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César Augusto de Fázio
César Augusto de Fázio

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Além do Prompt: Por que decidi ir a fundo no ONE AI For Tech e na OCI

Vamos ser sinceros: o mercado já saturou de rodar o ChatGPT. O desafio atual da engenharia de software é construir sistemas autônomos, integrados e que resolvam dores reais de negócio sem falir a empresa com o consumo de tokens.

Eu confesso que adiei o quanto pude os meus estudos focados em IA. Queria garantir que a minha base de infraestrutura, nuvem e engenharia de software estivesse sólida primeiro. Enquanto a maioria fez o caminho inverso (correu para a IA sem nem saber como funciona um banco de dados e hoje vive refém de prompts mágicos), eu esperei.

Esse momento chegou com o ONE AI For Tech, uma parceria entre Oracle, Alura e FIAP. Decidi entrar de cabeça porque a proposta deles bate exatamente com o que eu acredito: menos hype de prompts e mais arquitetura de sistemas inteiros. Vou te contar como está sendo essa experiência.

O que é o ONE AI For Tech?

Para contextualizar, essa é uma formação prática e gratuita do programa Oracle Next Education (ONE). O foco é preparar profissionais para o mundo real de IA Gen, Agentes Inteligentes e automação. O programa começou em maio com duas imersões intensivas e agora entrou na fase Tech AI Builder, onde o bicho pega de verdade: usamos IA Generativa e a infraestrutura da Oracle Cloud Infrastructure (OCI) para criar soluções de ponta.

As Duas Primeiras Imersões

Para me aquecer, passei por duas etapas que somaram o low-code à IA. Isso foi o que rolou:

1. A Imersão IA (Alura)

O objetivo aqui foi construir um sistema multiagentes autônomo voltado para o mercado de trabalho. Dividido em 4 dias intensivos, o ecossistema funcionava assim:

  • Aula 01: Criamos o agente coordenador do sistema.
  • Aula 02: Desenvolvemos um segundo agente focado em varrer a internet atrás de vagas alinhadas com o usuário.
  • Aula 03: Um terceiro agente entrava em ação para analisar o perfil do profissional, achar os gaps de conhecimento e montar um plano de estudos personalizado.
  • Aula 04: Integração final. Foram três agentes cooperando entre si (um caçando vagas, outro analisando perfis e o terceiro desenhando o plano).

2. A Imersão ONE

Aqui o foco mudou para a maturidade da aplicação: RAG, transformação de documentos em embeddings e automação.

Aprendemos conceitos de chunking (fragmentação de texto) e usamos o n8n para criar fluxos de ingestão de dados.

Depois conectamos a IA a um banco MySQL, misturando dados estruturados (SQL) com não estruturados (RAG) para dar respostas mais personalizadas.

Enfim, conectamos tudo à API do Telegram via Webhooks, aplicando travas de segurança (guardrails) e gerenciando o contexto por ID de sessão.

Startups Tentam Vender o que Eu Construí em Dias

Pare e pense comigo por um segundo. Nessas duas imersões, eu saí com um produto pronto na mão; exatamente o tipo de Chatbot com RAG e leitura de banco de dados que muitas startups ambiciosas tentam vender a preço de ouro em eventos de tecnologia.

Só que chatbots simples não trazem retorno real. O que dá ROI de verdade são sistemas agênticos complexos que resolvem gargalos operacionais.

E é exatamente aí que entra a segunda fase da trilha: o Tech AI Builder. É um cardápio completo (e não obrigatório, você monta sua estratégia) composto por 5 formações:

  • Nivelamento (Machine Learning e Python)
  • Desenvolvimento e Orquestração com IA Generativa (SDD e Context Engineering)
  • Engenharia de Agentes e Automação com IA (Unindo n8n, APIs e workflows avançados)
  • Inteligência de Dados e RAG Avançado
  • Oracle Cloud Infrastructure (OCI) para gerenciar tudo isso na nuvem.

O desafio final é criar um sistema agêntico que rode usando o OCI.

Mas afinal, o que diabos é um "Sistema Agêntico"?

Ao contrário de um chatbot tradicional que apenas reage a comandos, um sistema agêntico é uma arquitetura onde a IA tem autonomia para perceber o ambiente, tomar decisões, acionar ferramentas externas (como APIs e bancos de dados) e executar tarefas complexas em sequência para atingir um objetivo, sem precisar de supervisão humana a cada clique.

