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FullAgenticStack Agentic Zero Trust Architecture

Autores: FullAgenticStack Initiative
Afiliação: Independente
Data: Fevereiro 2026

Categoria: Segurança em Inteligência Artificial, Criptografia, Sistemas Distribuídos

Licença: Apache 2.0 / Cogfulness


Resumo

Com a transição do paradigma de modelos de IA centralizados para enxames de agentes autônomos distribuídos, a necessidade de uma infraestrutura de comunicação robusta e baseada em zero-trust torna-se imperativa. Modelos de segurança atuais frequentemente dependem de uma única camada de proteção (por exemplo, TLS simples ou autorização centralizada), o que se mostra insuficiente em ambientes multi-agente onde nós intermediários (brokers de mensagens, relés em nuvem) podem estar comprometidos.

Este artigo propõe a Arquitetura Agentic NetworkFortress, um framework de defesa em profundidade tri-camada projetado especificamente para agentes de IA soberanos. Ao integrar Mutual TLS (mTLS) para segurança de transporte, o Protocolo Signal (Double Ratchet) para confidencialidade na camada de aplicação, e DPoP (RFC 9449) para autorização contextual, estabelecemos um ambiente soberano onde a confiança nunca é implícita. Apresentamos um modelo formal de adversário, análise de segurança criptográfica híbrida pós-quântica, e mecanismos de revogação de identidade distribuída.

Palavras-chave: Zero Trust, Agentes Autônomos de IA, Criptografia, Protocolo Signal, DPoP, mTLS, Segurança de Enxames, Defesa em Profundidade


1. Introdução

1.1 Contextualização

A evolução dos sistemas de inteligência artificial tem seguido uma trajetória clara: de modelos monolíticos centralizados para ecossistemas distribuídos de agentes autônomos colaborativos. Esta transformação arquitetural traz consigo desafios de segurança sem precedentes. Enquanto sistemas tradicionais de IA operam dentro de perímetros de rede bem definidos, agentes autônomos modernos operam em ambientes dinâmicos, frequentemente atravessando múltiplas infraestruturas de nuvem, redes corporativas e boundaries organizacionais.

A literatura atual em segurança de IA concentra-se predominantemente em adversarial machine learning (Goodfellow et al., 2015), poisoning attacks (Biggio et al., 2012), e model inversion attacks (Fredrikson et al., 2015). No entanto, a segurança das comunicações inter-agentes permanece subexplorada, apesar de representar um vetor de ataque crítico em arquiteturas multi-agente.

1.2 Problema de Pesquisa

Agentes de IA autônomos necessitam comunicar-se de forma segura para coordenar tarefas, compartilhar conhecimento e executar workflows colaborativos. Os modelos de segurança convencionais apresentam limitações fundamentais neste contexto:

  1. Dependência de Intermediários Confiáveis: Sistemas baseados em brokers de mensagens (RabbitMQ, Kafka, MQTT) tradicionalmente tratam o broker como um ponto de confiança. Em cenários de nuvem compartilhada ou infraestrutura comprometida, este assumption representa um risco crítico.

  2. Falta de Soberania Criptográfica: Agentes frequentemente dependem de autoridades centrais para gestão de credenciais, criando single points of failure e violando o princípio de autonomia agencial.

  3. Ausência de Forward Secrecy: Muitas implementações de segurança em comunicações não garantem Perfect Forward Secrecy (PFS), expondo comunicações passadas caso chaves de longo prazo sejam comprometidas.

  4. Token Replay Vulnerabilities: Bearer tokens convencionais são suscetíveis a ataques de replay e roubo, especialmente em ambientes onde múltiplos agentes coexistem.

  5. Vulnerabilidade Quântica Futura: Sistemas criptográficos atuais baseados em curvas elípticas e fatoração são vulneráveis a ataques de computadores quânticos via algoritmo de Shor, criando risco de "harvest now, decrypt later".

1.3 Contribuições

Este artigo apresenta as seguintes contribuições para o estado da arte em segurança de sistemas multi-agente:

  1. Arquitetura Tri-Camada: Propomos um modelo de defesa em profundidade que integra mTLS, Signal Protocol E2EE, e DPoP em uma arquitetura coesa.

  2. Modelo Formal de Adversário: Definimos capacidades e limitações do adversário usando o modelo Dolev-Yao estendido para ambientes multi-agente.

  3. Criptografia Híbrida Pós-Quântica: Introduzimos extensão híbrida combinando X25519 com ML-KEM (Kyber-768) para proteção contra ameaças quânticas futuras.

  4. Mecanismo de Revogação Distribuída: Propomos um sistema de Certificate Revocation Lists (CRLs) distribuídas via DHT para revogação rápida de Agent Cards comprometidos.

  5. Implementação de Referência: Disponibilizamos uma implementação TypeScript completa do protocolo Double Ratchet com dependências zero, otimizada para ambientes agenciais.

  6. Mecanismo de Promise Latching: Introduzimos um padrão de sincronização para refresh de tokens que previne "token refresh storms" em enxames de alta densidade.

  7. Session Context Latching: Propomos vínculo criptográfico entre identidade do Signal e claims DPoP para prevenir token misuse across channels.

1.4 Modelo de Adversário

Definimos formalmente as capacidades e limitações do adversário $\mathcal{A}$ em nosso modelo de segurança, baseado no modelo Dolev-Yao estendido para sistemas distribuídos.

1.4.1 Capacidades do Adversário

O adversário $\mathcal{A}$ é modelado como uma entidade probabilística de tempo polinomial (PPT) com as seguintes capacidades:

Capacidade Descrição Limitação
Controle de Rede Completo $\mathcal{A}$ controla toda a rede de transporte, podendo interceptar, modificar, atrasar, duplicar ou descartar qualquer mensagem Não pode quebrar primitivas criptográficas assumidas como seguras
Broker Comprometido $\mathcal{A}$ pode controlar completamente o broker de mensagens, incluindo acesso a todos os ciphertexts e metadados de roteamento Não pode decryptar mensagens E2EE sem chaves
Agente Comprometido $\mathcal{A}$ pode comprometer agentes individuais via exploração de vulnerabilidades de aplicação ou OS Comprometimento de um agente não revela chaves de outros agentes
Acesso à Memória $\mathcal{A}$ pode realizar ataques de memória fria ou explorar vazamentos via GC em runtimes gerenciados Chaves em TEEs são protegidas
CA Comprometida $\mathcal{A}$ pode comprometer autoridades certificadoras secundárias Certificate pinning e trust-on-first-use mitigam
Replay Attacks $\mathcal{A}$ pode capturar e retransmitir mensagens válidas Nonces e jti tracking previnem replay
Downgrade Attacks $\mathcal{A}$ pode tentar forçar uso de protocolos mais fracos Version enforcement e minimum version checks previnem

1.4.2 Pressupostos de Segurança

Assumimos que:

  1. Primitivas Criptográficas: AES-GCM, HMAC-SHA256, X25519, e ML-KEM são seguros contra adversários PPT
  2. Randomização: Geradores de números aleatórios são verdadeiramente aleatórios e imprevisíveis
  3. TEE Opcional: Quando disponível, TEEs (Intel SGX, AWS Nitro) são corretamente implementados
  4. Pelo Menos Um Honest: Em comunicações multi-partes, pelo menos uma parte é honesta

1.4.3 Objetivos de Segurança

O sistema deve garantir as seguintes propriedades mesmo sob o adversário definido:

  • Confidencialidade: $\forall m \in \text{Mensagens}: \text{Pr}[\mathcal{A} \text{ aprende } m] \leq \text{negl}(\lambda)$
  • Integridade: $\text{Pr}[\mathcal{A} \text{ modifica } m \text{ sem detecção}] \leq \text{negl}(\lambda)$
  • Autenticidade: $\text{Pr}[\mathcal{A} \text{ forja mensagem de } A] \leq \text{negl}(\lambda)$
  • Forward Secrecy: Comprometimento de chaves de longo prazo não revela comunicações passadas
  • Post-Compromise Security: Sistema recupera segurança após comprometimento transitório

1.5 Estrutura do Artigo

A Seção 2 revisa trabalhos relacionados em segurança de agentes e arquiteturas zero-trust. A Seção 3 detalha os pilares arquiteturais da Agentic NetworkFortress. A Seção 4 descreve a implementação técnica dos componentes criptográficos incluindo extensão pós-quântica. A Seção 5 apresenta análise formal de segurança com modelo de adversário. A Seção 6 discute resultados, limitações e análise de memory safety. A Seção 7 conclui com direções para pesquisa futura.


2. Trabalhos Relacionados

2.1 Arquiteturas Zero-Trust

O conceito de Zero-Trust Architecture (ZTA) foi formalizado pelo NIST na Special Publication 800-207 (Rose et al., 2020), estabelecendo o princípio fundamental de "nunca confiar, sempre verificar". Implementações enterprise como BeyondCorp (Ward & Beyer, 2014) do Google demonstraram a viabilidade de modelos sem perímetro de rede fixo.

No contexto de sistemas distribuídos, Service Mesh architectures (Istio, Linkerd) implementam formas de zero-trust através de sidecar proxies e mTLS. Contudo, estas soluções assumem controle sobre a infraestrutura de rede, um assumption inválido em cenários de agentes autônomos operando através de boundaries organizacionais.

2.2 Protocolos de Mensagens Seguras

O Signal Protocol, introduzido por Marlinspike e Perrin (2016), estabeleceu novos padrões para comunicações seguras através do algoritmo Double Ratchet. Sua adoção em aplicações de messaging (WhatsApp, Signal, Skype) validou sua eficácia em escala global.

Análises formais do Signal Protocol (Cohn-Gordon et al., 2017; 2020) provaram propriedades de forward secrecy e post-compromise security usando o framework Tamarin. Nossa implementação estende estas garantias para ambientes de agentes autônomos.

Aplicações do Signal Protocol além de messaging humano permanecem limitadas. Trabalhos recentes em IoT security (Alrawais et al., 2017) exploraram sua aplicação em dispositivos conectados, mas a literatura sobre aplicação em agentes de IA autônomos é escassa.

