🇧🇷 JLScript: a história por trás do nome, da sintaxe e da identidade visual
Feita para aprender. Criada para evoluir.
Criar uma linguagem de programação é muito mais do que definir palavras-chave e escrever um interpretador. É construir uma forma própria de expressar ideias, tomar decisões de arquitetura e explorar novas maneiras de escrever código.
Foi com essa proposta que nasceu o JLScript, uma linguagem de programação brasileira desenvolvida principalmente em C++, que também pode ser chamada de JLS.
O projeto começou como uma experiência para criar uma sintaxe mais simples e natural para seu criador, Lucas Aguiel Dos Santos De Oliveira. Com o tempo, a iniciativa passou a envolver diferentes componentes, como análise léxica e sintática, interpretador, runtime, compilação e ferramentas de desenvolvimento.
Neste artigo, quero apresentar três aspectos importantes do projeto: a origem do nome JLScript, as escolhas feitas para sua sintaxe e a identidade visual oficial da linguagem.
- Por que JLScript? A história por trás do nome
O nome não foi escolhido apenas por soar como o nome de uma tecnologia. Ele possui um significado pessoal.
- J — Joicy: representa Joicy Costa.
- L — Lucas: representa Lucas Aguiel Dos Santos De Oliveira, criador do projeto.
- Script — Programação: faz referência ao universo da programação e à escrita de código.
A combinação dessas partes forma o nome JLScript.
É importante esclarecer que o J não significa Java nem JavaScript. A escolha representa uma homenagem pessoal que faz parte da história do projeto.
O nome também estabelece uma distinção entre os termos utilizados:
- JLScript: a linguagem de programação.
- JLS: a abreviação de JLScript.
- ".jls": a extensão utilizada nos arquivos da linguagem.
- JLScripter: o ecossistema de ferramentas construído ao redor da linguagem.
Essa distinção ajuda a entender que o projeto não se limita à sintaxe: ele também envolve ferramentas e componentes que apoiam o desenvolvimento.
- A proposta da sintaxe: código mais natural e legível
Uma das características mais interessantes do JLScript é a experimentação com construções em português e inglês.
A ideia é permitir que a linguagem tenha uma identidade brasileira sem impedir que desenvolvedores acostumados com palavras-chave em inglês compreendam sua proposta.
Por exemplo, uma condição pode ser escrita desta maneira:
se (idade >= 18) {
mostrar("Maior de idade")
} senao {
mostrar("Menor de idade")
}
Também existe a forma com palavras-chave em inglês:
if (idade >= 18) {
mostrar("Maior de idade")
} else {
mostrar("Menor de idade")
}
A proposta não é simplesmente traduzir uma linguagem existente. O projeto também experimenta escolhas próprias de sintaxe e estrutura.
Declaração de variáveis
O JLScript apresenta diferentes formas de declaração, incluindo "va", "let" e "ins".
va nome = "JLScript"
va versao = 2.3
va ativo = true
mostrar(nome)
mostrar(versao)
mostrar(ativo)
O exemplo mostra como valores de diferentes tipos podem ser representados e utilizados no código.
Funções com uma estrutura mais direta
Outra escolha interessante é a possibilidade de declarar funções sem necessariamente utilizar a palavra-chave "func" em todos os formatos apresentados.
Forma explícita:
func soma(a, b) {
retorne a + b
}
mostrar(soma(10, 5))
Forma curta:
soma(a, b) {
retorne a + b
}
mostrar(soma(10, 5))
A ideia de design é explorar situações em que a própria estrutura já deixa clara a intenção do código, evitando elementos sintáticos que possam ser redundantes naquele contexto.
Uma abordagem diferente para "switch"
O projeto também experimenta blocos "switch" e "case" delimitados por chaves.
switch (opcao) {
case 1 {
mostrar("Iniciar")
}
case 2 {
mostrar("Configuracoes")
}
default {
mostrar("Sair")
}
}
Na estrutura apresentada pelo criador, as chaves delimitam cada caso, evitando a necessidade de escrever um "break" explícito apenas para encerrar aquele bloco.
