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    <title>DEV Community: Maicon Luiz Anschau</title>
    <description>The latest articles on DEV Community by Maicon Luiz Anschau (@maicon_luizanschau_2ec1f).</description>
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      <title>DEV Community: Maicon Luiz Anschau</title>
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    <language>en</language>
    <item>
      <title>🚀 Como transformar dados, IA e visão estratégica em impacto real?</title>
      <dc:creator>Maicon Luiz Anschau</dc:creator>
      <pubDate>Sat, 19 Jul 2025 15:52:47 +0000</pubDate>
      <link>https://dev.to/maicon_luizanschau_2ec1f/como-transformar-dados-ia-e-visao-estrategica-em-impacto-real-3gi</link>
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      <description>&lt;p&gt;Essa pergunta me acompanhou ao longo de toda a jornada do MBA em Tecnologia para Negócios: AI, Data Science e Big Data pela PUC-RS . E foi ela que guiou o desenvolvimento do meu TCC mais do que um requisito acadêmico, uma provocação prática: como gerar valor com tecnologia fora dos grandes centros?&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Foi aí que nasceu o Conheça o Interior, um projeto que une inteligência artificial, análise de dados e plataforma digital para revolucionar o turismo regional no Brasil. Em um país onde o turismo representa 6,4% do PIB (ANAC, 2021) e ainda é altamente concentrado em grandes destinos, decidi olhar para onde poucos estão olhando: as experiências únicas que acontecem nas pequenas cidades, nos interiores, nos encontros culturais e gastronômicos pouco explorados.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O projeto se baseia em um modelo de negócios de múltiplos lados, inspirado em plataformas como Airbnb e Booking, mas voltado para experiências personalizadas, com uso intensivo de dados comportamentais e IA para sugerir roteiros conforme perfil, interesses e localização. Tudo isso com um foco especial: incluir pequenos fornecedores locais e gerar desenvolvimento regional sustentável.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Mais do que aplicar frameworks como o Business Model Canvas (Osterwalder &amp;amp; Pigneur, 2011), a proposta envolveu pensar como tech lead: desde a arquitetura da plataforma e precificação até os desafios de escalar uma operação com segurança, personalização e impacto social.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;💡 Algumas reflexões dessa jornada:&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A tecnologia só é relevante quando resolve problemas reais e inclusivos.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Dados não servem apenas para dashboards. Quando bem tratados, eles contam histórias e antecipam necessidades.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;IA, quando usada com contexto, pode empoderar pequenos negócios e descentralizar oportunidades.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;👨💻 Hoje, como líder técnico de produtos digitais que impactam milhares de pessoas, vejo como essa formação e projeto expandiram minha visão. E reforçaram um propósito: usar tecnologia para desenvolver não apenas sistemas, mas também regiões, pessoas e experiências únicas.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Se você trabalha com tecnologia, inovação, produtos digitais ou turismo e acredita que podemos fazer mais olhando para onde poucos estão olhando vamos conversar.&lt;/p&gt;

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      <category>programming</category>
      <category>tcc</category>
      <category>puc</category>
      <category>terraform</category>
    </item>
    <item>
      <title>Reflexões Noturnas: Por que “Team Topologies” me fez repensar tudo sobre como a gente trabalha (e entrega valor)</title>
      <dc:creator>Maicon Luiz Anschau</dc:creator>
      <pubDate>Tue, 03 Jun 2025 22:50:55 +0000</pubDate>
      <link>https://dev.to/maicon_luizanschau_2ec1f/reflexoes-noturnas-por-que-team-topologies-me-fez-repensar-tudo-sobre-como-a-gente-trabalha-e-5cj8</link>