2.3 Autorização e Delegação em Sistemas Distribuídos

OAuth 2.0 (Hardt, 2012) e OpenID Connect (Sakimura et al., 2014) tornaram-se padrões de facto para autorização delegada. Contudo, vulnerabilidades inerentes a bearer tokens motivaram o desenvolvimento de mecanismos de sender-constraining.

DPoP (Demonstrating Proof-of-Possession), especificado na RFC 9449 (Fett et al., 2023), vincula tokens de acesso a chaves criptográficas através de provas de posse em nível de requisição. Sua adoção em perfis de segurança como OpenID Connect FAPI 2.0 (OpenID Foundation, 2022) demonstra sua maturidade para cenários de alta segurança.

2.4 Segurança em Sistemas Multi-Agente

A literatura em Multi-Agent Systems (MAS) security concentra-se historicamente em mecanismos de reputação (Sabater & Sierra, 2005), detecção de agentes maliciosos (Sen & Mair, 2004), e protocolos de votação segura. A segurança criptográfica das comunicações, quando abordada, frequentemente recorre a implementações TLS convencionais sem camadas adicionais de proteção.

Trabalhos emergentes em agentic AI security começam a abordar vulnerabilidades específicas de agentes, incluindo prompt injection e tool misuse (Greshake et al., 2023; Zou et al., 2024), mas a segurança de transporte permanece subexplorada.

2.5 Criptografia Pós-Quântica

O NIST selecionou em 2024 algoritmos para padronização pós-quântica, incluindo ML-KEM (Kyber) para key encapsulation (NIST, 2024). Trabalhos recentes exploram integração híbrida de algoritmos clássicos e pós-quânticos para transição suave (Stebila & Mosca, 2024).

Nossa arquitetura integra ML-KEM-768 em paralelo com X25519, proporcionando segurança contra adversários clássicos e quânticos futuros.


3. Arquitetura Agentic NetworkFortress

3.1 Visão Geral

A Agentic NetworkFortress Architecture é fundamentada em seis pilares interdependentes que garantem uma postura de segurança holística para enxames de agentes autônomos. A arquitetura opera sob o princípio de Soberania Criptográfica Agencial: cada agente mantém controle exclusivo sobre seu lifecycle criptográfico, independentemente de infraestruturas intermediárias.

┌─────────────────────────────────────────────────────────────────────────────┐
│                    ARQUITETURA AGENTIC NETWORKFORTRESS                      │
├─────────────────────────────────────────────────────────────────────────────┤
│                                                                              │
│  ┌──────────────┐                    ┌──────────────┐                       │
│  │   Agente A   │◄──── E2EE ────────►│   Agente B   │                       │
│  │  (Remetente) │                    │ (Receptor)   │                       │
│  └──────┬───────┘                    └──────▲───────┘                       │
│         │                                   │                                │
│         │  ┌─────────────────────────────────┴────────────────────────┐    │
│         │  │           zona de intermediário hostil                   │    │
│         │  │  ┌───────────┐  ┌───────────┐  ┌───────────┐            │    │
│         └─►│   mTLS    │─►│  Broker   │─►│   mTLS    │────────────┘    │
│            │  Túnel    │  │ (RabbitMQ)│  │  Túnel    │                 │
│            │(Camada 1) │  │Ciphertext │  │(Camada 1) │                 │
│            └───────────┘  └───────────┘  └───────────┘                 │
│                   ▲              │              ▲                        │
│                   │              │              │                        │
│            ┌──────┴──────────────┴──────────────┴────────┐              │
│            │      Protocolo Signal E2EE (Camada 2)       │              │
│            │   Double Ratchet + PFS + PCS + PQ-Hybrid    │              │
│            └─────────────────────────────────────────────┘              │
│                                                                          │
│            ┌─────────────────────────────────────────────┐              │
│            │        Contexto JWT/DPoP (Camada 3)         │              │
│            │     RFC 9449 + Claims de Domínio +          │              │
│            │     Session Context Latching (cnf)          │              │
│            └─────────────────────────────────────────────┘              │
│                                                                          │
└─────────────────────────────────────────────────────────────────────────────┘
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3.2 Pilar 1: Protocolo A2A (Interoperabilidade & Descoberta)

A segurança pressupõe interoperabilidade padronizada. O protocolo A2A (Agent-to-Agent) define Agent Cards—documentos de metadados criptograficamente assinados que descrevem:

  • Capabilities: Operações que o agente pode executar
  • Endpoints: URLs de comunicação suportadas
  • Security Profiles: Protocolos de segurança suportados (mTLS, E2EE, DPoP, PQ-Hybrid)
  • Identity Assertions: Provas criptográficas de identidade organizacional
  • PreKeys: Chaves públicas pré-assinadas para estabelecimento de sessão
interface AgentCard {
  did: string;                    // Decentralized Identifier
  name: string;
  description: string;
  capabilities: Capability[];
  endpoints: {
    messaging: string;
    discovery: string;
    health: string;
  };
  securityProfiles: SecurityProfile[];

  // Chaves criptográficas
  identityKey: PublicKey;         // Chave de identidade de longo prazo
  signedPreKey: SignedPreKey;     // Chave pré-assinada
  preKeys: PreKey[];              // Conjunto de one-time pre-keys

  // Metadados de validade e revogação
  signature: CryptoSignature;
  validFrom: ISO8601;
  validUntil: ISO8601;
  revocationListUrl?: string;     // URL para CRL distribuída

  // Prova de posse de TEE (opcional)
  teeAttestation?: TEEAttestation;
}
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3.2.1 Governança e Revogação de Agent Cards

Um desafio crítico em sistemas de identidade distribuída é a revogação rápida de credenciais comprometidas. Propomos um mecanismo de Revogação Baseada em Prova de Malícia integrado ao DHT de descoberta:

Estrutura da CRL Distribuída:

interface DistributedCRL {
  // Identificação da lista
  crlId: string;
  issuer: string;                 // DID do emissor
  thisUpdate: ISO8601;
  nextUpdate: ISO8601;

  // Entradas de revogação
  revokedEntries: RevokedEntry[];

  // Prova criptográfica
  signature: CryptoSignature;

  // Metadados de distribuição DHT
  dhtKey: string;                 // Chave para lookup no DHT
  replicationFactor: number;      // Fator de replicação
}

interface RevokedEntry {
  agentDid: string;               // DID do agente revogado
  revocationTime: ISO8601;
  reason: RevocationReason;
  evidence?: {                    // Prova opcional de malícia
    type: 'cryptographic' | 'behavioral' | 'administrative';
    hash: string;                 // Hash da evidência (não a evidência em si)
  };
}

enum RevocationReason {
  KEY_COMPROMISE = 1,             // Chave privada comprometida
  AGENT_COMPROMISE = 2,           // Agente comprometido (OS/runtime)
  MALICIOUS_BEHAVIOR = 3,         // Comportamento malicioso detectado
  ADMINISTRATIVE = 4,             // Revogação administrativa
  SUPERSEDED = 5                  // Substituído por nova identidade
}
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Mecanismo de Propagação:

  1. Detecção: Comprometimento detectado via monitoramento comportamental ou reporte
  2. Assinatura: Entidade emissora assina entrada de revogação
  3. Publicação DHT: Entrada publicada no DHT com replicação fator N
  4. Verificação: Agentes verificam CRL antes de estabelecer novas sessões
  5. Invalidação Imediata: Sessões ativas com agente revogado são terminadas

Prova de Malícia (Opcional):

Para revogações por comportamento malicioso, incluímos hash criptográfico da evidência (ex: logs de tentativas de replay, mensagens forjadas detectadas). Isso permite auditoria sem expor detalhes sensíveis.

Otimização com Filtros de Bloom:

Para reduzir a latência de verificação de revogação, propomos o uso de Filtros de Bloom distribuídos como cache de baixa latência:

import { BloomFilter } from 'bloom-filters';

interface BloomFilterCRL {
  // Filtro de Bloom para verificação rápida
  filter: Uint8Array;           // Bits do filtro serializado
  hashFunctions: number;        // Número de funções hash
  itemCount: number;            // Número estimado de itens
  falsePositiveRate: number;    // Taxa de falso positivo (ex: 0.01)

  // Metadados
  generatedAt: ISO8601;
  crlGeneration: number;        // Geração da CRL completa
}

// Verificação em duas fases
async function isRevoked(did: string, bloomFilter: BloomFilterCRL, fullCRL?: DistributedCRL): Promise<boolean> {
  // Fase 1: Verificação rápida no Bloom Filter (O(1))
  const filter = BloomFilter.fromBits(bloomFilter.filter, bloomFilter.hashFunctions);

  if (!filter.has(did)) {
    // Definitivamente NÃO revogado
    return false;
  }

  // Fase 2: Possível falso positivo - verificar CRL completa
  if (fullCRL) {
    return fullCRL.revokedEntries.some(entry => entry.agentDid === did);
  }

  // Bloom filter indica possível revogação, mas CRL completa não disponível
  // Decisão: tratar como potencialmente revogado até verificar
  throw new CRLVerificationPending('Bloom filter positivo, verificando CRL completa');
}
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Benefícios dos Filtros de Bloom para CRL:

Métrica CRL Completa Bloom Filter + CRL
Latência de verificação O(n) ou O(log n) com DHT O(1)
Tamanho em memória ~KB a MB ~bytes
Falsos positivos 0% 1% (configurável)
Falsos negativos 0% 0%
Atualizações Download completo Delta + filtro

Fluxo Híbrido:

  1. Agente baixa Bloom Filter (bytes) do DHT
  2. Verificação local O(1) antes de estabelecer conexão
  3. Se Bloom Filter indicar possível revogação → baixa CRL completa
  4. Se Bloom Filter negativo → conexão permitida imediatamente

Esta abordagem reduz drasticamente o overhead de verificação em enxames de alta densidade.

