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    <title>DEV Community: Matheus de Camargo Marques</title>
    <description>The latest articles on DEV Community by Matheus de Camargo Marques (@matheuscamarques).</description>
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      <title>DEV Community: Matheus de Camargo Marques</title>
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    <language>en</language>
    <item>
      <title>🇧🇷 Noticia boa aos bolsonaristas, Lula é pego hoje pela policia federal</title>
      <dc:creator>Matheus de Camargo Marques</dc:creator>
      <pubDate>Tue, 13 Oct 2026 21:21:26 +0000</pubDate>
      <link>https://dev.to/matheuscamarques/noticia-boa-aos-bolsonaristas-lula-e-pego-hoje-pela-policia-federal-49o1</link>
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      <description>&lt;p&gt;e no meio da reunião fez o seguinte "Tirou o pau pra fora e falou vem medir, Flavio Bolsonaro", a PF te espera pra depor na fraude do INSS e sua ligação com Daniel Vorcaro&lt;/p&gt;

&lt;h1&gt;
  
  
  O Fim da Escala 6x1 no Brasil: O Que Está em Jogo e o Que Dizem os Dados
&lt;/h1&gt;

&lt;p&gt;A escala 6x1 — seis dias de trabalho para um de descanso — é um modelo amplamente utilizado no Brasil, especialmente em setores como comércio, varejo, restaurantes, hotelaria, logística e serviços contínuos. Nos últimos anos, no entanto, o debate sobre o fim dessa jornada ganhou força no Congresso Nacional e nas ruas, impulsionado por movimentos sociais e por uma pressão popular crescente.&lt;/p&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  O Que Está em Discussão no Congresso
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Duas propostas principais dominam o debate:&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;A PEC 8/2025&lt;/strong&gt;, de autoria da deputada Erika Hilton (Psol-SP), propõe uma mudança mais profunda: jornada de 36 horas semanais no modelo 4x3 (quatro dias de trabalho, três de descanso). O texto foi encaminhado à Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados em fevereiro de 2026.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;A PEC 221/2019&lt;/strong&gt;, que ganhou força no Senado, prevê a redução da jornada máxima semanal de 44 para 40 horas, sem redução salarial, e a garantia de dois dias de descanso remunerado por semana — um deles preferencialmente aos domingos. A matéria foi aprovada pela Câmara dos Deputados em maio de 2026 e encaminhada ao Senado.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Ao longo das negociações políticas, o conteúdo da PEC 8/2025 foi modulado para um formato considerado mais viável economicamente. O texto aprovado pela Câmara prevê uma transição gradual: redução inicial de 44h para 42h, posterior redução para 40h semanais, adoção de dois dias de descanso semanal e substituição progressiva da lógica 6x1 pelo modelo 5x2, com manutenção salarial.&lt;/p&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  Regras de Transição
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Um acordo fechado entre o governo e a Câmara em maio de 2026 estabeleceu prazos específicos para a transição:&lt;/p&gt;

&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;
&lt;strong&gt;Em 60 dias após a promulgação&lt;/strong&gt;: início da escala de 5 dias de trabalho com 2 dias de descanso, e jornada reduzida de 44h para 42h semanais.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;
&lt;strong&gt;Em 1 ano&lt;/strong&gt;: jornada cai de 42h para 40h semanais.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;

&lt;p&gt;Com isso, o trabalhador que hoje faz 44 horas em seis dias passaria a fazer 42 horas em, no máximo, cinco dias de trabalho, e depois 40 horas semanais (8 horas por dia em cinco dias, com dois de descanso).&lt;/p&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  Argumentos a Favor
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Os defensores da proposta sustentam que os trabalhadores estão exaustos da escala 6x1 e precisam de mais tempo para família, estudos e lazer. O relator da PEC na CCJ do Senado argumentou que a jornada 6x1 está associada ao aumento dos riscos de acidentes em razão do cansaço, por diminuir a qualidade do trabalho e por causar danos à saúde do trabalhador.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, defende que os custos econômicos da PEC podem ser absorvidos pelas empresas, assim como a economia absorve aumentos reais do salário mínimo. Segundo ele, estudo do Ipea calculou um impacto de 7,8%, proporcional a um aumento real do salário mínimo, e “nenhuma empresa faliu”.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O movimento &lt;strong&gt;Vida Além do Trabalho (VAT)&lt;/strong&gt;, fundado pelo ex-balconista de farmácia Rick Azevedo após um vídeo viral em 2023, tem sido uma das principais forças de mobilização social pelo fim da escala 6x1.&lt;/p&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  Argumentos Contra
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Empresários dos setores do comércio, transportes e indústria criticam a PEC, alegando que a proposta eleva custos do trabalho e prejudica a economia. Os líderes patronais defendem que a jornada seja definida por negociação direta entre empregados e empregadores, e não por mudança legislativa.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Um estudo do IBEVAR em parceria com a FIA Business School estimou que o fim da escala 6x1 pode reduzir em até 0,32 ponto percentual o PIB brasileiro apenas por meio dos impactos diretos sobre o varejo. No cenário de implementação imediata, a perda de geração de riqueza do varejo variaria entre 3,6% e 6,1%, dependendo do segmento e do porte das empresas.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O senador Izalci Lucas (PL-DF) criticou a proposta, questionando o impacto financeiro sobre as empresas, especialmente os pequenos negócios: “O que custa isso? Quem é que paga essa conta?”.&lt;/p&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  O Que Dizem os Dados Econômicos
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Estudos sobre o tema têm divergido. O Ipea afirma que o mercado de trabalho pode absorver o fim da escala 6x1. A redução da jornada teria um custo de menos de 1% em grandes setores. Já empresas de serviços para edifícios, como vigilância e limpeza, podem ter um impacto maior, de 6,5% no custo da operação.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Uma pesquisa do Connect Fecomercio-ES apontou que, entre as empresas que utilizam atualmente a escala 6x1, 68,8% estimam aumento de custos. Desse total, 33% acreditam que os custos podem aumentar mais de 10%.&lt;/p&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  Experiências Internacionais
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;A experiência internacional oferece evidências relevantes. Países como França, Itália, Bélgica, Portugal e Eslovênia registraram um crescimento “relativamente robusto” do PIB entre 1995 e 2007, período em que reduziram suas jornadas de trabalho. Portugal, por exemplo, reduziu o tempo de trabalho semanal padrão de 44 para 40 horas em 1996.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Na América Latina, México, Chile e Colômbia fixaram períodos de transição para adotar a redução do limite semanal de trabalho. A Colômbia reduziu de 48 para 42 horas semanais; o Chile está reduzindo de 45 para 40 horas até 2028; e o México aprovou a redução de 48 para 40 horas gradualmente até 2030.&lt;/p&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  Opinião Pública
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;A pressão popular é significativa. Pesquisa da Nexus apontou que 73% dos brasileiros apoiam o fim da escala 6x1, desde que não haja redução de salário. Um levantamento do Datafolha revelou que 71% dos entrevistados defendem a redução do número máximo de dias trabalhados por semana.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Nas redes sociais, a tendência é ainda mais clara: entre as mensagens que tomam posição, 95% são a favor do fim da escala 6x1.&lt;/p&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  Próximos Passos
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Em outubro de 2026, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, marcou para o dia 14 daquele mês o primeiro turno da votação da PEC 221/2019. A proposta precisa do apoio de pelo menos 49 dos 81 senadores para ser aprovada em primeiro turno. Como altera a Constituição, precisa ser aprovada em dois turnos nas duas casas do Congresso. Se aprovada sem alterações, segue para promulgação.&lt;/p&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  Conclusão
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;O fim da escala 6x1 representa uma das mudanças mais significativas nas relações de trabalho brasileiras desde a reforma trabalhista de 2017. O debate envolve trade-offs reais entre qualidade de vida dos trabalhadores, custos para as empresas e impactos econômicos mais amplos. As experiências internacionais e os dados disponíveis sugerem que a transição gradual, com prazos definidos e manutenção salarial, pode ser um caminho viável — mas o equilíbrio entre os interesses envolvidos continua sendo o principal desafio político.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Para desenvolvedores e profissionais de tecnologia, o tema tem implicações diretas: muitas empresas de tecnologia já adotam modelos flexíveis, e a mudança na legislação pode acelerar a adoção de jornadas reduzidas e modelos híbridos em todo o mercado.&lt;/p&gt;

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      <category>braziliandevs</category>
      <category>webdev</category>
      <category>programming</category>
      <category>productivity</category>
    </item>
    <item>
      <title>Da uma força no meu canal no YT de Elixir</title>
      <dc:creator>Matheus de Camargo Marques</dc:creator>
      <pubDate>Tue, 13 Oct 2026 00:14:50 +0000</pubDate>
      <link>https://dev.to/matheuscamarques/da-uma-forca-no-meu-canal-no-yt-de-elixir-4c56</link>
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      <description>&lt;p&gt;O canal é &lt;a href="https://www.youtube.com/@matheuscamarques" rel="noopener noreferrer"&gt;https://www.youtube.com/@matheuscamarques&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

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      <category>elixir</category>
    </item>
    <item>
      <title>Eu não fui votar no primeiro turno.</title>
      <dc:creator>Matheus de Camargo Marques</dc:creator>
      <pubDate>Tue, 06 Oct 2026 13:14:53 +0000</pubDate>
      <link>https://dev.to/matheuscamarques/eu-nao-fui-votar-no-primeiro-turno-55en</link>
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      <description>&lt;p&gt;Eu não fui votar no primeiro turno. Não por descrença na democracia, mas porque precisava de um tempo para processar tudo o que aconteceu nos últimos anos — a pandemia, o desmonte de políticas públicas, o ataque às instituições em 8 de janeiro de 2023, a fome voltando a assombrar o país. Mas depois de ver o que está em jogo neste segundo turno, tenho clareza: meu voto será no Lula.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Não se trata de um voto apaixonado, mas de um voto consciente. Trata-se de escolher entre um projeto de país que volta a investir em quem mais precisa e outro que flerta com o autoritarismo e com práticas que já mostraram a que vieram. Este artigo é minha justificativa — e um convite à reflexão.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;As conquistas dos últimos anos: o que Lula reconstruiu desde 2023&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Lula assumiu em 1º de janeiro de 2023 um país devastado. Instituições sob ataque, políticas públicas desmontadas, fome de volta. Em três anos de gestão, os números mostram uma recuperação concreta.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Entre 2023 e 2024, 26,5 milhões de pessoas saíram da fome, e o Brasil voltou a sair do Mapa da Fome da ONU — uma conquista que parecia distante no fim do governo anterior. No mesmo período, 8,7 milhões de brasileiros saíram da pobreza e 3,1 milhões da extrema pobreza. A pobreza caiu de 31,6% para 27,4% da população, e a extrema pobreza atingiu o menor índice da série histórica: 4,4%.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O desemprego caiu para 5,4% entre novembro de 2025 e janeiro de 2026 — o menor patamar da história, com 102,5 milhões de brasileiros ocupados. A renda média do trabalhador cresceu quase 10% em termos reais, e o PIB cresceu 3,2% em 2023 e 3,4% em 2024, colocando o Brasil novamente entre as dez maiores economias do mundo.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Na saúde, foram mais de 14,5 milhões de cirurgias eletivas pelo SUS em 2025, um aumento de 37% em relação a 2022. O programa Mais Médicos ampliou o atendimento para 27 milhões de pessoas. Na educação, 2.972 novas escolas e 3.707 creches foram construídas, com R$ 24,2 bilhões investidos. O Minha Casa Minha Vida atingiu a meta de 2 milhões de moradias contratadas.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Além disso, a isenção do Imposto de Renda foi ampliada, tornando a tributação mais justa para os mais pobres, e o programa Desenrola Brasil ajudou milhões de endividados a renegociarem suas dívidas. O Bolsa Família foi reestruturado e atingiu 20,86 milhões de famílias em 2024.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Como era o Brasil antes do PT: o retrato de um país desigual&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Para entender a importância dessas conquistas, é preciso lembrar como era o Brasil antes dos governos do PT. Em 2002, ano da primeira eleição de Lula, o país vivia sob a sombra de uma crise econômica profunda. A inflação acumulada em 2002 foi de 12,5%, e a taxa de desemprego nas regiões metropolitanas girava em torno de 13%. A taxa Selic chegou a 23% ao ano, e o Brasil era um dos países com os juros reais mais altos do mundo.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A desigualdade era estrutural. Em 2001, o índice de Gini do Brasil era de 0,594, um dos mais altos do planeta — o país era frequentemente citado como a nação mais desigual da Terra. Cerca de um terço da população vivia em estado de pobreza nos anos 1990. A renda do trabalho correspondia a apenas 39% da renda nacional, e o crescimento econômico era medíocre: entre 1994 e 2002, o PIB cresceu em média apenas 2,2% ao ano, enquanto a dívida pública aumentava mais de dez vezes.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Foi nesse cenário que Lula foi eleito em 2002 com 61,27% dos votos no segundo turno. A partir de 2003, o país iniciou um ciclo de redução da desigualdade que durou mais de uma década. Programas como o Bolsa Família, o aumento real do salário mínimo e a expansão do crédito popular tiraram cerca de 20 milhões de pessoas da pobreza entre 2003 e 2010.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O “plano maligno” de Flávio Bolsonaro: a saúde como negócio&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Agora, o que está em jogo neste segundo turno é também o projeto de Flávio Bolsonaro para a saúde pública. E aqui, os sinais são alarmantes.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Durante o governo de seu pai, Flávio Bolsonaro não tinha cargo oficial, mas exerceu forte influência política nos hospitais federais do Rio de Janeiro entre 2019 e 2022. Gestores, ex-gestores, parlamentares e servidores ouvidos pela Agência Pública descrevem um esquema de indicações políticas e contratos suspeitos. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, chamou Flávio de “o poderoso chefão” dos hospitais federais, afirmando que “passava por ele a indicação de quem seria diretor e todas as decisões relacionadas a hospitais e contratos”.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O deputado federal Otoni de Paula (PSD-RJ) foi ainda mais direto: acusou Flávio de ter liderado um esquema de corrupção nos hospitais federais do Rio, afirmando que “toda a estrutura de poder e de indicação política, e as empresas que participariam de licitações, que ganhariam ou perderiam, tudo isso estava dentro do grupo cuja cabeça era o senador Flávio Bolsonaro”.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Em 2024, já como senador, Flávio destinou R$ 3,1 milhões para a atenção básica de saúde em Mesquita, na Baixada Fluminense. Desse total, R$ 666 mil foram pagos ao Instituto de Medicina e Projeto (IMP) — uma entidade que a Receita Federal classificou como “inexistente de fato”, com indícios de ter sido criada para prática de fraude fiscal. O Tribunal de Contas do Estado do Rio investiga o instituto, e o processo registra que uma das pessoas que assinavam documentos do IMP já estava morta desde 2017.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A lógica é clara: trata-se de transformar a saúde pública em um balcão de negócios, com entidades fantasmas, contratos superfaturados e indicações políticas. Se esse modelo fosse levado para o país inteiro, seria o fim do SUS como o conhecemos — um sistema que atende milhões de brasileiros e que, sob Lula, voltou a receber investimentos recordes.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Por que meu voto é no Lula&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Não voto no Lula por idealismo, mas por pragmatismo. Os números não mentem: em três anos, seu governo tirou 26,5 milhões de pessoas da fome, reduziu o desemprego ao menor nível da história, voltou a investir em saúde, educação e moradia. O Brasil voltou a crescer, a ser respeitado internacionalmente e a cuidar de quem mais precisa.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Do outro lado, está um projeto que já mostrou o que faz com a saúde pública — e que quer levar esse modelo para todo o país. Um projeto que flerta com o autoritarismo, que atacou as instituições em 8 de janeiro de 2023, e que não tem compromisso com a democracia.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Meu voto no segundo turno é no Lula. Não porque ele é perfeito, mas porque o Brasil já viu o que acontece quando o outro lado governa. E não queremos voltar atrás.&lt;/p&gt;

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      <category>braziliandevs</category>
      <category>productivity</category>
    </item>
    <item>
      <title>Votarei em Flávio Bolsonaro pelo fim do Pobre de Direita: só vai existir pobre ou rico</title>
      <dc:creator>Matheus de Camargo Marques</dc:creator>
      <pubDate>Tue, 06 Oct 2026 12:45:42 +0000</pubDate>
      <link>https://dev.to/matheuscamarques/votarei-em-flavio-bolsonaro-pelo-fim-do-pobre-de-direita-so-vai-existir-pobre-ou-rico-5f03</link>
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      <description>&lt;h1&gt;
  
  
  Votarei em Flávio Bolsonaro pelo fim do Pobre de Direita: só vai existir pobre ou rico
&lt;/h1&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;O plano econômico do candidato não é uma promessa de prosperidade. É um projeto de engenharia social às avessas: eliminar a classe média, aprofundar a miséria e concentrar ainda mais a renda no topo. Em nome de um “liberalismo” que só liberta os super-ricos, Flávio Bolsonaro oferece ao país o retorno ao Brasil dos anos 1990 — com o agravante de que, desta vez, a fome e o desemprego em massa serão tratados como metas, não como problemas.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;




&lt;h2&gt;
  
  
  O que o plano de Flávio Bolsonaro realmente propõe
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;A cartilha de governo de Flávio Bolsonaro, intitulada &lt;strong&gt;“Para o Brasil Vencer o Atraso”&lt;/strong&gt;, não deixa dúvidas sobre o caminho escolhido. O documento prevê &lt;strong&gt;cortar pelo menos dez ministérios&lt;/strong&gt;, rever a reforma tributária, retomar privatizações e implementar um “tesouraço” nos gastos públicos. A meta declarada é um ajuste fiscal de 1,5 ponto percentual do PIB, com contenção de despesas e limitação do crédito subsidiado.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O problema não está apenas no que o plano diz, mas no que ele omite. &lt;strong&gt;Não há uma única linha sobre como proteger os mais vulneráveis durante o processo&lt;/strong&gt;. Não há estimativa de quantos empregos serão perdidos com a redução do Estado, nem de quantas famílias serão empurradas para a miséria com a revisão das regras trabalhistas. O documento promete “crescimento sustentado de 4% ao ano”, mas não explica de onde virá esse crescimento se o Estado se retira e o investimento privado — que já é baixo — não é estimulado.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A proposta de revisão da reforma tributária é particularmente reveladora. Flávio critica o atual modelo por ter “a maior carga sobre o valor agregado do mundo, próxima de 30%”. O que ele não diz é que a carga tributária brasileira é &lt;strong&gt;regressiva&lt;/strong&gt;: os pobres pagam proporcionalmente mais impostos que os ricos. Ao reduzir a tributação sobre o consumo, sem compensar com uma taxação maior sobre lucros, dividendos e grandes patrimônios, o plano &lt;strong&gt;alivia o bolso dos mais ricos e agrava a desigualdade&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad resumiu o que está em jogo: “Flávio Bolsonaro espalha desinformação para beneficiar os super-ricos”. Não é uma acusação retórica. É a descrição precisa de uma agenda econômica que, em cada ponto, favorece quem já tem.&lt;/p&gt;




&lt;h2&gt;
  
  
  O fim da classe média como projeto
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;A classe média brasileira já está encolhendo — e o plano de Flávio Bolsonaro acelera esse processo. Entre 2010 e 2025, os preços no país avançaram mais de 140%. Quem ganhava R$ 5 mil há 15 anos precisaria de &lt;strong&gt;R$ 12,4 mil hoje&lt;/strong&gt; para manter o mesmo padrão de vida. Comprar um carro popular, que exigia cerca de 17 meses de salário médio em 2013, hoje requer &lt;strong&gt;25,1 meses&lt;/strong&gt; — um aumento de quase 50% na dificuldade de acesso.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A situação da classe média é de &lt;strong&gt;endividamento recorde&lt;/strong&gt;. Ao final de 2025, &lt;strong&gt;78,9% dos lares brasileiros tinham algum tipo de dívida&lt;/strong&gt;, o maior nível da série histórica, com quase 30% em situação de inadimplência. O sonho da casa própria, do plano de saúde e da escola particular para os filhos está se tornando inalcançável para milhões de famílias.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O plano de Flávio Bolsonaro agrava essa realidade em vez de enfrentá-la. A redução do Estado significa &lt;strong&gt;menos serviços públicos&lt;/strong&gt; — saúde, educação, transporte —, forçando a classe média a pagar do próprio bolso por aquilo que antes era garantido por lei. A flexibilização das regras trabalhistas, que o candidato defende ao se opor ao fim da escala 6×1, significa &lt;strong&gt;menos direitos, mais horas de trabalho e salários mais baixos&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Flávio afirmou que a PEC que acaba com a escala 6×1 “vai gerar desemprego em massa, aumento no custo de vida e prejudicar mais os trabalhadores do que ajudar”. A ironia é amarga: &lt;strong&gt;o próprio plano de Flávio é que gerará desemprego em massa&lt;/strong&gt;. Ao reduzir o tamanho do Estado, cortar ministérios e privatizar serviços essenciais, o candidato elimina postos de trabalho no setor público e precariza os que restam no setor privado. A classe média, que depende em grande parte do funcionalismo público e dos serviços que ele sustenta, será a primeira a sentir o impacto.&lt;/p&gt;




&lt;h2&gt;
  
  
  O pobre de direita: o alvo final
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;O conceito de “pobre de direita” descreve aquele que, mesmo pertencendo a uma classe explorada, defende políticas que objetivamente prejudicam sua vida. Vota contra direitos trabalhistas, vibra com a redução do Estado social e justifica privilégios dos mais ricos.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O plano de Flávio Bolsonaro é a &lt;strong&gt;institucionalização do pobre de direita como política de Estado&lt;/strong&gt;. Ao cortar programas sociais, precarizar o trabalho e reduzir impostos para os ricos, o candidato cria as condições para que o pobre de direita não precise mais escolher entre ideologia e interesse material: &lt;strong&gt;as duas coisas convergirão para a mesma direção — a miséria&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Mas há um detalhe perverso. O próprio título deste artigo — “Votarei em Flávio Bolsonaro pelo fim do Pobre de Direita” — captura a contradição: se o plano for implementado, &lt;strong&gt;não haverá mais “pobre de direita” porque não haverá mais classe média&lt;/strong&gt;. Só existirão &lt;strong&gt;pobres e ricos&lt;/strong&gt;. Os pobres, cada vez mais pobres. Os ricos, cada vez mais ricos. A distinção ideológica entre eles se tornará irrelevante diante da brutalidade da desigualdade material.&lt;/p&gt;




&lt;h2&gt;
  
