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    <title>DEV Community: Tomás Sardinha</title>
    <description>The latest articles on DEV Community by Tomás Sardinha (@tomasmsardinha).</description>
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      <title>DEV Community: Tomás Sardinha</title>
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      <title>Antes de escrever uma linha de código, tive que provar que aguentava trocar de SO</title>
      <dc:creator>Tomás Sardinha</dc:creator>
      <pubDate>Sat, 22 Aug 2026 01:48:15 +0000</pubDate>
      <link>https://dev.to/tomasmsardinha/antes-de-escrever-uma-linha-de-codigo-tive-que-provar-que-aguentava-trocar-de-so-2e6a</link>
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      <description>&lt;h2&gt;
  
  
  Conteúdo
&lt;/h2&gt;

&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;1. Apresentação - Omarchy&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;2. Praticidade&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;3. Agentes de IA&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;4. Desuso do Mouse&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;5. Performance&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;6. Customização&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;7. Segurança &amp;amp; Confiança&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;8. Considerações Finais&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;

&lt;p&gt;&lt;a&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  Apresentação
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Honestamente, não troquei de sistema operacional por estar cansado do Win11, pelo contrário, estava muito satisfeito. Troquei porque alguém que entende muito mais de desenvolvimento do que eu insistiu que essa seria a primeira "missão" antes de eu sequer tocar em código. E confesso que não animei muito, Linux sempre teve fama de ser território para quem faz tudo através de terminal, não para quem tá começando.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Mas resolvi confiar no processo e instalei o &lt;strong&gt;Omarchy&lt;/strong&gt;, a distro do &lt;a href="https://dhh.dk/" rel="noopener noreferrer"&gt;DHH&lt;/a&gt; (sim, o criador do &lt;em&gt;Ruby on Rails&lt;/em&gt;). Já tem um tempinho que to usando diariamente, não é muito, mas é o suficiente pra sentir onde ela realmente entrega valor pra quem programa. Acredito que não só para quem programa, mas também para quem quer praticidade no que diz respeito à mercado de trabalho.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Dessa forma, separei os 6 pontos que mais me chamaram atenção até agora. Não espere algo profissional: esse é o meu primeiro artigo e sou leigo no assunto. É apenas o que eu, na prática, sinto diferença no dia a dia.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;a&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  1. Ela já vem "pronta para trabalhar", e isso muda tudo
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Quem já tentou instalar &lt;em&gt;Arch&lt;/em&gt; puro com certeza já se estressou: você passa um final de semana inteiro configurando driver, tema, atalho de teclado, terminal... e no fim ainda falta metade das coisas. O Omarchy resolve isso de um jeito que parece hipotético: você roda um único comando de instalação e, quando o sistema sobe, já tem &lt;em&gt;Hyprland&lt;/em&gt; configurado, terminal perfeito, visual totalmente alterável, editor de código, gravador de tela, gerenciador de arquivos, tudo isso funcionando junto perfeitamente.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O motivo disso funcionar bem é meio óbvio quando você para pra pensar: é o setup pessoal do próprio DHH, refinado ao longo de meses de uso dele mesmo, pronto pra qualquer um instalar. Isso significa que as escolhas padronizadas não são aleatórias, são escolhas de alguém que usa aquilo pra trabalhar todo santo dia. Isso reduz muito a "fadiga de decisão" que trava a gente no começo: você não perde a primeira semana configurando cada parte do &lt;em&gt;SO&lt;/em&gt;, você já começa produzindo.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;a&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  2. &lt;strong&gt;Os agentes de IA não são um programa a mais — eles estão integrados no próprio sistema&lt;/strong&gt;
&lt;/h2&gt;

&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;Irmão, você tem literalmente 9 agentes de IA integrados&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;

&lt;p&gt;Essa foi a parte que mais me surpreendeu, principalmente porque a versão mais recente (Omarchy 4.0) foi bem além do que eu esperava.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Na prática: você escolhe qual agente usar como padrão — e são nove opções disponíveis (&lt;em&gt;Claude Code, Codex, OpenCode, Gemini CLI, Copilot CLI, Grok, Crush, Pi&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Oh My Pi&lt;/em&gt;). Nenhum vem pré-selecionado, você escolhe conscientemente. Depois disso, um atalho de teclado abre esse agente numa janela dedicada, em qualquer lugar do sistema. Tem até um indicador na barra superior mostrando quanto do seu limite de uso (do plano pago, tipo Claude Code ou Codex) você já consumiu naquela semana — pequeno, mas evita aquele susto de "acabou minha cota no meio da tarefa".&lt;/p&gt;

&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;Apenas um adendo: a questão do consumo de crédito dos agentes não foi provado por mim na prática, faz parte de um post que vi no reddit.&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;