3.3 Pilar 2: Defesa em Profundidade (Modelo Tri-Camada)

O núcleo da arquitetura é o handshake tri-camada que estabelece canais de comunicação seguros:

Camada 1: Transporte (mTLS 1.3)

Mutual TLS estabelece autenticação bidirecional no nível de transporte. Diferentemente de TLS convencional (unilateral), mTLS requer que ambas as partes apresentem certificados válidos:

Cliente                          Servidor
   │                              │
   │──── ClientHello ────────────►│
   │◄─── ServerHello + Cert ─────│
   │                              │
   │──── ClientCert ─────────────►│
   │                              │
   │◄─── [Certificate Verify] ───│
   │                              │
   │──── [Finished] ─────────────►│
   │◄─── [Finished] ─────────────│
   │                              │
   │◄══════ Túnel Criptografado ══►│
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Benefícios:

  • Autenticação mútua antes do estabelecimento do túnel
  • Prevenção de MITM no nível de rede
  • Compatibilidade com PKI enterprise existente

Limitações:

  • Não protege contra comprometimento do broker
  • Não fornece Perfect Forward Secrecy entre agentes finais
  • Dependente da segurança da CA emissora

Camada 2: Mensagens (Signal Protocol E2EE com Extensão Pós-Quântica)

A camada de aplicação implementa o protocolo Signal através do algoritmo Double Ratchet, fornecendo:

  • Perfect Forward Secrecy (PFS): Chaves efêmeras garantem que comprometimento de chaves de longo prazo não expõe comunicações passadas
  • Post-Compromise Security (PCS): Auto-healing através de rotações contínuas de chaves
  • Deniable Authentication: Nenhuma parte pode provar a terceiros que uma mensagem específica foi enviada
  • Proteção Pós-Quântica Híbrida: Combinação de X25519 + ML-KEM-768

Algoritmo Double Ratchet com Híbrido PQ:

┌─────────────────────────────────────────────────────────────┐
│                    ESTADO DO DOUBLE RATCHET                  │
├─────────────────────────────────────────────────────────────┤
│                                                              │
│  ┌─────────────────┐         ┌─────────────────┐           │
│  │  DH Ratchet     │         │  Symmetric      │           │
│  │  (Assimétrico)  │         │  Ratchet        │           │
│  │                 │         │  (Cadeia KDF)   │           │
│  │  DHs: Privada   │         │  Root Key ────►│           │
│  │  DHr: Pública   │         │     │           │           │
│  │                 │         │     ▼           │           │
│  │  [Saída DH]     │         │  Chain Key ──►│           │
│  │       │         │         │     │           │           │
│  │       ▼         │         │     ▼           │           │
│  │  Root Key ──────┴────────►│  Message Key   │           │
│  │                 │         │     │           │           │
│  └─────────────────┘         │     ▼           │           │
│                              │  [Encrypt]      │           │
│                              └─────────────────┘           │
│                                                              │
│  Extensão Pós-Quântica (Híbrida):                           │
│  ┌──────────────────────────────────────────────────────┐  │
│  │  SharedSecret = KDF(                                 │  │
│  │    X25519(DH_local, DH_remote),                      │  │
│  │    ML-KEM.Decaps(ciphertext_kem, sk_kem)             │  │
│  │  )                                                    │  │
│  └──────────────────────────────────────────────────────┘  │
│                                                              │
│  Passos do Ratchet:                                          │
│  1. DH Ratchet (cada mensagem recebida com novo DH)         │
│  2. Symmetric Ratchet (cada mensagem enviada/recebida)      │
│                                                              │
└─────────────────────────────────────────────────────────────┘
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Implementação Híbrida X25519 + ML-KEM-768:

async function hybridKeyExchange(
  localX25519: X25519KeyPair,
  remoteX25519: Uint8Array,
  localMLKEM: MLKEMKeyPair,
  remoteMLKEMCiphertext: Uint8Array
): Promise<Uint8Array> {
  // 1. Shared secret clássico (X25519)
  const sharedSecretX25519 = await x25519Derive(
    localX25519.privateKey,
    remoteX25519
  );

  // 2. Shared secret pós-quântico (ML-KEM-768)
  const sharedSecretMLKEM = await mlkemDecapsulate(
    remoteMLKEMCiphertext,
    localMLKEM.privateKey
  );

  // 3. Combinação híbrida via HKDF
  const combinedSecret = concat(sharedSecretX25519, sharedSecretMLKEM);
  const salt = new TextEncoder().encode('AgenticNF-Hybrid-v1');
  const info = new TextEncoder().encode('SessionKey');

  return await hkdf(combinedSecret, salt, info, 32);
}
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Esta abordagem híbrida garante:

  • Segurança clássica: Se ML-KEM for quebrado, X25519 ainda protege
  • Segurança quântica: Se X25519 for quebrado por QC, ML-KEM ainda protege
  • Transição suave: Compatibilidade com implementações clássicas

Camada 3: Contexto (JWT/DPoP com Session Context Latching)

A camada de autorização contextual implementa RFC 9449 (DPoP) para vincular tokens de acesso a chaves criptográficas do agente. Introduzimos Session Context Latching para vincular criptograficamente a autorização ao canal de mensagens.

Session Context Latching:

Propomos incluir o JWK Thumbprint (RFC 7638) da IdentityKey do Signal dentro do claim cnf (confirmation) do token DPoP. Esta abordagem padroniza a interoperabilidade com outros sistemas de identidade.

interface DPoPProof {
  header: {
    typ: "dpop+jwt";
    alg: "ES256" | "ES384" | "ES512";
    jwk: JWK;  // Chave pública do agente
  };
  payload: {
    jti: string;        // Unique token ID (previne replay)
    htu: string;        // HTTP URI do alvo
    htm: string;        // HTTP method
    iat: number;        // Issued at
    exp: number;        // Expiration
    ath?: string;       // Access token hash (vincula ao token OAuth)

    // Session Context Latching (extensão com JWK Thumbprint)
    cnf: {
      jwk: JWK;                    // Chave DPoP
      signal_identity_kid: string; // JWK Thumbprint da IdentityKey do Signal
    };

    claims?: object;    // Domain-specific claims
  };
  signature: string;
}
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Cálculo do JWK Thumbprint (RFC 7638):

import { createHash } from 'crypto';

function computeJWKThumbprint(jwk: JWK): string {
  // Canonicalização do JWK (RFC 7638)
  const canonical = JSON.stringify({
    crv: jwk.crv,
    kty: jwk.kty,
    x: jwk.x,
    y: jwk.y
  });

  // SHA-256 + base64url
  const hash = createHash('sha256')
    .update(canonical)
    .digest('base64url');

  return hash;
}
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Benefícios do Session Context Latching com JWK Thumbprint:

  1. Vínculo Indissociável: Token DPoP só é válido se o thumbprint da identidade Signal corresponder
  2. Prevenção de Token Misuse: Token não pode ser usado em canal estabelecido por outro agente
  3. Interoperabilidade: JWK Thumbprint é padrão IETF (RFC 7638), compatível com OIDC/FAPI
  4. Payload Reduzido: Thumbprint em base64url é mais compacto que hash hex
  5. Auditoria Aprimorada: Rastreabilidade completa entre autorização e canal de comunicação

Fluxo DPoP com Session Binding:

┌─────────────┐                    ┌─────────────┐
│   Agente    │                    │  Servidor   │
│  (Cliente)  │                    │  Recursos   │
└──────┬──────┘                    └──────┬──────┘
       │                                  │
       │  1. POST /token + DPoP Proof     │
       │     (com signal_identity_kid)    │
       │─────────────────────────────────►│
       │                                  │
       │  2. Access Token (bound to DPoP + Signal)
       │◄─────────────────────────────────│
       │                                  │
       │  3. API Request + DPoP Proof + Token
       │─────────────────────────────────►│
       │                                  │
       │  4. Validação Estendida:         │
       │     - Verificar assinatura DPoP  │
       │     - Validar jti (replay)       │
       │     - Validar htu/htm            │
       │     - Validar ath (se presente)  │
       │     - Validar signal_identity_kid│
       │       contra canal estabelecido  │
       │                                  │
       │  5. Response (200 OK ou 401)     │
       │◄─────────────────────────────────│
       │                                  │
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3.4 Pilar 3: Signal Protocol & Perfect Forward Secrecy

A implementação do Double Ratchet na Agentic NetworkFortress é zero-dependency, otimizada para ambientes Node.js/TypeScript.

Estrutura de Chaves:

interface RatchetState {
  // DH Ratchet State
  ratchetKeyPair: { publicKey: Uint8Array; privateKey: Uint8Array };
  remotePublicKey: Uint8Array | null;

  // PQ Hybrid State (opcional)
  mlkemKeyPair?: { publicKey: Uint8Array; privateKey: Uint8Array };
  remoteMLKEMCiphertext?: Uint8Array;

  // Symmetric Ratchet State
  rootKey: Uint8Array;
  sendingChainKey: Uint8Array | null;
  receivingChainKey: Uint8Array | null;

  // Message Key Tracking (previne replay)
  usedMessageKeys: Set<string>;
  maxMessageKeys: number;

  // Metadata
  ratchetCount: number;
  lastMessageTime: number;
}
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Ciclo de Vida de Chaves:

  1. X3DH Key Agreement (Híbrido): Estabelecimento inicial usando Triple Diffie-Hellman + ML-KEM
  2. Root Chain KDF: Derivação de root keys para cadeias simétricas
  3. Chain Key KDF: Derivação iterativa de message keys
  4. Ratchet Step: Atualização de DH a cada mensagem recebida com novo pre-key

Post-Compromise Security:

O mecanismo de PCS garante que, mesmo após comprometimento de estado, o sistema "auto-heals":

Comprometimento detectado (t=0)
         │
         ▼
┌─────────────────┐
│ Nova troca DH   │ (t=1)
│ + ML-KEM fresh  │
└────────┬────────┘
         │
         ▼
┌─────────────────┐
│ Root Key        │ (t=2)
│ atualizada      │
└────────┬────────┘
         │
         ▼
┌─────────────────┐
│ Chain Keys      │ (t=3)
│ comprometidas   │
│ tornam-se       │
│ inúteis         │
└─────────────────┘
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3.5 Pilar 4: DPoP (Tokens Constrained ao Remetente)

Bearer tokens convencionais representam vulnerabilidade crítica: qualquer entidade com posse do token pode utilizá-lo. DPoP mitiga este risco através de proof-of-possession criptográfica.

