palestras sobre um tema em específico."
&lt;/code&gt;&lt;/pre&gt;

&lt;/div&gt;



&lt;p&gt;Depois disso, é só postar e ser feliz!&lt;/p&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  Finalização
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Nesse artigo, você aprendeu como usar imagens nos posts das suas redes sociais!&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Obrigada por ler ❤️🏳️‍⚧️&lt;/p&gt;

</description>
    </item>
    <item>
      <title>Quem é Patrícia Villela?</title>
      <dc:creator>Lissa Ferreira</dc:creator>
      <pubDate>Sun, 12 Jun 2022 21:23:26 +0000</pubDate>
      <link>https://dev.to/feministech/quem-e-patricia-villela-2j1</link>
      <guid>https://dev.to/feministech/quem-e-patricia-villela-2j1</guid>
      <description>&lt;h2&gt;
  
  
  Quem é Patrícia para você?
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;A Patrícia ainda é uma pessoa em construção. Minha descoberta como mulher trans é muito recente ainda, então eu ainda estou entendendo o que faz parte da minha essência e o que era só uma farsa para sobreviver nesse mundo. No entanto, algumas coisas eu sei muito bem que fazem parte de mim. Eu sou uma pessoa extremamente leal e levo isso muito a sério. Não se brinca com quem eu amo, mas também não se recupera essa lealdade facilmente. Sou muito curiosa também. É comum você me encontrar duas vezes na mesma semana e eu estar estudando coisas radicalmente diferentes nesses dois dias, como eletrônica e o melhor ponto para franzir um cós. Ah, e comunista!&lt;br&gt;
Também sou muito esforçada, mas perco o interesse rapidamente. Bota na conta do hiperfoco hahaha&lt;/p&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  Quem é Patrícia para o mundo?
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Eu acho que o mundo me vê como uma pessoa muito divertida e extremamente ansiosa. Eu gosto de pensar que a primeira característica é verdadeira, enquanto a segunda eu tenho certeza que é. Também sinto que o mundo me vê como uma pessoa bastante rígida, tanto consigo mesma quanto com os outros. Criativa, atenciosa e doce foram adjetivos que já ouvi serem usados para mim tanto quanto desatenta, estressada e ríspida.&lt;br&gt;
Mas uma coisa é certa. O mundo diz que eu falo demais. Para quem é próximo eu só rio. Para o resto do mundo, eu aviso que eu vou falar ainda mais, e ele vai ter que me escutar.&lt;/p&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  O quê a Patrícia faz atualmente?
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Patrícia faz muitas coisas atualmente e sempre. Como compositora eu estou sempre improvisando no meu piano para saber quando eu vou criar uma melodia que eu pense valer a pena usar numa peça musical. Estou no meio da composição de uma ópera, mas está parada atualmente. Relacionado a música eu também tento tocar todo tipo de instrumento. Minha paixão é a minha sanfona (ou gaita 😜 ). Eu também canto, mas nunca pensei em fazer algo profissional, como cantar na noite, etc. Como atriz eu fiquei parada durante a pandemia e até então não tenho conseguido montar um grupo de Teatro para colocar minhas ideias em prática. Como programadora, eu sou desenvolvedora na Amazon há um ano e meio. Lá dentro eu me integro em todo tipo de iniciativa de inclusão, seja de minorias, seja de integração do time como um todo.&lt;/p&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  Como a faculdade de teatro foi para você?
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Foi reveladora e muito divertida, quando não angustiante. Eu aprendi como consumir arte, como criticar arte, e principalmente como escutar os outros. Isso é algo que eu tinha muita dificuldade antes. Ah, e eu descobri que era trans na faculdade de Teatro, embora eu achasse que era gênero-fluido. Essa descoberta foi bastante dolorosa no momento, porque eu não estava apenas descobrindo minha identidade de gênero. Eu também estava fazendo minha namorada da época descobrir a sexualidade dela, porque de repente ela não estava mais namorando um homem. Além de tudo isso, não houve ainda lugar nessa vida minha onde eu pudesse exercer e exercitar tanto minha criatividade.&lt;/p&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  Como a sua prática de teatro te auxilia na atualidade?
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Eu sinto que me ajuda muito em me colocar no lugar do outro. Afinal, esse é literalmente o trabalho de toda atriz. Além disso, melhorou muito minhas habilidades de comunicação, inclusive como prender a atenção das pessoas. Desde movimentos corporais, faciais, tom de voz, as experimentações feitas na época me deram muitas ferramentas para imprimir no público a sensação que eu desejo. Claro que não sou perfeita. Eu ainda dou muita bola fora e faço uns discursos gigantescos que ninguém aguenta ouvir até o final. Mas é melhor que a maioria hahaha&lt;/p&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  Como você se tornou uma pessoa não-monogâmica?
