A computação em nuvem deixou de ser um tema restrito a grandes empresas e passou a fazer parte do cotidiano de desenvolvedores, startups e times técnicos de todos os tamanhos. Nesse contexto, não basta saber o que é nuvem: é fundamental entender como uma plataforma funciona na prática e como interagir com ela no dia a dia.
Neste artigo, você vai conhecer a Magalu Cloud, entender seu posicionamento como nuvem pública brasileira e aprender, de forma prática, como trabalhar com a plataforma usando o Console e a CLI. Ao final, a ideia é simples: você deve saber onde está, como navegar e como executar ações básicas com segurança e previsibilidade.
Entendendo o que é a Magalu Cloud
A Magalu Cloud é uma nuvem pública desenvolvida para oferecer serviços de computação, armazenamento, rede e governança com foco direto no mercado brasileiro. A plataforma foi pensada desde o início para operar com infraestrutura localizada no Brasil, preços em reais e total aderência à legislação nacional.
Na prática, isso se reflete em alguns pontos importantes para quem desenvolve e opera sistemas. A proximidade física dos datacenters reduz a latência de aplicações voltadas ao público brasileiro. A cobrança em moeda local traz previsibilidade financeira e facilita o planejamento de custos. O suporte técnico acontece em português e a plataforma adota uma abordagem aberta, com APIs, CLI e integração com ferramentas de automação amplamente utilizadas no mercado.
Mais do que abstrair a complexidade da nuvem, a proposta da Magalu Cloud é torná-la compreensível e controlável, permitindo que o desenvolvedor entenda claramente o que está criando, como os recursos se relacionam e quais impactos técnicos e operacionais isso traz.
Console e CLI: duas formas de usar a plataforma
Toda interação com a Magalu Cloud acontece, basicamente, de duas maneiras: pelo Console, que é a interface web gráfica, e pela CLI, que é a interface de linha de comando. Essas duas abordagens não competem entre si. Elas atendem a momentos diferentes da jornada técnica e, na prática, costumam ser usadas de forma complementar.
O Console é o caminho mais natural para o primeiro contato. Ele facilita a exploração da plataforma, ajuda a entender como os serviços estão organizados e permite criar recursos manualmente com mais segurança visual. Já a CLI entra em cena quando surge a necessidade de repetição, automação ou maior controle sobre o fluxo de operações.
Usando o Console da Magalu Cloud no dia a dia
O Console é a interface gráfica da Magalu Cloud, acessada pelo navegador. É por ele que muitos desenvolvedores têm o primeiro contato com a plataforma e começam a entender como os serviços se organizam.
Ao acessar o Console, você encontra um painel central que agrupa os serviços. Antes de criar qualquer recurso, vale dedicar alguns minutos apenas para navegar. Explore os menus, leia as descrições dos serviços e observe como eles se relacionam.
O Console é especialmente útil para esse momento de aprendizado e para criações pontuais, quando você quer validar opções, entender campos de configuração e visualizar o impacto das escolhas que está fazendo.
Trabalhando com a CLI da Magalu Cloud de forma prática
A CLI da Magalu Cloud é a ferramenta que permite interagir com a plataforma diretamente pelo terminal. Ela é essencial para quem busca produtividade, automação e consistência nos ambientes.
Para instalar a CLI, você pode seguir os passos da documentação. Após a instalação, o primeiro passo é autenticar sua conta, com o comando mgc auth login.
Esse processo cria uma sessão local vinculada à sua identidade na Magalu Cloud e permite que os comandos executados no terminal tenham efeito real sobre os recursos da sua conta.
Um bom ponto de partida é confirmar qual conta (tenant) está ativa no seu ambiente local. Para isso, você pode executar:
mgc auth tenant current
Esse comando retorna informações sobre o tenant autenticado, incluindo um identificador único. Conferir esse dado antes de criar ou alterar recursos é uma boa prática, especialmente se você trabalha com mais de uma conta ou ambiente.
A partir daí, a CLI passa a ser uma forma objetiva de consultar e operar recursos. Por exemplo, listar zonas de disponibilidade disponíveis ajuda a entender onde seus recursos podem ser criados:
mgc profile availability-zones list
A saída desses comandos geralmente vem em formato estruturado, o que facilita tanto a leitura quanto o uso em scripts. Com o tempo, é comum combinar a CLI com ferramentas de automação, mas mesmo em uso manual ela já traz ganhos importantes: menos cliques, mais previsibilidade e facilidade para repetir operações.
Mesmo que você ainda prefira o Console, usar a CLI desde cedo para consultas simples e validações ajuda a criar familiaridade com a ferramenta e prepara o terreno para cenários mais avançados, como automação e infraestrutura como código.
Como escolher entre Console e CLI
Na prática, a escolha entre Console e CLI não é uma questão de certo ou errado. O Console costuma ser mais indicado para exploração, aprendizado inicial e criações manuais pontuais. A CLI, por outro lado, se destaca quando você precisa repetir tarefas, automatizar fluxos ou garantir que operações sejam executadas sempre da mesma forma.
No dia a dia, muitos times usam o Console para entender e validar configurações e recorrem à CLI para executar e manter ambientes. Essa combinação oferece equilíbrio entre clareza visual e eficiência operacional.
Conclusão
Antes de pensar em arquiteturas complexas, é essencial compreender a plataforma, as ferramentas disponíveis e a forma correta de interagir com elas. A Magalu Cloud oferece uma interface gráfica acessível e uma CLI poderosa, permitindo que desenvolvedores escolham a abordagem mais adequada para cada momento.
Dominar essas duas formas de uso desde o início torna a experiência em nuvem mais segura, previsível e eficiente, além de preparar o caminho para soluções mais robustas no futuro.

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