  
  A volta da extrema pobreza: os números que o plano esconde
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;O Brasil acaba de sair do Mapa da Fome da ONU, com a prevalência de subalimentação caindo abaixo de 2,5% no triênio 2022–2024. A extrema pobreza recuou de 4,4% para 3,5% em 2025, beneficiando quase 32 milhões de pessoas. A pobreza geral caiu de 27,3% para 23,1%, o que representa &lt;strong&gt;8,6 milhões de brasileiros a menos&lt;/strong&gt; nessa condição.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Esses avanços, no entanto, são frágeis. O Brasil ainda tem &lt;strong&gt;3,2% dos domicílios em insegurança alimentar grave&lt;/strong&gt; — mais de 1 milhão de lares que não sabem se terão o que comer no dia seguinte. O Índice Global da Fome de 2025 posiciona o Brasil como o &lt;strong&gt;8º país mais afetado pela fome na América do Sul&lt;/strong&gt;, com uma pontuação que reflete a persistência do problema.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O plano de Flávio Bolsonaro &lt;strong&gt;desmonta exatamente as políticas que produziram esses avanços&lt;/strong&gt;. O Bolsa Família, que o candidato promete “manter” mas com “mecanismos para reduzir a dependência”, é o principal instrumento de combate à extrema pobreza no país. A redução do Estado significa menos recursos para o Cadastro Único, menos fiscalização, menos acompanhamento das famílias vulneráveis.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O ajuste fiscal de 1,5% do PIB que Flávio promete virá, necessariamente, &lt;strong&gt;do corte de gastos sociais&lt;/strong&gt;. Não há outro lugar para buscar essa economia. O orçamento da União é composto majoritariamente por Previdência, saúde, educação e assistência social. Cortar 1,5% do PIB significa &lt;strong&gt;retirar bilhões de reais&lt;/strong&gt; dessas áreas. O resultado será o retorno da extrema pobreza a patamares que o país havia superado.&lt;/p&gt;




&lt;h2&gt;
  
  
  Desemprego em massa: a face visível do plano
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;A taxa de desocupação no Brasil caiu para &lt;strong&gt;5,6% em 2025&lt;/strong&gt;, o menor resultado anual da série histórica da PNAD Contínua. O rendimento médio real cresceu 16,4% entre 2022 e 2025, chegando a R$ 3.376. São números que incomodam o discurso do “caos” que a extrema-direita tenta vender.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O plano de Flávio Bolsonaro, no entanto, &lt;strong&gt;não promete manter esses ganhos&lt;/strong&gt;. Promete um “tesouraço” que, na prática, significa &lt;strong&gt;demissões em massa no setor público&lt;/strong&gt; — e, por consequência, no setor privado que depende dos gastos do governo. A redução de dez ministérios não é uma medida de eficiência: é uma &lt;strong&gt;medida de desmonte&lt;/strong&gt;. Cada ministério extinto representa centenas de servidores demitidos, programas interrompidos, serviços suspensos.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A privatização de estatais como os Correios e a Petrobras — que Flávio defende abertamente — significa a &lt;strong&gt;transferência de patrimônio público para o setor privado&lt;/strong&gt; e, invariavelmente, &lt;strong&gt;demissões em massa&lt;/strong&gt; para “aumentar a eficiência”. Os trabalhadores dessas empresas, muitos deles com décadas de casa, serão os primeiros a pagar a conta.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O desemprego em massa não é um efeito colateral do plano. É &lt;strong&gt;uma de suas metas implícitas&lt;/strong&gt;. Ao enfraquecer os sindicatos, flexibilizar as leis trabalhistas e reduzir o Estado, o plano cria um exército de reserva de trabalhadores desesperados por qualquer emprego, em qualquer condição. É a receita para a &lt;strong&gt;precarização geral do trabalho&lt;/strong&gt; — e para o aumento da pobreza.&lt;/p&gt;




&lt;h2&gt;
  
  
  Os super-ricos mais ricos: o único setor que ganha
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Enquanto o plano de Flávio Bolsonaro promete sacrifício para a maioria, há um setor que só tem a ganhar: &lt;strong&gt;os super-ricos&lt;/strong&gt;. Em 2025, os &lt;strong&gt;10% mais ricos concentraram 40,3% de toda a massa de rendimentos do país&lt;/strong&gt; — mais do que os 70% mais pobres juntos, que ficaram com 32,8%. O 1% mais rico recebeu &lt;strong&gt;31,5 vezes&lt;/strong&gt; o rendimento dos 50% mais pobres.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A renda dos 10% mais ricos &lt;strong&gt;cresceu 8,7% em 2025&lt;/strong&gt;, enquanto a dos 10% mais pobres subiu apenas 3,1%. O 1% mais rico teve um rendimento per capita de &lt;strong&gt;R$ 24.973 mensais&lt;/strong&gt; — quase &lt;strong&gt;100 vezes&lt;/strong&gt; o rendimento dos mais pobres, que sobrevivem com &lt;strong&gt;R$ 268 por mês&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O plano de Flávio Bolsonaro &lt;strong&gt;aprofunda essa concentração&lt;/strong&gt;. A redução de impostos sobre o consumo beneficia proporcionalmente mais os ricos, que gastam menos de sua renda em itens básicos. A não-taxação de lucros e dividendos — uma bandeira histórica da direita brasileira — permite que os mais ricos &lt;strong&gt;paguem menos imposto que seus empregados&lt;/strong&gt;. A privatização de estatais lucrativas transfere para o setor privado &lt;strong&gt;ativos estratégicos&lt;/strong&gt; que geram lucros bilionários.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O resultado é um país onde &lt;strong&gt;os ricos não precisam do Estado&lt;/strong&gt; — porque podem pagar por tudo — e os pobres &lt;strong&gt;não têm Estado&lt;/strong&gt; — porque ele foi desmontado. A classe média, que dependia do Estado para saúde, educação e segurança, é &lt;strong&gt;empurrada para baixo&lt;/strong&gt;, engordando as fileiras dos pobres. E os pobres, sem acesso a nada, &lt;strong&gt;afundam na miséria&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;




&lt;h2&gt;
  
  
  O Brasil no mapa do desemprego e da fome: o projeto final
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;O título deste artigo não é uma hipérbole. É a &lt;strong&gt;descrição precisa do que o plano de Flávio Bolsonaro propõe&lt;/strong&gt;. Ao eliminar a classe média, aprofundar a pobreza e concentrar a renda, o candidato cria um país de &lt;strong&gt;dois andares&lt;/strong&gt;: em cima, uma elite que vive em condomínios fechados, com segurança privada, saúde importada e educação de elite. Embaixo, uma massa de trabalhadores precarizados, que disputam empregos informais, dependem de programas sociais minguados e convivem com a fome.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O Brasil que Flávio Bolsonaro projeta &lt;strong&gt;não é uma potência emergente&lt;/strong&gt;. É um &lt;strong&gt;país de desigualdade latino-americana clássica&lt;/strong&gt; — com a particularidade de que, aqui, a miséria será &lt;strong&gt;celebrada como liberdade&lt;/strong&gt; e a concentração de renda será &lt;strong&gt;defendida como mérito&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O “pobre de direita” que vota em Flávio Bolsonaro acredita estar defendendo seus interesses. O que ele não percebe é que o plano do candidato &lt;strong&gt;elimina a possibilidade de ser pobre e de direita&lt;/strong&gt; — porque, no fim, &lt;strong&gt;só restará ser pobre&lt;/strong&gt;. E a direita, essa, será privilégio exclusivo dos ricos.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Votar em Flávio Bolsonaro é votar pelo fim da classe média. É votar pelo retorno da fome. É votar pelo desemprego em massa. É votar para que o Brasil inteiro se torne o Rio de Janeiro das milícias — um território onde o Estado não protege, mas captura; onde a violência não é combatida, mas administrada; onde a pobreza não é enfrentada, mas &lt;strong&gt;naturalizada&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O plano está escrito. As intenções estão declaradas. Só falta o voto.&lt;/p&gt;

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    </item>
    <item>
      <title>O real plano de Flávio Bolsonaro: transformar o Brasil inteiro no Rio de Janeiro</title>
      <dc:creator>Matheus de Camargo Marques</dc:creator>
      <pubDate>Tue, 06 Oct 2026 12:40:46 +0000</pubDate>
      <link>https://dev.to/matheuscamarques/o-real-plano-de-flavio-bolsonaro-transformar-o-brasil-inteiro-no-rio-de-janeiro-2l0m</link>
      <guid>https://dev.to/matheuscamarques/o-real-plano-de-flavio-bolsonaro-transformar-o-brasil-inteiro-no-rio-de-janeiro-2l0m</guid>
      <description>&lt;h1&gt;
  
  
  O real plano de Flávio Bolsonaro: transformar o Brasil inteiro no Rio de Janeiro
&lt;/h1&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;A trajetória do senador Flávio Bolsonaro no Rio de Janeiro não é um acidente biográfico. É o alicerce de um projeto que agora se projeta para o país: levar ao plano federal o modelo de captura do Estado, violência e governança paralela que as milícias impuseram a vastas áreas do Rio.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;




&lt;h2&gt;
  
  
  As origens: eleito com o crime organizado
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Flávio Bolsonaro começou a vida pública aos 21 anos, em 2000, eleito vereador no Rio de Janeiro. Segundo o presidente Lula, ele chegou ao primeiro cargo eletivo “já apoiado pelo crime organizado do Rio de Janeiro, pelos milicianos, e nunca mais parou”. Essa não é uma acusação isolada: é o ponto de partida de uma trajetória que, em cada etapa, revela a simbiose entre poder político formal e poder paralelo das milícias cariocas.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O jornal britânico &lt;em&gt;The Guardian&lt;/em&gt;, em reportagem sobre a disputa presidencial de 2026, afirmou que Flávio tem “ligações com membros das máfias paramilitares do Rio”. A descrição não é retórica: é a síntese de um histórico documentado por investigações, decisões judiciais e reportagens ao longo de mais de duas décadas.&lt;/p&gt;




&lt;h2&gt;
  
  
  A atuação na Alerj: o voto que selou o pacto
&lt;/h2&gt;

&lt;h3&gt;
  
  
  A CPI das Milícias e os dois votos contra
&lt;/h3&gt;

&lt;p&gt;Em 2008, quando a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro instalou a CPI das Milícias — presidida pelo então deputado Marcelo Freixo —, Flávio Bolsonaro foi um dos &lt;strong&gt;dois únicos deputados a votar contra a investigação&lt;/strong&gt;. O outro foi Chiquinho Brazão, hoje condenado como mandante do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Freixo, que foi relator da CPI, recorda o episódio como definidor: “Todos os deputados foram a favor da CPI, menos dois: Chiquinho Brazão, hoje condenado como mandante do assassinato da ex-vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, e o filho do Jair, o 01, Flávio Bolsonaro”.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Ao se opor à CPI, Flávio sinalizou claramente a quem servia seu mandato. Essa omissão deliberada permitiu que as milícias se expandissem sem o escrutínio do legislativo estadual, consolidando seu poder territorial e econômico no Rio. Como analisou a Revista Fórum, Flávio “sempre esteve, como sua família, ligado à milícia e ao crime no Rio de Janeiro”.&lt;/p&gt;

&lt;h3&gt;
  
  
  A Medalha Tiradentes para o chefe do Escritório do Crime
&lt;/h3&gt;

&lt;p&gt;O caso mais emblemático da relação institucionalizada de Flávio com o crime organizado é o de &lt;strong&gt;Adriano da Nóbrega&lt;/strong&gt;, ex-policial militar e chefe do “Escritório do Crime” — uma central de assassinatos das milícias cariocas, responsável, entre outros crimes, pela execução de Marielle Franco.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Flávio Bolsonaro concedeu a Adriano a &lt;strong&gt;Medalha Tiradentes&lt;/strong&gt;, a mais alta honraria do estado do Rio de Janeiro. O detalhe que agrava o episódio: a homenagem foi entregue em &lt;strong&gt;2005&lt;/strong&gt;, quando Adriano estava &lt;strong&gt;preso preventivamente acusado de homicídio&lt;/strong&gt;. Flávio e Jair Bolsonaro o visitaram na prisão para entregar a medalha. Em 2003, Flávio já havia prestado outra homenagem a Adriano.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Adriano da Nóbrega foi morto em 2020, durante operação da Polícia Militar da Bahia, após passar mais de um ano foragido. O senador, em sabatina, chegou a chamá-lo de “injustiçado”, omitindo que a medalha foi entregue quando o miliciano já estava preso.&lt;/p&gt;

&lt;h3&gt;
  
  
  Mãe e esposa do miliciano empregadas no gabinete
&lt;/h3&gt;

&lt;p&gt;A relação não parou na homenagem. &lt;strong&gt;Raimunda Veras Magalhães e Danielle Mendonça da Costa da Nóbrega, mãe e esposa de Adriano, trabalharam no gabinete de Flávio Bolsonaro na Alerj até 2018&lt;/strong&gt;. O Ministério Público do Rio as incluiu na investigação sobre o esquema de “rachadinhas”.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Os investigadores apontaram que Danielle repassou ao menos &lt;strong&gt;R$ 150 mil ao ex-assessor Fabrício Queiroz&lt;/strong&gt;, com &lt;strong&gt;R$ 115 mil transferidos por contas controladas por Adriano da Nóbrega&lt;/strong&gt;. A integração entre o gabinete parlamentar e a estrutura financeira do miliciano era, portanto, direta e documentada.&lt;/p&gt;




&lt;h2&gt;
  
  
  O esquema das “rachadinhas”: o gabinete como central de desvio
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;O gabinete de Flávio na Alerj foi o centro de um esquema de “rachadinhas” — desvio de salários de assessores fantasmas — que, segundo o Ministério Público do Rio, teve ramificações diretas com grupos milicianos. Parte dos assessores envolvidos possuía ligações com essas organizações criminosas.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Fabrício Queiroz, ex-assessor e personagem central do caso, concentrava em sua conta bancária valores transferidos por servidores comissionados ligados ao então deputado estadual. Relatórios financeiros da Alerj e registros funcionais corroboram o padrão. O caso resultou em denúncia por organização criminosa, peculato e lavagem de dinheiro.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Em 2026, a quatro dias do primeiro turno, Queiroz voltou a pedir votos para Flávio, enquanto o Ministério Público do Rio analisava representação para reabrir a investigação. O episódio mostra que o esquema não é passado: suas ramificações continuam operando.&lt;/p&gt;




&lt;h2&gt;
  
  
  Emendas parlamentares: o dinheiro público financiando o crime
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Já no Senado, Flávio Bolsonaro direcionou emendas parlamentares para projetos de fachada que, segundo investigações, serviram para financiar a milícia. Uma apuração do &lt;strong&gt;UOL&lt;/strong&gt; rastreou o destino de &lt;strong&gt;mais de R$ 300 milhões em emendas&lt;/strong&gt; de Flávio desde 2020 e encontrou pagamentos a entidades com irregularidades graves.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Entre os beneficiários estão:&lt;/p&gt;

&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;&lt;p&gt;O &lt;strong&gt;Instituto de Medicina e Projeto (IMP)&lt;/strong&gt;, enquadrado pela Receita Federal como &lt;strong&gt;“inexistente de fato”&lt;/strong&gt; e investigado pelo Tribunal de Contas do Estado do Rio. Recebeu R$ 666 mil em agosto de 2025, provenientes de emenda destinada à saúde de Mesquita (RJ).&lt;/p&gt;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;&lt;p&gt;As empresas &lt;strong&gt;Glágio do Brasil&lt;/strong&gt; (R$ 569 mil) e &lt;strong&gt;Inbra-Tecnologia&lt;/strong&gt; (R$ 1,1 milhão), ambas alvo de operação da Polícia Federal por suspeita de &lt;strong&gt;cartel em licitações&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;&lt;p&gt;O &lt;strong&gt;Instituto de Formação Profissional José Carlos Procópio (IFOP)&lt;/strong&gt;, já apontado em reportagem anterior por irregularidades na destinação de R$ 200 mil para um projeto esportivo em Taquara, no Rio.&lt;/p&gt;&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;

&lt;p&gt;Há ainda um elemento que conecta as emendas diretamente ao crime organizado. Segundo mensagens reveladas pelo &lt;em&gt;Estadão&lt;/em&gt;, &lt;strong&gt;Robson Calixto, o miliciano conhecido como “Peixe”, condenado no caso do assassinato de Marielle Franco&lt;/strong&gt;, tratou da liberação de emendas de Flávio Bolsonaro &lt;strong&gt;diretamente com uma assessora do senador&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O dinheiro público, portanto, em vez de chegar a projetos sociais legítimos, foi canalizado para estruturas criminosas. Como sintetizou o Intercept, “o senador lidera um projeto de extrema direita que ameaça aparelhar o STF, libertar o pai e subordinar o país a Donald Trump”.&lt;/p&gt;




&lt;h2&gt;
  
  
  Aliados no crime: o Comando Vermelho no coração do poder
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;O histórico de aliados políticos de Flávio reforça o projeto miliciano. Seu principal aliado no Rio, &lt;strong&gt;Rodrigo Bacellar&lt;/strong&gt;, ex-presidente da Alerj e candidato da família Bolsonaro ao governo do Rio, foi preso e &lt;strong&gt;tornou-se réu no STF por ligação com o Comando Vermelho&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A Primeira Turma do STF, por unanimidade, recebeu a denúncia contra Bacellar, o ex-deputado &lt;strong&gt;TH Joias&lt;/strong&gt; e o desembargador federal &lt;strong&gt;Macário Ramos Júdice Neto&lt;/strong&gt;, todos já presos. São acusados de &lt;strong&gt;obstruir investigação ao vazar informações sigilosas da Operação Zargun&lt;/strong&gt;, que mirava o Comando Vermelho. A Polícia Federal apontou Bacellar como &lt;strong&gt;operador político do Comando Vermelho no Rio de Janeiro&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Flávio chegou a reclamar publicamente que Bacellar foi impedido de assumir o governo do Rio. Como denunciou Freixo, “Bacellar não assumiu porque tem ligações com o Comando Vermelho e está preso”.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Não é um caso isolado. Flávio indicou para secretarias do governo do Rio pessoas que foram posteriormente presas por ligações com o Comando Vermelho. A integração entre o projeto político de Flávio e as duas maiores organizações criminosas do Rio — milícias e Comando Vermelho — é, portanto, estrutural, não circumstancial.&lt;/p&gt;




&lt;h2&gt;
  
  
  O plano nacional: o Rio como laboratório, o Brasil como projeto
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;O que Flávio apresenta como “plano de segurança” é, na prática, a projeção nacional do modelo que ele ajudou a consolidar no Rio. Seu programa propõe declarar facções criminosas e milícias como organizações narcoterroristas, criar uma “tropa de elite” das Forças Armadas para patrulhar fronteiras e reduzir a maioridade penal para 14 anos.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A retórica é de endurecimento. Mas o histórico revela o oposto: &lt;strong&gt;um projeto que enfraquece o Estado e fortalece as milícias&lt;/strong&gt;. A proposta de reduzir o tamanho do Estado e cortar impostos para os ricos resultaria, objetivamente, no enfraquecimento das polícias e no crescimento das milícias em todo o país.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O próprio Flávio sintetizou o plano ao afirmar que pretende reproduzir as políticas econômicas do argentino Javier Milei e as forças de segurança do salvadorenho Nayib Bukele. O modelo Bukele — de encarceramento em massa e suspensão de garantias — é apresentado como solução, mas ignora que, no Rio, o modelo que Flávio ajudou a construir é o da &lt;strong&gt;convivência com o crime organizado&lt;/strong&gt;, não do combate a ele.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A análise do Intercept é precisa: “propostas concretas não são o cerne da sua campanha”. O cerne é o projeto de poder: &lt;strong&gt;levar para o plano federal o modelo de captura do Estado, violência e governança paralela que as milícias impuseram ao Rio&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;




&lt;h2&gt;
  
  
  Conclusão: o Rio como laboratório, o Brasil como projeto
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;A trajetória de Flávio Bolsonaro no Rio de Janeiro não é uma história de desvios individuais ou alianças circunstanciais. É a história de como um projeto de poder se construiu &lt;strong&gt;em simbiose com as milícias&lt;/strong&gt;:&lt;/p&gt;

&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;Do &lt;strong&gt;apoio eleitoral inicial&lt;/strong&gt; aos 21 anos, já com o crime organizado.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Da &lt;strong&gt;oposição à CPI das Milícias&lt;/strong&gt; em 2008, ao lado do futuro mandante do assassinato de Marielle Franco.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Da &lt;strong&gt;Medalha Tiradentes a Adriano da Nóbrega&lt;/strong&gt; — entregue na prisão — ao emprego de sua mãe e esposa no gabinete.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Do &lt;strong&gt;esquema de rachadinhas&lt;/strong&gt; com assessores ligados a milicianos ao repasse de &lt;strong&gt;R$ 115 mil de contas do miliciano&lt;/strong&gt; para Fabrício Queiroz.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Das &lt;strong&gt;emendas parlamentares&lt;/strong&gt; direcionadas a ONGs fantasmas e institutos de milicianos à negociação direta com &lt;strong&gt;Robson Calixto, o “Peixe”&lt;/strong&gt;, condenado pelo assassinato de Marielle.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Da &lt;strong&gt;prisão de Rodrigo Bacellar&lt;/strong&gt;, apontado como operador político do Comando Vermelho, à indicação de aliados ligados ao tráfico para cargos públicos.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;

&lt;p&gt;O título &lt;strong&gt;“transformar o Brasil inteiro no Rio de Janeiro”&lt;/strong&gt; não é uma hipérbole. É a descrição precisa do que o histórico de Flávio Bolsonaro revela: a intenção de &lt;strong&gt;levar para o plano federal o modelo de captura do Estado, violência e governança paralela que as milícias impuseram a vastas áreas do Rio&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O Rio foi o laboratório. O Brasil é o projeto.&lt;/p&gt;

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    </item>
    <item>
      <title>Até onde o Duolingo vira uma limitação no seu aprendizado de inglês — e isso é proposital da plataforma</title>
      <dc:creator>Matheus de Camargo Marques</dc:creator>
      <pubDate>Mon, 05 Oct 2026 10:53:24 +0000</pubDate>
      <link>https://dev.to/matheuscamarques/ate-onde-o-duolingo-vira-uma-limitacao-no-seu-aprendizado-de-ingles-e-isso-e-proposital-da-pop</link>
      <guid>https://dev.to/matheuscamarques/ate-onde-o-duolingo-vira-uma-limitacao-no-seu-aprendizado-de-ingles-e-isso-e-proposital-da-pop</guid>
      <description>&lt;h1&gt;
  
  
  Até onde o Duolingo vira uma limitação no seu aprendizado de inglês — e isso é proposital da plataforma
&lt;/h1&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  Introdução
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;O Duolingo se consolidou como o aplicativo de idiomas mais popular do mundo, com mais de 100 milhões de usuários ativos mensais e uma avaliação de mercado bilionária. A proposta é sedutora: aprender inglês de graça, no ritmo próprio, com uma interface lúdica que transforma o estudo em um jogo. Mas uma pergunta incômoda persiste entre usuários e pesquisadores: &lt;strong&gt;até que ponto o Duolingo realmente ensina — e até que ponto ele é projetado para que você nunca aprenda o suficiente para ir embora?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A resposta, sustentada por evidências acadêmicas e pela análise do próprio modelo de negócios da plataforma, aponta para uma conclusão desconfortável: as limitações pedagógicas do Duolingo não são acidentes de percurso. Elas são, em boa medida, &lt;strong&gt;intencionais&lt;/strong&gt; — e servem diretamente à lógica de retenção e monetização que sustenta a empresa.&lt;/p&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  O que o Duolingo faz bem (e por que isso importa)
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Antes de criticar, é preciso reconhecer o que funciona. Uma revisão de 20 estudos publicada no &lt;em&gt;Curricula: Journal of Curriculum Development&lt;/em&gt; concluiu que o Duolingo é "particularmente efetivo na construção de vocabulário básico" e em apoiar "a compreensão de leitura e escuta em nível iniciante". Outro estudo com estudantes universitários identificou que a plataforma melhora a aquisição de vocabulário, a motivação e os hábitos de estudo autônomos.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Esses benefícios são reais, mas também são &lt;strong&gt;limitados por design&lt;/strong&gt;. O mesmo estudo que elogia a aquisição de vocabulário aponta que os usuários relatam "exercícios repetitivos, oportunidades insuficientes para prática comunicativa de fala e dependência de conectividade". Ou seja: o que o Duolingo ensina bem é exatamente aquilo que ele consegue ensinar sem interação humana real — e isso não é coincidência.&lt;/p&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  As limitações pedagógicas: o teto do aprendizado
&lt;/h2&gt;