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      <description>&lt;p&gt;Hoje, depois de um dia puxado, me peguei pensando nos pontos que mais me marcaram do livro Team Topologies, do Matthew Skelton e Manuel Pais. Já tinha ouvido muita gente recomendando, mas confesso: só agora lendo com calma entendi o real impacto disso na nossa forma de trabalhar. E olha… como Tech Lead, foi impossível não revisitar cada decisão de estrutura que já ajudei a desenhar.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Sempre acreditei que tecnologia é meio, não fim. Mas o livro mostra que como a gente organiza os times importa tanto quanto a stack ou a arquitetura. Sabe aquela história da Inverse Conway Maneuver? De projetar a estrutura pensando na arquitetura que você quer alcançar e não aceitar que a arquitetura reflete os silos que existem? Isso ficou martelando na minha cabeça.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Comecei a pensar no meu time. Nas dependências silenciosas, nas interações que parecem inofensivas mas atrapalham o fluxo, na sobrecarga mental de tentar fazer tudo. E aí entra um conceito que me pegou forte: carga cognitiva.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Quantas vezes a gente vê devs bons, engajados, mas perdidos no meio de contexto demais, interrupções demais, responsabilidade demais? E isso suga a motivação, a autonomia e até a qualidade do que se entrega.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O que mais curti foi como o livro propõe uma visão prática. Nada de reinventar a roda é mais sobre enxergar o sistema como ele é. Os quatro tipos de time (stream-aligned, plataforma, habilitador e especializado) e os três modos de interação (colaboração, X-as-a-service e facilitação) me fizeram olhar de outro jeito para a estrutura que temos hoje.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Comecei a me perguntar:&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Onde estão as dependências invisíveis que estão travando meu time?&lt;br&gt;
Será que estamos mesmo empoderando os devs a focar no que importa?&lt;br&gt;
Estamos criando plataformas internas ou só empurrando mais complexidade para os outros?&lt;br&gt;
É aquele tipo de leitura que não termina quando você fecha o livro. Ela segue na cabeça, nas reuniões, nas decisões de estrutura, na forma como a gente pensa escala. E o mais importante: me fez voltar a olhar para as pessoas antes do processo.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Se você também está nesse dilema entre entregar valor com velocidade e manter a saúde do time, recomendo demais essa leitura.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Se você também está nesse dilema entre entregar valor com velocidade e manter a saúde do time, recomendo demais essa leitura.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;E aí, já sentiu que sua equipe estava carregando mais coisa do que deveria? Bora trocar ideia. Me chama ou comenta aqui sempre bom trocar com quem também está na lida do dia a dia.&lt;/p&gt;

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    </item>
    <item>
      <title>Do caos ao código: como a gestão de projetos e as metodologias ágeis revolucionaram o desenvolvimento de software</title>
      <dc:creator>Maicon Luiz Anschau</dc:creator>
      <pubDate>Mon, 26 May 2025 11:55:50 +0000</pubDate>
      <link>https://dev.to/maicon_luizanschau_2ec1f/do-caos-ao-codigo-como-a-gestao-de-projetos-e-as-metodologias-ageis-revolucionaram-o-5djh</link>
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      <description>&lt;p&gt;Durante anos, o desenvolvimento de software foi marcado por improvisos, planilhas desorganizadas e falhas de comunicação entre áreas técnicas e de negócio. Projetos atrasavam, o retrabalho era frequente e o alinhamento com o cliente final era raro. No entanto, o surgimento de práticas modernas de gestão de projetos e a consolidação das metodologias ágeis transformaram completamente esse cenário, impulsionando não apenas a eficiência técnica, mas também o valor estratégico entregue ao mercado. Até meados dos anos 2000, o modelo predominante era o cascata (waterfall), uma abordagem linear onde cada fase análise, desenvolvimento, testes, implantação precisava ser finalizada antes do início da próxima. O problema era evidente: qualquer mudança no escopo exigia revisões drásticas e, muitas vezes, atrasos catastróficos. Um estudo do Standish Group (CHAOS Report) apontava que apenas 31% dos projetos de software eram considerados bem-sucedidos em 2009. Esse número melhorou drasticamente após a popularização das metodologias ágeis, como Scrum, Kanban e SAFe. Segundo dados da VersionOne, projetos ágeis têm até três vezes mais chances de sucesso em comparação com os tradicionais.