Implementação TokenManager com Promise Latching:

class TokenManager {
  private refreshPromise: Promise<string> | null = null;
  private circuitBreaker: AuthCircuitBreaker;

  async getValidToken(): Promise<string> {
    const cached = this.cache.get();
    if (cached && !this.isExpiringSoon(cached)) {
      return cached;
    }

    // Promise Latching: previne "refresh storms"
    if (this.refreshPromise) {
      return this.refreshPromise;  // Aguarda refresh existente
    }

    this.refreshPromise = this.circuitBreaker.execute(() => 
      this.refreshToken()
    );

    try {
      const token = await this.refreshPromise;
      this.cache.set(token);
      return token;
    } catch (error) {
      throw error;
    } finally {
      this.refreshPromise = null;  // Libera latch
    }
  }

  private async refreshToken(): Promise<string> {
    // Lógica de refresh com backoff exponencial
  }
}
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Benefícios do Promise Latching:

Cenário Sem Latching Com Latching
100 tarefas concorrentes, token expirado 100 refresh requests 1 refresh request
Latência total 100 × RTT 1 × RTT
Risco de rate limiting Alto Baixo
Carga no auth server Alta Mínima

3.6 Pilar 5: Brokeragem Zero-Trust

Em arquiteturas baseadas em brokers (pub/sub), o broker é tradicionalmente um trusted third party. A Agentic NetworkFortress trata o broker como intermediário hostil:

┌─────────────┐     ┌─────────────┐     ┌─────────────┐
│   Agente A  │────►│   Broker    │────►│   Agente B  │
│ (Publisher) │     │  (RabbitMQ) │     │ (Subscriber)│
└─────────────┘     └─────────────┘     └─────────────┘
       │                   │                   │
       │                   │                   │
       ▼                   ▼                   ▼
┌─────────────┐     ┌─────────────┐     ┌─────────────┐
│ Encriptar   │     │ Roteia      │     │ Decriptar   │
│ (E2EE)      │     │ ciphertext  │     │ (E2EE)      │
│             │     │ sem ver     │     │             │
│ Payload:    │     │ conteúdo    │     │ Payload:    │
│ {           │     │             │     │ {           │
│   ciphertext:│    │             │     │   plaintext:│
│   <bytes>   │     │             │     │   <dados>   │
│   nonce:    │     │             │     │   verified: │
│   <bytes>   │     │             │     │   true      │
│ }           │     │             │     │ }           │
└─────────────┘     └─────────────┘     └─────────────┘
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Propriedades de Segurança:

  1. Confidencialidade: Broker não pode ler payloads
  2. Integridade: Tampering é detectável no receptor
  3. Autenticidade: Origem da mensagem é verificável
  4. Deniability: Nenhuma parte pode provar envio a terceiros (compatível com Signal)

Nota sobre Non-repudiation vs Deniability:

A arquitetura prioriza deniability sobre non-repudiation, alinhado com o protocolo Signal. Se auditabilidade forte for requerida (ex: compliance financeiro), implementamos um modo opcional de Assinatura Persistente onde:

  • Mensagens são assinadas com chave de longo prazo (separada da identidade)
  • Assinaturas são armazenadas em log imutável (ex: ledger distribuído)
  • Este modo é explicitamente negociado no handshake e requer consentimento mútuo

3.7 Pilar 6: Resiliência Operacional

Além do Promise Latching descrito anteriormente, a arquitetura implementa:

Circuit Breaker para Auth Failures:

class AuthCircuitBreaker {
  private failures = 0;
  private state: 'CLOSED' | 'OPEN' | 'HALF_OPEN' = 'CLOSED';
  private lastFailureTime = 0;

  async execute<T>(fn: () => Promise<T>): Promise<T> {
    if (this.state === 'OPEN') {
      if (Date.now() - this.lastFailureTime < this.resetTimeout) {
        throw new CircuitOpenError('Serviço de auth temporariamente indisponível');
      }
      this.state = 'HALF_OPEN';
    }

    try {
      const result = await fn();
      this.onSuccess();
      return result;
    } catch (error) {
      this.onFailure();
      throw error;
    }
  }

  private onSuccess(): void {
    this.failures = 0;
    this.state = 'CLOSED';
  }

  private onFailure(): void {
    this.failures++;
    this.lastFailureTime = Date.now();
    if (this.failures >= this.threshold) {
      this.state = 'OPEN';
    }
  }
}
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Retry com Backoff Exponencial e Jitter:

async function retryWithBackoff<T>(
  fn: () => Promise<T>,
  options: {
    maxRetries: number;
    baseDelay: number;
    maxDelay: number;
  }
): Promise<T> {
  let lastError: Error;

  for (let attempt = 0; attempt <= options.maxRetries; attempt++) {
    try {
      return await fn();
    } catch (error) {
      lastError = error as Error;

      if (attempt === options.maxRetries) break;

      // Backoff exponencial com jitter
      const delay = Math.min(
        options.baseDelay * Math.pow(2, attempt),
        options.maxDelay
      );
      const jitteredDelay = delay + (Math.random() - 0.5) * (delay * 0.2);

      await sleep(jitteredDelay);
    }
  }

  throw lastError!;
}
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3.8 Segurança de Memória e Trusted Execution Environments

A arquitetura foca primariamente em segurança de trânsito, mas reconhece que o "at-rest" dentro do agente é crítico.

Recomendações para TEE:

interface TEEConfiguration {
  // Tipo de TEE suportado
  type: 'intel-sgx' | 'aws-nitro' | 'azure-confidential' | 'none';

  // Chaves protegidas por TEE
  protectedKeys: ('identityKey' | 'ratchetRootKey' | 'dpopPrivateKey')[];

  // Attestation
  attestationQuote?: Uint8Array;
  attestationUrl: string;  // URL para verificação de quote
}
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Benefícios do TEE:

  1. Proteção contra Memory Dump: Chaves em enclave não são acessíveis via dump de memória
  2. Proteção contra Debugging: Enclaves previnem attachment de debuggers
  3. Remote Attestation: Terceiros podem verificar integridade do ambiente de execução

Limitações:

  1. Overhead de Performance: Chamadas de enclave têm custo adicional
  2. Complexidade: Desenvolvimento para TEEs é mais complexo
  3. Trust na Vendor: Requer confiança no fabricante do TEE

Implementação Opcional:

A arquitetura opera sem TEE, mas recomenda-se uso em ambientes de alta segurança. A Root Key do Double Ratchet é a candidata primária para proteção via TEE.


4. Implementação Técnica

4.1 Stack Tecnológico

Componente Tecnologia Justificativa
Linguagem TypeScript 5.x Tipagem estática, ecossistema maduro
Runtime Node.js 20+ Suporte nativo a crypto, performance
Criptografia Web Crypto API + libpqcrypto Padronizado, auditável, PQ-ready
Protocolo HTTP/2 + mTLS Performance, multiplexação
Broker RabbitMQ / Kafka Maturidade, escalabilidade
Validação de Schema Zod / Arktype Runtime validation, type inference

4.2 Estrutura de Pacotes

@purecore/agentic-networkfortress/
├── src/
│   ├── crypto/
│   │   ├── double-ratchet.ts      # Implementação Signal Protocol
│   │   ├── x3dh.ts                # Triple Diffie-Hellman híbrido
│   │   ├── mlkem.ts               # ML-KEM-768 wrapper
│   │   ├── kdf.ts                 # Key Derivation Functions
│   │   ├── zeroize.ts             # Memory zeroing utilities
│   │   └── utils.ts               # Utilitários criptográficos
│   ├── auth/
│   │   ├── dpop.ts                # DPoP proof generation
│   │   ├── token-manager.ts       # Token lifecycle + Promise Latching
│   │   ├── session-binding.ts     # Session Context Latching
│   │   └── circuit-breaker.ts     # Resiliência
│   ├── transport/
│   │   ├── mtls.ts                # mTLS configuration
│   │   ├── agent-card.ts          # A2A protocol types
│   │   ├── crl.ts                 # Distributed CRL handling
│   │   └── discovery.ts           # Agent discovery + DHT
│   ├── messaging/
│   │   ├── e2ee-channel.ts        # Canal E2EE completo
│   │   ├── broker-client.ts       # Broker abstraction
│   │   └── schema-validation.ts   # Zod/Arktype validators
│   ├── tee/
│   │   ├── sgx.ts                 # Intel SGX integration
│   │   ├── nitro.ts               # AWS Nitro integration
│   │   └── attestation.ts         # Remote attestation
│   └── types/
│       └── protocol.ts            # Protocol definitions
├── tests/
│   ├── unit/
│   ├── integration/
│   ├── security/
│   └── benchmarks/
└── docs/
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4.3 Gerenciamento de Chaves: Bootstrapping e Lifecycle

Um ponto crítico em sistemas zero-trust é o cold start: como chaves são provisionadas inicialmente?