Ao invés de esperar resposta do prompt, as IAs resolvem problemas de forma autônoma.

A Armadilha do Hype e o Dreno de Tokens

Muitas empresas enfiam IA em tudo quanto é canto só para agradar investidores ou surfar a onda. Isso vira um dreno financeiro danado.
A IA consome token, e muitos tokens custam caro. Se a aplicação não justificar sua existência gerando ROI claro (seja aumentando receita ou reduzindo custos operacionais), ela é só desperdício de capital.

Inclusive, abordei exatamente esse ponto na palestra que dei recentemente no TDC AI Summit.

Por que a OCI e não outra nuvem?

A Oracle Cloud Infrastructure (OCI) se destaca muito. Para processar modelos pesados, você precisa de performance bare metal, que é a especialidade do OCI. Além disso, a OCI tem o melhor custo-benefício do mercado em taxas de egress (saída de dados), o que protege a saúde financeira da aplicação a longo prazo.

Sou um defensor do modelo híbrido e de estratégias multi-nuvem. Vejo a OCI como a melhor opção para rodar workflows complexos (e caros!) em nuvem, combinada com ambientes on-premise dedicados para aqueles dados ultra sensíveis que exigem isolamento estrito, governança e conformidade severa.

A jornada no Tech AI Builder está só começando, e o desafio agora é mpntar uma arquitetura de alta performance. Vamos ver até onde essa toca do coelho vai.

Conclusão

Construir produtos inteligentes é sobre arquitetura, custo-benefício e entrega de valor real. A infraestrutura de nuvem, a orquestração de agentes e o controle de custos é o que vai pesar a partir de agora.
No final das contas, o ONE AI For Tech vale a pena por um motivo bem prático: ele trata a IA pelo que ela realmente é: uma engrenagem (bem complexa, por sinal) dentro da arquitetura de software moderna.

O objetivo é garantir que quando você decidir plugar um modelo de linguagem no seu produto, você saiba gerenciar a latência, proteger a privacidade dos dados e, principalmente, evitar que a fatura da nuvem vire um pesadelo de custos impossíveis de justificar para o negócio.

Perguntas Frequentes (FAQs)

O que é o ONE AI For Tech?

O ONE AI For Tech é uma formação prática, gratuita e imersiva focada no desenvolvimento de soluções utilizando Inteligência Artificial, Agentes Inteligentes e computação em nuvem. Trata-se de uma especialização que faz parte do programa Oracle Next Education (ONE), realizada em uma parceria estratégica entre a Oracle, a Alura e a FIAP.

Quem pode participar do programa?

O programa é desenhado tanto para iniciantes na área de tecnologia (através das fases de nivelamento e imersões iniciais) quanto para profissionais que já possuem uma base sólida em infraestrutura ou desenvolvimento de software e desejam se especializar na criação e orquestração de arquiteturas agênticas complexas.

O que é ensinado na fase Tech AI Builder?

Esta fase avançada do ONE AI For Tech é composta por 5 grandes frentes de aprendizado: nivelamento em Machine Learning e Python; desenvolvimento e orquestração de IA Generativa; engenharia de agentes e automação (usando n8n e APIs); inteligência de dados com RAG avançado; e administração de workloads utilizando a infraestrutura da Oracle Cloud Infrastructure (OCI).

Preciso ter conhecimento prévio de programação?

Para as imersões iniciais (Imersão IA e Imersão ONE), não foi obrigatório ter experiência prévia em código, O foco estava em entender a lógica, o fluxo de dados e ferramentas low-code. No entanto, para tirar o máximo proveito das trilhas avançadas do ONE AI For Tech, ter noções de lógica, bancos de dados e APIs ajuda muito a construir sistemas prontos para produção.

Qual é o papel da Oracle Cloud Infrastructure (OCI) no programa?

A OCI é a infraestrutura de nuvem que viabiliza o deploy e a escala dessas soluções de IA. No ONE AI For Tech, você aprende a gerenciar aplicações na nuvem da Oracle aproveitando diferenciais críticos para projetos de IA, como a performance de instâncias bare metal para processamento pesado e taxas de egress altamente competitivas, que evitam que o consumo de dados inviabilize financeiramente o seu produto.

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