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Ao mesmo tempo, empresas como Spotify, Nubank e Netflix consolidaram um novo modelo organizacional, estruturado em squads multidisciplinares, com autonomia e responsabilidade de ponta a ponta. Essa estrutura permitiu ciclos de entrega mais curtos, validação constante com usuários e aprendizado contínuo. O impacto é mensurável: os times ágeis entregam software até 37% mais rápido e com menos falhas. Além disso, estudos da Gallup mostram que times com maior autonomia e clareza de propósito têm até 20% mais engajamento fator crucial em um mercado com alta rotatividade.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Hoje, a gestão de projetos no desenvolvimento de software não é mais uma função administrativa. Ela se tornou um pilar estratégico. Ferramentas como Jira, ClickUp e Notion são importantes, mas o verdadeiro diferencial está na maturidade dos rituais, na clareza de metas e na colaboração entre times de produto, engenharia e stakeholders. Um projeto bem gerido não é apenas aquele entregue “no prazo”, mas aquele que entrega valor contínuo ao cliente final.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;E nesse contexto, o papel do Tech Lead ganha ainda mais relevância. Ele atua como um conector entre estratégia e execução, traduzindo problemas de negócio em decisões técnicas eficazes. Mais do que escrever código, o Tech Lead lidera com visão sistêmica, influencia a priorização, cuida da saúde técnica da base de código e garante previsibilidade nas entregas. Compreender princípios de gestão e produto passou a ser essencial para quem lidera times de tecnologia hoje.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Os dados reforçam esse novo cenário: 94% das empresas que adotam práticas ágeis afirmam ter melhorado sua capacidade de gerenciar prioridades (State of Agile Report). Equipes que utilizam Scrum têm 250% mais previsibilidade, e 69% das falhas em projetos ainda estão ligadas à má comunicação o que reforça o papel central de uma gestão integrada, fluida e baseada em dados.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Em resumo, a evolução da gestão de projetos no desenvolvimento de software representa uma mudança de paradigma. Saímos de um modelo estático, baseado em planos engessados, para um modelo dinâmico, que prioriza o aprendizado contínuo, o feedback e a entrega de valor real. Hoje, mais do que nunca, o sucesso de um time técnico não se mede apenas em funcionalidades entregues, mas em impacto gerado e isso começa com uma gestão que entende pessoas, processos e produto de forma integrada.&lt;/p&gt;

</description>
    </item>
    <item>
      <title>Gestão de Projetos, Frameworks e Desenvolvimento: o elo invisível do sucesso</title>
      <dc:creator>Maicon Luiz Anschau</dc:creator>
      <pubDate>Mon, 19 May 2025 22:21:20 +0000</pubDate>
      <link>https://dev.to/maicon_luizanschau_2ec1f/gestao-de-projetos-frameworks-e-desenvolvimento-o-elo-invisivel-do-sucesso-2po6</link>
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      <description>&lt;p&gt;A gestão de projetos é, cada vez mais, um pilar técnico dentro das organizações modernas. Não adianta ter um time que domina frameworks de ponta ou uma stack atualizada se os projetos caminham sem clareza, priorização e cadência. Em muitos casos, não é a tecnologia que trava o time é a ausência de uma gestão estruturada.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Empresas como o Nubank, por exemplo, entenderam desde cedo a importância de ciclos curtos e times autônomos. Ao adotar uma variação do modelo Agile, com squads multidisciplinares e foco em entregas iterativas, conseguiram escalar seus produtos mesmo utilizando uma linguagem funcional como Clojure, considerada pouco comum no mercado. Não foi apenas a escolha da linguagem que impulsionou o sucesso, mas como os projetos foram organizados para extrair o máximo do time técnico.