Toda empresa grande tem um programa de governanca de dados. Poucas tem governanca funcionando.
O fracasso tem padrao
- TI lidera o projeto sem patrocinio do board
- Catalogo de dados criado no primeiro mes e nunca mais atualizado
- Data Owner nomeado sem autoridade real para decidir
- LGPD tratada como departamento juridico, nao como risco operacional
- Nenhuma metrica de negocio - so metricas de processo
Governanca que funciona: os 4 pilares reais
1. Patrocinio executivo com skin in the game
Sem CFO ou CEO como sponsor, o conflito entre areas fica sem resolucao. KPI de governanca no scorecard do C-level: "Percentual de dados com Data Owner e classificacao definidos."
2. Papeis com dentes
- Data Owner: gestor de negocio que decide quem acessa, qual qualidade e aceitavel, quanto tempo guardar.
- Data Steward: operacional que implementa as decisoes do Owner.
- DPO: responsavel pelo programa LGPD - intersecta com governanca mas nao e o mesmo.
Erro classico: nomear o CTO como Data Owner de tudo. Resultado: ninguem decide nada.
3. Casos de uso que pagam a conta
- Reducao de multa regulatoria: governanca documentada e atenuante para ANPD
- Tempo de fechamento contabil: dados de qualidade reduzem retrabalho em 30-60%
- Due diligence de M&A: comprador paga mais quando os dados estao governados
4. Tecnologia por ultimo
Excel documentado e atualizado vale mais que catalogo corporativo abandonado.
A pergunta que revela o estado real
"Quem e o Data Owner dos dados de clientes?"
Se a resposta for "TI" ou "o time de dados" - voce nao tem governanca.
Se a resposta for "Fulano, da area Comercial" com nome e responsabilidade - voce tem um inicio.
Anderson Chipak - Auditor de Sistemas Criticos | ALC Consultoria | alc.srv.br
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