Esses exemplos representam as escolhas de sintaxe divulgadas pelo projeto. Como o JLScript continua em desenvolvimento, a documentação da versão utilizada deve ser consultada para confirmar os recursos disponíveis e seu comportamento.
- Por trás da linguagem existe uma arquitetura própria
Uma linguagem de programação precisa de muito mais do que uma sintaxe agradável. É necessário transformar o código escrito em uma estrutura que possa ser analisada e executada.
A arquitetura descrita para o JLScript envolve etapas como:
- Lexer: identifica os elementos do código-fonte.
- Parser: analisa a estrutura sintática.
- AST: representa o programa em uma árvore sintática abstrata.
- Interpretador e runtime: fazem parte do caminho de execução.
- Compilação: o projeto também explora caminhos envolvendo geração de C++ e bytecode.
Além disso, o ecossistema inclui uma interface de linha de comando, bibliotecas e ferramentas de desenvolvimento.
Esses componentes mostram a direção técnica do projeto, embora nem todos os recursos devam ser considerados estáveis ou completos enquanto o desenvolvimento continua.
- A foto oficial e a identidade visual do JLScript
Uma linguagem também precisa de uma identidade que permita reconhecê-la além do código.
A identidade visual oficial do JLScript representa essa etapa: dar ao projeto uma apresentação visual própria, consistente com sua proposta tecnológica.
A marca visual passa a funcionar como uma referência para identificar a linguagem em publicações, documentação e materiais relacionados ao ecossistema.
A publicação oficial sobre a identidade visual utiliza a frase:
“Feita para aprender. Criada para evoluir.”
Mais do que um elemento decorativo, a identidade visual ajuda a estabelecer uma presença reconhecível para o projeto. Ela aproxima a parte técnica da linguagem de sua apresentação pública e de sua comunidade.
📷 Veja a publicação oficial da identidade visual:
https://dev.to/eoh_lczinn/jlscript-identidade-visual-oficial-5eih
A proposta é que o JLScript tenha não apenas uma linguagem própria, mas também uma identidade que acompanhe sua evolução.
- Um projeto em construção
O JLScript continua em desenvolvimento. Isso significa que sua sintaxe, arquitetura, bibliotecas e ferramentas podem evoluir à medida que novas decisões técnicas forem tomadas.
Esse processo faz parte da construção de uma linguagem própria: testar ideias, identificar limitações, melhorar a implementação e documentar as decisões.
O objetivo é continuar explorando a relação entre simplicidade, produtividade e capacidade de crescimento, sem tratar o projeto como algo finalizado antes da hora.
Conclusão
O JLScript reúne três elementos que ajudam a compreender sua identidade:
- Um nome com história: JLScript combina uma homenagem pessoal com a referência à programação.
- Uma sintaxe em experimentação: o projeto explora construções em português e inglês e formas próprias de organizar o código.
- Uma identidade visual oficial: uma apresentação que acompanha o desenvolvimento e ajuda a tornar o projeto reconhecível.
O mais interessante é acompanhar como uma ideia inicial pode se transformar em uma linguagem com sintaxe, arquitetura, ferramentas e identidade próprias.
O JLScript ainda tem muito a evoluir, e essa evolução é parte fundamental da história do projeto.
🇧🇷 JLScript — uma linguagem brasileira em desenvolvimento.
Simples para começar. Estruturada para crescer.
Referências
- "JLScript: criando uma linguagem de programação brasileira do zero" (https://dev.to/eoh_lczinn/jlscript-criando-uma-linguagem-de-programacao-brasileira-do-zero-3nha)
- "Sintaxe da JLScripter" (https://dev.to/eoh_lczinn/sintaxe-da-jlscripter-4h4i)
- "JLScript — Identidade Visual Oficial" (https://dev.to/eoh_lczinn/jlscript-identidade-visual-oficial-5eih)
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