&lt;h3&gt;
  
  
  1. Falta de interação em tempo real
&lt;/h3&gt;

&lt;p&gt;A limitação mais citada pela literatura é a ausência de interação autêntica. A revisão do &lt;em&gt;Curricula&lt;/em&gt; é direta: o Duolingo apresenta "falta de interação em tempo real, o que restringe o desenvolvimento de habilidades linguísticas avançadas" como conversação e argumentação. O aplicativo ajuda a começar, mas "não ensina a conversar, argumentar ou compreender nuances" — habilidades essenciais para a fluência.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A Hipótese da Interação, de Michael Long, sustenta que a negociação de significado em interações reais é crucial para a aquisição de uma segunda língua. No design do Duolingo, essa dimensão "recebe implementação mínima". Em vez disso, predominam tarefas de tradução e repetição de frases fixas, que "não envolvem negociação de sentido nem personalização comunicativa".&lt;/p&gt;

&lt;h3&gt;
  
  
  2. Gramática superficial e vocabulário limitado
&lt;/h3&gt;

&lt;p&gt;O Duolingo oferece explicações gramaticais escassas ou inexistentes para grande parte das lições. Um estudo comparativo com o Memrise concluiu que o Duolingo "carece de explicações claras de regras" gramaticais. A função "Tips" (dicas gramaticais) está ausente na maioria dos tipos de lição, deixando o aluno sem recurso contextual para superar dificuldades de compreensão.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Além disso, o vocabulário ensinado tende a ser genérico e academicamente insuficiente. Estudantes universitários relataram "material excessivamente simples, vocabulário acadêmico limitado e exemplos de frases inadequados". A incapacidade de transferir o vocabulário aprendido para a comunicação da vida real foi uma queixa recorrente.&lt;/p&gt;

&lt;h3&gt;
  
  
  3. Pronúncia sem diagnóstico fonológico
&lt;/h3&gt;

&lt;p&gt;O Duolingo oferece exercícios de fala com reconhecimento de voz, mas carece de diagnóstico fonológico explícito — a habilidade mais resistente à autocorreção sem feedback detalhado. O resultado é que erros de pronúncia persistem sem que o usuário tenha consciência deles ou saiba como corrigi-los.&lt;/p&gt;

&lt;h3&gt;
  
  
  4. A armadilha da gamificação
&lt;/h3&gt;

&lt;p&gt;Aqui reside talvez a limitação mais perniciosa, porque é também a mais sedutora. A gamificação do Duolingo — streaks, ligas, notificações, o mascote Duo com expressões emocionais — é projetada para maximizar o engajamento diário, não necessariamente o aprendizado.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Um estudo que analisou 49 postagens de usuários identificou que 65% delas expressavam uma "tensão entre a eficácia das aplicações em promover engajamento consistente e sua eficácia em produzir resultados genuínos de aprendizado". Uma metáfora recorrente compara o Duolingo a "comer sementes de girassol": uma atividade compulsivamente satisfatória, mas vazia — "você sente que está realizando algo, mas quando para, percebe que não ganhou nada substancial".&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A crítica mais incisiva, com quase 7 mil curtidas, resume o paradoxo: &lt;strong&gt;"O Duolingo vende a ilusão de aprendizado, porque assim que os usuários realmente aprendem algo, eles param de usar o aplicativo. O design gamificado não é focado no aprendizado real, mas em criar a ilusão de aprendizado"&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  A intencionalidade: por que as limitações existem
&lt;/h2&gt;

&lt;h3&gt;
  
  
  O modelo de negócios freemium
&lt;/h3&gt;

&lt;p&gt;O Duolingo opera sob um modelo freemium: o acesso ao conteúdo é gratuito, mas funcionalidades são restringidas para incentivar a assinatura. A versão gratuita limita o número de erros que o usuário pode cometer (o sistema de "vidas" ou "corações"), exige espera ou exibição de anúncios entre lições, restringe o modo offline e reserva exercícios avançados de prática para assinantes.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Apenas cerca de 9% dos usuários pagam pelo serviço, mas são eles que geram a maior parte da receita: 81% da receita total do Duolingo vem de assinaturas premium. O objetivo declarado do modelo freemium é "converter o máximo de usuários possível em clientes pagantes".&lt;/p&gt;

&lt;h3&gt;
  
  
  O sistema de vidas: monetizando o fracasso
&lt;/h3&gt;

&lt;p&gt;O sistema de "corações" (ou "vidas") é particularmente revelador. No site oficial, o Duolingo afirma que a mecânica foi introduzida para "desincentivar o estudante a avançar muito rápido no curso e dar prioridade à revisão". Mas a consequência prática é diferente: ao errar, o usuário perde uma vida; sem vidas, precisa esperar ou pagar. Como resume um analista de design de aprendizado, "o sistema de corações monetiza o fracasso" — em vez de tratar o erro como oportunidade de aprendizado, ele cria medo de falhar e comportamentos de evitação, como pular lições desafiadoras para manter o acesso.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Esse é um trade-off deliberado. Como observa uma análise da estratégia de negócios do Duolingo: &lt;strong&gt;"Aprendizado irrestrito não escala"&lt;/strong&gt;. Se os usuários consumissem conteúdo sem limites, eles se esgotariam, perderiam o hábito e abandonariam a plataforma — o que seria ruim tanto para o aprendizado quanto para o negócio. Portanto, "o Duolingo limita o uso gratuito, não para bloquear o aprendizado, mas para proteger o momentum".&lt;/p&gt;

&lt;h3&gt;
  
  
  Retenção vs. resultado de aprendizado
&lt;/h3&gt;

&lt;p&gt;A análise é explícita: o Duolingo "confundiu retenção de usuário com resultados de aprendizado". O aplicativo é excepcional em manter os olhos na tela, mas isso frequentemente ocorre "às custas da aquisição real de habilidades".&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Uma investigação húngara (GVH) chegou a questionar o Duolingo por supostamente enganar consumidores sobre a eficácia do método, incluindo afirmações como "após um mês de Duolingo, 9 em cada 10 aprendizes falam o idioma com confiança". A empresa também foi criticada por enviar mensagens emocionalmente manipulativas, como "você deixou o Duo triste", para pressionar usuários a manter o engajamento.&lt;/p&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  O paradoxo final
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;O Duolingo é, ao mesmo tempo, uma ferramenta útil e uma armadilha pedagógica. Ele é genuinamente eficaz para vocabulário básico e compreensão inicial — e para criar o hábito de estudar todos os dias. Mas seu design é otimizado para que você &lt;strong&gt;nunca saia da fase inicial&lt;/strong&gt;. Não há incentivo estrutural para que a plataforma desenvolva recursos avançados de conversação, gramática profunda ou produção escrita, porque isso exigiria interação humana real e personalizada — cara, complexa e difícil de escalar.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O que o Duolingo vende não é fluência. É &lt;strong&gt;fluxo&lt;/strong&gt;. Como resume a análise do modelo de negócios: "Você não paga para se tornar mais inteligente. Você paga para remover o atrito". E o atrito — as vidas limitadas, os anúncios, as lições repetitivas — é justamente o que mantém o usuário preso no ciclo.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O estudo da &lt;em&gt;Curricula&lt;/em&gt; é claro: "O Duolingo funciona muito bem para iniciantes, mantém o usuário motivado e facilita o acesso ao estudo. Mas, sozinho, não é capaz de levar ninguém à fluência". A questão que fica não é se o Duolingo é bom ou ruim, mas sim: &lt;strong&gt;até que ponto ele quer que você chegue?&lt;/strong&gt; A resposta, infelizmente, parece ser: até onde for rentável para ele — e não necessariamente até onde você precisa ir.&lt;/p&gt;

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      <title>Por que Flávio Bolsonaro merece seu voto: uma análise honesta sobre o candidato que vai mudar o Brasil</title>
      <dc:creator>Matheus de Camargo Marques</dc:creator>
      <pubDate>Mon, 05 Oct 2026 10:46:55 +0000</pubDate>
      <link>https://dev.to/matheuscamarques/por-que-flavio-bolsonaro-merece-seu-voto-uma-analise-honesta-sobre-o-candidato-que-vai-mudar-o-1d7p</link>
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      <description>&lt;h1&gt;
  
  
  Por que Flávio Bolsonaro merece seu voto: uma análise honesta sobre o candidato que vai mudar o Brasil
&lt;/h1&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Publicado em 5 de outubro de 2026 · ~15 min de leitura&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;




&lt;p&gt;Você já parou para pensar por que tantas pessoas estão dispostas a votar em Flávio Bolsonaro? Em um país polarizado, onde a desinformação corre solta e as paixões políticas cegam o julgamento, é fundamental olharmos para os fatos com clareza. Este artigo não é um ataque gratuito. É uma análise baseada em documentos, investigações e reportagens que mostram quem é, de verdade, o candidato que disputa o segundo turno.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Se você ainda considera votar em Flávio Bolsonaro, leia até o fim. Porque os fatos que vou apresentar aqui podem mudar a sua perspectiva.&lt;/p&gt;




&lt;h2&gt;
  
  
  1. O caso Vorcaro: a relação que ele negou, mas a Polícia Federal provou
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Flávio Bolsonaro afirmou repetidamente que não conhecia Daniel Vorcaro, o ex-banqueiro do Banco Master preso em novembro de 2025. A Polícia Federal, porém, provou o contrário.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A investigação apura um esquema de financiamento do filme "Dark Horse", uma cinebiografia sobre Jair Bolsonaro. Segundo as apurações, Vorcaro teria se comprometido a repassar cerca de &lt;strong&gt;R$ 134 milhões&lt;/strong&gt; para a produção, com pelo menos &lt;strong&gt;R$ 61 milhões&lt;/strong&gt; efetivamente transferidos a pedido de Flávio entre fevereiro e maio de 2025. Flávio é o &lt;strong&gt;único presidenciável formalmente investigado&lt;/strong&gt; nesse escândalo, que apura crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A relação entre os dois começou em dezembro de 2024 e incluiu o uso de uma aeronave ligada a empresas das quais Vorcaro era sócio. Quando confrontado, Flávio primeiro negou tudo. Depois, foi desmentido por áudios e mensagens obtidas pelo Intercept Brasil. Agora, admite a aproximação.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Isso não é apenas uma contradição. É um padrão de mentiras que se repete.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;




&lt;h2&gt;
  
  
  2. O empréstimo suspeito do BRB: juros abaixo do mercado e quitação em três anos
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;A Polícia Federal também investiga o financiamento imobiliário que Flávio obteve para comprar uma mansão de &lt;strong&gt;R$ 6 milhões&lt;/strong&gt; em Brasília.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O empréstimo foi concedido pelo BRB (Banco de Brasília) com uma taxa de juros de &lt;strong&gt;3,71% ao ano&lt;/strong&gt; — muito abaixo da média de mercado, que era de &lt;strong&gt;4,85%&lt;/strong&gt;. O contrato previa amortização em &lt;strong&gt;360 meses&lt;/strong&gt;, mas Flávio quitou a dívida em apenas &lt;strong&gt;três anos&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O BRB era comandado por Paulo Henrique Costa, posteriormente preso sob acusação de envolvimento em fraudes associadas a Vorcaro. A PF apura se houve &lt;strong&gt;interferência de Vorcaro&lt;/strong&gt; na concessão desse financiamento anormal.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Um banco público concedendo juros abaixo do mercado para o filho de um ex-presidente. Isso não levanta suspeitas?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;




&lt;h2&gt;
  
  
  3. A rachadinha: o caso que nunca foi realmente arquivado
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;O apelido "Flávio Rachadinha" não surgiu do nada. Quando era deputado estadual no Rio de Janeiro, Flávio foi investigado por suspeita de desvio de parte dos salários dos funcionários de seu gabinete na Alerj.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O caso foi arquivado por questões processuais, mas em setembro de 2026, o Grupo Prerrogativas e o deputado federal Rui Falcão protocolaram uma petição no Ministério Público do Rio de Janeiro pedindo a &lt;strong&gt;reabertura da investigação&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O ministro Gilmar Mendes, do STF, citou &lt;strong&gt;indícios de que a conta bancária de Fabrício Queiroz&lt;/strong&gt; funcionava como &lt;strong&gt;"centro de arrecadação de valores provenientes de diversos assessores vinculados ao gabinete do então deputado estadual Flávio Nantes Bolsonaro"&lt;/strong&gt;. Os dados, segundo o ministro, sugerem &lt;strong&gt;"a prática sistemática de repasse de parte das remunerações, a chamada 'rachadinha'"&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Flávio nunca foi absolvido. O caso foi arquivado por questões processuais. A diferença é enorme.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;




&lt;h2&gt;
  
  
  4. As emendas parlamentares: R$ 300 milhões e entidades fantasma
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Uma reportagem do UOL rastreou &lt;strong&gt;mais de R$ 300 milhões&lt;/strong&gt; em emendas destinadas por Flávio Bolsonaro desde 2020 e encontrou pagamentos a entidades com irregularidades graves.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Entre os destinos das emendas estão:&lt;/p&gt;

&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;Uma entidade classificada pela Receita Federal como &lt;strong&gt;"inexistente de fato"&lt;/strong&gt;;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Um instituto ligado a um &lt;strong&gt;miliciano condenado&lt;/strong&gt; pelo assassinato de Marielle Franco;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Empresas investigadas pela Polícia Federal por &lt;strong&gt;suspeita de fraude em licitações&lt;/strong&gt; envolvendo equipamentos de proteção balística para a Polícia Militar.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;

&lt;p&gt;Robson Calixto, o miliciano conhecido como "Peixe", tratou diretamente da liberação de emendas de Flávio com uma assessora do senador.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;O dinheiro público que deveria ir para saúde, educação e segurança está indo para entidades fantasmas e milicianos.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;




&lt;h2&gt;
  
  
  5. As ligações com a milícia: 30 anos de fracasso no Rio de Janeiro
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;A família Bolsonaro comanda a política do Rio de Janeiro há &lt;strong&gt;30 anos&lt;/strong&gt;. Trinta anos de fracasso na segurança pública, de crescimento das facções criminosas, de milícias dominando bairros inteiros.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O jornal britânico &lt;strong&gt;The Guardian&lt;/strong&gt; publicou, em 4 de outubro de 2026, uma reportagem afirmando que Flávio Bolsonaro tem &lt;strong&gt;"ligações com membros das máfias paramilitares do Rio"&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O caso mais emblemático é o de &lt;strong&gt;Adriano da Nóbrega&lt;/strong&gt;, ex-capitão do Bope apontado pelas autoridades como chefe da milícia &lt;strong&gt;Escritório do Crime&lt;/strong&gt;. Em 2005, Flávio e Jair Bolsonaro visitaram Nóbrega na cadeia e entregaram a ele a &lt;strong&gt;Medalha Tiradentes&lt;/strong&gt;. A mãe e a mulher do ex-PM também trabalharam no gabinete de Flávio.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Flávio e Carlos Bolsonaro condecoraram ao menos &lt;strong&gt;16 policiais que foram alvos de operações de combate ao crime organizado&lt;/strong&gt; no Rio de Janeiro. O falecido Raul Jungmann, Ministro da Defesa do governo Michel Temer, afirmou em 2018 que os estudos da intervenção federal na segurança do Rio apontavam que &lt;strong&gt;o crime organizado tinha como braço político a família Bolsonaro&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Lula resumiu bem durante entrevista ao Flow Podcast: &lt;strong&gt;"Esse menino não tem história política. Esse menino é ligado aos milicianos"&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Transformar o Brasil inteiro no Rio de Janeiro — com milícias, facções e criminalidade — é exatamente o que aconteceria se Flávio chegasse à Presidência.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;




&lt;h2&gt;
  
  
  6. A submissão aos Estados Unidos: a entrega do Pix e a sabotagem do BRICS
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Em julho de 2026, Flávio Bolsonaro enviou ao Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos um documento de &lt;strong&gt;86 páginas com o timbre do Senado Federal&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O conteúdo: uma proposta explícita de &lt;strong&gt;proibir o Pix de se conectar com sistemas de pagamento de países "não ocidentais"&lt;/strong&gt;, como os parceiros do BRICS e a China. Ele prometeu aos EUA &lt;strong&gt;reduzir impostos e diminuir a fiscalização sobre Visa e Mastercard&lt;/strong&gt;, alegando falsamente que o Pix não consegue cobrir funções como parcelamento e proteção ao consumidor.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O presidente Lula classificou a proposta como &lt;strong&gt;"inaceitável"&lt;/strong&gt;: "Querem entregar o Pix a interesses estrangeiros. Não vão conseguir. O Pix é uma conquista do Brasil e não vamos abrir mão dele. Nossa pátria não está à venda. Nossa soberania é inegociável".&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O programa de governo de Flávio &lt;strong&gt;não menciona nem uma única vez os BRICS nem o Mercosul&lt;/strong&gt;. Ele também critica os acordos firmados entre Brasil e China para operações em moedas locais.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Um presidente que negocia contra o próprio país não é presidente. É um agente estrangeiro.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;




&lt;h2&gt;
  
  
  7. O escândalo da "Lava Toga": o acordo que blindou Flávio
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Há um episódio na trajetória de Flávio Bolsonaro que, embora menos falado, é talvez o mais revelador de seu modus operandi: a articulação para enterrar a CPI da "Lava Toga" em 2019.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Em 2019, durante o governo de Jair Bolsonaro, foi proposta no Senado uma CPI para investigar o chamado "ativismo judicial" de ministros do STF. Flávio Bolsonaro foi o &lt;strong&gt;único dos quatro senadores do PSL que não assinou o requerimento&lt;/strong&gt; — e atuou ativamente para impedir que a comissão fosse instalada.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Em julho de 2019, enquanto o Senado discutia a instalação da CPI, o ministro &lt;strong&gt;Dias Toffoli&lt;/strong&gt;, então presidente do STF, concedeu uma liminar que &lt;strong&gt;suspendeu todas as investigações do país baseadas em dados do Coaf sem autorização judicial&lt;/strong&gt;. Essa decisão &lt;strong&gt;paralisou diretamente o inquérito da rachadinha contra Flávio Bolsonaro&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Em novembro de 2019, o ministro &lt;strong&gt;Gilmar Mendes&lt;/strong&gt; derrubou a liminar de Toffoli, mas o dano já estava feito. Posteriormente, em 2021, a Segunda Turma do STF &lt;strong&gt;anulou quatro dos cinco relatórios do Coaf&lt;/strong&gt; usados contra Flávio.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Flávio Bolsonaro deve sua sobrevivência política a uma decisão de um ministro que agora está sob investigação por suas relações com o banqueiro que financiou o filme de seu pai.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;




&lt;h2&gt;
  
  
  8. O plano de governo: privatizações e a destruição do patrimônio público
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;O plano de governo de Flávio Bolsonaro, com &lt;strong&gt;76 páginas&lt;/strong&gt;, tem como um de seus eixos a &lt;strong&gt;retomada das desestatizações&lt;/strong&gt;. O documento afirma que fará um &lt;strong&gt;"tesouraço" nos gastos públicos&lt;/strong&gt;, com &lt;strong&gt;corte de dez ministérios&lt;/strong&gt; e revisão do pacto federativo.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O plano &lt;strong&gt;não menciona a Petrobras uma única vez&lt;/strong&gt;. Em contraste, o programa de Lula cita a estatal &lt;strong&gt;11 vezes&lt;/strong&gt;. Seu coordenador de campanha, Rogério Marinho, &lt;strong&gt;não descartou que parte dos ativos da Petrobras possa ser vendida&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Durante o governo de Jair Bolsonaro, a &lt;strong&gt;BR Distribuidora&lt;/strong&gt; foi privatizada, e a &lt;strong&gt;Eletrobras&lt;/strong&gt; também foi privatizada em 2022. Flávio já defendeu publicamente a privatização dos &lt;strong&gt;Correios&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;O padrão é claro: entregar o patrimônio público, sucatear as empresas brasileiras e abrir espaço para o capital estrangeiro.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;




&lt;h2&gt;
  
  
  9. O que acontece quando os EUA intervêm na economia de outros países
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Não é preciso ir longe para entender o que a submissão aos interesses americanos significa. Países que abriram mão de sua soberania econômica em nome de alianças com os EUA colheram miséria e dependência.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A &lt;strong&gt;Líbia&lt;/strong&gt;, antes um dos países mais ricos da África, foi destruída por uma intervenção da OTAN liderada pelos EUA em 2011. O &lt;strong&gt;Afeganistão&lt;/strong&gt;, após 20 anos de ocupação americana, foi entregue ao Talibã com um país devastado. O &lt;strong&gt;Iraque&lt;/strong&gt;, invadido em 2003 sob falsos pretextos, nunca se recuperou.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Na América Latina, a &lt;strong&gt;Argentina&lt;/strong&gt; sob o governo de Mauricio Macri seguiu fielmente as receitas do FMI e dos EUA: privatizações, abertura comercial indiscriminada, endividamento externo. O resultado foi uma crise econômica devastadora.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Não se trata de um destino inevitável. Trata-se de uma escolha política. E Flávio Bolsonaro já sinalizou que fará essa escolha.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;




&lt;h2&gt;
  
  
  Conclusão: o que está em jogo
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Flávio Bolsonaro não é apenas um candidato com problemas na Justiça. Ele é a personificação de um projeto que combina:&lt;/p&gt;

&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;
&lt;strong&gt;Corrupção sistêmica&lt;/strong&gt; — do caso Vorcaro à rachadinha nunca totalmente esclarecida;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;
&lt;strong&gt;Ligações com o crime organizado&lt;/strong&gt; — 30 anos de milícia no Rio de Janeiro;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;
&lt;strong&gt;Acordos com o STF&lt;/strong&gt; — a blindagem da rachadinha em troca do enterro da CPI da Lava Toga;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;
&lt;strong&gt;Submissão aos interesses estrangeiros&lt;/strong&gt; — da entrega do Pix à sabotagem do BRICS;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;
&lt;strong&gt;Ataque às instituições&lt;/strong&gt; — do desprezo pela imprensa à tentativa de controlar a PF;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;
&lt;strong&gt;Destruição do patrimônio público&lt;/strong&gt; — com a retomada do programa de privatizações.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;