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Já a Spotify se tornou referência com seu modelo de Squads, Tribes e Guilds, inspirado no Agile, mas adaptado à sua realidade. Cada squad tem autonomia para escolher o método de trabalho mais eficaz para seu objetivo, o que, na prática, mistura Scrum, Kanban e elementos próprios. O resultado? Mais autonomia, menos dependência e entregas mais rápidas.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Para times que lidam com imprevisibilidade ou mudanças constantes, o Kanban tem ganhado espaço como no caso da Zalando, gigante do e-commerce europeu. Com operações altamente dinâmicas, a empresa utiliza Kanban em times de suporte e infraestrutura, priorizando fluxo contínuo e respostas rápidas. Nesse cenário, limitar o trabalho em progresso (WIP) e visualizar bloqueios em tempo real tem se mostrado muito mais eficaz do que sprints fixos.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Outro exemplo relevante é a Basecamp, criadora do método Shape Up, que usa ciclos de seis semanas com problemas bem definidos e foco profundo. Diferente do Scrum, não há backlog infinito nem daily meetings. O time recebe autonomia real para resolver um problema e apresentar uma solução viável no final do ciclo. É uma abordagem que vem sendo testada por startups que buscam reduzir burocracia sem perder entrega como a Hepta, no Brasil, que adotou Shape Up para equilibrar profundidade técnica com agilidade.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Quanto às ferramentas, gigantes como Atlassian (Jira) continuam sendo o padrão de mercado, principalmente em empresas que exigem flexibilidade e rastreabilidade entre áreas. A Shopify, por exemplo, usa o Jira em larga escala para orquestrar centenas de equipes. Já o Linear tem conquistado empresas como a Vercel e a Ramp por seu foco em velocidade e interface amigável para desenvolvedores. Times que adotam o Linear tendem a ter mais foco em fluxo contínuo e menos overhead de gestão.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Na esteira do ecossistema Microsoft, o Azure Boards se integra com DevOps e vem sendo adotado por empresas que têm uma base forte em .NET, como parte do fluxo de CI/CD caso da Stack Overflow, que usa Azure DevOps para gerenciar todo o ciclo de vida dos seus produtos.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Mas a metodologia, por si só, não é mágica. O verdadeiro diferencial está na capacidade de transformar essas abordagens em cultura. Medir lead time, cycle time, throughput e rework rate permite ao time entender o impacto real de cada decisão e criar ciclos de melhoria contínua. Projetos bem gerenciados não são os que seguem uma cartilha, mas os que evoluem com base em dados, contexto e maturidade do time.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Grandes empresas entendem que tecnologia de ponta precisa estar acompanhada de uma gestão que respeite o tempo de desenvolvimento, promova foco e incentive a excelência. A gestão de projetos não serve para controlar desenvolvedores serve para liberar o potencial de um time técnico de verdade.&lt;/p&gt;

&lt;h1&gt;
  
  
  GestãoDeProjetos #TechLead #Scrum #ShapeUp #EngenhariaDeSoftware #CulturaTech #Frameworks #TimesDeTecnologia #MaiconLuizAnschau
&lt;/h1&gt;

</description>
      <category>programming</category>
      <category>webdev</category>
      <category>javascript</category>
      <category>beginners</category>
    </item>
    <item>
      <title>A engenharia não falha a gestão sim: por que times excelentes precisam de gestão excelente</title>
      <dc:creator>Maicon Luiz Anschau</dc:creator>
      <pubDate>Sun, 18 May 2025 16:58:46 +0000</pubDate>
      <link>https://dev.to/maicon_luizanschau_2ec1f/a-engenharia-nao-falha-a-gestao-sim-por-que-times-excelentes-precisam-de-gestao-excelente-4dmj</link>
