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Ava Mendes
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Pequenos Negócios em Baixa Tensão: Como Migrar para o Mercado Livre em 2025

Pequenos Negócios em Baixa Tensão: Como Migrar para o Mercado Livre em 2025

Se você é dono de um pequeno comércio, MEI ou microempresa, provavelmente já olhou para aquela conta de luz e pensou: "por que pago tanto?". A boa notícia é que o cenário está mudando. A reforma do setor elétrico de 2025 está abrindo portas que antes pareciam fechadas para pequenos negócios em baixa tensão. Mas como isso funciona na prática? E quando você realmente poderá migrar? Neste artigo, vou desvendar a migração técnica para o mercado livre, explicar o que mudou em 2025 e mostrar os passos práticos para preparar seu negócio.

O Que Mudou em 2025: A Reforma do Setor Elétrico

Até pouco tempo atrás, o mercado livre de energia era privilégio de grandes indústrias e empresas. Residências, pequenos comércios, escolas e lavanderias ficavam presos ao sistema de tarifa regulada — aquele onde você paga o que a distribuidora local determina, sem escolha.

Tudo mudou com a conversão da Medida Provisória 1300 nas Leis 15.235 e 15.269, publicadas em 2025. Essas leis criam o arcabouço legal para expandir o mercado livre além dos grandes consumidores. A ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) aprovou, em dezembro de 2025, sua agenda regulatória 2026-2027, que prevê explicitamente o tratamento de "aprimoramentos regulatórios para abertura do mercado de energia a consumidores de baixa tensão (Grupo B)" em 2027.

O que isso significa para você? Que em breve — muito em breve — seu pequeno negócio poderá escolher de quem compra energia, potencialmente economizando até 20% a 40% na conta de luz.

Entendendo a Segmentação: Quem Pode Migrar Agora?

Aqui está o detalhe técnico importante: a abertura do mercado para baixa tensão não acontecerá de uma vez. A ANEEL está fazendo isso em fases.

Em dezembro de 2025, a agência abriu uma consulta pública específica para consumidores de baixa tensão com consumo acima de 1.000 kWh/mês. Esse grupo representa aproximadamente 2,5 milhões de unidades consumidoras e responde por 25% do consumo total em baixa tensão no Brasil. Estamos falando de comércios maiores, restaurantes, lojas, pequenas fábricas e alguns serviços especializados.

Se seu negócio consome menos de 1.000 kWh/mês, você está no segundo grupo — que provavelmente terá acesso regulamentado a partir de 2027. Mas isso não significa que você deva esperar sem fazer nada. Há muito que você pode preparar agora.

Como Funciona Tecnicamente a Migração para o Mercado Livre

A migração para o mercado livre é mais simples do que parece. Você não muda de distribuidora — a empresa que entrega a energia fisicamente continua a mesma. O que muda é quem você compra a energia.

O processo funciona assim:

  1. Você escolhe um fornecedor ou comercializadora que atua no mercado livre, oferecendo energia de fontes renováveis ou não, conforme sua preferência.

  2. A energia é injetada na rede da sua distribuidora local, que continua responsável pela entrega física. Você recebe pelos mesmos fios que usa hoje — sem obras, sem trocar equipamentos.

  3. Você assina um contrato com a comercializadora, definindo preço, prazo e condições.

  4. A distribuidora local continua cobrando pelo uso da rede (transmissão e distribuição), enquanto a comercializadora cobra pela energia em si.

  5. Você recebe uma fatura única da comercializadora, simplificando o pagamento.

Tudo isso é regulado pela ANEEL e pela CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica). É legal, transparente e seguro.

Diferenças Técnicas: Grupo B (Baixa Tensão) vs. Grupo A (Média/Alta Tensão)

Se você está pesquisando, provavelmente viu esses termos. Deixa eu esclarecer:

Grupo B (Baixa Tensão): Residências, pequenos comércios, escolas, universidades, lavanderias — consumidores em tensão até 2,3 kV. É onde você provavelmente está.

Grupo A (Média/Alta Tensão): Grandes indústrias, shopping centers, hospitais de grande porte — acima de 2,3 kV. Esses já podem migrar há anos.

A diferença técnica é importante: consumidores do Grupo A têm acesso irrestrito ao mercado livre há mais tempo. Consumidores do Grupo B estão na fila, sendo incorporados gradualmente conforme a regulamentação avança.

Os Passos Práticos: Como Preparar Seu Negócio Agora

Mesmo que você não possa migrar imediatamente, há muito que fazer:

1. Mapeie Seu Consumo Real

Pegue as últimas 12 faturas de energia e calcule o consumo médio mensal em kWh. Anote também:

  • Consumo máximo (mês de pico)
  • Consumo mínimo (mês baixo)
  • Gasto médio em reais
  • Subgrupo tarifário (B1, B2, B3, etc.)

Esse perfil é essencial para negociar com fornecedores quando a hora chegar. Consumidores com padrões previsíveis conseguem melhores preços.