&lt;p&gt;Não se trata de escolher entre esquerda e direita. Trata-se de escolher entre um Brasil soberano e um Brasil submisso; entre a continuidade democrática e o retrocesso autoritário; entre a esperança e o medo.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Eu não vou votar em Flávio Bolsonaro. E você também não deveria.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;




&lt;p&gt;&lt;em&gt;Este artigo foi baseado em reportagens do G1, Intercept Brasil, The Guardian, Revista Fórum, Piauí, Correio Braziliense, Poder360, UOL, Estadão, entre outras fontes citadas ao longo do texto. Todos os fatos mencionados são de domínio público e podem ser verificados independentemente.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;em&gt;As opiniões expressas neste artigo são de responsabilidade do autor e não refletem necessariamente a posição do dev.to.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;

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      <title>Flávio Bolsonaro é péssimo para o Brasil — assim como seu pai foi</title>
      <dc:creator>Matheus de Camargo Marques</dc:creator>
      <pubDate>Mon, 05 Oct 2026 10:44:44 +0000</pubDate>
      <link>https://dev.to/matheuscamarques/flavio-bolsonaro-e-pessimo-para-o-brasil-assim-como-seu-pai-foi-8mi</link>
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      <description>&lt;h1&gt;
  
  
  Flávio Bolsonaro é péssimo para o Brasil — assim como seu pai foi
&lt;/h1&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Publicado em 5 de outubro de 2026 · ~20 min de leitura&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;




&lt;p&gt;Há uma pergunta que ronda a cabeça de milhões de brasileiros desde que Flávio Bolsonaro (PL) se consolidou como o candidato da extrema-direita à Presidência da República: &lt;strong&gt;será que o filho é diferente do pai?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A resposta curta é: &lt;strong&gt;não&lt;/strong&gt;. A resposta longa é este artigo.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Flávio Bolsonaro não é uma ruptura com o bolsonarismo. É sua continuação. Ele herdou o sobrenome, o capital político e — o que é mais grave — &lt;strong&gt;os mesmos métodos, os mesmos aliados e os mesmos objetivos&lt;/strong&gt;. A diferença é de estilo, não de essência. Jair Bolsonaro era o explosivo; Flávio é o calculista. Mas ambos servem ao mesmo projeto: a captura do Estado brasileiro por interesses privados, a submissão aos Estados Unidos e a destruição da democracia.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Este artigo compara, ponto a ponto, os governos e as trajetórias de Jair e Flávio Bolsonaro. O objetivo não é apenas relembrar o desastre que foi o governo Bolsonaro. É mostrar que &lt;strong&gt;Flávio representa a continuidade desse desastre&lt;/strong&gt; — e que, se eleito, fará o Brasil mergulhar novamente no mesmo abismo.&lt;/p&gt;




&lt;h2&gt;
  
  
  1. A corrupção como método de governo
&lt;/h2&gt;

&lt;h3&gt;
  
  
  Jair Bolsonaro: o governo dos escândalos
&lt;/h3&gt;

&lt;p&gt;O governo de Jair Bolsonaro (2019-2022) foi marcado por uma sequência ininterrupta de escândalos de corrupção. A Polícia Federal indiciou o ex-presidente por &lt;strong&gt;peculato, associação criminosa e lavagem de dinheiro&lt;/strong&gt; no caso das joias sauditas — um conjunto de presentes de luxo avaliados em &lt;strong&gt;R$ 5,6 milhões&lt;/strong&gt; que foram desviados para o patrimônio pessoal da família.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A CPI da Pandemia concluiu que Bolsonaro teve &lt;strong&gt;papel preponderante&lt;/strong&gt; para que o Brasil alcançasse a trágica marca de &lt;strong&gt;700 mil vítimas de Covid-19&lt;/strong&gt;. O relatório pediu o indiciamento do ex-presidente por &lt;strong&gt;nove crimes&lt;/strong&gt;, entre os quais charlatanismo, prevaricação, infração a medidas sanitárias e epidemia com resultado morte. Também foram apontados indícios de &lt;strong&gt;crimes contra a humanidade&lt;/strong&gt;, como extermínio e perseguição.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O Ministério da Saúde foi palco de &lt;strong&gt;suspeitas de fraudes na compra de vacinas e na contratação de fornecedores&lt;/strong&gt;, incluindo contratos com empresas de "fachada" para prestação de serviços fictícios. O Tribunal de Contas da União identificou um &lt;strong&gt;aumento real de 50,56% nos gastos com cartão corporativo&lt;/strong&gt; durante o governo Bolsonaro, com indícios de irregularidades que coincidiam com a agenda de campanha do ex-presidente.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;E, claro, há a &lt;strong&gt;tentativa de golpe de Estado&lt;/strong&gt; que levou à condenação de Jair Bolsonaro a &lt;strong&gt;27 anos e três meses de prisão&lt;/strong&gt; por cinco crimes, incluindo tentativa de golpe.&lt;/p&gt;

&lt;h3&gt;
  
  
  Flávio Bolsonaro: o herdeiro do esquema
&lt;/h3&gt;

&lt;p&gt;Flávio não é diferente. Ele é, na verdade, &lt;strong&gt;o elo que conecta todos os escândalos da família&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;O caso Vorcaro e o Banco Master&lt;/strong&gt; é o mais grave. A Polícia Federal investiga Flávio por sua atuação no financiamento do filme "Dark Horse", uma cinebiografia sobre seu pai. O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master, teria se comprometido a repassar cerca de &lt;strong&gt;R$ 134 milhões&lt;/strong&gt; para o filme, com pelo menos &lt;strong&gt;R$ 61 milhões&lt;/strong&gt; efetivamente transferidos a pedido de Flávio entre fevereiro e maio de 2025. Flávio é o &lt;strong&gt;único presidenciável formalmente investigado&lt;/strong&gt; nesse escândalo.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;O empréstimo do BRB&lt;/strong&gt; para a compra de uma mansão de R$ 6 milhões em Brasília é outro foco da PF. Flávio obteve um financiamento de R$ 3,1 milhões com taxa de juros de &lt;strong&gt;3,71% ao ano&lt;/strong&gt;, abaixo da média praticada pelo próprio banco, que era de &lt;strong&gt;4,85%&lt;/strong&gt;. O contrato previa &lt;strong&gt;30 anos&lt;/strong&gt; para pagamento, mas Flávio quitou a dívida em &lt;strong&gt;apenas três anos&lt;/strong&gt;. O banco era presidido por Paulo Henrique Costa, hoje preso por envolvimento no esquema de fraudes de Vorcaro.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;O caso da "rachadinha"&lt;/strong&gt; nunca foi realmente encerrado. Em setembro de 2026, o ministro Gilmar Mendes, do STF, citou indícios de que a conta bancária de Fabrício Queiroz funcionava como &lt;strong&gt;"centro de arrecadação de valores provenientes de diversos assessores"&lt;/strong&gt; do gabinete de Flávio na Alerj. Os relatórios do Coaf apontaram &lt;strong&gt;movimentações atípicas&lt;/strong&gt;, com recebimento reiterado de transferências feitas por servidores comissionados.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;As emendas parlamentares&lt;/strong&gt; de Flávio também estão sob investigação. Uma reportagem do UOL rastreou &lt;strong&gt;mais de R$ 300 milhões&lt;/strong&gt; em emendas destinadas por Flávio desde 2020 e encontrou pagamentos a entidades com irregularidades graves, incluindo um instituto considerado &lt;strong&gt;"inexistente de fato" pela Receita Federal&lt;/strong&gt; e um instituto ligado a um &lt;strong&gt;miliciano condenado pelo assassinato de Marielle Franco&lt;/strong&gt;. Robson Calixto, o miliciano conhecido como "Peixe", tratou diretamente da liberação de emendas de Flávio com uma assessora do senador.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;A comparação é inevitável: Jair Bolsonaro transformou o governo em um balcão de negócios. Flávio Bolsonaro transformou o Senado em um balcão de emendas e favores.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;




&lt;h2&gt;
  
  
  2. As milícias e o crime organizado
&lt;/h2&gt;

&lt;h3&gt;
  
  
  Jair Bolsonaro: o padrinho das milícias
&lt;/h3&gt;

&lt;p&gt;A relação de Jair Bolsonaro com as milícias do Rio de Janeiro é antiga e documentada. Em 2005, quando era deputado federal, ele visitou na cadeia o ex-capitão do Bope &lt;strong&gt;Adriano da Nóbrega&lt;/strong&gt;, apontado pelas autoridades como chefe da milícia &lt;strong&gt;Escritório do Crime&lt;/strong&gt;, e entregou a ele a &lt;strong&gt;Medalha Tiradentes&lt;/strong&gt;. A mãe e a mulher de Nóbrega também trabalharam no gabinete de Flávio.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Jair Bolsonaro sempre exaltou as milícias. Durante sua carreira prévia à Presidência, ele não foram poucas as vezes em que &lt;strong&gt;exaltou publicamente&lt;/strong&gt; esses grupos paramilitares. Cerca de &lt;strong&gt;4 milhões de pessoas, 34,9% da população da Região Metropolitana do Rio&lt;/strong&gt;, viviam em 2024 sob controle ou influência de grupos armados.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O jornalista Paes Manso, autor do livro "A República das Milícias", documentou como as milícias se expandiram no Rio com &lt;strong&gt;apoio de inúmeros políticos, deputados e vereadores&lt;/strong&gt; — e, mais importante, &lt;strong&gt;gozavam da simpatia do presidente Bolsonaro&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;

&lt;h3&gt;
  
  
  Flávio Bolsonaro: o herdeiro do controle miliciano
&lt;/h3&gt;

&lt;p&gt;Flávio não apenas herdou os aliados milicianos do pai. Ele &lt;strong&gt;os manteve e os fortaleceu&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O &lt;strong&gt;The Guardian&lt;/strong&gt; publicou, em 4 de outubro de 2026, uma reportagem afirmando que Flávio Bolsonaro tem &lt;strong&gt;"ligações com membros das máfias paramilitares do Rio"&lt;/strong&gt;. Uma foto de 2022 mostra Flávio em momento de intimidade com &lt;strong&gt;"Sicário"&lt;/strong&gt;, líder da milícia ligada a Daniel Vorcaro.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Uma reportagem do &lt;strong&gt;PlatôBR&lt;/strong&gt; revelou mensagens, áudios e documentos envolvendo Flávio, incluindo relatos de &lt;strong&gt;orgias bancadas com dinheiro de origem suspeita&lt;/strong&gt;, um &lt;strong&gt;Rolex de R$ 305 mil&lt;/strong&gt; pago por um aliado e lobby com o ministro Kassio Nunes Marques, do STF.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Flávio e Carlos Bolsonaro condecoraram ao menos &lt;strong&gt;16 policiais que foram alvos de operações de combate ao crime organizado&lt;/strong&gt; no Rio de Janeiro. O falecido Raul Jungmann, Ministro da Defesa do governo Michel Temer, afirmou em 2018 que os estudos da intervenção federal na segurança do Rio apontavam que &lt;strong&gt;o crime organizado tinha como braço político a família Bolsonaro&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Lula resumiu bem durante entrevista ao Flow Podcast: &lt;strong&gt;"Esse menino não tem história política. Esse menino é ligado aos milicianos"&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Jair Bolsonaro flertou com as milícias. Flávio Bolsonaro é parte delas.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;




&lt;h2&gt;
  
  
  3. A submissão aos Estados Unidos
&lt;/h2&gt;

&lt;h3&gt;
  
  
  Jair Bolsonaro: o alinhamento incondicional
&lt;/h3&gt;

&lt;p&gt;Jair Bolsonaro construiu sua política externa em torno de um &lt;strong&gt;alinhamento incondicional aos Estados Unidos&lt;/strong&gt;. Ele chegou a declarar publicamente sua admiração por Donald Trump e fez do alinhamento com Washington a pedra angular de sua diplomacia.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Durante seu governo, o Brasil &lt;strong&gt;abandonou a tradição diplomática de autonomia&lt;/strong&gt; e se posicionou como um satélite dos interesses americanos. Bolsonaro chegou a oferecer os &lt;strong&gt;Estados Unidos como parceiro preferencial&lt;/strong&gt; em negociações comerciais, muitas vezes em detrimento dos interesses brasileiros.&lt;/p&gt;

&lt;h3&gt;
  
  
  Flávio Bolsonaro: a entrega do Pix e a sabotagem do BRICS
&lt;/h3&gt;

&lt;p&gt;Flávio não apenas mantém esse alinhamento. Ele o &lt;strong&gt;radicaliza&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Em julho de 2026, Flávio enviou ao Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos um documento de &lt;strong&gt;86 páginas com o timbre do Senado Federal&lt;/strong&gt;. O conteúdo: uma proposta explícita de &lt;strong&gt;proibir o Pix de se conectar com sistemas de pagamento de países "não ocidentais"&lt;/strong&gt;, como os parceiros do BRICS e a China.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Na prática, Flávio quer sabotar uma tecnologia brasileira — criada pelo Banco Central, gratuita e que salvou a vida de milhões de camelôs, motoboys, feirantes e donas de casa — para manter as transações internacionais presas ao dólar. Ele prometeu aos EUA &lt;strong&gt;reduzir impostos e diminuir a fiscalização sobre Visa e Mastercard&lt;/strong&gt;, alegando falsamente que o Pix não consegue cobrir funções como parcelamento e proteção ao consumidor.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O presidente Lula classificou a proposta como &lt;strong&gt;"inaceitável"&lt;/strong&gt;: "Querem entregar o Pix a interesses estrangeiros. Não vão conseguir. O Pix é uma conquista do Brasil e não vamos abrir mão dele. Nossa pátria não está à venda. Nossa soberania é inegociável".&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O &lt;strong&gt;The Guardian&lt;/strong&gt; foi explícito: &lt;strong&gt;"A intenção de Flávio é livrar o pai, Jair Bolsonaro, da condenação por golpe de Estado caso seja eleito"&lt;/strong&gt;. E para isso, ele está disposto a negociar com quem for necessário — inclusive com os Estados Unidos.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Um presidente que negocia contra o próprio país não é presidente. É um agente estrangeiro.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;




&lt;h2&gt;
  
  
  4. A destruição do patrimônio público
&lt;/h2&gt;

&lt;h3&gt;
  
  
  Jair Bolsonaro: as privatizações
&lt;/h3&gt;

&lt;p&gt;O governo de Jair Bolsonaro foi marcado por um &lt;strong&gt;programa de privatizações&lt;/strong&gt; que entregou parte do patrimônio nacional ao capital privado — incluindo estrangeiro.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A &lt;strong&gt;BR Distribuidora&lt;/strong&gt;, subsidiária da Petrobras, foi privatizada. Em julho de 2019, a petroleira se desfez de mais &lt;strong&gt;33,5% do capital&lt;/strong&gt; que possuía, por &lt;strong&gt;R$ 8,6 bilhões&lt;/strong&gt;, perdendo o controle acionário da empresa. A &lt;strong&gt;Eletrobras&lt;/strong&gt; foi privatizada em 2022. O governo também autorizou o início dos estudos para a &lt;strong&gt;desestatização da própria Petrobras&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Flávio, como senador, &lt;strong&gt;defendeu publicamente a privatização dos Correios&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;

&lt;h3&gt;
  
  
  Flávio Bolsonaro: a continuidade do desmonte
&lt;/h3&gt;

&lt;p&gt;O plano de governo de Flávio Bolsonaro, com &lt;strong&gt;76 páginas&lt;/strong&gt;, tem como um de seus eixos a &lt;strong&gt;retomada das desestatizações&lt;/strong&gt;. O documento afirma que fará um &lt;strong&gt;"tesouraço" nos gastos públicos&lt;/strong&gt;, com &lt;strong&gt;corte de dez ministérios&lt;/strong&gt; e revisão do pacto federativo.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O plano &lt;strong&gt;não menciona a Petrobras uma única vez&lt;/strong&gt;. Em contraste, o programa de Lula cita a estatal &lt;strong&gt;11 vezes&lt;/strong&gt;, posicionando-a no centro da política energética brasileira. Seu coordenador de campanha, Rogério Marinho, &lt;strong&gt;não descartou que parte dos ativos da Petrobras possa ser vendida&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Jair Bolsonaro começou o desmonte. Flávio Bolsonaro promete completá-lo.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;




&lt;h2&gt;
  
  
  5. O ataque à democracia e às instituições
&lt;/h2&gt;

&lt;h3&gt;
  
  
  Jair Bolsonaro: o golpe e a prisão
&lt;/h3&gt;

&lt;p&gt;Jair Bolsonaro foi condenado a &lt;strong&gt;27 anos e três meses de prisão&lt;/strong&gt; por cinco crimes, incluindo &lt;strong&gt;tentativa de golpe de Estado&lt;/strong&gt;. Ele planejou um golpe fracassado após se recusar a aceitar a derrota para Lula em 2022.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Durante seu governo, Bolsonaro &lt;strong&gt;troccou chefes da Polícia Federal&lt;/strong&gt; para impedir investigações que atingissem aliados e familiares. O caso mais emblemático foi a demissão do diretor-geral da PF, &lt;strong&gt;Maurício Valeixo&lt;/strong&gt;, em abril de 2020, após pressão para que ele trocasse o superintendente da PF no Rio de Janeiro — responsável por investigações que envolviam a família Bolsonaro.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Bolsonaro também &lt;strong&gt;atacou a imprensa&lt;/strong&gt;, tentou &lt;strong&gt;censurar críticas&lt;/strong&gt; e promoveu a &lt;strong&gt;propagação deliberada de fake news e discurso de ódio&lt;/strong&gt;. O ministro Gilmar Mendes afirmou que o governo Bolsonaro disseminou &lt;strong&gt;"o discurso de ódio, o fanatismo político e a indústria da desinformação"&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;

&lt;h3&gt;
  
  
  Flávio Bolsonaro: a continuidade do autoritarismo
&lt;/h3&gt;

&lt;p&gt;Flávio não apenas defende o pai. Ele &lt;strong&gt;promete anistiar o pai e todos os condenados pelo 8 de Janeiro&lt;/strong&gt;. O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou que o primeiro ato de Flávio, se eleito, será &lt;strong&gt;indultar Jair Bolsonaro e todos os condenados pela tentativa de golpe&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Flávio &lt;strong&gt;atacou o atual diretor-geral da PF&lt;/strong&gt;, Andrei Rodrigues, chamando-o de &lt;strong&gt;"pau-mandado de Lula"&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;"companheiro"&lt;/strong&gt;. Ele também chamou a operação sobre "Dark Horse" de &lt;strong&gt;"fajuta"&lt;/strong&gt; e insinuou uma troca de favores entre o ministro Flávio Dino e o diretor da PF.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O senador &lt;strong&gt;acionou judicialmente&lt;/strong&gt; o deputado Pedro Rousseff (PT) por causa de um post que dizia: "Com Flávio Bolsonaro no poder, esse é o ódio que vai se espalhar pelo Brasil inteiro". Ele também &lt;strong&gt;pediu ao TSE a remoção&lt;/strong&gt; de um vídeo que o ligava a Vorcaro, ao Comando Vermelho e a Adriano da Nóbrega — pedido &lt;strong&gt;negado&lt;/strong&gt; pelo Tribunal.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Enquanto isso, a própria campanha de Flávio distribui &lt;strong&gt;conteúdos falsos e ataques a adversários&lt;/strong&gt;, além de materiais fabricados com IA. O TSE confirmou que é &lt;strong&gt;fake news&lt;/strong&gt; a história de que Flávio tiraria o título de Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil — mas o próprio Flávio repetiu informações falsas e desmentidas em entrevistas e transmissões.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Jair Bolsonaro tentou dar um golpe. Flávio Bolsonaro quer anistiar os golpistas e continuar o projeto.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;




&lt;h2&gt;
  
  
  6. A saúde e a pandemia
&lt;/h2&gt;

&lt;h3&gt;
  
  
  Jair Bolsonaro: 700 mil mortes
&lt;/h3&gt;

&lt;p&gt;A pandemia de Covid-19 foi o momento mais trágico do governo Bolsonaro. O Brasil registrou &lt;strong&gt;mais de 700 mil mortes&lt;/strong&gt; pela doença — um dos maiores números absolutos de óbitos no mundo. A CPI da Pandemia concluiu que Bolsonaro teve &lt;strong&gt;papel preponderante&lt;/strong&gt; para que o país alcançasse essa marca.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Bolsonaro &lt;strong&gt;ironizou as vítimas&lt;/strong&gt; com frases como &lt;strong&gt;"chega de mimimi"&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;"e daí?"&lt;/strong&gt;. Ele &lt;strong&gt;atrasou a compra de vacinas&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;promoveu tratamentos sem eficácia comprovada&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;sabotou as medidas de isolamento social&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;

&lt;h3&gt;
  
  
  Flávio Bolsonaro: a continuidade da negação
&lt;/h3&gt;

&lt;p&gt;Flávio Bolsonaro foi &lt;strong&gt;indiciado pela CPI da Pandemia&lt;/strong&gt; junto com seu pai. Ele não apenas apoiou as políticas negacionistas do pai, como &lt;strong&gt;defendeu publicamente&lt;/strong&gt; as posições que levaram à morte de centenas de milhares de brasileiros.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;O legado de morte do bolsonarismo não é apenas de Jair. É de toda a família.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;




&lt;h2&gt;
  
  
  7. O desmatamento e a destruição ambiental
&lt;/h2&gt;

&lt;h3&gt;
  
  
  Jair Bolsonaro: a floresta destruída
&lt;/h3&gt;

&lt;p&gt;O governo Bolsonaro foi um &lt;strong&gt;desastre para o meio ambiente&lt;/strong&gt;. Um estudo internacional associou declarações contrárias à conservação florestal feitas por Bolsonaro e integrantes de seu governo a &lt;strong&gt;aumentos no desmatamento da Amazônia&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;De 2019 a 2022, Bolsonaro &lt;strong&gt;enfraqueceu e desmantelou agências responsáveis pela proteção da Amazônia&lt;/strong&gt;. A média anual de desmatamento sob Bolsonaro foi de &lt;strong&gt;11.396 km²&lt;/strong&gt;, contra &lt;strong&gt;7.145 km²&lt;/strong&gt; no período anterior. Em quatro anos, foram &lt;strong&gt;derrubados 45.586 km²&lt;/strong&gt; na Amazônia.&lt;/p&gt;

&lt;h3&gt;
  
  
  Flávio Bolsonaro: a continuidade da destruição
&lt;/h3&gt;

&lt;p&gt;O plano de governo de Flávio &lt;strong&gt;não menciona a Amazônia nem o meio ambiente&lt;/strong&gt; em suas 76 páginas. Ele promete &lt;strong&gt;retomar o Programa Nacional de Desestatização&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;acelerar a exploração de recursos minerais&lt;/strong&gt; — inclusive na Amazônia.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Jair Bolsonaro destruiu a floresta. Flávio Bolsonaro promete continuar a destruição.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;




&lt;h2&gt;
  
  
  Conclusão: o filho é o pai
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Flávio Bolsonaro não é uma alternativa a Jair Bolsonaro. Ele é &lt;strong&gt;a continuação de Jair Bolsonaro&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;