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      <description>&lt;p&gt;“Não é a tecnologia que trava o time é a ausência de uma gestão estruturada.”&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Nos últimos anos, vi de perto o impacto da má gestão técnica: times extremamente talentosos, com stacks modernas e processos de entrega sofisticados, paralisados por falta de clareza, alinhamento e foco. Foi nesse contexto que percebi como a gestão de projetos deixou de ser apenas uma função organizacional e passou a ser um pilar técnico.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A engenharia precisa de autonomia, mas também precisa de direção. Não adianta termos um time que domina o React, o Kubernetes ou o GitHub Copilot se os ciclos são confusos, as prioridades mudam a cada reunião e as entregas perdem consistência.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Empresas como o Nubank entenderam isso cedo. Mesmo utilizando Clojure uma linguagem funcional pouco comum conseguiram escalar por apostar em ciclos curtos e squads autônomos. O segredo? Gestão enxuta e bem definida.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O Spotify seguiu um caminho semelhante, adaptando o Agile à sua realidade com o modelo de Squads, Tribes e Guilds. O resultado foi uma cultura forte de autonomia com responsabilidade, onde cada squad tem liberdade para operar com o método mais adequado (Scrum, Kanban ou híbrido).&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Na Zalando, gigante europeia do e-commerce, o Kanban vem sendo a escolha para times de suporte e infraestrutura que lidam com mudanças constantes. Lá, limitar o WIP (trabalho em progresso) e visualizar bloqueios em tempo real fez mais sentido do que sprints fechados.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;No Brasil, startups como a Hepta vêm testando o Shape Up método criado pela Basecamp como forma de equilibrar foco profundo e entregas com autonomia. Em vez de backlog infinito e reuniões diárias, os ciclos são fechados em seis semanas com problemas bem definidos e espaço real para que os times proponham soluções.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Do lado das ferramentas, Jira e Azure Boards ainda dominam empresas maiores que exigem rastreabilidade. Mas ferramentas como o Linear têm conquistado empresas como Vercel e Ramp por priorizar performance e simplicidade no fluxo de trabalho.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Mas tudo isso só faz sentido se transformar em cultura de engenharia.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Métricas que contam a história&lt;br&gt;
No meu dia a dia como Tech Lead, um dos maiores aprendizados foi entender que gestão técnica é menos sobre tarefas e mais sobre ritmo. É aí que entram as métricas.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Lead Time: tempo entre a criação de uma tarefa e sua entrega.&lt;br&gt;
Cycle Time: tempo entre o início real do desenvolvimento e sua finalização.&lt;br&gt;
Throughput: número de entregas num determinado período.&lt;br&gt;
Rework Rate: percentual de trabalho refeito ou com bugs críticos.&lt;br&gt;
Esses indicadores dizem muito sobre um time. Eles revelam onde estão os gargalos, como está a cadência de entregas e o nível de previsibilidade. E com isso, tomamos decisões com base em fatos não em achismos.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Projetos bem gerenciados não seguem fórmulas prontas. Eles evoluem com base em contexto, maturidade e feedback constante.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Cultura e pessoas no centro&lt;br&gt;
Gestão técnica também é sobre pessoas. Quando um Product Owner (PO) tem clareza de escopo e trabalha próximo do time técnico, os conflitos caem drasticamente. E mais: quando há confiança mútua, a autonomia vira alavanca não desculpa para desorganização.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Vi transformações incríveis acontecerem quando criamos espaços seguros para feedbacks reais, quando demos visibilidade aos dados e quando deixamos o ego de lado para ouvir quem está na ponta codando.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Esse é o ponto: a tecnologia não falha a gestão falha. Times ruins não derrubam produtos, mas uma cultura que desvaloriza gestão e pessoas, sim.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;E no fim das contas, ser Tech Lead é menos sobre saber tudo e mais sobre criar o ambiente onde o time possa dar o seu melhor.&lt;/p&gt;

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      <category>productivity</category>
      <category>gestao</category>
      <category>programming</category>
      <category>webdev</category>
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