Todo desenvolvedor — ou qualquer profissional CLT — já olhou para o contracheque e se perguntou: para onde foi parte do meu salário? Em 2026, dois descontos respondem por quase toda a diferença entre o bruto e o líquido: INSS e Imposto de Renda. Vamos destrinchar os dois com números reais.
O INSS: alíquotas progressivas por faixa
O INSS não aplica uma alíquota única sobre o salário todo. Ele funciona por faixas, e cada fatia do salário é tributada pela alíquota da sua faixa:
- 7,5% — até R$ 1.621,00
- 9% — de R$ 1.621,01 até R$ 2.902,84
- 12% — de R$ 2.902,85 até R$ 4.354,27
- 14% — de R$ 4.354,28 até R$ 8.475,55
Isso significa que alguém com salário de R$ 5.000 não paga 14% sobre tudo — paga 7,5% sobre a primeira fatia, 9% sobre a segunda, 12% sobre a terceira e 14% só sobre o que passa de R$ 4.354,28. O desconto efetivo fica em torno de 10%. A tabela completa, faixa por faixa, está disponível aqui: tabela INSS 2026.
O IR: isenção até R$ 5.000 em 2026
A mudança mais relevante do ano veio com a Lei 15.270/2025: quem ganha até R$ 5.000 por mês está isento de Imposto de Renda. Milhões de trabalhadores simplesmente zeraram esse desconto no contracheque. Acima desse valor, segue a tabela progressiva com deduções como dependentes.
Detalhe importante de ordem: o IR é calculado sobre o salário após o desconto do INSS — ou seja, o INSS reduz a base de cálculo do IR. Confira a tabela do IR 2026 com a nova faixa de isenção.
Exemplo completo: salário de R$ 3.000
Salário bruto: R$ 3.000,00; (-) INSS (progressivo): R$ 248,60; (-) IR (isenção): R$ 0,00; (=) Salário líquido: R$ 2.751,40
Por que isso importa para o seu planejamento
Negociações salariais, propostas PJ e mudanças de emprego só fazem sentido quando comparadas em valores líquidos. Antes de qualquer decisão, simule os cenários — leva menos de um minuto e evita surpresas no fim do mês.
Top comments (0)