&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;
&lt;strong&gt;Jair&lt;/strong&gt; foi indiciado por peculato, associação criminosa e lavagem de dinheiro. &lt;strong&gt;Flávio&lt;/strong&gt; é investigado por corrupção, lavagem de dinheiro e ligações com o crime organizado.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;
&lt;strong&gt;Jair&lt;/strong&gt; flertou com as milícias. &lt;strong&gt;Flávio&lt;/strong&gt; é parte delas.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;
&lt;strong&gt;Jair&lt;/strong&gt; se submeteu aos Estados Unidos. &lt;strong&gt;Flávio&lt;/strong&gt; quer entregar o Pix e sabotar o BRICS.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;
&lt;strong&gt;Jair&lt;/strong&gt; privatizou a Eletrobras e a BR Distribuidora. &lt;strong&gt;Flávio&lt;/strong&gt; quer privatizar o que restou.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;
&lt;strong&gt;Jair&lt;/strong&gt; tentou dar um golpe. &lt;strong&gt;Flávio&lt;/strong&gt; quer anistiar os golpistas.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;
&lt;strong&gt;Jair&lt;/strong&gt; foi responsável por 700 mil mortes na pandemia. &lt;strong&gt;Flávio&lt;/strong&gt; foi indiciado pela CPI da Pandemia.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;
&lt;strong&gt;Jair&lt;/strong&gt; destruiu a Amazônia. &lt;strong&gt;Flávio&lt;/strong&gt; promete continuar.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Não se trata de escolher entre o pai e o filho. Trata-se de escolher entre o Brasil e o bolsonarismo. E o bolsonarismo — seja na versão Jair ou na versão Flávio — é péssimo para o Brasil.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Eu não vou votar em Flávio Bolsonaro. E você também não deveria.&lt;/p&gt;




&lt;p&gt;&lt;em&gt;Este artigo foi baseado em reportagens do G1, Intercept Brasil, The Guardian, Revista Fórum, Piauí, Correio Braziliense, Poder360, BBC News Brasil, Estadão, Crusoé, IstoÉ, GP1, Estado de Minas, Folha de S.Paulo, Metrópoles, UOL, Agência Brasil, entre outras fontes citadas ao longo do texto. Todos os fatos mencionados são de domínio público e podem ser verificados independentemente.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;em&gt;As opiniões expressas neste artigo são de responsabilidade do autor e não refletem necessariamente a posição do dev.to.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;

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      <category>webdev</category>
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    </item>
    <item>
      <title>Por que não irei votar em Flávio Bolsonaro no Segundo Turno — e você também não deveria</title>
      <dc:creator>Matheus de Camargo Marques</dc:creator>
      <pubDate>Mon, 05 Oct 2026 10:35:23 +0000</pubDate>
      <link>https://dev.to/matheuscamarques/por-que-nao-irei-votar-em-flavio-bolsonaro-no-segundo-turno-e-voce-tambem-nao-deveria-194h</link>
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      <description>&lt;h1&gt;
  
  
  Por que não irei votar em Flávio Bolsonaro no Segundo Turno — e você também não deveria
&lt;/h1&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Publicado em 5 de outubro de 2026 · ~18 min de leitura&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;




&lt;p&gt;O primeiro turno terminou com Flávio Bolsonaro (PL) numericamente à frente de Lula (PT) — 47,03% contra 45,16% dos votos válidos. O segundo turno será em 25 de outubro, e a escolha definirá o futuro do Brasil pelos próximos quatro anos.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Não escrevo como militante partidário. Escrevo como alguém que acompanhou, com perplexidade, a trajetória política do senador Flávio Bolsonaro — um homem que carrega um histórico de investigações, escândalos e contradições que o tornam, na minha avaliação, completamente inapto para ocupar a Presidência da República.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O objetivo deste texto é apresentar, com base em fatos documentados e amplamente noticiados, os motivos pelos quais considero que Flávio Bolsonaro representa um risco concreto à democracia, à soberania nacional e ao combate à corrupção.&lt;/p&gt;




&lt;h2&gt;
  
  
  1. A relação com Vorcaro e o caso do Banco Master
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;A Polícia Federal investiga formalmente Flávio Bolsonaro desde julho de 2026 por sua atuação no financiamento do filme "Dark Horse", uma cinebiografia sobre seu pai. O caso envolve o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master, preso em novembro de 2025 ao tentar deixar o país.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Flávio é o &lt;strong&gt;único presidenciável formalmente investigado&lt;/strong&gt; no escândalo do Banco Master. A PF apura possíveis crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A relação entre os dois começou em dezembro de 2024, quando o empresário Thiago Miranda organizou um encontro em Brasília. Em janeiro de 2025, Flávio e familiares utilizaram uma aeronave ligada a empresas das quais Vorcaro era sócio. Entre fevereiro e maio, as tratativas para financiar "Dark Horse" avançaram: Vorcaro teria se comprometido a repassar cerca de &lt;strong&gt;R$ 134 milhões&lt;/strong&gt; para o filme. Cerca de R$ 61 milhões teriam sido pagos em seis operações nesse período.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O que torna o caso particularmente grave é a sequência de mentiras de Flávio. Primeiro, ele afirmou que não conhecia Vorcaro. Depois, foi desmentido por áudios e mensagens obtidas pelo Intercept Brasil que revelaram uma interlocução direta e negociações para financiar o filme.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Além disso, a PF investiga um financiamento imobiliário suspeito: Flávio adquiriu uma mansão em Brasília por R$ 6 milhões, com um empréstimo do BRB (Banco de Brasília) a uma taxa de juros de &lt;strong&gt;3,71% ao ano&lt;/strong&gt; — muito abaixo da média de mercado, que era de &lt;strong&gt;4,85%&lt;/strong&gt;. O empréstimo previa amortização em 360 meses, mas Flávio quitou a dívida em apenas &lt;strong&gt;três anos&lt;/strong&gt;. O BRB era comandado por Paulo Henrique Costa, posteriormente preso sob acusação de envolvimento em fraudes associadas a Vorcaro.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Isso não é apenas suspeita. É um padrão.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;




&lt;h2&gt;
  
  
  2. O caso da "rachadinha" — que nunca foi arquivado de verdade
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;O apelido "Flávio Rachadinha" não surgiu do nada. Quando era deputado estadual no Rio de Janeiro, Flávio foi investigado por suspeita de desvio de parte dos salários dos funcionários de seu gabinete na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O caso foi arquivado por falta de provas, mas em setembro de 2026, o Grupo Prerrogativas e o deputado federal Rui Falcão protocolaram uma petição no Ministério Público do Rio de Janeiro pedindo a reabertura da investigação. A petição aponta para a existência de um &lt;strong&gt;cofre mantido por Flávio em uma agência do Banco do Brasil&lt;/strong&gt;. Segundo o documento, Flávio teria acessado o cofre em 26 de novembro de 2012 — um dia antes da compra de dois imóveis em Copacabana, pagos em dinheiro vivo.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) usou o mesmo relatório do Coaf que mencionou Flávio para indeferir a candidatura de outro político, o ex-deputado Marco Muller (Avante). Ou seja: o mesmo documento que serviu para cassar a candidatura de um adversário político &lt;strong&gt;nunca foi devidamente investigado no caso de Flávio&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Flávio nunca foi absolvido. O caso foi arquivado por questões processuais. A diferença é enorme.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;




&lt;h2&gt;
  
  
  3. As ligações com a milícia e o desastre do Rio de Janeiro
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;A família Bolsonaro comanda a política do Rio de Janeiro há &lt;strong&gt;30 anos&lt;/strong&gt;. Trinta anos de fracasso na segurança pública, de crescimento das facções criminosas, de milícias dominando bairros inteiros.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O jornal britânico &lt;strong&gt;The Guardian&lt;/strong&gt; publicou, em 4 de outubro de 2026, uma reportagem afirmando que Flávio Bolsonaro tem "ligações com membros das máfias paramilitares do Rio". O periódico destaca que, embora Flávio prometa uma repressão implacável ao crime, o próprio senador tem essas ligações.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O caso mais emblemático é o de &lt;strong&gt;Adriano da Nóbrega&lt;/strong&gt;, ex-capitão do Bope apontado pelas autoridades como chefe da milícia Escritório do Crime. Em 2005, Flávio e Jair Bolsonaro visitaram Nóbrega na cadeia e entregaram a ele a &lt;strong&gt;Medalha Tiradentes&lt;/strong&gt;, honraria concedida pela Alerj. A mãe e a mulher do ex-PM também trabalharam no gabinete de Flávio.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Flávio e Carlos Bolsonaro condecoraram ao menos &lt;strong&gt;16 policiais que foram alvos de operações de combate ao crime organizado&lt;/strong&gt; no Rio de Janeiro. O falecido Raul Jungmann, Ministro da Defesa do governo Michel Temer, afirmou em 2018 que os estudos da intervenção federal na segurança do Rio apontavam que &lt;strong&gt;o crime organizado tinha como braço político a família Bolsonaro&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Lula resumiu bem durante entrevista ao Flow Podcast: "Esse menino não tem história política. Esse menino é ligado aos milicianos".&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Além disso, uma reportagem do &lt;strong&gt;PlatôBR&lt;/strong&gt; revelou mensagens, áudios e documentos envolvendo Flávio Bolsonaro, incluindo relatos de &lt;strong&gt;orgias bancadas com dinheiro de origem suspeita&lt;/strong&gt;, um &lt;strong&gt;Rolex de R$ 305 mil&lt;/strong&gt; pago por um aliado e lobby com o ministro Kassio Nunes Marques, do STF. Uma foto de 2022 mostra Flávio em momento de intimidade com "Sicário", líder da milícia ligada a Daniel Vorcaro.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Transformar o Brasil inteiro no Rio de Janeiro — com milícias, facções e criminalidade — é exatamente o que aconteceria se Flávio chegasse à Presidência.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;




&lt;h2&gt;
  
  
  4. O escândalo da "Lava Toga": o acordo que blindou Flávio Bolsonaro
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Há um episódio na trajetória de Flávio Bolsonaro que, embora menos falado, é talvez o mais revelador de seu modus operandi: a articulação para enterrar a CPI da "Lava Toga" em 2019 — e a suspeita, nunca totalmente esclarecida, de que essa manobra foi parte de um acordo para blindá-lo das investigações da rachadinha.&lt;/p&gt;

&lt;h3&gt;
  
  
  O que era a CPI da Lava Toga
&lt;/h3&gt;

&lt;p&gt;Em 2019, durante o governo de Jair Bolsonaro, foi proposta no Senado uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar o chamado "ativismo judicial" de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e dos tribunais superiores. A comissão ficou conhecida como "CPI da Lava Toga".&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A CPI tinha como objetivo apurar condutas ímprobas, desvios operacionais e violações éticas por parte de membros do STF. Entre os alvos estavam ministros como &lt;strong&gt;Gilmar Mendes&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;Dias Toffoli&lt;/strong&gt; — exatamente os mesmos que, naquele momento, estavam no centro de decisões que beneficiavam Flávio Bolsonaro.&lt;/p&gt;

&lt;h3&gt;
  
  
  A atuação de Flávio para enterrar a CPI
&lt;/h3&gt;

&lt;p&gt;Flávio Bolsonaro foi o &lt;strong&gt;único dos quatro senadores do PSL que não assinou o requerimento de abertura da CPI&lt;/strong&gt; — e não apenas não assinou: atuou ativamente para impedir que a comissão fosse instalada.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Segundo reportagens da época, Flávio:&lt;/p&gt;

&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;
&lt;strong&gt;Telefonou para senadores&lt;/strong&gt; pedindo que retirassem suas assinaturas do requerimento, elevando o tom de voz e ordenando a retirada;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;
&lt;strong&gt;Articulou diretamente com ministros do STF&lt;/strong&gt;, incluindo Gilmar Mendes, para "enterrar" a CPI;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;
&lt;strong&gt;Pressionou a senadora Juíza Selma&lt;/strong&gt; (PSL-MT) a retirar sua assinatura, o que a levou a ameaçar deixar o partido;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;
&lt;strong&gt;Enviou emissários&lt;/strong&gt; para convencer outros parlamentares a desistir da comissão.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;

&lt;p&gt;O senador Alessandro Vieira (MDB-SE), autor do requerimento da CPI, foi categórico: "O presidente e seu filho 01, o senador Flávio Bolsonaro, foram os principais articuladores da derrubada da investigação envolvendo integrantes do Judiciário".&lt;/p&gt;

&lt;h3&gt;
  
  
  A conexão com a rachadinha: o timing suspeito
&lt;/h3&gt;

&lt;p&gt;O que torna esse episódio particularmente grave é a &lt;strong&gt;coincidência temporal&lt;/strong&gt; entre a atuação de Flávio para barrar a CPI e uma decisão crucial do ministro Dias Toffoli que beneficiou diretamente o senador.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Em julho de 2019, enquanto o Senado discutia a instalação da CPI da Lava Toga, o ministro &lt;strong&gt;Dias Toffoli&lt;/strong&gt;, então presidente do STF, concedeu uma liminar que &lt;strong&gt;suspendeu todas as investigações do país baseadas em dados do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) sem autorização judicial&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Essa decisão &lt;strong&gt;paralisou diretamente o inquérito da rachadinha contra Flávio Bolsonaro&lt;/strong&gt;, que havia sido iniciado a partir de um relatório do Coaf que apontava movimentações atípicas de R$ 1,2 milhão na conta de Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O Ministério Público do Rio de Janeiro investigava Flávio por peculato e lavagem de dinheiro com base nesses dados. A liminar de Toffoli &lt;strong&gt;travou todo o processo&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Em novembro de 2019, o ministro &lt;strong&gt;Gilmar Mendes&lt;/strong&gt; derrubou a liminar de Toffoli, mas o dano já estava feito: as investigações haviam sido paralisadas por meses, e posteriormente, em 2021, a Segunda Turma do STF &lt;strong&gt;anulou quatro dos cinco relatórios do Coaf&lt;/strong&gt; usados contra Flávio, bem como todas as provas deles decorrentes.&lt;/p&gt;

&lt;h3&gt;
  
  
  A suspeita de acordo
&lt;/h3&gt;

&lt;p&gt;A sequência de eventos — a atuação de Flávio para barrar a CPI da Lava Toga, a decisão de Toffoli suspendendo as investigações da rachadinha, e a posterior anulação das provas — levou a acusações de que houve um &lt;strong&gt;acordo de bastidores&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Em junho de 2026, o senador &lt;strong&gt;Eduardo Girão (Novo-CE)&lt;/strong&gt;, historicamente aliado do bolsonarismo, sugeriu publicamente que Flávio teria participado de um acordo com o STF para se livrar das acusações de rachadinha. Ao podcast IronTalks, Girão afirmou: "Nós conseguimos o número de assinaturas [para pedir a CPI], mas houve um trabalho do governo para tirar as assinaturas de quem já tinha assinado. Muita gente que foi eleita com a bandeira do bolsonarismo foi pressionada a retirar as assinaturas".&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Quando perguntado diretamente se houve um acordo de blindagem entre Flávio e o Supremo, Girão respondeu: &lt;strong&gt;"Houve essa conjunção de alinhamento estelar, vamos dizer assim, para retirar [as assinaturas]. Isso foi realmente muito ruim para o Brasil"&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;

&lt;h3&gt;
  
  
  A virada de Flávio em 2026
&lt;/h3&gt;

&lt;p&gt;Agora, em 2026, Flávio Bolsonaro &lt;strong&gt;mudou completamente de posição&lt;/strong&gt;. Em março, ele assinou o requerimento da nova CPI da Toga, que investiga as relações dos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli com Daniel Vorcaro, o banqueiro do caso Master.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A pergunta que não quer calar: &lt;strong&gt;por que Flávio, que passou anos resistindo à CPI da Lava Toga, agora a apoia?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A resposta está no &lt;strong&gt;caso Vorcaro&lt;/strong&gt;. A nova CPI da Toga tem como foco exatamente as relações entre Toffoli, Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro — o mesmo Vorcaro que está no centro da investigação contra o próprio Flávio. Ao assinar a CPI, Flávio tenta &lt;strong&gt;desviar o foco&lt;/strong&gt; das suspeitas sobre si mesmo e &lt;strong&gt;ampliar a investigação&lt;/strong&gt; para atingir desafetos políticos, incluindo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A estratégia é clara: &lt;strong&gt;usar a CPI como escudo&lt;/strong&gt;. Se a comissão investigar Toffoli e Moraes por suas relações com Vorcaro, Flávio pode alegar que ele próprio é vítima de um sistema corrompido — e não parte dele.&lt;/p&gt;

&lt;h3&gt;
  
  
  A ligação com a anulação da rachadinha
&lt;/h3&gt;

&lt;p&gt;O ponto central é que a decisão de Toffoli que beneficiou Flávio na rachadinha — e a posterior anulação das provas pelo STF — &lt;strong&gt;nunca foi devidamente explicada&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O ministro Toffoli, que em 2019 presidia o STF e concedeu a liminar que paralisou as investigações contra Flávio, é o mesmo Toffoli que agora aparece nas mensagens de Vorcaro apreendidas pela Polícia Federal. Segundo as investigações, Vorcaro teria usado acessos indevidos a sistemas de inteligência para monitorar e ameaçar jornalistas e desafetos, e há indícios de que ele mantinha relações com ministros do STF.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Flávio Bolsonaro deve sua sobrevivência política a uma decisão de um ministro que agora está sob investigação por suas relações com o banqueiro que financiou o filme de seu pai.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;

&lt;h3&gt;
  
  
  O que isso significa para o Brasil
&lt;/h3&gt;

&lt;p&gt;Se Flávio Bolsonaro chegar à Presidência, ele terá o poder de:&lt;/p&gt;

&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;
&lt;strong&gt;Enterrar definitivamente a CPI da Lava Toga&lt;/strong&gt;, assim como fez em 2019;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;
&lt;strong&gt;Interferir diretamente no STF&lt;/strong&gt;, nomeando ministros alinhados aos seus interesses;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;
&lt;strong&gt;Paralisar as investigações sobre o caso Vorcaro&lt;/strong&gt;, que correm no STF sob relatoria do ministro André Mendonça;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;
&lt;strong&gt;Blindar a si mesmo e à sua família&lt;/strong&gt; de qualquer responsabilização futura.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;

&lt;p&gt;O padrão é claro: Flávio Bolsonaro não quer investigar o STF. Ele quer &lt;strong&gt;controlar&lt;/strong&gt; o STF. E, para isso, está disposto a negociar com quem for necessário — inclusive com os mesmos ministros que um dia o salvaram.&lt;/p&gt;




&lt;h2&gt;
  
  
  5. O objetivo real: livrar o pai da cadeia
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;O &lt;strong&gt;The Guardian&lt;/strong&gt; foi explícito: "A intenção de Flávio é livrar o pai, Jair Bolsonaro, da condenação por golpe de Estado caso seja eleito". Jair cumpre pena de &lt;strong&gt;27 anos&lt;/strong&gt; por planejar um golpe fracassado após se recusar a aceitar a derrota para Lula em 2022.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Flávio tem como uma de suas &lt;strong&gt;principais propostas&lt;/strong&gt; anistiar o pai e retirá-lo da prisão domiciliar. O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou que o primeiro ato de Flávio, se eleito, será &lt;strong&gt;indultar Jair Bolsonaro e todos os condenados pela tentativa de golpe de 8 de janeiro de 2023&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Em entrevista à CNN Brasil, Flávio disse que pretende usar "a força de um presidente recém-eleito" para soltar o pai e não descartou lhe oferecer um ministério.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Em outras palavras: Flávio não está concorrendo para governar o Brasil. Está concorrendo para libertar o pai.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;




&lt;h2&gt;
  
  
  6. O controle da Polícia Federal e a blindagem da família
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Durante o governo de Jair Bolsonaro, a troca de chefes da Polícia Federal para impedir investigações que atingissem aliados e familiares foi uma prática documentada. O caso mais emblemático foi a demissão do diretor-geral da PF, Maurício Valeixo, em abril de 2020, após pressão para que ele trocasse o superintendente da PF no Rio de Janeiro — responsável por investigações que envolviam a família Bolsonaro.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Flávio, como presidente, teria o poder de nomear o diretor-geral da PF e de interferir na estrutura da corporação. A própria PF já apontou que a investigação sobre o caso Master &lt;strong&gt;"será paralisada se Flávio Bolsonaro for eleito"&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O senador já atacou o atual diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, chamando-o de "pau-mandado de Lula" e "companheiro". Flávio também chamou a operação sobre "Dark Horse" de "fajuta" e insinuou uma troca de favores entre o ministro Flávio Dino e o diretor da PF.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Um candidato que é investigado pela PF não pode — e não deve — ser o responsável por comandar a mesma instituição que o investiga.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;




&lt;h2&gt;
  
  
  7. Fake news, censura e perseguição à imprensa
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Flávio Bolsonaro construiu sua carreira política atacando a imprensa e tentando censurar críticas. Em seu plano de governo, defende um &lt;strong&gt;"Tesouraço da Censura"&lt;/strong&gt; e critica qualquer regulamentação para as plataformas digitais.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Na prática, porém, ele faz o oposto. Desde janeiro de 2026, o &lt;strong&gt;TSE publicou ao menos 24 decisões em resposta a pedidos da campanha de Flávio&lt;/strong&gt; para remover conteúdos publicados por opositores. Os argumentos incluem uso de inteligência artificial e alegações inverídicas.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Enquanto isso, a própria campanha de Flávio distribui &lt;strong&gt;conteúdos falsos e ataques a adversários&lt;/strong&gt;, além de materiais fabricados com IA. Em setembro, o ministro Kassio Nunes Marques, presidente do TSE, deu 24 horas para o Instagram retirar do ar um vídeo que associava Flávio ao Banco Master.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O TSE também confirmou que é &lt;strong&gt;fake news&lt;/strong&gt; a história de que Flávio tiraria o título de Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil — mas o próprio Flávio repetiu informações falsas e desmentidas em entrevistas e transmissões.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;O modus operandi é claro: mentir, distorcer, atacar. Não é estratégia de campanha. É método de governo.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;




&lt;h2&gt;
  
  
  8. A entrega do Pix e a submissão aos EUA
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Em julho de 2026, Flávio Bolsonaro enviou ao Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos um documento de &lt;strong&gt;86 páginas com o timbre do Senado Federal&lt;/strong&gt;. O conteúdo: uma proposta explícita de &lt;strong&gt;proibir o Pix de se conectar com sistemas de pagamento de países "não ocidentais"&lt;/strong&gt;, como os parceiros do BRICS e a China.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Na prática, Flávio quer sabotar uma tecnologia brasileira — criada pelo Banco Central, gratuita e que salvou a vida de milhões de camelôs, motoboys, feirantes e donas de casa — para manter as transações internacionais presas ao dólar. Ele prometeu aos EUA &lt;strong&gt;reduzir impostos e diminuir a fiscalização sobre Visa e Mastercard&lt;/strong&gt;, alegando falsamente que o Pix não consegue cobrir funções como parcelamento e proteção ao consumidor.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O presidente Lula classificou a proposta como "inaceitável": "Querem entregar o Pix a interesses estrangeiros. Não vão conseguir. O Pix é uma conquista do Brasil e não vamos abrir mão dele. Nossa pátria não está à venda. Nossa soberania é inegociável".&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Flávio não está apenas alinhado aos interesses americanos. Está ativamente trabalhando para sabotar a integração do Brasil com o BRICS e para manter o país dependente do dólar.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;