&lt;p&gt;O detalhe mais interessante, e que ainda não tive coragem de testar de verdade: se um processo dá &lt;em&gt;segfault&lt;/em&gt;, o sistema literalmente oferece pra você mandar o &lt;em&gt;log de erro&lt;/em&gt; pro seu agente analisar, com uma &lt;em&gt;skill&lt;/em&gt; própria pra interpretar esse tipo de coisa. Pede confirmação antes, então não é nada automático demais — mas mostra o tanto que a ideia de "IA como parte do sistema operacional" foi levada a sério.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Pra quem tá entrando nesse mundo, isso baixa bastante a barreira: não é necessário ficar instalando e configurando cada ferramenta de IA separadamente, testando qual funciona melhor no meu fluxo. Já vem tudo ali, pronto pra escolher e usar.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;a&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  3. Tudo funciona pelo teclado — e isso realmente economiza tempo, não é só estética
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Confesso que no começo achei que trabalhar 100% pelo teclado era mais uma questão de preferência do que ganho real. Mudei de ideia rápido. No &lt;em&gt;Hyprland&lt;/em&gt; (o compositor que o Omarchy usa por baixo), as janelas se organizam sozinhas em grade, você troca de espaço de trabalho, redimensiona, move e fecha janela sem tirar a mão do teclado nenhuma vez. No começo é estranho porque seu cérebro ainda pensa em mouse, mas após um tempo o negócio vira automático — e o tempo que eu gastava arrastando janela pra organizar tela simplesmente sumiu.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Isso importa mais do que parece para quem trabalha: cada vez que sua mão sai do teclado pra pegar o mouse, você perde uns segundos de foco. Parece pouco, mas multiplicado por um dia inteiro de trabalho, é bastante atenção "vazando" sem você perceber.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;a&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  4. A sensação de performance é imediata
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Eu não troquei de máquina, só de sistema, e ainda assim senti diferença de responsividade. Parte disso é porque a base é Arch e parte é porque, na versão 4.0, praticamente toda a interface gráfica — barra, launcher, notificações, tela de bloqueio — roda como um processo único e orientado a eventos, em vez de um monte de programas separados brigando por recurso. Na prática isso significa que o sistema não fica "gastando bateria/CPU" só de estar ligado, parado, esperando você fazer alguma coisa.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Não vou fingir que virou um foguete nem que isso substitui hardware bom — mas pra quem roda ambiente de desenvolvimento e de vez em quando curte jogar uns joguinhos que exigem mais da máquina, vale a pena.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;a&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  5. Dá pra deixar do seu jeito sem quebrar nada — e sem virar um projeto paralelo
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Uma das minhas maiores resistências com Linux sempre foi essa: "beleza, personalizar é gostoso, mas daqui a um mês uma atualização vai quebrar meu tema e eu vou perder um sábado inteiro consertando." No Omarchy isso foi pensado com um cuidado que eu não esperava. Tem um arquivo de configuração que funciona como uma camada de ajustes por cima dos temas prontos — fonte, espaçamento, detalhes da barra — e ele é aplicado em tempo real, sem precisar reiniciar nada. O ponto principal é que esses ajustes ficam separados do tema em si, então quando eu troco de tema (tem uma paleta boa de opções prontas) minhas customizações pessoais continuam lá, não se perdem.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Isso parece detalhe pequeno, mas resolve um problema clássico de quem gosta de mexer no visual do sistema: a personalização deixa de ser um "castelo de cartas" que desmorona a cada atualização.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;a&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  6. Existe uma rede de segurança pra quem ainda tem medo de "quebrar tudo"
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Esse é o ponto que mais me deu confiança pra realmente usar o sistema no dia a dia, sem medo de mexer em configuração e travar a máquina. Antes de baixar o Omarchy, dei uma pesquisada sobre como esse SO rodaria, funções, dificuldades de usuários, e acabei por descobrir que ele simplesmente vem com sistema de snapshots integrado (via &lt;em&gt;Snapper&lt;/em&gt;, junto com o &lt;em&gt;bootloader Limine&lt;/em&gt;): antes de mudanças importantes no sistema, ele tira uma "foto" do estado atual, e se algo der errado dá pra voltar pra esse ponto sem sofrimento. Além disso, na versão atual (&lt;em&gt;Omarchy Quattro&lt;/em&gt;), os pacotes seguem um espelho que fica cerca de um mês atrás do repositório oficial do Arch por padrão (com opção de canais mais "de ponta" pra quem quiser), o que reduz bastante a chance de um pacote quebrado chegar direto na sua máquina sem aviso.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Pra quem é que nem eu e gosta de sair testando as coisas por conta própria, isso muda tudo. Eu erro, mexo em coisa que não devia, testo comando que nunca vi — e sei que, na pior das hipóteses, tem um caminho de volta.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;a&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  Conclusão — O que eu ainda não sei dizer
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Pra ser justo com quem for ler isso pensando em migrar: eu uso o sistema há pouco tempo, então não vou fingir que domino tudo nem que não vou ter dor de cabeça daqui a uns meses, especialmente numa distro que se atualiza rápido e faz mudanças estruturais grandes com frequência. Também não é pra qualquer pessoa: quem só quer abrir o navegador e não tocar em terminal provavelmente vai sofrer mais do que aproveitar.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Mas como primeiro contato de quem tá saindo do conforto do Windows pra entrar de vez no mundo do desenvolvimento, foi uma virada de chave que eu não esperava sentir tão cedo. E é engraçado pensar que a "missão" antes mesmo de escrever a primeira linha de código já me ensinou mais sobre como um ambiente de trabalho bem pensado influencia produtividade do que qualquer tutorial que eu tinha lido até agora.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Se você também tá pensando em migrar, meu conselho é simples: não espere virar expert em Linux antes de tentar. Boa parte da graça do Omarchy é justamente permitir que você aprenda enquanto usa, sem precisar montar tudo do zero primeiro, então se joga e sai testando tudo.&lt;/p&gt;

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      <category>productivity</category>
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