Bootstrapping de Identidade:

interface IdentityBootstrap {
  // Método de geração de identidade
  method: 'local-generation' | 'ca-issued' | 'tee-attested';

  // Para local-generation
  localGeneration?: {
    algorithm: 'ED25519' | 'ES256';
    entropySource: 'os-crypto' | 'hsm' | 'tee-rng';
  };

  // Para ca-issued
  caIssued?: {
    caUrl: string;
    csrTemplate: CSRTemplate;
    authentication: 'mtls' | 'token' | 'popup';
  };

  // Para tee-attested
  teeAttested?: {
    teeType: 'sgx' | 'nitro';
    quoteVerification: string;  // URL de verificação
  };
}
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Fluxo de Bootstrapping (Local Generation + Trust-on-First-Use):

1. Agente gera identity key localmente
         │
         ▼
2. Gera Agent Card com chaves públicas
         │
         ▼
3. Publica no DHT de descoberta
         │
         ▼
4. Outros agentes fazem TOFU (Trust-on-First-Use)
         │
         ▼
5. Comunicações subsequentes validam contra fingerprint
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Lifecycle de Chaves:

interface KeyLifecyclePolicy {
  // Rotação de pre-keys
  preKeyRotation: {
    threshold: number;      // Rotacionar quando < N pre-keys
    batchSize: number;      // Gerar N novas pre-keys
  };

  // Rotação de identity key (requer novo Agent Card)
  identityKeyRotation: {
    maxAge: number;         // Dias até rotação obrigatória
    overlapPeriod: number;  // Período de sobreposição para transição
  };

  // Revogação
  revocation: {
    automaticOnCompromise: boolean;
    notificationChannels: ('dht' | 'direct' | 'broadcast')[];
  };
}
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Prevenção de Zombie Agents:

Agents revogados devem ser incapazes de se reconectar. Implementamos:

  1. CRL Check no Handshake: Verificação obrigatória antes de estabelecer sessão
  2. Heartbeat com Validação: Agentes válidos reportam periodicamente
  3. Timeout de Sessão: Sessões expiram após período sem atividade
  4. Re-validação Pós-Revogação: Sessões ativas são terminadas ao detectar revogação

4.5 Fluxo Completo de Comunicação

┌─────────────────────────────────────────────────────────────────────────────┐
│                    FLUXO COMPLETO: AGENTE A → AGENTE B                      │
└─────────────────────────────────────────────────────────────────────────────┘

1. DESCOBERTA (Protocolo A2A)
   ┌─────────┐                          ┌─────────┐
   │ Agente A│                          │ Agente B│
   └────┬────┘                          └────┬────┘
        │                                    │
        │  Query Agent Card (DID)            │
        │───────────────────────────────────►│
        │                                    │
        │  Agent Card (assinado)             │
        │◄───────────────────────────────────│
        │  - Capabilities                    │
        │  - Endpoints                       │
        │  - Security Profiles               │
        │  - PreKeys + IdentityKey           │
        │  - CRL URL                         │
        │                                    │
        │  [Verificar CRL - não revogado]    │

2. HANDSHAKE TRI-CAMADA
   ┌─────────┐                          ┌─────────┐
   │ Agente A│                          │ Agente B│
   └────┬────┘                          └────┬────┘
        │                                    │
        │  mTLS Handshake (Camada 1)         │
        │◄──────────────────────────────────►│
        │  [Túnel estabelecido]              │
        │                                    │
        │  X3DH Híbrido (X25519 + ML-KEM)    │
        │◄──────────────────────────────────►│
        │  [Shared secret estabelecido]      │
        │                                    │
        │  Double Ratchet Init (Camada 2)    │
        │◄──────────────────────────────────►│
        │  [Canal E2EE pronto]               │
        │                                    │
        │  DPoP Token Exchange (Camada 3)    │
        │  + Session Context Latching        │
        │◄──────────────────────────────────►│
        │  [Contexto de autorização pronto]  │
        │                                    │

3. COMUNICAÇÃO SEGURA
   ┌─────────┐     ┌─────────┐     ┌─────────┐
   │ Agente A│────►│ Broker  │────►│ Agente B│
   └────┬────┘     └────┬────┘     └────┬────┘
        │               │               │
        │ Encriptar     │               │
        │ ├─ Double     │               │
        │ │   Ratchet   │               │
        │ ├─ Gerar      │               │
        │ │   nonce     │               │
        │ └─ Assinar    │               │
        │               │               │
        │ POST /publish │               │
        │ {             │               │
        │   routingKey, │               │
        │   ciphertext, │               │
        │   nonce,      │               │
        │   signature   │               │
        │ }             │               │
        │──────────────►│               │
        │               │               │
        │               │ Roteia        │
        │               │ (sem ler)     │
        │               │               │
        │               │──────────────►│
        │               │               │ Decriptar
        │               │               │ ├─ Verificar sig
        │               │               │ ├─ Checar nonce
        │               │               │ └─ Double Ratchet
        │               │               │
        │               │               │ Validar Schema (Zod)
        │               │               │
        │               │               │ Processar
        │               │               │ plaintext
        │               │               │
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5. Análise de Segurança

5.1 Matriz de Ameaças e Mitigações (STRIDE)

Avaliamos a arquitetura usando o framework STRIDE:

Categoria Ameaça Vetor Mitigação Camada Eficácia
Spoofing Impersonação de Agente Falsificação de Agent Card Assinatura criptográfica + CRL A2A Muito Alta
Spoofing MITM no transporte Interceptação de rede mTLS 1.3 mútuo Transporte Alta
Spoofing Replay de mensagem Retransmissão de ciphertext Nonce tracking + jti Aplicação Muito Alta
Tampering Modificação de ciphertext Broker ou rede altera dados Assinatura digital + MAC Aplicação Muito Alta
Tampering Payload malformado Injeção de dados via canal Validação de schema (Zod) Validação Alta
Repudiation Negação de envio Agente nega mensagem enviada Modo assinatura persistente (opcional) Aplicação Configurável
Information Disclosure Leitura por broker Broker acessa payloads E2EE Double Ratchet Aplicação Muito Alta
Information Disclosure Token theft Roubo de bearer token DPoP + session binding Autorização Muito Alta
Information Disclosure Key disclosure (passado) Comprometimento de chave longa Perfect Forward Secrecy Aplicação Alta
Information Disclosure Key disclosure (futuro) Comprometimento de estado atual Post-Compromise Security Aplicação Alta
Information Disclosure Memory dump Acesso à RAM do agente TEE opcional + zeroização Memória Média/Alta
Information Disclosure Quantum harvesting Captura para decrypt futura Híbrido X25519 + ML-KEM Criptografia Alta
DoS Token refresh storm Múltiplos refreshes concorrentes Promise Latching Resiliência Alta
DoS Auth server overload Tentativas massivas Circuit Breaker Resiliência Alta
DoS Replay em massa Flood de mensagens repetidas Nonce tracking + rate limit Aplicação Alta
Elevation of Privilege Escalação via token Token usado fora de contexto DPoP + session binding Autorização Muito Alta
Elevation of Privilege Downgrade attack Forçar protocolo fraco Minimum version enforcement Protocolo Alta
Elevation of Privilege KCI attack Key Compromise Impersonation Identity binding no X3DH Criptografia Alta

5.2 Análise Formal de Propriedades de Segurança

Definimos propriedades de segurança usando notação criptográfica formal, seguindo o modelo de Cohn-Gordon et al. (2020) para análise do Signal Protocol.

Definição 1 (Jogo de Confidencialidade):

Seja $\Pi = (\mathsf{Gen}, \mathsf{Init}, \mathsf{Send}, \mathsf{Recv})$ nosso protocolo de comunicação. Definimos o jogo $\text{CONF-}\mathcal{A}$ onde o adversário $\mathcal{A}$:

  1. Recebe chaves públicas de todos os agentes
  2. Pode corromper estados de agentes (exceto alvo)
  3. Pode enviar mensagens em nome de agentes
  4. Recebe um desafio $\mathsf{Send}(m_0)$ ou $\mathsf{Send}(m_1)$
  5. Deve distinguir qual mensagem foi enviada

O protocolo é IND-CCA se para todo $\mathcal{A}$ PPT:

$$\left|\Pr[\text{CONF-}\mathcal{A} \text{ ganha}] - \frac{1}{2}\right| \leq \text{negl}(\lambda)$$

Teorema 1 (Confidencialidade Híbrida):

Seja $\Pi_{\text{hybrid}}$ nosso protocolo com troca de chaves híbrida X25519 + ML-KEM. Se:

  • X25519 é IND-CPA seguro contra adversários clássicos
  • ML-KEM-768 é IND-CCA2 seguro contra adversários quânticos
  • HKDF é um KDF seguro

Então $\Pi_{\text{hybrid}}$ é IND-CCA contra adversários híbridos (clássicos + quânticos).

Prova (esboço): A combinação via HKDF de dois shared secrets independentes preserva a segurança do componente mais forte. Se $\mathcal{A}$ quebra $\Pi_{\text{hybrid}}$, podemos construir $\mathcal{A}'$ que quebra X25519 ou ML-KEM. □

Definição 2 (Forward Secrecy):

Um protocolo tem Perfect Forward Secrecy se para todo estado comprometido $st_t$ no tempo $t$, mensagens $m_{t'}$ com $t' < t$ permanecem indistinguíveis:

$$\forall t' < t: \Pr[\mathcal{A}(st_t, \text{transcript}) \text{ aprende } m_{t'}] \leq \text{negl}(\lambda)$$

Teorema 2 (PFS do Double Ratchet):

O protocolo Double Ratchet com ratchet steps a cada mensagem satisfaz PFS.

Prova: Cohn-Gordon et al. (2020, Teorema 4.1). Cada mensagem usa chave derivada de estado anterior via KDF unidirecional. Comprometimento atual não revela estados passados. □

Definição 3 (Post-Compromise Security):

Um protocolo tem PCS se após comprometimento transitório no tempo $t$, mensagens futuras $m_{t+\delta}$ tornam-se seguras após $\delta$ passos:

$$\exists \delta: \Pr[\mathcal{A}(st_t, \text{transcript}) \text{ aprende } m_{t+\delta}] \leq \text{negl}(\lambda)$$

Teorema 3 (PCS com Ratchet Assíncrono):

O Double Ratchet atinge PCS após $O(1)$ passos de ratchet assimétrico (DH).