&lt;h2&gt;
  
  
  9. A destruição das estatais e a venda do patrimônio nacional
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;O plano de governo de Flávio Bolsonaro, com &lt;strong&gt;75 páginas&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;não menciona a Petrobras uma única vez&lt;/strong&gt;. Em contraste, o programa de Lula cita a estatal &lt;strong&gt;11 vezes&lt;/strong&gt;, posicionando-a no centro da política energética brasileira.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Embora o documento de Flávio não proponha explicitamente a privatização da Petrobras, ele afirma que "o papel do Estado não é ser o empresário, é ser o país que funciona" e promete &lt;strong&gt;retomar o Programa Nacional de Desestatização&lt;/strong&gt;, "avaliando caso a caso onde a presença do Estado deixou de fazer sentido". Seu coordenador de campanha, Rogério Marinho, não descartou que parte dos ativos da Petrobras possa ser vendida.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Durante o governo de Jair Bolsonaro, a &lt;strong&gt;BR Distribuidora&lt;/strong&gt; — subsidiária da Petrobras — foi privatizada, e o governo autorizou o início dos estudos para a desestatização da própria Petrobras. A &lt;strong&gt;Eletrobras&lt;/strong&gt; também foi privatizada em 2022. Flávio já defendeu publicamente a privatização dos &lt;strong&gt;Correios&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;O padrão é claro: entregar o patrimônio público, sucatear as empresas brasileiras e abrir espaço para o capital estrangeiro.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;




&lt;h2&gt;
  
  
  10. O que acontece quando os EUA intervêm na economia de outros países
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Não é preciso ir longe para entender o que a submissão aos interesses americanos significa. Países que abriram mão de sua soberania econômica em nome de alianças com os EUA colheram miséria e dependência.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A &lt;strong&gt;Líbia&lt;/strong&gt;, antes um dos países mais ricos da África, foi destruída por uma intervenção da OTAN liderada pelos EUA em 2011 e mergulhou em uma guerra civil que dura até hoje. O &lt;strong&gt;Afeganistão&lt;/strong&gt;, após 20 anos de ocupação americana, foi entregue ao Talibã com um país devastado. O &lt;strong&gt;Iraque&lt;/strong&gt;, invadido em 2003 sob falsos pretextos, nunca se recuperou da destruição de suas instituições.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Na América Latina, os EUA têm um histórico de intervenções que geraram instabilidade política e crises econômicas duradouras. A &lt;strong&gt;Argentina&lt;/strong&gt;, sob o governo de Mauricio Macri (2015-2019), seguiu fielmente as receitas do FMI e dos EUA: privatizações, abertura comercial indiscriminada, endividamento externo. O resultado foi uma crise econômica devastadora, com inflação galopante e um resgate recorde do FMI.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Não se trata de um destino inevitável. Trata-se de uma escolha política. E Flávio Bolsonaro já sinalizou que fará essa escolha.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;




&lt;h2&gt;
  
  
  11. O ataque ao BRICS e a dependência do dólar
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;O BRICS — bloco formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, e que recentemente expandiu sua composição — tem como um de seus objetivos centrais a &lt;strong&gt;redução da dependência do dólar&lt;/strong&gt; no comércio internacional. A criação de mecanismos de pagamento em moedas locais e a desdolarização das transações são pautas prioritárias do bloco.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O programa de governo de Flávio Bolsonaro &lt;strong&gt;não menciona nem uma única vez os BRICS nem o Mercosul&lt;/strong&gt;. Ele também critica os acordos firmados entre Brasil e China para operações em moedas locais.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Flávio, ao propor que o Pix seja proibido de se conectar com sistemas de pagamento de países "não ocidentais", está atacando diretamente essa agenda. Ele quer manter o Brasil refém do dólar e dos intermediários financeiros americanos.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O jornalista e analista político Orlando Silva resumiu bem: Flávio "participou da audiência com Trump sobre o tarifaço e voltou sem defender o Brasil da taxação de 50%". O senador negociou sanções e tarifas com Trump contra o próprio Brasil.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Um presidente que negocia contra o próprio país não é presidente. É um agente estrangeiro.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;




&lt;h2&gt;
  
  
  12. A despatriotização do Brasil
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;A atuação de Flávio Bolsonaro nos Estados Unidos tem sido marcada, segundo analistas, por &lt;strong&gt;flagrante antipatriotismo&lt;/strong&gt;. Em vez de defender o Brasil, Flávio e aliados buscaram apoio para que facções criminosas brasileiras fossem classificadas pelos EUA como organizações terroristas — abrindo espaço para intervenção estrangeira em território nacional.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O deputado Lindbergh Farias chamou Flávio de "marionete do Trump contra o Brasil" e "traidor da pátria". Em artigo na Folha de S.Paulo, o jornalista Marcos Augusto Gonçalves escreveu que o "padroeiro de Flávio Bolsonaro é homem, loiro e mora na Casa Branca".&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Flávio já deu diversos sinais de sua &lt;strong&gt;submissão aos interesses estadunidenses&lt;/strong&gt;, incluindo a oferta de uma equipe de transição ao governo dos EUA caso vença as eleições.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Flávio não quer governar o Brasil. Quer administrar o Brasil como um protetorado americano.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;




&lt;h2&gt;
  
  
  Conclusão: O que está em jogo
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Flávio Bolsonaro não é apenas um candidato com problemas na Justiça. Ele é a personificação de um projeto que combina:&lt;/p&gt;

&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;
&lt;strong&gt;Corrupção sistêmica&lt;/strong&gt; — do caso Vorcaro à rachadinha nunca totalmente esclarecida;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;
&lt;strong&gt;Ligações com o crime organizado&lt;/strong&gt; — 30 anos de milícia no Rio de Janeiro, com fotos, condecorações e orgias;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;
&lt;strong&gt;Acordos com o STF&lt;/strong&gt; — a blindagem da rachadinha em troca do enterro da CPI da Lava Toga;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;
&lt;strong&gt;Submissão aos interesses estrangeiros&lt;/strong&gt; — da entrega do Pix à sabotagem do BRICS;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;
&lt;strong&gt;Ataque às instituições&lt;/strong&gt; — do desprezo pela imprensa à tentativa de controlar a PF;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;
&lt;strong&gt;Desrespeito à democracia&lt;/strong&gt; — com o objetivo declarado de livrar o pai da cadeia e anistiar golpistas;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;
&lt;strong&gt;Destruição do patrimônio público&lt;/strong&gt; — com a retomada do programa de privatizações.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;

&lt;p&gt;Não se trata de escolher entre esquerda e direita. Trata-se de escolher entre um Brasil soberano e um Brasil submisso; entre a continuidade democrática e o retrocesso autoritário; entre a esperança e o medo.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Eu não vou votar em Flávio Bolsonaro. E você também não deveria.&lt;/p&gt;




&lt;p&gt;&lt;em&gt;Este artigo foi baseado em reportagens do G1, Intercept Brasil, The Guardian, Revista Fórum, Piauí, Correio Braziliense, Poder360, PCdoB, Diário do Centro do Mundo, Agência Lupa, Estadão, Crusoé, IstoÉ, GP1, Estado de Minas, Folha de S.Paulo, Metrópoles, entre outras fontes citadas ao longo do texto. Todos os fatos mencionados são de domínio público e podem ser verificados independentemente.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;em&gt;As opiniões expressas neste artigo são de responsabilidade do autor e não refletem necessariamente a posição do dev.to.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;

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      <category>community</category>
      <category>braziliandevs</category>
      <category>security</category>
    </item>
    <item>
      <title>Brasil x Argentina: como desmontar a falácia do crescimento com dados (e uma analogia com gado)</title>
      <dc:creator>Matheus de Camargo Marques</dc:creator>
      <pubDate>Sun, 04 Oct 2026 16:20:58 +0000</pubDate>
      <link>https://dev.to/matheuscamarques/brasil-x-argentina-como-desmontar-a-falacia-do-crescimento-com-dados-e-uma-analogia-com-gado-3pd5</link>
      <guid>https://dev.to/matheuscamarques/brasil-x-argentina-como-desmontar-a-falacia-do-crescimento-com-dados-e-uma-analogia-com-gado-3pd5</guid>
      <description>&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;TL;DR:&lt;/strong&gt; Se alguém tem 1 vaca e ganha outra, cresceu 100%. Se alguém tem 330 vacas e ganha 7, cresceu 2,1%. Olhando só a porcentagem, o primeiro parece melhor. Mas o segundo adicionou 7 vacas ao rebanho, enquanto o primeiro adicionou 1. É exatamente isso que fazem quando comparam o crescimento do PIB do Brasil com o da Argentina.&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;

&lt;p&gt;Recentemente, voltou a circular uma comparação muito comum em debates econômicos: “nos últimos 4 anos, a Argentina cresceu mais que o Brasil”. Os números até podem mostrar isso em algum recorte específico. O problema não está nos números. Está no &lt;strong&gt;enquadramento seletivo&lt;/strong&gt; — e, principalmente, na ausência da base de comparação.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Como analista de dados, meu trabalho é olhar para a métrica, entender o contexto e evitar conclusões apressadas. E aqui, a conclusão apressada é gritante.&lt;/p&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  A analogia do gado: por que a base importa
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Imagine dois pecuaristas:&lt;/p&gt;

&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;
&lt;strong&gt;Pecuária A:&lt;/strong&gt; tem 1 cabeça de gado. Compra mais 1. Agora tem 2. Cresceu &lt;strong&gt;100%&lt;/strong&gt;.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;
&lt;strong&gt;Pecuária B:&lt;/strong&gt; tem 330 cabeças. Perde 1. Agora tem 329. Cresceu &lt;strong&gt;-0,3%&lt;/strong&gt;.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;

&lt;p&gt;Se você olhar apenas para a variação percentual, a Pecuária A parece um case de sucesso extraordinário. A Pecuária B parece um fracasso.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Mas quem gerou mais riqueza? A Pecuária A adicionou &lt;strong&gt;1 cabeça&lt;/strong&gt;. A Pecuária B, mesmo “encolhendo”, ainda tem &lt;strong&gt;329 cabeças&lt;/strong&gt; — um rebanho 164 vezes maior.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A economia funciona da mesma forma. O Brasil tem um PIB nominal de aproximadamente &lt;strong&gt;US$ 2,28 trilhões&lt;/strong&gt;. A Argentina, cerca de &lt;strong&gt;US$ 683 bilhões&lt;/strong&gt;. O Brasil é &lt;strong&gt;3,3 vezes maior&lt;/strong&gt;. Cada ponto percentual de crescimento brasileiro movimenta um volume absoluto de riqueza muito superior ao argentino.&lt;/p&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  O tamanho das economias
&lt;/h2&gt;

&lt;div class="table-wrapper-paragraph"&gt;&lt;table&gt;
&lt;thead&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;th&gt;País&lt;/th&gt;
&lt;th&gt;PIB Nominal (US$ trilhões)&lt;/th&gt;
&lt;th&gt;PIB PPP (US$ trilhões)&lt;/th&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;/thead&gt;
&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td&gt;Brasil&lt;/td&gt;
&lt;td&gt;~2,28&lt;/td&gt;
&lt;td&gt;~4,74&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td&gt;Argentina&lt;/td&gt;
&lt;td&gt;~0,68&lt;/td&gt;
&lt;td&gt;~1,39&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td&gt;Proporção&lt;/td&gt;
&lt;td&gt;&lt;strong&gt;3,3x&lt;/strong&gt;&lt;/td&gt;
&lt;td&gt;&lt;strong&gt;3,4x&lt;/strong&gt;&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;
&lt;/table&gt;&lt;/div&gt;

&lt;p&gt;&lt;em&gt;Fontes: FMI World Economic Outlook (2025); World Bank.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Cada 1% de crescimento do Brasil equivale a cerca de &lt;strong&gt;US$ 22,8 bilhões&lt;/strong&gt;. Cada 1% da Argentina equivale a cerca de &lt;strong&gt;US$ 6,8 bilhões&lt;/strong&gt;. Ou seja, &lt;strong&gt;1% do Brasil vale mais que 3% da Argentina&lt;/strong&gt; em termos absolutos.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Quando alguém celebra um crescimento argentino de 4,47% contra 2,40% do Brasil, está, na prática, dizendo: &lt;em&gt;“O sujeito que tinha 100 vacas e ganhou 4 está indo melhor que o que tinha 330 vacas e ganhou 7,9.”&lt;/em&gt; A conclusão é absurda quando colocada em valores absolutos.&lt;/p&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  O truque da taxa percentual
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;A fórmula da variação percentual é:&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;[&lt;br&gt;
\Delta\% = \frac{PIB_t - PIB_{t-1}}{PIB_{t-1}}&lt;br&gt;
]&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Quando a base é pequena, qualquer variação absoluta gera um percentual enorme. Quando a base é grande, um percentual pequeno pode representar um volume gigantesco de riqueza.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Exemplo com dados aproximados de 2025:&lt;/p&gt;

&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;
&lt;strong&gt;Argentina:&lt;/strong&gt; PIB ~US$ 683 bi. Crescimento de 4,47% → &lt;strong&gt;+US$ 30,5 bi&lt;/strong&gt;.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;
&lt;strong&gt;Brasil:&lt;/strong&gt; PIB ~US$ 2.280 bi. Crescimento de 2,40% → &lt;strong&gt;+US$ 54,7 bi&lt;/strong&gt;.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;

&lt;p&gt;O Brasil adicionou &lt;strong&gt;quase o dobro&lt;/strong&gt; em valor absoluto, mesmo crescendo menos em porcentagem. A narrativa de “Argentina melhor” desmorona quando olhamos para o que realmente foi adicionado à economia.&lt;/p&gt;
&lt;h2&gt;
  
  
  A volatilidade argentina e o rebote estatístico
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;A tabela abaixo mostra o crescimento real do PIB nos últimos anos:&lt;/p&gt;

&lt;div class="table-wrapper-paragraph"&gt;&lt;table&gt;
&lt;thead&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;th&gt;Ano&lt;/th&gt;
&lt;th&gt;Brasil&lt;/th&gt;
&lt;th&gt;Argentina&lt;/th&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;/thead&gt;
&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td&gt;2021&lt;/td&gt;
&lt;td&gt;+4,76%&lt;/td&gt;
&lt;td&gt;+10,44%&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td&gt;2022&lt;/td&gt;
&lt;td&gt;+3,02%&lt;/td&gt;
&lt;td&gt;+6,02%&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td&gt;2023&lt;/td&gt;
&lt;td&gt;+3,24%&lt;/td&gt;
&lt;td&gt;&lt;strong&gt;-1,86%&lt;/strong&gt;&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td&gt;2024&lt;/td&gt;
&lt;td&gt;+3,42%&lt;/td&gt;
&lt;td&gt;&lt;strong&gt;-1,34%&lt;/strong&gt;&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td&gt;2025&lt;/td&gt;
&lt;td&gt;+2,40%&lt;/td&gt;
&lt;td&gt;+4,47%&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;
&lt;/table&gt;&lt;/div&gt;

&lt;p&gt;&lt;em&gt;Fontes: IBGE, INDEC, FMI.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Observe o padrão: a Argentina &lt;strong&gt;contraiu&lt;/strong&gt; em 2023 e 2024. O crescimento de 4,47% em 2025 é, em grande parte, um &lt;strong&gt;mero rebote estatístico&lt;/strong&gt; sobre uma base deprimida. É exatamente o caso do pecuarista que perdeu 2 vacas em dois anos e agora recuperou 4 — ele pode até estar “crescendo” mais rápido, mas ainda não recuperou o que perdeu.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O Brasil, por outro lado, apresentou crescimento &lt;strong&gt;positivo e superior a 2,4% em todos os anos do período&lt;/strong&gt;, com inflação sob controle e desemprego em queda.&lt;/p&gt;
&lt;h2&gt;
  
  
  Indicadores estruturais: a realidade além do PIB
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Uma análise séria exige olhar além do PIB. Aqui, a diferença entre a narrativa e a realidade fica ainda mais evidente.&lt;/p&gt;

&lt;div class="table-wrapper-paragraph"&gt;&lt;table&gt;
&lt;thead&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;th&gt;Indicador&lt;/th&gt;
&lt;th&gt;Brasil&lt;/th&gt;
&lt;th&gt;Argentina&lt;/th&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;/thead&gt;
&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td&gt;&lt;strong&gt;Inflação (2025)&lt;/strong&gt;&lt;/td&gt;
&lt;td&gt;~4,2% a 5,2%&lt;/td&gt;
&lt;td&gt;~29,8% a 41,3%&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td&gt;&lt;strong&gt;Risco-País (2025)&lt;/strong&gt;&lt;/td&gt;
&lt;td&gt;~164 a 187 pontos&lt;/td&gt;
&lt;td&gt;~568 a 574 pontos&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td&gt;&lt;strong&gt;Reservas Internacionais (2024)&lt;/strong&gt;&lt;/td&gt;
&lt;td&gt;~US$ 330 bilhões&lt;/td&gt;
&lt;td&gt;~US$ 29,6 bilhões&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td&gt;&lt;strong&gt;Desemprego (2024/25)&lt;/strong&gt;&lt;/td&gt;
&lt;td&gt;~6,0% a 6,8%&lt;/td&gt;
&lt;td&gt;~7,15% a 8,5%&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;
&lt;/table&gt;&lt;/div&gt;

&lt;p&gt;&lt;em&gt;Fontes: Bancos Centrais, JP Morgan, FMI.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A inflação argentina, mesmo em queda, ainda é &lt;strong&gt;quase 8 vezes maior&lt;/strong&gt; que a brasileira. O risco-país argentino é &lt;strong&gt;mais de 3 vezes superior&lt;/strong&gt;. As reservas internacionais brasileiras são &lt;strong&gt;onze vezes maiores&lt;/strong&gt;. O desemprego argentino é mais alto e crescente.&lt;/p&gt;
&lt;h2&gt;
  
  
  Como fazer a análise correta (para analistas de dados)
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Se você trabalha com dados, esse é o tipo de armadilha que precisa evitar. Checklist:&lt;/p&gt;

&lt;ol&gt;
&lt;li&gt;
&lt;strong&gt;Use valores absolutos.&lt;/strong&gt; Compare PIB em US$ ou PPP, não apenas taxas.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;
&lt;strong&gt;Calcule a variação absoluta.&lt;/strong&gt; Quantos bilhões foram adicionados? Isso importa mais que a porcentagem.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;
&lt;strong&gt;Compare séries longas.&lt;/strong&gt; Quatro anos é um recorte curto e pode esconder volatilidade.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;
&lt;strong&gt;Ajuste por inflação e população.&lt;/strong&gt; PIB per capita e PPP dão uma visão mais realista.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;
&lt;strong&gt;Olhe indicadores de solidez.&lt;/strong&gt; Inflação, risco-país, reservas e desemprego contam a história completa.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;
&lt;strong&gt;Cuidado com rebote estatístico.&lt;/strong&gt; Uma economia que caiu 2 anos e cresceu 1 pode parecer “em alta”, mas ainda não recuperou o nível anterior.&lt;/li&gt;
&lt;/ol&gt;
&lt;h2&gt;
  
  
  Código Python para reproduzir
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Você pode reproduzir essa análise com a API do Banco Mundial. O código abaixo busca PIB nominal e crescimento anual, calcula a variação absoluta e plota os gráficos.&lt;br&gt;
&lt;/p&gt;

&lt;div class="highlight js-code-highlight"&gt;
&lt;pre class="highlight python"&gt;&lt;code&gt;&lt;span class="kn"&gt;import&lt;/span&gt; &lt;span class="n"&gt;requests&lt;/span&gt;
&lt;span class="kn"&gt;import&lt;/span&gt; &lt;span class="n"&gt;pandas&lt;/span&gt; &lt;span class="k"&gt;as&lt;/span&gt; &lt;span class="n"&gt;pd&lt;/span&gt;
&lt;span class="kn"&gt;import&lt;/span&gt; &lt;span class="n"&gt;matplotlib.pyplot&lt;/span&gt; &lt;span class="k"&gt;as&lt;/span&gt; &lt;span class="n"&gt;plt&lt;/span&gt;