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Eu sempre tive dificuldades com a monogamia. Eu sou uma pessoa que precisa que uma atenção afetiva que poucas pessoas estão disponíveis para despender, então eu sempre careci de atenção nos meus relacionamentos. Some isso ao fato de que eu não poderia encontrar esse afeto num outro relacionamento afetivo fora dos meus namoros e você tem a receita da insatisfação. Meu primeiro relacionamento não-monogâmico foi o último, com meu ex-noivo. Isso funcionava muito bem. Ele tinha suas paqueras (até quase um namorado) e eu tinha as minhas. Era uma delícia conversar com ele sobre as paqueras hahaha&lt;br&gt;
Então eu só me tornei não-monogâmica quando eu finalmente encontrei uma comunidade que pensa assim como eu e encontrei lá uma pessoa que estava pronta e inclusive requeria um relacionamento não-monogâmico. Tivemos nossas questões, evidentemente, já que a sociedade hétero-cis-monogâmico-normativa nos ensina que relacionamentos são baseados em posse e controle, e que o desrespeito a essa norma é sinal de desinteresse. Como sempre, luta, luta, luta.&lt;/p&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  O quê são comunidades para você?
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Comunidades para mim são lugares onde eu posso encontrar pessoas que tem os mesmos interesses que eu. Nem sempre são lugares seguros a todas as minhas características. Comunidades de tecnologia, por exemplo, não eram muito receptivas para mim mesmo quando eu era um homem que estudava Teatro. Agora como mulher trans não-monogâmica comunista? Não imagino que haja muitas que me acolheriam. A Feministech foi uma feliz exceção, e eu me sinto muito contente de ter sido encontrada por elas. Essa comunidade aliás ressignificou para mim esse conceito, que passa a não significar apenas lugares para encontrar pessoas para trocar conhecimentos específicos, mas também um lugar para encontrar pessoas com quem você quer interagir e potencialmente incluir na sua vida.&lt;/p&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  Como você conheceu as comunidades de tecnologia?
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;A primeira comunidade de tecnologia que eu conheci foi o GUJ, Grupo de Usuários Java. Como meu início foi com Java, essa comunidade foi muito importante para eu aprender mais do que o meu ensino técnico tinha me ensinado. Nunca me envolvi ativamente em comunidades até a Feministech, então tem uns 12 anos entre o GUJ e a Feministech.&lt;/p&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  Quais são seus sonhos?
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Eu gostaria muito de construir minha casa. Na verdade, construir uma vila, onde todas as pessoas que eu amo possam morar pertinho de mim. Legalização do casamento não-monogâmico seria uma grande conquista. Além disso, claro, a Revolução Comunista, nos liberando das garras do imperialismo e acabando com essa concentração de renda absurda.&lt;br&gt;
Os sonhos escalaram bastante, mas essa sou eu: uma pessoa insaciada e insaciável que busca com bastante sede aquilo que acha que merece, e isso inclui mudanças estruturais aparentemente (e somente) intransponíveis.&lt;br&gt;
Mas o mais íntimo de todos: eu gostaria de olhar todo dia no espelho e ver uma mulher lá. Isso tem melhorado, mas está longe de ser uma experiência constante.&lt;/p&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  Redes
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;&lt;a href="https://br.linkedin.com/in/patrickvillela"&gt;LinkedIn&lt;/a&gt;&lt;br&gt;
&lt;a href="https://github.com/patriciavillela"&gt;GitHub&lt;/a&gt;&lt;br&gt;
&lt;a href="https://www.instagram.com/patriciavob/"&gt;Instagram&lt;/a&gt;&lt;br&gt;
&lt;a href="https://dev.to/patriciavillela"&gt;Dev.to&lt;/a&gt;&lt;br&gt;
&lt;a href="https://twitter.com/patriciaverso"&gt;Twitter&lt;/a&gt;&lt;br&gt;
&lt;a href="https://www.polywork.com/patriciavillela"&gt;Polywork&lt;/a&gt;&lt;br&gt;
&lt;a href="https://www.youtube.com/channel/UCq4Dvs9TkKAPQFbAMvrI8hg"&gt;YouTube&lt;/a&gt;&lt;br&gt;
&lt;a href="http://www.patriciavillela.com.br"&gt;Site&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

</description>
    </item>
    <item>
      <title>Como criei o site da Feministech com VueJS</title>
      <dc:creator>Lissa Ferreira</dc:creator>
      <pubDate>Sun, 12 Jun 2022 20:37:22 +0000</pubDate>
      <link>https://dev.to/feministech/como-criei-o-site-da-feministech-com-vuejs-4cc1</link>
      <guid>https://dev.to/feministech/como-criei-o-site-da-feministech-com-vuejs-4cc1</guid>
      <description>&lt;h2&gt;
  
