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SLA na pratica: o que colocar no contrato para nao se arrepender depois

Todo contrato de TI tem SLA. Poucos SLAs sao escritos para funcionar - a maioria protege o fornecedor enquanto parece proteger o cliente.

O problema comeca na definicao de disponibilidade

99,9% de uptime significa 8,7 horas de indisponibilidade por ano. Se esse downtime acontecer nas 3 horas criticas de fechamento contabil, o SLA foi cumprido - e sua operacao parou.

A armadilha: fornecedores medem uptime em janela 24x7. Seu sistema critico precisa de 99,9% das 8h as 20h em dias uteis - isso e diferente.

Os 5 elementos que todo SLA precisa ter

1. Definicao de disponibilidade com janela correta

Janela de medicao: dias uteis, das 7h as 21h (horario de Brasilia).
Exclusoes: manutencoes programadas com 72h de aviso previo.

2. Categorias de incidente com RTO definido

Severidade Definicao Resposta RTO
P1 Critico Sistema indisponivel 15 min 4h
P2 Alto Funcionalidade principal degradada 1h 8h
P3 Medio Funcionalidade secundaria afetada 4h 2 dias uteis

3. Como medir - nao apenas o que medir

"Disponibilidade medida pelo fornecedor" e conflito de interesse. Exija ferramenta externa (UptimeRobot, Pingdom, Datadog) com acesso de leitura para o cliente.

4. Penalidades com dentes

  • Credito de servico proporcional ao impacto (nao ao custo mensal)
  • Direito de rescisao sem multa se SLA descumprido por 3 meses consecutivos

5. A clausula mais negligenciada: RPO

Para sistemas financeiros, RPO > 1h e risco regulatorio (SOX, BACEN). Exija RPO explicito no contrato.


Anderson Chipak - Auditor de Sistemas Criticos | ALC Consultoria | alc.srv.br

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