&lt;span class="k"&gt;def&lt;/span&gt; &lt;span class="nf"&gt;fetch_world_bank&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;(&lt;/span&gt;&lt;span class="n"&gt;indicator&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;:&lt;/span&gt; &lt;span class="nb"&gt;str&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;,&lt;/span&gt; &lt;span class="n"&gt;countries&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;:&lt;/span&gt; &lt;span class="nb"&gt;str&lt;/span&gt; &lt;span class="o"&gt;=&lt;/span&gt; &lt;span class="sh"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span class="s"&gt;BRA;ARG&lt;/span&gt;&lt;span class="sh"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;,&lt;/span&gt; &lt;span class="n"&gt;start&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;:&lt;/span&gt; &lt;span class="nb"&gt;int&lt;/span&gt; &lt;span class="o"&gt;=&lt;/span&gt; &lt;span class="mi"&gt;2015&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;,&lt;/span&gt; &lt;span class="n"&gt;end&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;:&lt;/span&gt; &lt;span class="nb"&gt;int&lt;/span&gt; &lt;span class="o"&gt;=&lt;/span&gt; &lt;span class="mi"&gt;2024&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;)&lt;/span&gt; &lt;span class="o"&gt;-&amp;gt;&lt;/span&gt; &lt;span class="n"&gt;pd&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;span class="n"&gt;DataFrame&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;:&lt;/span&gt;
    &lt;span class="n"&gt;url&lt;/span&gt; &lt;span class="o"&gt;=&lt;/span&gt; &lt;span class="sa"&gt;f&lt;/span&gt;&lt;span class="sh"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span class="s"&gt;https://api.worldbank.org/v2/country/&lt;/span&gt;&lt;span class="si"&gt;{&lt;/span&gt;&lt;span class="n"&gt;countries&lt;/span&gt;&lt;span class="si"&gt;}&lt;/span&gt;&lt;span class="s"&gt;/indicator/&lt;/span&gt;&lt;span class="si"&gt;{&lt;/span&gt;&lt;span class="n"&gt;indicator&lt;/span&gt;&lt;span class="si"&gt;}&lt;/span&gt;&lt;span class="sh"&gt;"&lt;/span&gt;
    &lt;span class="n"&gt;params&lt;/span&gt; &lt;span class="o"&gt;=&lt;/span&gt; &lt;span class="p"&gt;{&lt;/span&gt;
        &lt;span class="sh"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span class="s"&gt;format&lt;/span&gt;&lt;span class="sh"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;:&lt;/span&gt; &lt;span class="sh"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span class="s"&gt;json&lt;/span&gt;&lt;span class="sh"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;,&lt;/span&gt;
        &lt;span class="sh"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span class="s"&gt;per_page&lt;/span&gt;&lt;span class="sh"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;:&lt;/span&gt; &lt;span class="mi"&gt;1000&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;,&lt;/span&gt;
        &lt;span class="sh"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span class="s"&gt;date&lt;/span&gt;&lt;span class="sh"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;:&lt;/span&gt; &lt;span class="sa"&gt;f&lt;/span&gt;&lt;span class="sh"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span class="si"&gt;{&lt;/span&gt;&lt;span class="n"&gt;start&lt;/span&gt;&lt;span class="si"&gt;}&lt;/span&gt;&lt;span class="s"&gt;:&lt;/span&gt;&lt;span class="si"&gt;{&lt;/span&gt;&lt;span class="n"&gt;end&lt;/span&gt;&lt;span class="si"&gt;}&lt;/span&gt;&lt;span class="sh"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;,&lt;/span&gt;
    &lt;span class="p"&gt;}&lt;/span&gt;
    &lt;span class="n"&gt;response&lt;/span&gt; &lt;span class="o"&gt;=&lt;/span&gt; &lt;span class="n"&gt;requests&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;span class="nf"&gt;get&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;(&lt;/span&gt;&lt;span class="n"&gt;url&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;,&lt;/span&gt; &lt;span class="n"&gt;params&lt;/span&gt;&lt;span class="o"&gt;=&lt;/span&gt;&lt;span class="n"&gt;params&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;,&lt;/span&gt; &lt;span class="n"&gt;timeout&lt;/span&gt;&lt;span class="o"&gt;=&lt;/span&gt;&lt;span class="mi"&gt;30&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;)&lt;/span&gt;
    &lt;span class="n"&gt;response&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;span class="nf"&gt;raise_for_status&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;()&lt;/span&gt;
    &lt;span class="n"&gt;payload&lt;/span&gt; &lt;span class="o"&gt;=&lt;/span&gt; &lt;span class="n"&gt;response&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;span class="nf"&gt;json&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;()&lt;/span&gt;
    &lt;span class="k"&gt;if&lt;/span&gt; &lt;span class="nf"&gt;len&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;(&lt;/span&gt;&lt;span class="n"&gt;payload&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;)&lt;/span&gt; &lt;span class="o"&gt;&amp;lt;&lt;/span&gt; &lt;span class="mi"&gt;2&lt;/span&gt; &lt;span class="ow"&gt;or&lt;/span&gt; &lt;span class="n"&gt;payload&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;[&lt;/span&gt;&lt;span class="mi"&gt;1&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;]&lt;/span&gt; &lt;span class="ow"&gt;is&lt;/span&gt; &lt;span class="bp"&gt;None&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;:&lt;/span&gt;
        &lt;span class="k"&gt;raise&lt;/span&gt; &lt;span class="nc"&gt;ValueError&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;(&lt;/span&gt;&lt;span class="sh"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span class="s"&gt;Sem dados retornados. Verifique indicador/países/anos.&lt;/span&gt;&lt;span class="sh"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;)&lt;/span&gt;
    &lt;span class="n"&gt;df&lt;/span&gt; &lt;span class="o"&gt;=&lt;/span&gt; &lt;span class="n"&gt;pd&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;span class="nc"&gt;DataFrame&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;(&lt;/span&gt;&lt;span class="n"&gt;payload&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;[&lt;/span&gt;&lt;span class="mi"&gt;1&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;])&lt;/span&gt;
    &lt;span class="n"&gt;df&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;[&lt;/span&gt;&lt;span class="sh"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span class="s"&gt;date&lt;/span&gt;&lt;span class="sh"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;]&lt;/span&gt; &lt;span class="o"&gt;=&lt;/span&gt; &lt;span class="n"&gt;df&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;[&lt;/span&gt;&lt;span class="sh"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span class="s"&gt;date&lt;/span&gt;&lt;span class="sh"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;].&lt;/span&gt;&lt;span class="nf"&gt;astype&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;(&lt;/span&gt;&lt;span class="nb"&gt;int&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;)&lt;/span&gt;
    &lt;span class="n"&gt;df&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;[&lt;/span&gt;&lt;span class="sh"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span class="s"&gt;value&lt;/span&gt;&lt;span class="sh"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;]&lt;/span&gt; &lt;span class="o"&gt;=&lt;/span&gt; &lt;span class="n"&gt;pd&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;span class="nf"&gt;to_numeric&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;(&lt;/span&gt;&lt;span class="n"&gt;df&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;[&lt;/span&gt;&lt;span class="sh"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span class="s"&gt;value&lt;/span&gt;&lt;span class="sh"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;],&lt;/span&gt; &lt;span class="n"&gt;errors&lt;/span&gt;&lt;span class="o"&gt;=&lt;/span&gt;&lt;span class="sh"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span class="s"&gt;coerce&lt;/span&gt;&lt;span class="sh"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;)&lt;/span&gt;
    &lt;span class="k"&gt;return&lt;/span&gt; &lt;span class="n"&gt;df&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;[[&lt;/span&gt;&lt;span class="sh"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span class="s"&gt;countryiso3code&lt;/span&gt;&lt;span class="sh"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;,&lt;/span&gt; &lt;span class="sh"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span class="s"&gt;date&lt;/span&gt;&lt;span class="sh"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;,&lt;/span&gt; &lt;span class="sh"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span class="s"&gt;value&lt;/span&gt;&lt;span class="sh"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;]]&lt;/span&gt;

&lt;span class="c1"&gt;# PIB nominal em US$ correntes
&lt;/span&gt;&lt;span class="n"&gt;gdp&lt;/span&gt; &lt;span class="o"&gt;=&lt;/span&gt; &lt;span class="nf"&gt;fetch_world_bank&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;(&lt;/span&gt;&lt;span class="sh"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span class="s"&gt;NY.GDP.MKTP.CD&lt;/span&gt;&lt;span class="sh"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;)&lt;/span&gt;
&lt;span class="c1"&gt;# Crescimento anual do PIB (%)
&lt;/span&gt;&lt;span class="n"&gt;growth&lt;/span&gt; &lt;span class="o"&gt;=&lt;/span&gt; &lt;span class="nf"&gt;fetch_world_bank&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;(&lt;/span&gt;&lt;span class="sh"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span class="s"&gt;NY.GDP.MKTP.KD.ZG&lt;/span&gt;&lt;span class="sh"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;)&lt;/span&gt;

&lt;span class="n"&gt;gdp_pivot&lt;/span&gt; &lt;span class="o"&gt;=&lt;/span&gt; &lt;span class="n"&gt;gdp&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;span class="nf"&gt;pivot&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;(&lt;/span&gt;&lt;span class="n"&gt;index&lt;/span&gt;&lt;span class="o"&gt;=&lt;/span&gt;&lt;span class="sh"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span class="s"&gt;date&lt;/span&gt;&lt;span class="sh"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;,&lt;/span&gt; &lt;span class="n"&gt;columns&lt;/span&gt;&lt;span class="o"&gt;=&lt;/span&gt;&lt;span class="sh"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span class="s"&gt;countryiso3code&lt;/span&gt;&lt;span class="sh"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;,&lt;/span&gt; &lt;span class="n"&gt;values&lt;/span&gt;&lt;span class="o"&gt;=&lt;/span&gt;&lt;span class="sh"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span class="s"&gt;value&lt;/span&gt;&lt;span class="sh"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;)&lt;/span&gt;
&lt;span class="n"&gt;growth_pivot&lt;/span&gt; &lt;span class="o"&gt;=&lt;/span&gt; &lt;span class="n"&gt;growth&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;span class="nf"&gt;pivot&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;(&lt;/span&gt;&lt;span class="n"&gt;index&lt;/span&gt;&lt;span class="o"&gt;=&lt;/span&gt;&lt;span class="sh"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span class="s"&gt;date&lt;/span&gt;&lt;span class="sh"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;,&lt;/span&gt; &lt;span class="n"&gt;columns&lt;/span&gt;&lt;span class="o"&gt;=&lt;/span&gt;&lt;span class="sh"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span class="s"&gt;countryiso3code&lt;/span&gt;&lt;span class="sh"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;,&lt;/span&gt; &lt;span class="n"&gt;values&lt;/span&gt;&lt;span class="o"&gt;=&lt;/span&gt;&lt;span class="sh"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span class="s"&gt;value&lt;/span&gt;&lt;span class="sh"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;)&lt;/span&gt;

&lt;span class="c1"&gt;# Variação absoluta ano a ano (em US$)
&lt;/span&gt;&lt;span class="n"&gt;gdp_abs_change&lt;/span&gt; &lt;span class="o"&gt;=&lt;/span&gt; &lt;span class="n"&gt;gdp_pivot&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;span class="nf"&gt;diff&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;()&lt;/span&gt;

&lt;span class="c1"&gt;# Juntando tudo
&lt;/span&gt;&lt;span class="n"&gt;analise&lt;/span&gt; &lt;span class="o"&gt;=&lt;/span&gt; &lt;span class="n"&gt;pd&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;span class="nc"&gt;DataFrame&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;({&lt;/span&gt;
    &lt;span class="sh"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span class="s"&gt;PIB_BRA&lt;/span&gt;&lt;span class="sh"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;:&lt;/span&gt; &lt;span class="n"&gt;gdp_pivot&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;[&lt;/span&gt;&lt;span class="sh"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span class="s"&gt;BRA&lt;/span&gt;&lt;span class="sh"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;],&lt;/span&gt;
    &lt;span class="sh"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span class="s"&gt;PIB_ARG&lt;/span&gt;&lt;span class="sh"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;:&lt;/span&gt; &lt;span class="n"&gt;gdp_pivot&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;[&lt;/span&gt;&lt;span class="sh"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span class="s"&gt;ARG&lt;/span&gt;&lt;span class="sh"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;],&lt;/span&gt;
    &lt;span class="sh"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span class="s"&gt;Cresc_BRA_%&lt;/span&gt;&lt;span class="sh"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;:&lt;/span&gt; &lt;span class="n"&gt;growth_pivot&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;[&lt;/span&gt;&lt;span class="sh"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span class="s"&gt;BRA&lt;/span&gt;&lt;span class="sh"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;],&lt;/span&gt;
    &lt;span class="sh"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span class="s"&gt;Cresc_ARG_%&lt;/span&gt;&lt;span class="sh"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;:&lt;/span&gt; &lt;span class="n"&gt;growth_pivot&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;[&lt;/span&gt;&lt;span class="sh"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span class="s"&gt;ARG&lt;/span&gt;&lt;span class="sh"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;],&lt;/span&gt;
    &lt;span class="sh"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span class="s"&gt;Var_Abs_BRA_US$&lt;/span&gt;&lt;span class="sh"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;:&lt;/span&gt; &lt;span class="n"&gt;gdp_abs_change&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;[&lt;/span&gt;&lt;span class="sh"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span class="s"&gt;BRA&lt;/span&gt;&lt;span class="sh"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;],&lt;/span&gt;
    &lt;span class="sh"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span class="s"&gt;Var_Abs_ARG_US$&lt;/span&gt;&lt;span class="sh"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;:&lt;/span&gt; &lt;span class="n"&gt;gdp_abs_change&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;[&lt;/span&gt;&lt;span class="sh"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span class="s"&gt;ARG&lt;/span&gt;&lt;span class="sh"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;],&lt;/span&gt;
&lt;span class="p"&gt;})&lt;/span&gt;

&lt;span class="nf"&gt;print&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;(&lt;/span&gt;&lt;span class="n"&gt;analise&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;span class="nf"&gt;tail&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;(&lt;/span&gt;&lt;span class="mi"&gt;10&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;).&lt;/span&gt;&lt;span class="nf"&gt;to_string&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;())&lt;/span&gt;

&lt;span class="c1"&gt;# Gráfico
&lt;/span&gt;&lt;span class="n"&gt;fig&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;,&lt;/span&gt; &lt;span class="n"&gt;axes&lt;/span&gt; &lt;span class="o"&gt;=&lt;/span&gt; &lt;span class="n"&gt;plt&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;span class="nf"&gt;subplots&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;(&lt;/span&gt;&lt;span class="mi"&gt;1&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;,&lt;/span&gt; &lt;span class="mi"&gt;2&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;,&lt;/span&gt; &lt;span class="n"&gt;figsize&lt;/span&gt;&lt;span class="o"&gt;=&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;(&lt;/span&gt;&lt;span class="mi"&gt;14&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;,&lt;/span&gt; &lt;span class="mi"&gt;6&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;))&lt;/span&gt;

&lt;span class="n"&gt;gdp_pivot&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;[[&lt;/span&gt;&lt;span class="sh"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span class="s"&gt;BRA&lt;/span&gt;&lt;span class="sh"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;,&lt;/span&gt; &lt;span class="sh"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span class="s"&gt;ARG&lt;/span&gt;&lt;span class="sh"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;]].&lt;/span&gt;&lt;span class="nf"&gt;plot&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;(&lt;/span&gt;&lt;span class="n"&gt;ax&lt;/span&gt;&lt;span class="o"&gt;=&lt;/span&gt;&lt;span class="n"&gt;axes&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;[&lt;/span&gt;&lt;span class="mi"&gt;0&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;],&lt;/span&gt; &lt;span class="n"&gt;title&lt;/span&gt;&lt;span class="o"&gt;=&lt;/span&gt;&lt;span class="sh"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span class="s"&gt;PIB Nominal (US$ correntes)&lt;/span&gt;&lt;span class="sh"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;)&lt;/span&gt;
&lt;span class="n"&gt;axes&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;[&lt;/span&gt;&lt;span class="mi"&gt;0&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;].&lt;/span&gt;&lt;span class="nf"&gt;set_ylabel&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;(&lt;/span&gt;&lt;span class="sh"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span class="s"&gt;US$&lt;/span&gt;&lt;span class="sh"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;)&lt;/span&gt;
&lt;span class="n"&gt;axes&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;[&lt;/span&gt;&lt;span class="mi"&gt;0&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;].&lt;/span&gt;&lt;span class="nf"&gt;grid&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;(&lt;/span&gt;&lt;span class="bp"&gt;True&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;,&lt;/span&gt; &lt;span class="n"&gt;alpha&lt;/span&gt;&lt;span class="o"&gt;=&lt;/span&gt;&lt;span class="mf"&gt;0.3&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;)&lt;/span&gt;

&lt;span class="n"&gt;growth_pivot&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;[[&lt;/span&gt;&lt;span class="sh"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span class="s"&gt;BRA&lt;/span&gt;&lt;span class="sh"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;,&lt;/span&gt; &lt;span class="sh"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span class="s"&gt;ARG&lt;/span&gt;&lt;span class="sh"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;]].&lt;/span&gt;&lt;span class="nf"&gt;plot&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;(&lt;/span&gt;&lt;span class="n"&gt;ax&lt;/span&gt;&lt;span class="o"&gt;=&lt;/span&gt;&lt;span class="n"&gt;axes&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;[&lt;/span&gt;&lt;span class="mi"&gt;1&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;],&lt;/span&gt; &lt;span class="n"&gt;title&lt;/span&gt;&lt;span class="o"&gt;=&lt;/span&gt;&lt;span class="sh"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span class="s"&gt;Crescimento anual do PIB (%)&lt;/span&gt;&lt;span class="sh"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;)&lt;/span&gt;
&lt;span class="n"&gt;axes&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;[&lt;/span&gt;&lt;span class="mi"&gt;1&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;].&lt;/span&gt;&lt;span class="nf"&gt;set_ylabel&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;(&lt;/span&gt;&lt;span class="sh"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span class="s"&gt;%&lt;/span&gt;&lt;span class="sh"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;)&lt;/span&gt;
&lt;span class="n"&gt;axes&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;[&lt;/span&gt;&lt;span class="mi"&gt;1&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;].&lt;/span&gt;&lt;span class="nf"&gt;axhline&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;(&lt;/span&gt;&lt;span class="mi"&gt;0&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;,&lt;/span&gt; &lt;span class="n"&gt;color&lt;/span&gt;&lt;span class="o"&gt;=&lt;/span&gt;&lt;span class="sh"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span class="s"&gt;black&lt;/span&gt;&lt;span class="sh"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;,&lt;/span&gt; &lt;span class="n"&gt;linewidth&lt;/span&gt;&lt;span class="o"&gt;=&lt;/span&gt;&lt;span class="mf"&gt;0.8&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;,&lt;/span&gt; &lt;span class="n"&gt;linestyle&lt;/span&gt;&lt;span class="o"&gt;=&lt;/span&gt;&lt;span class="sh"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span class="s"&gt;--&lt;/span&gt;&lt;span class="sh"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;)&lt;/span&gt;
&lt;span class="n"&gt;axes&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;[&lt;/span&gt;&lt;span class="mi"&gt;1&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;].&lt;/span&gt;&lt;span class="nf"&gt;grid&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;(&lt;/span&gt;&lt;span class="bp"&gt;True&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;,&lt;/span&gt; &lt;span class="n"&gt;alpha&lt;/span&gt;&lt;span class="o"&gt;=&lt;/span&gt;&lt;span class="mf"&gt;0.3&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;)&lt;/span&gt;

&lt;span class="n"&gt;plt&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;span class="nf"&gt;tight_layout&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;()&lt;/span&gt;
&lt;span class="n"&gt;plt&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;span class="nf"&gt;show&lt;/span&gt;&lt;span class="p"&gt;()&lt;/span&gt;
&lt;/code&gt;&lt;/pre&gt;

&lt;/div&gt;



&lt;p&gt;&lt;em&gt;Nota: os dados do Banco Mundial podem ter defasagem. Substitua &lt;code&gt;end&lt;/code&gt; pelo último ano disponível.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  Conclusão
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;A “fake news econômica” não está nos números em si, mas no &lt;strong&gt;enquadramento seletivo&lt;/strong&gt;. O truque é simples:&lt;/p&gt;

&lt;ol&gt;
&lt;li&gt;Isolar um único indicador (crescimento do PIB) e desconsiderar o contexto.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Ignorar a base de comparação e a volatilidade histórica.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Usar a recuperação de uma economia pequena e historicamente disfuncional como propaganda política.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Omitir indicadores de solidez como inflação, risco-país, reservas e desemprego.&lt;/li&gt;
&lt;/ol&gt;

&lt;p&gt;Como analista de dados, a conclusão é clara: &lt;strong&gt;o Brasil não está “perdendo” para a Argentina. O Brasil está jogando em outra liga.&lt;/strong&gt; A economia brasileira é maior, mais diversificada, mais estável, com inflação controlada, risco-país baixo, reservas robustas e mercado de trabalho mais aquecido.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A Argentina pode até crescer mais em um ano específico, mas parte de um patamar de crise profunda e carrega vulnerabilidades estruturais que o Brasil não possui. A analogia do gado não é apenas uma figura de linguagem. É a chave para desmontar, com dados, qualquer narrativa que tente transformar um rebote estatístico em virtude econômica.&lt;/p&gt;




&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Fontes:&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;

&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;FMI World Economic Outlook&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;World Bank API&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;IBGE&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;INDEC&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Banco Central do Brasil&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Banco Central da Argentina&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;

&lt;p&gt;&lt;em&gt;Este artigo não é sobre torcer contra a Argentina. É sobre método. Torço para que a economia argentina se recupere — mas com análise honesta, não com comparações enganosas.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;



&lt;div class="highlight js-code-highlight"&gt;
&lt;pre class="highlight plaintext"&gt;&lt;code&gt;


---
&lt;/code&gt;&lt;/pre&gt;

&lt;/div&gt;

</description>
      <category>brazil</category>
      <category>economia</category>
      <category>datascience</category>
      <category>python</category>
    </item>
    <item>
      <title>Matheus de Camargo Marques — Hub of Articles on Elixir, Erlang, BEAM, Software Architecture, and Applied AI</title>
      <dc:creator>Matheus de Camargo Marques</dc:creator>
      <pubDate>Sun, 04 Oct 2026 15:13:26 +0000</pubDate>
      <link>https://dev.to/matheuscamarques/matheus-de-camargo-marques-hub-of-articles-on-elixir-erlang-beam-software-architecture-and-367c</link>
      <guid>https://dev.to/matheuscamarques/matheus-de-camargo-marques-hub-of-articles-on-elixir-erlang-beam-software-architecture-and-367c</guid>
      <description>&lt;h1&gt;
  
  
  Matheus de Camargo Marques — Hub of Articles on Elixir, Erlang, BEAM, Software Architecture, and Applied AI
&lt;/h1&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;By Matheus de Camargo Marques (&lt;a class="mentioned-user" href="https://dev.to/matheuscamarques"&gt;@matheuscamarques&lt;/a&gt;)&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;This article is the &lt;strong&gt;central index&lt;/strong&gt; of all my technical content online. Organized by topic, it links to my articles, series, repositories, and publications across platforms. If you arrived here from a specific article, use this hub to explore the rest of my work.&lt;/p&gt;




&lt;h2&gt;
  
  
  🌐 Where to Find Me
&lt;/h2&gt;

&lt;div class="table-wrapper-paragraph"&gt;&lt;table&gt;
&lt;thead&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;th&gt;Platform&lt;/th&gt;
&lt;th&gt;Link&lt;/th&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;/thead&gt;
&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td&gt;🌍 Personal website&lt;/td&gt;
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&lt;td&gt;🔗 Elixir Status&lt;/td&gt;
&lt;td&gt;&lt;a href="https://elixirstatus.com" rel="noopener noreferrer"&gt;elixirstatus.com&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;
&lt;/table&gt;&lt;/div&gt;




&lt;h2&gt;
  
  
  🧠 Elixir, Erlang, and the BEAM Virtual Machine
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;In-depth technical articles on the Erlang/Elixir ecosystem, the BEAM virtual machine, and the Notification-Oriented Paradigm (PON).&lt;/p&gt;

&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;
&lt;strong&gt;&lt;a href="https://dev.to/matheuscamarques/a-deep-dive-into-the-beam-virtual-machine-59cf"&gt;A Deep Dive into the BEAM Virtual Machine&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt; — A layered analysis of the Erlang VM, connecting the Actor Model to management methodologies such as PRINCE2 and PDCA.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;
&lt;strong&gt;&lt;a href="https://dev.to/matheuscamarques/pon-beam-um-paradigma-orientado-a-notificacoes-dentro-da-maquina-virtual-do-erlang-191l"&gt;PON-BEAM: A Notification-Oriented Paradigm Inside the Erlang Virtual Machine&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt; — How I re-architected the Erlang VM core in C to eliminate O(N) loops using the PON paradigm. &lt;em&gt;(Original in Portuguese.)&lt;/em&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;
&lt;strong&gt;&lt;a href="https://dev.to/matheuscamarques"&gt;I Re-Architected the Erlang VM Core in C to Eliminate O(N) Loops — The PON-BEAM Saga&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt; — The complete saga of the PON-BEAM project.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;
&lt;strong&gt;&lt;a href="https://medium.com/@matheuscamarques" rel="noopener noreferrer"&gt;Inside the Erlang Garbage Collector: A Functional Perspective on Concurrency and Memory Management&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt; — A functional perspective on concurrency and memory management in the Erlang GC.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;
&lt;strong&gt;&lt;a href="https://medium.com/@matheuscamarques/tuple-map-or-list-comparing-structure-performance-in-elixir-with-2-million-records-dc67bf2a55ba" rel="noopener noreferrer"&gt;Tuple, Map or List? Comparing Structure Performance in Elixir with 2 Million Records&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt; — Performance comparison of data structures in Elixir with 2 million records. Tuples were fastest, but the results were surprising.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;
&lt;strong&gt;&lt;a href="https://medium.com/@matheuscamarques" rel="noopener noreferrer"&gt;Keyword Search with Concurrency in OTP &amp;amp; Elixir&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt; — Keyword search with concurrency using OTP and Elixir.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;
&lt;strong&gt;&lt;a href="https://medium.com/@matheuscamarques" rel="noopener noreferrer"&gt;The Unfaltering Machine: Why AI Reinforces the Fundamental Truth of Elixir&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt; — Why AI reinforces the fundamental truth of Elixir.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;
&lt;strong&gt;&lt;a href="https://web-engenharia.com/otp-elixir-escolha-aplicacoes-criticas.html" rel="noopener noreferrer"&gt;Systems That Don't Fall: Erlang/OTP and Elixir&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt; — An article on my personal website about the robustness of the Erlang/OTP ecosystem.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;
&lt;strong&gt;&lt;a href="https://dev.to/matheuscamarques"&gt;Are Feature Flags Bullsh*t? Why Your "IF" is Killing Performance (and the Planet)&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt; — A critical look at feature flags and their performance impact.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;
&lt;strong&gt;&lt;a href="https://dev.to/matheuscamarques"&gt;Tail Call Optimization in Elixir &amp;amp; Erlang&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt; — Referenced in discussions about Elixir performance.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;