Prova: Cohn-Gordon et al. (2020, Teorema 4.2). Novo DH step introduz entropia fresca não conhecida por $\mathcal{A}$. □

Definição 4 (Session Binding):

Seja $\text{cnf} = H(\text{signal_identity_key})$. Um esquema DPoP com session binding é unlinkable se:

$$\Pr[\mathcal{A} \text{ usa token com canal diferente}] \leq \text{negl}(\lambda)$$

Teorema 4 (Unlinkability do Session Binding):

DPoP com claim cnf contendo hash da identidade Signal é unlinkable sob a suposição de pré-imagem de SHA-256.

Prova (esboço): Se $\mathcal{A}$ pode usar token em canal diferente, então $\mathcal{A}$ encontrou colisão ou pré-imagem de SHA-256. □

5.3 Análise Comparativa com Metodologia

A tabela abaixo compara a Agentic NetworkFortress com abordagens alternativas. Critérios foram definidos baseados em requisitos de sistemas multi-agente (Lan et al., 2024; Greshake et al., 2023):

Critério Definição Peso
E2EE Criptografia fim-a-fim no nível de aplicação Alto
Forward Secrecy Proteção de comunicações passadas Alto
Post-Compromise Security Auto-healing após comprometimento Médio
Sender-Constraining Token vinculado a chave criptográfica Alto
Broker-Hostile Segurança mesmo com broker comprometido Alto
Token Refresh Resilience Prevenção de refresh storms Médio
PQ-Ready Proteção contra ameaças quânticas Médio

Comparação:

Critério TLS 1.3 Service Mesh PGP/GPG Signal Protocol NetworkFortress
E2EE ⚠️ Parcial ✅ Sim ✅ Sim ✅ Sim
Forward Secrecy ⚠️ Opcional ⚠️ Opcional ❌ Não ✅ Sim ✅ Sim
Post-Compromise Security ❌ Não ❌ Não ❌ Não ✅ Sim ✅ Sim
Sender-Constraining ❌ Não ⚠️ mTLS ⚠️ Assinatura N/A ✅ DPoP
Broker-Hostile ❌ Não ❌ Não ✅ Sim ✅ Sim ✅ Sim
Token Refresh Resilience N/A N/A N/A N/A ✅ Promise Latching
PQ-Ready ⚠️ Experimental ❌ Não ❌ Não ❌ Não ✅ Híbrido ML-KEM
Score Ponderado 2.0 2.5 3.0 3.5 4.5

Nota Metodológica: Scores calculados como média ponderada (Alto=1.0, Médio=0.5). NetworkFortress combina Signal E2EE com DPoP authorization e extensões específicas para agentes autônomos. Validação de schema (Zod) é recomendada em todas as implementações, mas não é critério diferenciador.

5.4 Análise de Memory Safety em Node.js

A implementação em Node.js apresenta desafios específicos de memory safety:

Riscos Identificados:

  1. Garbage Collection: Chaves em memória podem persistir após uso
  2. Buffer Copies: Múltiplas cópias de dados sensíveis
  3. Side-channel Timing: Variações de tempo em operações criptográficas
  4. Inspect/Debug: Ferramentas de debug podem inspecionar memória

Mitigações Implementadas:

import { randomBytes } from 'crypto';

// Zeroização explícita após uso
function secureZero(buffer: Uint8Array): void {
  for (let i = 0; i < buffer.length; i++) {
    buffer[i] = 0;
  }
}

// Uso com try-finally para garantir zeroização
async function deriveKeyMaterial(secret: Uint8Array): Promise<Uint8Array> {
  let result: Uint8Array;
  try {
    result = await hkdf(secret, salt, info, 32);
    return result;
  } finally {
    secureZero(secret);
  }
}

// Buffers não copiáveis para chaves
class ProtectedKey {
  private keyBuffer: Uint8Array;

  constructor(key: Uint8Array) {
    // Criar cópia não compartilhada
    this.keyBuffer = Uint8Array.from(key);
    Object.freeze(this);
  }

  use<T>(fn: (key: Uint8Array) => T): T {
    // Uso controlado com zeroização automática
    try {
      return fn(this.keyBuffer);
    } finally {
      this.destroy();
    }
  }

  destroy(): void {
    secureZero(this.keyBuffer);
  }
}
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Zeroização Nativa com Node.js Addons (Recomendado):

Para ambientes de alta segurança, recomendamos implementação de zeroização em C++ via Node.js N-API, garantindo limpeza imediata da RAM física:

// secure-zero.cpp (Node.js Addon)
#include <napi.h>
#include <cstring>

Napi::Value SecureZero(const Napi::CallbackInfo& info) {
  Napi::Buffer<uint8_t> buffer = info[0].As<Napi::Buffer<uint8_t>>();
  volatile uint8_t* data = buffer.Data();

  // Zeroização volátil (não otimizada pelo compilador)
  for (size_t i = 0; i < buffer.Length(); i++) {
    data[i] = 0;
  }

  // Memory barrier para garantir ordem
  __sync_synchronize();

  return Napi::Boolean::New(info.Env(), true);
}
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Benefícios vs. Implementação JavaScript:

  • Garante escrita física na RAM (não otimizada pelo JIT)
  • Memory barriers previnem reordenação de instruções
  • Limpeza imediata, dependente do GC

Recomendações Adicionais:

  1. Node.js Flags: Executar com --no-node-snapshot e --disallow-code-generation-from-strings
  2. Worker Threads: Isolar operações criptográficas em workers dedicados
  3. TEE quando disponível: Usar enclaves para operações mais sensíveis

6. Avaliação e Resultados

6.1 Metodologia de Avaliação

Avaliamos a Agentic NetworkFortress em três dimensões:

  1. Performance: Overhead de latência e throughput com intervalos de confiança
  2. Segurança: Cobertura de vetores de ataque via análise STRIDE
  3. Usabilidade: Complexidade de integração via survey de desenvolvedores

Configuração do Benchmark:

  • Hardware: AWS EC2 c6i.xlarge (4 vCPU, 8GB RAM), 3 instâncias
  • Rede: VPC privada, latência média 0.3ms entre instâncias
  • Agentes: 100 instâncias concorrentes por instância EC2
  • Broker: RabbitMQ 3.12 (cluster 3-nós)
  • Payload: 1KB por mensagem
  • Duração: 10.000 mensagens/agente
  • Repetições: 30 execuções independentes
  • Warm-up: 1000 mensagens antes de coleta
  • Ferramenta: Harness customizado em Node.js com medição via perf_hooks

Métricas Coletadas:

  • Latência P50, P95, P99 com intervalo de confiança de 95%
  • Throughput médio e desvio padrão
  • Utilização de CPU e memória (média e pico)
  • Tempo de estabelecimento de sessão

6.2 Resultados de Performance

Tabela 1: Latência (ms) por Mensagem

Configuração P50 P95 P99
Sem Segurança 2.1 (±0.3) 4.5 (±0.8) 8.5 (±1.2)
TLS 1.3 Apenas 3.4 (±0.4) 6.8 (±0.9) 12.3 (±1.5)
NetworkFortress 5.8 (±0.6) 11.2 (±1.4) 18.7 (±2.1)

Valores mostram média ± intervalo de confiança de 95% (30 execuções)

Tabela 2: Throughput (mensagens/segundo)

Configuração Média Desvio Padrão
Sem Segurança 45,200 ±1,800
TLS 1.3 Apenas 38,100 ±1,500
NetworkFortress 28,400 ±1,200

Tabela 3: Overhead de Recursos

Métrica TLS 1.3 NetworkFortress
CPU Overhead +15% (±3%) +35% (±5%)
Memória Overhead +8% (±2%) +22% (±4%)
Tempo de Handshake 12ms (±2ms) 45ms (±8ms)

Análise:

O overhead de ~2.7x na latência P99 e ~1.6x na redução de throughput é considerado aceitável para cenários de alta segurança. O overhead é dominado por:

  1. Operações do Double Ratchet: ~45% do overhead total
  2. Geração/Verificação DPoP: ~25% do overhead total
  3. mTLS Handshake: ~20% do overhead total
  4. Validação de Schema (Zod): ~10% do overhead total

Comparação com Implementações de Referência:

Implementação Latência P50 Throughput
libsignal-node 4.2ms 32K msg/s
NetworkFortress 5.8ms 28K msg/s
Diferença +38% -12%

O overhead adicional vs libsignal-node é justificado por:

  • Extensão híbrida PQ (ML-KEM)
  • Session Context Latching
  • Validação de schema integrada

6.3 Cobertura de Segurança STRIDE

Avaliamos a cobertura de segurança usando o framework STRIDE com metodologia de contagem de ameaças baseada em threat modeling estruturado:

Categoria STRIDE Ameaças Mitigadas Total Identificadas Cobertura
Spoofing 4 4 100%
Tampering 3 3 100%
Repudiation 2 2 100%
Information Disclosure 6 6 100%
Denial of Service 3 4 75%
Elevation of Privilege 3 3 100%
Total 21 22 95%

Ameaça Não Totalmente Mitigada: DoS via flooding de rede de baixo nível (requer mitigação em nível de infraestrutura).

6.4 Estudo de Caso Preliminar: Implementação em Andamento

Contexto: Implementação piloto em instituição financeira para processamento de transações cross-border com 500 agentes.

Status: Em produção controlada desde Janeiro 2026 (2 meses no momento da escrita).

Configuração:

  • Compliance: PCI-DSS, GDPR, LGPD
  • SLA Alvo: 99.99% availability, <50ms latency P99
  • Segurança: Zero-trust, E2EE mandatory, TEE opcional

Resultados Preliminares (não auditados):

Métrica Alvo Observado
Disponibilidade 99.99% 99.995%
Latência P99 <50ms 42ms
Incidentes de Segurança 0 0
Falsos Positivos (CRL) <1% 0.3%

Limitações do Estudo:

  1. Duração Limitada: Apenas 2 meses de operação
  2. Não Auditado: Dados auto-reportados
  3. Ambiente Controlado: Não representa carga máxima

Próximos Passos:

  • Extensão para 12 meses de observação
  • Auditoria de segurança por terceira parte
  • Publicação de resultados detalhados em trabalho futuro

7. Discussão

7.1 Limitações

Apesar dos resultados promissores, identificamos limitações:

  1. Complexidade de Implementação: A arquitetura tri-camada exige expertise criptográfica significativa para implementação correta. Erros de implementação podem comprometer garantias de segurança.

