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Awdren Fontão
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DevRel na prática: meu artigo acadêmico ainda faz sentido em 2026?

Alô, comunidade de DevRel e DevX! 📣

Sou pesquisador em Engenharia de Software e Developer Relations e, há alguns anos, propus o modelo DevGo como uma estrutura para entender, organizar e avaliar a atuação de DevRel em contextos organizacionais reais.

Recentemente, resolvi fazer um exercício curioso: usei o NotebookLM para confrontar meu artigo acadêmico sobre DevRel com relatos contemporâneos de profissionais da área em empresas como Microsoft, Google e Amazon. A pergunta era simples: o modelo ainda faz sentido quando colocado lado a lado com a prática atual das big techs?

O que segue neste post é um resumo da análise gerada pelo modelo, complementado com minhas próprias leituras, destacando onde teoria e prática convergem, onde a prática avança além do artigo e quais sinais isso traz para o futuro do DevRel.

Vídeos de profissionais da área de empresas como a Microsoft (https://www.youtube.com/watch?v=_fsVX4YQiWM)(https://www.youtube.com/watch?v=NRTUA0cSMnQ), Google (https://www.youtube.com/watch?v=hZkqDyL12xk) (https://www.youtube.com/watch?v=x6kTNArg2FY) e Amazon (https://www.youtube.com/watch?v=0032wgoe7lw).

Meu artigo que me baseei para o "confronto": https://onlinelibrary.wiley.com/doi/abs/10.1002/smr.2389

O modelo de DevRel proposto por Fontão continua bem posicionado, servindo como uma estrutura acadêmica e operacional que captura com precisão as realidades práticas de grandes empresas como Microsoft, Google e Amazon.

Convergência nos Pilares de Atuação: O modelo DevGo organiza o DevRel em quatro áreas de foco (Plataforma, DevRel, Fluxo de Avanço e Monitoramento) que são espelhadas fielmente nos relatos técnicos:

• Plataforma e Produtos: Fontão define esta área como o fornecimento de infraestrutura e APIs para atrair usuários. No Google, isso é visto na criação de bibliotecas para facilitar a vida de desenvolvedores externos. Na Microsoft, destaca-se que a documentação é parte da experiência do usuário (UX) do produto, funcionando como a "porta de frente".

• Evangelismo vs. Advocacia: O artigo distingue o evangelismo (prospecção) da advocacia (feedback interno). Matt Thompson (Google) corrobora essa divisão, definindo o time como "adjacente ao produto" e focado em ser o "Developer Zero", ou seja, os primeiros usuários internos que testam e validam as ferramentas antes do lançamento.

A Filosofia do "Ganha-Ganha"

O artigo enfatiza que o DevRel deve ocorrer em um contexto de benefício mútuo (win-win). Essa visão é central nos vídeos da Microsoft, que adotam a filosofia de "ajudar primeiro e vender por último", focando no sucesso do desenvolvedor de forma autêntica (conversa de engenheiro para engenheiro) em vez de apenas maximizar audiência.

Escala e o Papel dos Influenciadores

Fontão identifica o estágio de "Referência" como a fase de maturidade onde desenvolvedores influenciam a comunidade. Ray Bango (Microsoft) expande essa ideia ao apresentar os relacionamentos com influenciadores como o "ingrediente secreto" para escalar times pequenos. Ele demonstra que uma equipe de apenas 3 pessoas, ao trabalhar com 5 influenciadores de confiança, conseguiu um alcance de 3 milhões de desenvolvedores, validando a importância dos "embaixadores" mencionados no artigo.

Onde os Vídeos Expandem o Artigo

Embora o artigo de Fontão seja robusto, as discussões no YouTube trazem elementos de fronteira tecnológica e visualização:

• IA Generativa: Enquanto Fontão menciona o uso de aprendizado de máquina como trabalho futuro, o Google já utiliza o Gemini para automatizar amostras de código, resumir issue trackers para engenheiros e criar experiências de aprendizado personalizadas.

• Visualização Interna (Modelo WORM): Courtney Mis (Amazon/TraceLink) propõe o modelo WORM para visualizar o DevRel não como uma jornada linear, mas como uma teia complexa de relacionamentos e dependências internas, usando grafos de rede para provar o impacto da área para a liderança através de indicadores de saúde (Verde, Amarelo, Vermelho).

• Comunidade Hiper-local: Matt Thompson ressalta que a inovação pode acontecer em qualquer lugar e que as comunidades são hiper-locais, exigindo que o DevRel respeite as energias e agendas específicas de cada região (como Bangalore ou Joanesburgo), algo que complementa a visão global do DevGo.

Conclusão

O artigo de Fontão ainda é um alicerce sólido, pois as tendências de "código como verdade" e a necessidade de governança para gerenciar a massa crítica de desenvolvedores externos permanecem centrais. Os vídeos do YouTube agem como uma camada de implementação tática, mostrando como a IA e as redes de influenciadores estão operacionalizando os estágios de "Ativação" e "Referência" previstos no modelo DevGo.

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