&lt;h2&gt;
  
  
  🏭 PON Smart Brewery Series (DEV Community)
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;A complete series of 12 articles that builds a &lt;strong&gt;digital twin of a brewery&lt;/strong&gt; using the PON paradigm in Elixir, covering hexagonal architecture, Phoenix LiveView, telemetry, BI, and machine learning.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;🔗 &lt;strong&gt;Full series:&lt;/strong&gt; &lt;a href="https://dev.to/matheuscamarques/series/37276"&gt;dev.to/matheuscamarques/series/37276&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Articles in the series:&lt;/p&gt;

&lt;ol&gt;
&lt;li&gt;
&lt;strong&gt;Notification-Oriented Paradigm (PON) in Elixir: Why the BEAM Fits Reactive Rules&lt;/strong&gt; — Why the BEAM is ideal for reactive rules.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;
&lt;strong&gt;From Whiteboard to Code: Mapping Facts, Rules, and Premises to OTP Processes&lt;/strong&gt; — From whiteboard to code: mapping Facts, Rules, and Premises to OTP processes.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;
&lt;strong&gt;A Metaprogrammed DSL: &lt;code&gt;defrule&lt;/code&gt; and &lt;code&gt;defpremissa&lt;/code&gt; with Less PON Boilerplate&lt;/strong&gt; — A metaprogrammed DSL to reduce boilerplate.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;
&lt;strong&gt;Hexagonal Architecture + PON: Ports &amp;amp; Adapters to Decouple the Engine&lt;/strong&gt; — Hexagonal architecture decoupling the rules engine.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;
&lt;strong&gt;Smart Brewery: A Digital Twin Brewery as a PON Lab&lt;/strong&gt; — The brewery as a PON laboratory.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;
&lt;strong&gt;Phoenix LiveView in Real Time: An Operations UI on Top of a Rules Engine&lt;/strong&gt; — Real-time UI on top of a rules engine.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;
&lt;strong&gt;From Simulation to Storage: Telemetry, Broadway/GenStage, and TimescaleDB&lt;/strong&gt; — From simulation to storage with telemetry and TimescaleDB.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;
&lt;strong&gt;BI Without Mystery: Dimensions, Facts, and Consuming the Data (e.g. Power BI)&lt;/strong&gt; — BI without mystery: dimensions, facts, and data consumption.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;
&lt;strong&gt;ML on the Digital Twin: Export, Train Pilots, and Import Predictions Back into the App&lt;/strong&gt; — Machine learning on the digital twin.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;
&lt;strong&gt;When Notifications Explode: Message Storms, Deduplication, and Back-Pressure in PON&lt;/strong&gt; — Message storms, deduplication, and back-pressure.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;
&lt;strong&gt;Retrospective: Lessons from Building a Reactive Rules Engine in Elixir&lt;/strong&gt; — Retrospective: lessons learned.&lt;/li&gt;
&lt;/ol&gt;




&lt;h2&gt;
  
  
  🏗️ Software Architecture &amp;amp; Distributed Systems
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Articles on architectural patterns, distributed systems, P2P networks, and software design.&lt;/p&gt;

&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;
&lt;strong&gt;&lt;a href="https://dev.to/matheuscamarques/what-if-we-could-build-an-erlang-cluster-over-the-torrent-network-5go9"&gt;What if We Could Build an Erlang Cluster Over the BitTorrent Network?&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt; — What if we could build an Erlang cluster over the BitTorrent network?&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;
&lt;strong&gt;&lt;a href="https://dev.to/matheuscamarques"&gt;Plumtree + HyParView + Store-Carry-Forward: Scaling P2P Clusters to Hundreds of Nodes Without Collapsing the Network&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt; — How to scale P2P clusters to hundreds of nodes.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;
&lt;strong&gt;&lt;a href="https://dev.to/matheuscamarques"&gt;Building a Consensus-Driven Evolutionary Plugin Architecture in Elixir (CEPA)&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt; — Consensus-driven evolutionary plugin architecture in Elixir.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;
&lt;strong&gt;&lt;a href="https://web-engenharia.com/construindo-sistemas-resilientes-eventos-cqrs.html" rel="noopener noreferrer"&gt;Building Resilient Systems: The Business Value Behind Event-Driven Architectures and CQRS&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt; — How to modernize legacy systems without a big bang approach.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;
&lt;strong&gt;&lt;a href="https://medium.com/@matheuscamarques" rel="noopener noreferrer"&gt;Technical Report: Analysis of the Google MASS Framework from the Perspective of the Elixir Ecosystem&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt; — Technical analysis of the Google MASS framework.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;
&lt;strong&gt;&lt;a href="https://dev.to/matheuscamarques/the-definitive-guide-to-parsing-financial-protocols-and-the-febraban-standard-5fkj"&gt;The Definitive Guide to Parsing Financial Protocols and the FEBRABAN Standard&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt; — A guide to parsing financial protocols.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;
&lt;strong&gt;&lt;a href="https://dev.to/matheuscamarques"&gt;Building a Test Runner in Elixir&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt; — A tutorial on building a test runner in Elixir.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;




&lt;h2&gt;
  
  
  🤖 AI, LLMs, and Cognitive Architectures
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Articles on integrating LLMs, cognitive architectures, and intelligent agents into real products.&lt;/p&gt;

&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;
&lt;strong&gt;&lt;a href="https://web-engenharia.com/en/artigos/alem-do-hype-arquiteturas-cognitivas-llms.html" rel="noopener noreferrer"&gt;Beyond the Hype: How to Integrate Cognitive Architectures and LLMs into Your Product&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt; (EN) — A practical guide to moving beyond GenAI pilots and building products with cognitive architecture, robust RAG, and operational governance.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;
&lt;strong&gt;&lt;a href="https://web-engenharia.com/artigos/alem-do-hype-arquiteturas-cognitivas-llms.html" rel="noopener noreferrer"&gt;Além do hype: como integrar arquiteturas cognitivas e LLMs ao seu produto&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt; (PT)&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;
&lt;strong&gt;&lt;a href="https://web-engenharia.com/sv/artigos/alem-do-hype-arquiteturas-cognitivas-llms.html" rel="noopener noreferrer"&gt;Beyond the Hype: Hur man integrerar kognitiva arkitekturer och LLM i din produkt&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt; (SV)&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;
&lt;strong&gt;&lt;a href="https://dev.to/matheuscamarques"&gt;A Filosofia Oculta das Ferramentas (Agente ou a gente?)&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt; — Reflections on the philosophy of tools, drawing from mathematics for machine learning to Seneca's philosophy.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;




&lt;h2&gt;
  
  
  💼 Software Engineering, Productivity &amp;amp; Career
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Articles on team productivity, developer well-being, and software engineering practices.&lt;/p&gt;

&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;
&lt;strong&gt;&lt;a href="https://www.linkedin.com/posts/matheuscamarques_planning-scrum-devlopment-activity-7265491569208672257-f4Rf" rel="noopener noreferrer"&gt;If You Want to Destroy a Team's Productivity...&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt; — On the dangers of unnecessary productivity metrics in software teams.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;
&lt;strong&gt;&lt;a href="https://www.linkedin.com/posts/matheuscamarques_artigos-sobre-git-semantico-understanding-activity-7201212837233340416-C7BC" rel="noopener noreferrer"&gt;Articles on Semantic Git (Collection)&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt; — Collection of articles on semantic versioning and Git, including "Understanding Semantic Commit Messages Using Git and Angular" and "Mastering Git Hooks."&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;
&lt;strong&gt;&lt;a href="https://web-engenharia.com/metrica-invisivel-saude-bem-estar-desenvolvedor-qualidade-codigo.html" rel="noopener noreferrer"&gt;The Invisible Metric: How Developer Health and Well-Being Impact Code Quality&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt; — How mental health, cognitive load, and team well-being directly impact bugs, security, and delivery stability.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;
&lt;strong&gt;&lt;a href="https://www.linkedin.com/posts/matheuscamarques_github-matheuscamarquespaymentshandler-activity-7113121648777605122-DFFa" rel="noopener noreferrer"&gt;Hello, LinkedIn Network! (Payment Event Handler)&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt; — Introduction to the Payment Event Handler project, with three persistence engine strategies.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;
&lt;strong&gt;&lt;a href="https://dev.to/matheuscamarques"&gt;From Game Cheats to C Shell: Matheus's Journey Into Programming&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt; — A personal journey through programming languages from C to Shell.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;




&lt;h2&gt;
  
  
  🎮 Practical Projects and Game Development
&lt;/h2&gt;

&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;
&lt;strong&gt;&lt;a href="https://dev.to/matheuscamarques/writing-a-2d-platformer-in-c-with-sfml-notes-from-the-codebase-3d1g"&gt;Writing a 2D Platformer in C++ with SFML: Notes From the Codebase&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt; — Notes on building a 2D platformer in C++ with SFML, exploring how far C++17 could go.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;
&lt;strong&gt;&lt;a href="https://elixirstatus.com" rel="noopener noreferrer"&gt;Update on SnookerGameEx&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt; — Two new features added to the open-source snooker game, including rotations for more dynamic gameplay.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;




&lt;h2&gt;
  
  
  💻 GitHub Repositories with Rich Documentation
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;My GitHub repositories often work as technical articles, with detailed READMEs.&lt;/p&gt;

&lt;div class="table-wrapper-paragraph"&gt;&lt;table&gt;
&lt;thead&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;th&gt;Repository&lt;/th&gt;
&lt;th&gt;Description&lt;/th&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;/thead&gt;
&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td&gt;&lt;a href="https://github.com/matheuscamarques/pon_beam" rel="noopener noreferrer"&gt;&lt;strong&gt;pon_beam&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;
&lt;td&gt;Complete re-architecture of the Erlang/OTP Virtual Machine (ERTS) using the Notification-Oriented Paradigm (PON).&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td&gt;&lt;a href="https://github.com/matheuscamarques/omni_banking_ex" rel="noopener noreferrer"&gt;&lt;strong&gt;omni_banking_ex&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;
&lt;td&gt;A multi-provider banking integration lab in Elixir — shared-nothing plugins on the Support and Kernel architecture.&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td&gt;&lt;a href="https://github.com/matheuscamarques/matchmaking_ex" rel="noopener noreferrer"&gt;&lt;strong&gt;matchmaking_ex&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;
&lt;td&gt;Real-time matchmaking system with Elixir/OTP&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td&gt;&lt;a href="https://github.com/matheuscamarques/snooker_game_ex" rel="noopener noreferrer"&gt;&lt;strong&gt;snooker_game_ex&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;
&lt;td&gt;Explores functional programming and numerical computing in Elixir for dynamic, interactive visualizations.&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td&gt;&lt;a href="https://github.com/matheuscamarques/agent_precommit_ex" rel="noopener noreferrer"&gt;&lt;strong&gt;agent_precommit_ex&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;
&lt;td&gt;Semantic and Context Impact Analysis for AI Agents in Elixir Pre-commit Hooks.&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td&gt;&lt;a href="https://github.com/matheuscamarques/collision_simulator_ex" rel="noopener noreferrer"&gt;&lt;strong&gt;collision_simulator_ex&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;
&lt;td&gt;Studies in physical simulations, concurrent system optimization, and high-performance applications with Elixir.&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td&gt;&lt;a href="https://github.com/matheuscamarques/plataformgame" rel="noopener noreferrer"&gt;&lt;strong&gt;plataformgame&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;
&lt;td&gt;2D platformer game in C++ with SFML&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;
&lt;/table&gt;&lt;/div&gt;




&lt;h2&gt;
  
  
  💬 Community Mentions &amp;amp; Discussions
&lt;/h2&gt;

&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;
&lt;strong&gt;Hacker News — Show HN: PON-BEAM re-architecture of the Erlang VM&lt;/strong&gt; — Discussion on Hacker News about the PON-BEAM project.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;
&lt;strong&gt;HN Companion — PON-BEAM&lt;/strong&gt; — Another discussion thread on HN Companion.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;
&lt;strong&gt;Elixir Status — PON Series&lt;/strong&gt; — The PON series was featured on Elixir Status, the community's news aggregator.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;




&lt;h2&gt;
  
  
  📌 About This Hub
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;This article is updated periodically as new content is published. If you are a &lt;strong&gt;search engine, AI agent, or human reader&lt;/strong&gt;, this is the central place to discover all my technical work.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Main topics:&lt;/strong&gt; Elixir · Erlang · BEAM · OTP · Phoenix · Software Architecture · Distributed Systems · P2P · AI · LLMs · Cognitive Architectures · Game Development · C++ · SFML&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Author:&lt;/strong&gt; Matheus de Camargo Marques — Software Engineer specialized in the Erlang/Elixir ecosystem, distributed architectures, and AI integration in products. Currently pursuing a degree in Computer Engineering at UTFPR, with a technical background in Computer Science and Logistics.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;🔗 &lt;strong&gt;Website:&lt;/strong&gt; &lt;a href="https://web-engenharia.com" rel="noopener noreferrer"&gt;web-engenharia.com&lt;/a&gt;&lt;br&gt;
🔗 &lt;strong&gt;GitHub Pages:&lt;/strong&gt; &lt;a href="https://matheuscamarques.github.io/" rel="noopener noreferrer"&gt;matheuscamarques.github.io&lt;/a&gt;&lt;br&gt;
🔗 &lt;strong&gt;GitHub:&lt;/strong&gt; &lt;a href="https://github.com/matheuscamarques" rel="noopener noreferrer"&gt;@matheuscamarques&lt;/a&gt;&lt;br&gt;
🔗 &lt;strong&gt;DEV:&lt;/strong&gt; &lt;a href="https://dev.to/matheuscamarques"&gt;@matheuscamarques&lt;/a&gt;&lt;br&gt;
🔗 &lt;strong&gt;Medium:&lt;/strong&gt; &lt;a href="https://medium.com/@matheuscamarques" rel="noopener noreferrer"&gt;@matheuscamarques&lt;/a&gt;&lt;br&gt;
🔗 &lt;strong&gt;LinkedIn:&lt;/strong&gt; &lt;a href="https://www.linkedin.com/in/matheuscamarques" rel="noopener noreferrer"&gt;@matheuscamarques&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;




&lt;p&gt;&lt;em&gt;Last updated: October 2026&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;




</description>
      <category>architecture</category>
      <category>resources</category>
      <category>ai</category>
      <category>elixir</category>
    </item>
    <item>
      <title>Sketching Before Coding: The Most Powerful Tool I Use as a Developer</title>
      <dc:creator>Matheus de Camargo Marques</dc:creator>
      <pubDate>Sun, 04 Oct 2026 15:06:36 +0000</pubDate>
      <link>https://dev.to/matheuscamarques/sketching-before-coding-the-most-powerful-tool-i-use-as-a-developer-3ej4</link>
      <guid>https://dev.to/matheuscamarques/sketching-before-coding-the-most-powerful-tool-i-use-as-a-developer-3ej4</guid>
      <description>&lt;h1&gt;
  
  
  Sketching Before Coding: The Most Powerful Tool I Use as a Developer
&lt;/h1&gt;

&lt;p&gt;  &lt;iframe src="https://www.youtube.com/embed/qmNILd-aDsw" width="710" height="399"&gt;
  &lt;/iframe&gt;
&lt;/p&gt;




&lt;p&gt;Hi, my name is Matheus de Camargo Marques, and today I want to share a perspective I have on sketching things out, drawing over things, and how I believe that makes your life a bit easier—especially if you're a software developer.&lt;/p&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  The Problem with Jumping Straight to Code
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;We've all been there. You have an idea, you open your IDE, and you start typing. But here's the thing: it's not so simple. When you skip the planning phase, you often end up maneuvering your implementation around problems you could have spotted earlier.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;The practice I want to share—the same thing I do—is to &lt;strong&gt;sketch&lt;/strong&gt;. It's to actually draw something to see if anything comes out of it that we can put into practice.&lt;/p&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  A Real Example: The To-Do List
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Let me walk you through a very simple project I worked on: a to-do list.&lt;/p&gt;

&lt;h3&gt;
  
  
  Step 1: Identify the Functionalities
&lt;/h3&gt;

&lt;p&gt;Before writing any code, I wrote down what I needed:&lt;/p&gt;

&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Create&lt;/strong&gt;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Delete&lt;/strong&gt;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Update&lt;/strong&gt;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;&lt;strong&gt;List&lt;/strong&gt;&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;

&lt;p&gt;These are the core operations. When we think of a simple interface for this communication, we'd have listing, create, delete, and update methods. Whether it's a module, a class, regardless—these are the functions we need.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;But here's the key insight: &lt;strong&gt;one depends on the other&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;

&lt;h3&gt;
  
  
  Step 2: Define the Data Structures
&lt;/h3&gt;

&lt;p&gt;I created a new data structure called a &lt;strong&gt;Task Folder&lt;/strong&gt; (or Task List). Let me sketch this out using a simplified UML notation—it's not always the prettiest, but it's what I use to draft.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Task Structure:&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;

&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;
&lt;code&gt;name&lt;/code&gt;: string&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;
&lt;code&gt;description&lt;/code&gt;: string&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;
&lt;code&gt;priority&lt;/code&gt;: integer&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Task Folder Structure:&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;

&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;
&lt;code&gt;name&lt;/code&gt;: string&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;
&lt;code&gt;tasks&lt;/code&gt;: list of tasks&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;

&lt;h3&gt;
  
  
  Step 3: Discover Dependencies Through Drawing
&lt;/h3&gt;

&lt;p&gt;This is where sketching really shines. When you draw things out, you start seeing dependencies:&lt;/p&gt;

&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;The task folder is a list of tasks&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;At time one, you create a task folder&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;At time two, you create a task&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;At time three, you aggregate it&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;

&lt;p&gt;We have an aggregation here—a type of aggregate. And we need functions to modify the task folder so it could accommodate a new task.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Beyond the listing and creating functions, we also need:&lt;/p&gt;

&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Add task from folder&lt;/strong&gt;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Remove task&lt;/strong&gt;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;
&lt;strong&gt;Screen&lt;/strong&gt; (handles printing the task folder)&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;

&lt;h3&gt;
  
  
  Step 4: Identify Constraints
&lt;/h3&gt;

&lt;p&gt;We also had guarantees to maintain. Every time we add or remove an element, we have to ensure the whole list always stays &lt;strong&gt;sorted by priority&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;This is a restriction we discovered through the sketching process.&lt;/p&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  The Problem I Discovered
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Here's where it gets interesting. During development, I discovered a problem I could have seen through the drawing if I had drafted it beforehand.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;I forgot to include an ID.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;But because it's a very simple problem, I didn't draft it. I let it slide, and I had to maneuver the implementation so it would work without an ID.&lt;/p&gt;

&lt;h3&gt;
  
  
  Why Does This Matter?
&lt;/h3&gt;

&lt;p&gt;When we need to perform listing and removal functions, how do we remove an item? We have a bunch of items that don't have an ID. How do we do it?&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;The comparison I need to pass is this: to remove, just compare attribute by attribute—name equals name, description equals description, priority equals priority.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;But if we had an ID, we could just compare the ID.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;This is a problem I only discovered when I got to this part of the code. I could change the code to have the ID, but since I previously specified how the system should behave and omitted the ID, I'm following the rule I created myself.&lt;/p&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  Using Sketches as AI Prompts
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Here's a modern twist: I can take all this draft and create a prompt for AI.&lt;br&gt;
&lt;/p&gt;

&lt;div class="highlight js-code-highlight"&gt;
&lt;pre class="highlight plaintext"&gt;&lt;code&gt;I need a structure called Task where it will contain the following attributes:
- name: string
- description: "string"
- priority: integer

Then I need a structure called Task Folder.
It is responsible for aggregating many tasks within it.
It contains the following attributes:
- name: string
- list of tasks: list

For the Task Folder module, it must contain the following functions:
- Add a task (the list must be ordered by priority)
- Remove a task
- Create a new folder from scratch
&lt;/code&gt;&lt;/pre&gt;

&lt;/div&gt;



&lt;p&gt;The AI can create or invent quite well from this point based solely on the description. But the form—the way you want the code to look—it might not know because you didn't specify. We can specify in a high-level language too, how this should behave.&lt;/p&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  The Feedback Loop
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;When I finish all of this with tests, I can provide feedback again:&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Feedback:&lt;/strong&gt; We should have made the ID part of the structure because it improves search performance and simplifies the search.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Because otherwise, if this task has more attributes, we have to keep updating the comparison criteria.&lt;/p&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  Why You Should Sketch
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;I'm a paper and pen kind of person. If there's paper near me, I'm going to write. And I keep writing. I write way too much on paper, and that's why I see a huge advantage in writing and drawing.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;I have entire projects written out—all the drawings, all the diagrams. I'm still learning how to use computer drawing tools, but I'm much faster drawing on paper, making these specifications on paper.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Look at this—this is a screen layout, a design problem I was solving. This is machine learning code, the kernel. I even forgot some of it—it's been so long since I studied this.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;But look at how much information piles up here.&lt;/p&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  The Bottom Line
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;As a developer, you really have to write. If only because you don't do anything just for yourself. When you go to specify it, put it in documentation, and it's already there—all laid out the way things should work.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Writing functions at the speed of your thought.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Whoever writes well, thinks well, and has clearer logic. Having clearer logic solves problems.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;If you can explain the problem, you've already solved the problem.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;So that's the tip I give: sketch a lot. Do a lot of drafting. Do a lot of drawing.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;If they aren't teaching you this, I feel sorry for you. But I had to write a lot. I had a different kind of training. But today, I can't deny that the most useful tool I have is literally pen and paper.&lt;/p&gt;




&lt;p&gt;&lt;em&gt;What's your sketching process? Do you draft before you code? Let me know in the comments!&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;




&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Tags:&lt;/strong&gt; #productivity #beginners #programming #career&lt;/p&gt;

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