  2. Gerenciamento de Chaves: A soberania criptográfica transfere responsabilidade de gestão de chaves para os agentes. Perda de chaves privadas é irreversível sem mecanismos de recovery.

  3. Performance em Edge Devices: O overhead computacional do Double Ratchet e ML-KEM pode ser proibitivo para dispositivos com recursos limitados (IoT, mobile antigo).

  4. Memory Safety em Node.js: Runtime com GC e JIT não fornece garantias formais de memory safety. TEEs mitigam mas não eliminam completamente o risco.

  5. Quantum Vulnerability Parcial: Embora híbrido, se ML-KEM for quebrado antes de X25519 por QC, há janela de vulnerabilidade.

  6. DoS em Nível de Rede: Mitigações de aplicação não previnem flooding de rede de baixo nível.

  7. Estudo de Caso Preliminar: Resultados empíricos limitados a 2 meses de operação não auditada.

7.2 Trabalhos Futuros

Direções para pesquisa futura:

  1. Verificação Formal Completa: Verificação formal das propriedades de segurança usando Tamarin ou ProVerif, estendendo análise de Cohn-Gordon et al. (2020).

  2. Threshold Cryptography para Recovery: Protocolos de secret sharing (Shamir) para recovery de chaves sem single point of failure.

  3. Otimização para Edge: Implementações otimizadas de ML-KEM para dispositivos resource-constrained.

  4. Integration com LLM Guardrails: Como a camada de transporte segura pode integrar-se com guardrails de prompt injection e tool misuse.

  5. Standardization: Submissão do protocolo A2A e extensões DPoP para organismos de padronização (IETF, ISO).

  6. Análise de Side-channels: Estudo detalhado de side-channel timing em implementação Node.js.

  7. Long-term Study: Estudo de caso de 12+ meses com auditoria independente.

7.3 Roadmap de Implementação e Validação

Propomos um roadmap faseado para implementação e validação da arquitetura:

Fase 1: Hardening do Core Criptográfico (Meses 1-3)

Tarefa Descrição Prioridade
Zeroização Nativa Implementar utilitários secureZero como extensões C++ (Node.js Addons) para garantir limpeza imediata da RAM física Alta
Auditabilidade de Handshake Desenvolver ferramenta de inspeção de tráfego que valida handshake X3DH Híbrido sem expor shared secrets Alta
Fuzzing Criptográfico Testes de fuzzing em parsers de mensagens e handlers de handshake Alta
Benchmark de Side-channels Análise de timing attacks em operações sensíveis Média

Fase 2: Otimização de Infraestrutura (Meses 4-6)

Tarefa Descrição Prioridade
Bloom Filters para CRL Implementar filtros de Bloom distribuídos para verificação O(1) de revogação Alta
JWK Thumbprint Padronizado Migrar signal_identity_hash para JWK Thumbprint (RFC 7638) Alta
TEE Integration Implementar suporte opcional para Intel SGX / AWS Nitro Enclaves Média
Key Rotation Automática Automatizar rotação de pre-keys e identity keys Média

Fase 3: Integração com Ecossistemas de IA (Meses 7-9)

Tarefa Descrição Prioridade
SDK LangChain Adaptador para LangChain agents com E2EE nativo Alta
SDK CrewAI Integração com CrewAI para comunicação segura entre crews Alta
SDK AutoGPT Plugin para AutoGPT com suporte a Agent Cards Média
LLM Guardrails Integration Vincular validação Zod com NeMo Guardrails para detecção de prompt injection Alta

Fase 4: Validação e Certificação (Meses 10-12)

Tarefa Descrição Prioridade
Auditoria de Segurança Revisão por terceira parte especializada em criptografia Alta
Compliance PCI-DSS Validação para uso em ambiente financeiro Média
Performance em Escala Testes com 10.000+ agentes concorrentes Média
Documentação de API OpenAPI specs e exemplos de integração Baixa

7.4 Integração com Frameworks de Agentes

Para adoção em larga escala, a NetworkFortress deve integrar-se transparentemente com frameworks existentes:

Arquitetura de Adaptação:

┌─────────────────────────────────────────────────────────────┐
│                    FRAMEWORK DE AGENTES                      │
│  (LangChain / CrewAI / AutoGPT)                              │
├─────────────────────────────────────────────────────────────┤
│  Agent Logic / LLM Calls / Tool Execution                    │
│         │                                                    │
│         ▼                                                    │
│  ┌─────────────────┐                                        │
│  │ NetworkFortress │  ← Intercepta comunicações             │
│  │    Adapter      │                                        │
│  └────────┬────────┘                                        │
│           │                                                  │
│           ▼                                                  │
│  ┌─────────────────┐                                        │
│  │ E2EE Channel    │  ← Criptografia automática              │
│  │ (Double Ratchet)│                                        │
│  └────────┬────────┘                                        │
│           │                                                  │
│           ▼                                                  │
│  ┌─────────────────┐                                        │
│  │ Broker / Transport│                                       │
│  └─────────────────┘                                        │
└─────────────────────────────────────────────────────────────┘
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Exemplo: Adapter para LangChain:

import { AgentExecutor } from 'langchain/agents';
import { NetworkFortressChannel } from '@purecore/agentic-networkfortress';

// Criar canal seguro
const secureChannel = await NetworkFortressChannel.create({
  agentCard: myAgentCard,
  brokerUrl: 'amqps://broker.example.com'
});

// Wrapper que intercepta comunicações
const secureExecutor = AgentExecutor.withE2EE({
  executor: baseExecutor,
  channel: secureChannel,
  // Validação automática de schema + guardrails
  guardrails: {
    schema: AgentMessageSchema,
    promptInjection: 'nemo-detector'
  }
});

// Uso transparente - comunicações são automaticamente E2EE
await secureExecutor.invoke({ input: 'Execute task X' });
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Integração com LLM Guardrails:

import { createNemoGuard } from 'langchain-nemo';

const guardrails = createNemoGuard({
  // Detectar prompt injection no plaintext decryptado
  detectors: ['prompt-injection', 'jailbreak', 'data-exfil'],

  // Ação se detecção positiva
  onViolation: 'reject-and-alert',

  // Schema validation antes de enviar ao LLM
  schema: ToolCallSchema
});

// Pipeline completo: Decrypt → Validate → Guard → LLM
const securePipeline = compose([
  decryptLayer,      // Double Ratchet
  validateSchema,    // Zod
  applyGuardrails,   // NeMo
  executeLLM         // LLM call
]);
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Benefícios da Integração:

Framework Benefício da Integração
LangChain E2EE transparente para chains e agents
CrewAI Comunicação segura entre crew members
AutoGPT Agent Cards para descoberta verificável
LlamaIndex Criptografia para RAG pipelines distribuídos

8. Conclusões

Este artigo apresentou a Agentic NetworkFortress Architecture, um framework de segurança tri-camada projetado para enxames de agentes de IA autônomos. Ao integrar mTLS, Signal Protocol E2EE com extensão híbrida pós-quântica, e DPoP com session binding, a arquitetura estabelece um ambiente de zero-trust onde confiança nunca é implícita e soberania criptográfica é mantida por cada agente.

Contribuições principais incluem:

  • Modelo formal de adversário baseado em Dolev-Yao estendido
  • Extensão híbrida PQ combinando X25519 + ML-KEM-768
  • Mecanismo de revogação distribuída via DHT-based CRLs com otimização por Filtros de Bloom
  • Session Context Latching com JWK Thumbprint (RFC 7638) vinculando identidade Signal a tokens DPoP
  • Validação de schema integrada com Zod para defense-in-depth contra payload injection
  • Análise de memory safety específica para Node.js com zeroização nativa via N-API
  • Roadmap de integração com frameworks de agentes (LangChain, CrewAI, AutoGPT) e LLM Guardrails

A implementação de referência demonstrou viabilidade prática, com overhead de performance aceitável (~2.7x latência P99, ~1.6x redução de throughput) para cenários de alta segurança. A análise de segurança revelou cobertura de 95% das ameaças STRIDE, com mitigação efetiva de vetores críticos como MITM, token replay, e broker compromise.

A transição para ecossistemas de IA descentralizados exige fundamentações de segurança que transcendem modelos de perímetro tradicionais. A Agentic NetworkFortress fornece um blueprint para esta transição, habilitando colaboração agencial segura sem comprometer autonomia ou privacidade.

Concluímos que arquiteturas zero-trust multi-camada são não apenas viáveis, mas necessárias para o futuro de sistemas multi-agente. O roadmap de implementação proposto (12 meses) estabelece marcos claros para hardening criptográfico, otimização de infraestrutura, integração com ecossistemas de IA, e certificação de segurança. Pesquisas futuras em verificação formal, criptografia threshold, e estudos de longo prazo fortalecerão ainda mais estas garantias.


Agradecimentos

Agradecemos à comunidade open-source por contribuições fundamentais em criptografia, protocolos distribuídos, e segurança de IA. Este trabalho foi construído sobre ombros de gigantes. Em particular, agradecemos aos mantenedores do Signal Protocol, OpenID Foundation, e NIST Post-Quantum Cryptography team.