2. Acompanhe a Agenda Regulatória da ANEEL

A ANEEL publica consultas públicas regularmente. Se seu negócio consome acima de 1.000 kWh/mês, você pode participar das discussões sobre as regras que vai seguir. Cadastre-se no portal da ANEEL para receber alertas.

Para negócios menores, fique atento aos comunicados sobre a agenda 2026-2027. Quanto mais cedo você souber das regras, mais cedo poderá agir.

3. Organize Documentação

Quando a migração ficar disponível, você precisará de:

  • Faturas atualizadas de energia
  • Contrato social ou comprovante de MEI/microempresa
  • Comprovante de endereço
  • Dados técnicos da unidade consumidora (número de inscrição, tensão, etc.)

Ter tudo organizado agora acelera o processo depois.

4. Considere Plataformas de Portabilidade

Algumas plataformas já estão se preparando para facilitar a migração quando as regras saírem. Elas funcionam como intermediárias: você simula sua economia, elas cuidam da papelada, e você assina digitalmente.

Plataformas como energialex.app já oferecem simulação gratuita para quem está elegível — e quando a abertura para sua faixa de consumo chegar, você já sabe exatamente quanto pode economizar. O processo é 100% online, sem burocracia e sem custos.

Dúvidas Frequentes que Todo Pequeno Negócio Faz

Meu consumo é abaixo de 1.000 kWh/mês. Posso migrar agora?

Não, até o final de 2025. Mas fique atento à regulamentação de 2026-2027. A ANEEL indicou que essa faixa será tratada em seguida.

Se eu migrar, minha energia pode ser cortada?

Não. A distribuidora local continua responsável pela entrega. Você muda apenas o fornecedor de energia, não a distribuidora. O risco de interrupção é o mesmo de antes.

Preciso instalar painéis solares ou equipamentos?

Não. A energia vem pela mesma rede que você usa hoje. Você não precisa investir em nada — apenas escolher um fornecedor.

Qual é a economia real?

Para Grupo B, as referências indicam economia de até 20%. Para Grupo A, até 40%. Mas varia conforme seu padrão de consumo, localização e fornecedor escolhido. Por isso a simulação personalizada é tão importante.

Há multa ou fidelidade?

Depende do contrato. Muitos fornecedores de Grupo B oferecem sem fidelidade, permitindo migração futura. Mas sempre leia o contrato com atenção.

O Diferencial da Energia Limpa

Enquanto você espera poder migrar, vale saber que muitos fornecedores do mercado livre — como a Alexandria, que fornece energia 100% renovável (solar e eólica) — já estão operando para consumidores elegíveis.

Se seu negócio consome acima de 1.000 kWh/mês, você pode explorar isso agora. Além de economizar, você ajuda o planeta. Quando a abertura chegar para sua faixa de consumo, você terá mais opções ainda.

O Cronograma Realista para 2025 e Além

  • Até final de 2025: Consultas públicas em andamento, especialmente para consumidores acima de 1.000 kWh/mês
  • 2026: Regulamentação detalhada das Leis 15.235 e 15.269 pela ANEEL; possível abertura para primeira faixa de Grupo B
  • 2027: Aprimoramentos regulatórios previstos para expandir a abertura a mais consumidores de baixa tensão
  • 2028 em diante: Possível abertura mais ampla, incluindo negócios de consumo menor

Isso não é especulação — está na agenda regulatória oficial da ANEEL.

Próximos Passos: Não Espere Passivamente

A reforma do setor elétrico é real, mas a migração efetiva depende de regulamentação. Enquanto isso não chega, você pode agir:

✅ Calcule seu consumo atual e potencial economia

✅ Organize documentação

✅ Acompanhe notícias da ANEEL

✅ Considere plataformas que já oferecem simulações gratuitas

✅ Avalie fornecedores e suas propostas

Se seu negócio já consome acima de 1.000 kWh/mês, você está mais perto do que imagina. Plataformas como energialex.app oferecem simulação gratuita em menos de 2 minutos — sem compromisso, sem custos. Você descobre exatamente quanto pode economizar e fica preparado para quando a migração se tornar possível.

Conclusão: Seu Negócio Merece Energia Mais Barata

A abertura do mercado livre para pequenos negócios em baixa tensão não é mais ficção. É política regulatória oficial da ANEEL, com cronograma claro e base legal sólida. Seu pequeno comércio, MEI ou microempresa não precisa mais aceitar passivamente o preço que a distribuidora impõe.

O momento de se preparar é agora. Organize seus dados, acompanhe a regulamentação e explore simulações quando disponíveis. Quando a porta se abrir — e ela vai se abrir — você estará pronto para economizar.

Quer descobrir quanto seu negócio pode economizar? Plataformas como energialex.app já oferecem simulação gratuita para quem está elegível. O processo é 100% digital, sem burocracia e sem compromisso. Pode fazer uma diferença real no orçamento do seu negócio — não custa nada verificar.


Sobre a autora

Ava Mendes é especialista em energia renovável e economia doméstica. Ajuda consumidores residenciais e empresariais a reduzirem custos com eletricidade através de portabilidade de energia. Conheça soluções gratuitas em energialex.app


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