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    <title>DEV Community: Olívia Resende</title>
    <description>The latest articles on DEV Community by Olívia Resende (@oliviaresende).</description>
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      <title>DEV Community: Olívia Resende</title>
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    <language>en</language>
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      <title>A importância da representatividade feminina na tecnologia</title>
      <dc:creator>Olívia Resende</dc:creator>
      <pubDate>Wed, 24 Mar 2021 14:35:10 +0000</pubDate>
      <link>https://dev.to/womakerscode/a-importancia-da-representatividade-feminina-na-tecnologia-1hl6</link>
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      <description>&lt;p&gt;Sabe quando você olha para o lado e não se reconhece entre os demais? Isso acontece muito com as mulheres que seguem a carreira na tecnologia! Vou contar a minha história e espero que ela sirva de inspiração para outras mulheres. &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Quando eu comecei a fazer faculdade de Ciência da Computação, na minha turma de 40 alunos éramos apenas duas mulheres. Nas outras turmas, tanto anteriores quanto posteriores a minha, a quantidade também era muito baixa. Como consequência da falta de representatividade eu acabei desistindo do curso, pois durante todo o tempo que fiquei no curso sentia que aquele lugar não era para mim, tive a minha capacidade questionada e saí acreditando que eu nunca seria uma boa programadora.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Depois de desistir, eu cursei Engenharia de Controle e Automação, um curso também de maioria masculina, mas encontrei mais mulheres e me senti representada. Ao me formar, eu já trabalhava numa empresa de tecnologia, porém na parte administrativa, onde me sentia confortável de desempenhar aquelas atividades. Mas eu sempre olhava para os desenvolvedores e pensava, será que eu realmente não sirvo para isto? Lembrando que ali também tinha uma maioria discrepante de homens desempenhando este papel, então continuei onde eu estava e acreditando que não era para mim.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A vida, às vezes, nos dá uns empurrões que na hora não entendemos muito bem, saí desse emprego e comecei outro, também no administrativo, porém eu não me sentia bem desempenhando aquele papel, não sentia que eu estava colocando em prática as minhas habilidades e capacidade. Foi quando eu voltei novamente meu olhar para a tecnologia. Eu questionava o fato de ter me formado numa área também tecnológica e não estar aproveitando da melhor forma o meu potencial. Conversei com uma amiga sobre isso e ela me apresentou o Bootcamp de React da WoMakersCode, uma comunidade que busca o empoderamento feminino na tecnologia. Fui selecionada para fazer o curso, quando cheguei lá e vi tantas mulheres juntas e com o mesmo objetivo, me trouxe aquilo que eu tanto precisava: representatividade! &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Esse momento foi um divisor de águas na minha carreira e hoje eu digo com muito orgulho que sou desenvolvedora! Para que outras mulheres se sintam representadas e entendam que tecnologia também é para mulheres, eu busco formas de ajudar as comunidades e transformar a empresa que eu trabalho em uma empresa mais diversa. E você? Bora ajudar também? Incentive comunidades voltadas para mulheres, cobre diversidade na empresa em que você trabalha e quando perceber que um colega está subestimando a capacidade de uma mulher  intervenha e mostre que você acredita nela.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Sugestão de leitura:&lt;br&gt;
Clube da luta feminista: Um manual de sobrevivência (para um ambiente de trabalho machista)&lt;/p&gt;

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      <category>womenintech</category>
      <category>wecoded</category>
      <category>career</category>
      <category>womakerscode</category>
    </item>
    <item>
      <title>Por que nós mulheres temos dificuldade de nos candidatarmos às vagas de emprego?</title>
      <dc:creator>Olívia Resende</dc:creator>
      <pubDate>Wed, 17 Mar 2021 14:29:07 +0000</pubDate>
      <link>https://dev.to/womakerscode/por-que-nos-mulheres-temos-dificuldade-de-nos-candidatarmos-as-vagas-de-emprego-4io8</link>
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      <description>&lt;p&gt;Um estudo realizado pelo LinkedIn, chamado “Gender Insights Report” (Informe de Percepção de Gênero) mostrou que embora ambos os sexos busquem empregos de maneira semelhante, eles se aplicam às vagas de forma diferente. Mulheres são 16% mais propensas a não se candidatarem a um emprego depois de lerem os pré-requisitos e se inscrevem 20% a menos que homens às vagas. O motivo?  A pesquisa revela que, a fim de se candidatar a um emprego, as mulheres sentem que precisam atender 100% dos critérios, enquanto os homens geralmente se aplicam após atingir cerca de 60%.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Isto acontece porque desde muito cedo, as meninas aprendem que devem ser educadas e controladas. São ensinadas a agradar, a ter um sorriso bonito, a tirar boas notas, a tomar cuidado para não cair e se machucar. Ao serem criadas nessa bolha de super proteção acaba minando a vontade das mulheres de se exporem a risco e fracassos. &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Pensando nessa construção social, percebe-se que isto faz com que a mulher se cobre demais e se valorize menos, às vezes até relativizando ou diminuindo conquistas, esforços e competências. Com isso, ao avaliar os requisitos para vagas de emprego, tende a calcular a probabilidade de ser aceita e quando perceber que é baixa, nem arrisca, pois é melhor desistir do que esperar e se frustrar.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Por outro lado, analisando a forma como os meninos são criados, eles são ensinados a explorar, apostar alto, se arriscar, por exemplo, subir até o topo dos brinquedos e então se jogar com tudo. E, quando se tornam adultos, ao negociar um aumento ou até mesmo chamar alguém para sair, estão acostumados a assumir riscos e sabem que serão recompensados por isso. Podemos concluir que, estamos criando meninas para serem perfeitas e meninos para serem corajosos. &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Estes são os principais motivos que dificultam ou impedem que nós mulheres nos candidatemos às vagas de emprego, mas como podemos reverter isso? &lt;/p&gt;

&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;Tendo autocompaixão, nos tratando com a mesma gentileza e cuidado que temos com as outras pessoas. &lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Aproveitando o processo, sabendo que vamos falhar e que está tudo bem. Quando entendemos que o fracasso faz parte do processo o tornamos mais leve e conseguimos aproveitá-lo da melhor forma.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Construindo uma rede de apoio, é muito importante estar cercada de pessoas que te mostram todos os dias o quanto você é capaz ou quem você pode procurar quando pensar em se autossabotar.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;E, por fim, entendendo que quando nos arriscamos temos mais chances de sermos recompensadas, mesmo tendo que enfrentar alguns fracassos pelo caminho.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;

&lt;p&gt;Sugestão de TED:&lt;br&gt;
&lt;a href="https://www.youtube.com/watch?v=fC9da6eqaqg"&gt;https://www.youtube.com/watch?v=fC9da6eqaqg&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Referência:&lt;br&gt;
&lt;a href="https://business.linkedin.com/content/dam/me/business/en-us/talent-solutions-lodestone/body/pdf/Gender-Insights-Report.pdf"&gt;https://business.linkedin.com/content/dam/me/business/en-us/talent-solutions-lodestone/body/pdf/Gender-Insights-Report.pdf&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

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