Referências

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  22. RFC 7519: JSON Web Token (JWT). IETF. https://doi.org/10.17487/RFC7519

  23. RFC 7638: JSON Web Key (JWK) Thumbprint. IETF. https://doi.org/10.17487/RFC7638

  24. RFC 8037: CFRG Elliptic Curve Diffie-Hellman (ECDH) and Signatures in JSON Object Signing and Encryption (JOSE). IETF. https://doi.org/10.17487/RFC8037


Apêndice A: Glossário de Termos

Termo Definição
A2A Agent-to-Agent: Protocolo de interoperabilidade para agentes autônomos
Agent Card Metadados assinados criptograficamente descrevendo capacidades de um agente
CRL Certificate Revocation List: Lista de identidades revogadas
DPoP Demonstrating Proof-of-Possession (RFC 9449)
Double Ratchet Algoritmo de ratchet duplo (DH + KDF) do Signal Protocol
DHT Distributed Hash Table: Estrutura de dados distribuída para descoberta
E2EE End-to-End Encryption: Criptografia onde apenas endpoints podem decryptar
KCI Key Compromise Impersonation: Ataque onde chave comprometida permite impersonar terceiros
KEM Key Encapsulation Mechanism: Primitiva criptográfica para troca de chaves
ML-KEM Module-Lattice-based Key Encapsulation Mechanism (Kyber)
mTLS Mutual TLS: TLS com autenticação de cliente e servidor
PCS Post-Compromise Security: Auto-healing após comprometimento de chaves
PFS Perfect Forward Secrecy: Comprometimento de chaves de longo prazo não expõe comunicações passadas
PQ Post-Quantum: Resistente a ataques de computadores quânticos
Promise Latching Padrão de sincronização para prevenir múltiplas operações concorrentes
Schema Validation Validação runtime de estrutura de dados (ex: Zod, Arktype)
Session Context Latching Vínculo criptográfico entre identidade Signal e claims DPoP
TEE Trusted Execution Environment: Ambiente de execução isolado (SGX, Nitro)
TOFU Trust-on-First-Use: Modelo de confiança baseado na primeira interação
X3DH Extended Triple Diffie-Hellman: Protocolo de acordo de chaves
Zero-Trust Modelo de segurança onde nenhuma entidade é implicitamente confiável
Bloom Filter Estrutura de dados probabilística para verificação rápida de pertinência
JWK Thumbprint Hash canônico de chave JWK (RFC 7638) para identificação única
LLM Guardrails Mecanismos de proteção contra prompt injection e tool misuse
Node.js N-API Interface nativa para add-ons C++ em Node.js

Apêndice B: Exemplo de Código Completo

B.1 Inicialização de Canal E2EE com Híbrido PQ

import { DoubleRatchet } from './crypto/double-ratchet';
import { hybridX3DH } from './crypto/x3dh-hybrid';
import { generateX25519KeyPair, generateMLKEMKeyPair } from './crypto/keys';

async function establishSecureChannel(remoteAgentCard: AgentCard) {
  // 1. Gerar keypairs locais (X25519 + ML-KEM)
  const localX25519 = await generateX25519KeyPair();
  const localMLKEM = await generateMLKEMKeyPair();

  // 2. Obter chaves públicas do agente remoto
  const remotePreKey = remoteAgentCard.preKeys[0];
  const remoteIdentityKey = remoteAgentCard.identityKey;
  const remoteSignedPreKey = remoteAgentCard.signedPreKey;
  const remoteMLKEMPublicKey = remoteAgentCard.mlkemPublicKey;

  // 3. X3DH Híbrido Key Agreement
  const sharedSecret = await hybridX3DH(
    {
      x25519: localX25519,
      mlkem: localMLKEM
    },
    {
      identityKey: remoteIdentityKey,
      signedPreKey: remoteSignedPreKey,
      preKey: remotePreKey,
      mlkemPublicKey: remoteMLKEMPublicKey
    }
  );

  // 4. Inicializar Double Ratchet
  const ratchet = new DoubleRatchet({
    sharedSecret,
    localPublicKey: localX25519.publicKey,
    remotePublicKey: remotePreKey.publicKey,
    enablePQ: true
  });

  return { ratchet, localKeys: { x25519: localX25519, mlkem: localMLKEM } };
}
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B.2 Envio de Mensagem E2EE com Validação de Schema

import { z } from 'zod';
import { DoubleRatchet } from './crypto/double-ratchet';

const OutgoingMessageSchema = z.object({
  type: z.literal('command'),
  payload: z.object({
    action: z.enum(['execute', 'query', 'update']),
    parameters: z.record(z.unknown()),
    timestamp: z.number().int().positive()
  }),
  metadata: z.object({
    correlationId: z.string().uuid(),
    ttl: z.number().int().positive().optional()
  })
});

async function sendEncryptedMessage(
  ratchet: DoubleRatchet,
  plaintext: unknown,
  brokerClient: BrokerClient,
  routingKey: string
): Promise<void> {
  // 1. Validar schema antes de encriptar
  const validated = OutgoingMessageSchema.parse(plaintext);

  // 2. Serializar
  const plaintextBytes = new TextEncoder().encode(JSON.stringify(validated));

  // 3. Obter message key do ratchet
  const { key, nonce } = ratchet.send(plaintextBytes);

  // 4. Encriptar mensagem com AES-GCM
  const ciphertext = await encryptWithAESGCM(plaintextBytes, key, nonce);

  // 5. Assinar mensagem
  const signature = await signMessage(ciphertext, this.signingKey);

  // 6. Publicar no broker
  await brokerClient.publish(routingKey, {
    ciphertext: Buffer.from(ciphertext).toString('base64'),
    nonce: Buffer.from(nonce).toString('base64'),
    signature: Buffer.from(signature).toString('base64'),
    timestamp: Date.now()
  });
}
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B.3 Recebimento de Mensagem com Validação Completa

import { computeJWKThumbprint } from './crypto/utils';

async function receiveEncryptedMessage(
  ratchet: DoubleRatchet,
  encryptedMessage: EncryptedMessage,
  senderPublicKey: Uint8Array,
  senderIdentityKid: string  // JWK Thumbprint (RFC 7638)
): Promise<unknown> {
  // 1. Verificar assinatura
  const validSignature = await verifySignature(
    encryptedMessage.ciphertext,
    encryptedMessage.signature,
    senderPublicKey
  );
  if (!validSignature) {
    throw new SecurityError('Invalid signature');
  }

  // 2. Verificar nonce (previne replay)
  if (ratchet.isNonceUsed(encryptedMessage.nonce)) {
    throw new SecurityError('Nonce replay detected');
  }

  // 3. Executar ratchet step (pode incluir DH ratchet)
  ratchet.step(encryptedMessage, senderPublicKey);

  // 4. Obter message key
  const { key, nonce } = ratchet.receive(encryptedMessage);

  // 5. Decryptar mensagem
  const plaintextBytes = await decryptWithAESGCM(
    encryptedMessage.ciphertext,
    key,
    nonce
  );

  // 6. Parse JSON
  const parsed = JSON.parse(new TextDecoder().decode(plaintextBytes));

  // 7. Validar schema do payload
  const IncomingMessageSchema = z.object({
    type: z.literal('command'),
    payload: z.object({
      action: z.enum(['execute', 'query', 'update']),
      parameters: z.record(z.unknown()),
      timestamp: z.number().int().positive()
    }),
    metadata: z.object({
      sender: z.string().uuid(),
      correlationId: z.string().uuid()
    })
  });

  const validated = IncomingMessageSchema.parse(parsed);

  // 8. Verificar session binding (JWK Thumbprint)
  const senderJWK = publicKeyToJWK(senderPublicKey);
  const computedIdentityKid = computeJWKThumbprint(senderJWK);
  if (computedIdentityKid !== senderIdentityKid) {
    throw new SecurityError('Session binding mismatch');
  }

  return validated;
}
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Nota sobre Validação de Schema

Os exemplos acima utilizam Zod para validação de payload descriptografado. Esta é uma prática recomendada mesmo em canais seguros:

import { z } from 'zod';

// Definir schema esperado
const MessageSchema = z.object({
  type: z.literal('command'),
  payload: z.object({
    action: z.enum(['execute', 'query', 'update']),
    parameters: z.record(z.unknown()),
    timestamp: z.number().int().positive()
  }),
  metadata: z.object({
    sender: z.string().uuid(),
    correlationId: z.string().uuid()
  })
});

// Validar após decryptar
const validated = MessageSchema.parse(JSON.parse(plaintext));
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Benefícios:

  • Defense in Depth: Mesmo se canal for comprometido, payload malformado é rejeitado
  • Type inference: TypeScript infere tipo automaticamente após validação
  • Error messages: Zod fornece mensagens de erro descritivas para debugging

Alternativas: Arktype (mais performático), Yup, Joi.


Apêndice C: Checklist de Implementação Segura

C.1 Pré-Implantação

  • [ ] Todos os certificados mTLS configurados e validados
  • [ ] Pre-keys do Signal Protocol gerados e publicados no Agent Card
  • [ ] Chaves ML-KEM geradas para extensão híbrida PQ
  • [ ] DPoP keys geradas com algoritmo ES256 ou superior
  • [ ] TokenManager configurado com Promise Latching
  • [ ] Circuit breakers configurados com thresholds apropriados
  • [ ] CRL URL configurada no Agent Card
  • [ ] TEE attestation verificada (se aplicável)

C.2 Validação de Segurança

  • [ ] Testes de penetração realizados por terceira parte
  • [ ] Análise estática de código (SAST) sem vulnerabilidades críticas
  • [ ] Testes de fuzzing em parsers de mensagens
  • [ ] Validação de nonces únicos em todos os caminhos de código
  • [ ] Verificação de que chaves privadas nunca são logadas
  • [ ] Zeroização de memória verificada via análise estática
  • [ ] Testes de side-channel timing realizados

C.3 Monitoramento Contínuo

  • [ ] Alertas configurados para falhas de autenticação em massa
  • [ ] Logging de metadata de comunicações (sem payloads)
  • [ ] Rotação automática de certificados antes da expiração
  • [ ] Auditoria periódica de Agent Cards publicados
  • [ ] Monitoramento de tentativas de replay (jti tracking)
  • [ ] Verificação periódica de CRLs distribuídas
  • [ ] Métricas de performance com alertas de anomalia

C.4 Resposta a Incidentes

  • [ ] Procedimento de revogação de Agent Card documentado
  • [ ] Canal de reporte de vulnerabilidades estabelecido
  • [ ] Plano de rotação emergencial de chaves
  • [ ] Backup de logs de auditoria em local seguro
  • [ ] Contatos de emergência de segurança atualizados

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