  
  Feministech
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;A &lt;a href="https://feministech.github.io/"&gt;Feministech&lt;/a&gt; é um grupo de pessoas que se identificam no feminino e não-bináries que produzem, consumem e compartilham conteúdo sobre tecnologia, enquanto constroem uma comunidade diversa e inclusiva. &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O objetivo da Feministech é aumentar a representatividade de minorias no mundo da tecnologia , que além de serem minorias na tecnologia, também são minorias socias que precisam de mais espaço e alcance em todos os espaços. &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Para entrar na Feministech, manda uma DM no meu &lt;a href="https://twitter.com/lissatransborda"&gt;Twitter&lt;/a&gt; pedindo o convite 👀&lt;/p&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  Site da Feministech
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Por muito tempo a Feministech não teve um site oficial, usávamos apenas nossas redes para divulgar as informações com nenhuma &lt;em&gt;landing page&lt;/em&gt;. Por isso, no começo do ano de 2022, eu e a &lt;a href="https://twitter.com/MandysDev/"&gt;Amanda Martins&lt;/a&gt; ficamos encarregadas de criar o site da Feministech.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A Amanda, que tem muita experiência com frontend e páginas dinâmicas, sugeriu usarmos VueJS por conta de funcionalidades dele que poderíamos usar no site, e eu topei também, então fizemos o site com essa tecnologia.&lt;/p&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  O que é VueJS?
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;VueJS é um framework Javascript, isso significa que ele facilita a criação de sites dinâmicos com recursos como componentização, variáveis que mudam automaticamente o conteúdo da página, estruturas como &lt;code&gt;if&lt;/code&gt; e &lt;code&gt;for&lt;/code&gt; dentro da página diretamente,etc.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A real utilidade do VueJS vem quando precisamos manipular dados como um ou vários usuários, ou fazer requisições à API's dentro do seu site, pois ele facilita MUITO esse processo.&lt;/p&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  Experiências passadas
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Eu já havia mexido com VueJS antes de começar a criar o site da Feministech, mas fazia tempo, e não foram coisas muito complexas, mas mesmo assim essas experiências passadas me ajudaram muito no processo.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Algumas coisas que eu lembrei com essas experiências foi a criação de componentes, a utilização desses componentes, e os &lt;code&gt;props&lt;/code&gt;, uma forma de passar dados à componentes que eu pessoalmente adoro.&lt;/p&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  Novas adaptações
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Também tiveram coisas novas que tive que aprender e adaptar, uma delas, era em relação ao NuxtJS, um framework que é utilizado dentro do VueJS, facilitando ainda mais componentização, roteamento, estrutura do site,etc.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Eu nunca havia estudado sobre Nuxt, e surpreendente, não tive problemas. Criei os componentes sem problemas, e usei estes da forma que o exemplo padrão do Nuxt mostrava.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Esse é um ponto positivo do Nuxt, e também de outras tecnologias que seguem esse modelo. Algo que pessoas que já sabem coisas parecidas ou adjacentes, não tem tanta dificuldade para começarem a usar exatamente por conta dessa similaridade.&lt;/p&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  Conhecimentos auxiliares são valiosos
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Tiveram dois momentos que eu tive que utilizar conhecimentos fora da tecnologia dentro do site, o primeiro foi antes de começarmos a desenvolver o site, onde eu e a Amanda criamos um design no Figma, pois nós duas temos um conhecimento introdutório sobre Design, e outro foi quando utilizamos a imagem de arco-íris nos site, mas que era muito pequena, então eu vetorizei a imagem, e aumentei o tamanho dela sem perder qualidade.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Nesses dois casos eu usei conhecimentos de design dentro do projeto, coisas que eu não aprendi estudando apenas tecnologia. Por isso que é tão importante estudarmos um pouco sobre vários assuntos para que possamos usar esses conhecimentos dentro dos nossos projetos.&lt;/p&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  Foi bom?
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;No fim, foi muito positivo criar esse site, tanto pra mim, pela experiência e conhecimento adquirido, quanto pra comunidade, pois agora temos uma &lt;em&gt;landing page&lt;/em&gt; que podemos usar para divulgar a palavra da Feministech, e os eventos que produzimos.&lt;/p&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  Finalização
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Neste artigo compartilhei um pouco da minha experiência criando o site da Feministech com VueJS, e como as minhas experiências e conhecimentos ajudaram nesse processo.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Muito obrigada por ler ❤️🏳️‍⚧️ e me segue nas redes, é tudo &lt;a href="https://twitter.com/lissatransborda"&gt;@lissatransborda&lt;/a&gt; 👀&lt;/p&gt;

</description>
      <category>braziliandevs</category>
      <category>vue</category>
      <category>frontend</category>
    </item>
  </channel>
</rss>
