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Iago Elion Pimentel
Iago Elion Pimentel

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Doces ou travessuras do Kiro #1: edição de outubro

Outubro é o mês do Halloween. Como todos têm medo do fantasma do Kiro, o Dati Labs entrou no clima para lançar a newsletter "Doces ou travessuras do Kiro".

A série terá recorrencia mensal com as novidades do Kiro, as mudanças que exigem ação e os recursos que chegaram ao fim. O objetivo é manter o desenvolvedor atualizado sobre o Kiro.

Legenda da série. Doces são novidades saborosas, recursos novos prontos para saborear. Travessuras são mudanças travessas, recursos alterados prontos para pregar uma peça. Fantasmas são recursos descontinuados, que ainda podem assombrar seu código.

Esta edição traz três doces, duas travessuras e dois fantasmas de outubro.

Doces

O fantasma do Kiro voltou de outubro com a sacola cheia, com doze versões do CLI, oito versões da IDE e uma versão nova do Kiro Crew. Os três doces abaixo são os mais saborosos da sacola.

1. Claude Sonnet 5.5 e Claude Haiku 5.5

O Claude Sonnet 5.5 chegou ao Kiro com suporte experimental oferencendo contexto de 1M de tokens. O Kiro anunciou em 21/10 a disponibilidade geral do modelo na IDE, no CLI, no Crew e na Web, e o multiplicador está em 1,3x nos créditos.

Também em suporte experimental o Kiro lançou o Claude Haiku 5.5, voltado ao trabalho de alto volume com resposta rápida. Custando 0,06x por requisição de até 100K tokens.

Se ainda não conseguiu achar os modelos, corre e atualiza a plataforma.

2. Sandbox local e modo autônomo

O Kiro lançou em 13/10 o comando /sandbox, que executa os comandos de shell do agente dentro de um sandbox do sistema operacional. Na IDE, o sandbox também executa os MCP servers locais do tipo stdio.

O comando /autonomous on libera o Kiro para executar uma tarefa local sem pedir aprovação a cada comando de shell.
Antes de iniciar, o modo autônomo troca para o agente Default e liga o sandbox.

O sandbox reduz o risco, porém sem garantir isolamento completo, o agente, as ferramentas nativas de arquivo e os MCP servers remotos permanecem fora do sandbox. Por isso o modo autônomo combina melhor com repositórios conhecidos e com a rede restrita ou bloqueada.

Exemplo de uso:

Um desenvolvedor recebe o repositório da PoC de um fornecedor e pede ao Kiro a instalação das dependências e a execução dos testes, o comando npm install executa o script postinstall de cada pacote das dependências. Um pacote comprometido não conhecido aproveita esse script para enviar as credenciais da máquina a um servidor "externo.Com" com o /sandbox ligado e a rede restrita aos hosts comuns de desenvolvimento, o registro do npm permanece acessível e a instalação termina normalmente, com isso o envio para o servidor desconhecido fica bloqueado.

O mês trouxe também outros cinco doces, são eles: o workspace trust no CLI, o MCP Elicitation, o preview do plano nos Workflows, o Markdown Review na IDE e a versão 0.9.0 do Kiro Crew.

3. Memory entre sessões

Até outubro, cada sessão de chat do Kiro começava do zero sem contexto ou memoria. Para minimizar isso a AWS lançou O Memory que guarda o contexto útil de um repositório entre as sessões, como os comandos, as convenções e as abordagens já descartadas. O recurso está disponivel tanto para CLI quanto para IDE.
Para visualizar as memorias no CLI pode utilizar o comando /momories permitindo também a exclusão.

O mês trouxe também outros cinco doces, são eles: o workspace trust no CLI, o MCP Elicitation, o preview do plano nos Workflows, o Markdown Review na IDE e a versão 0.9.0 do Kiro Crew.

Travessuras

Nem tudo foram doces em outubro, algumas mudanças pregaram peças em quem usa o Kiro, por isso trouxemos algumas travessuras que pedem ações.

1. Memory desligado um dia depois do lançamento

A IDE lançou o Memory em 19/10. No dia seguinte, por decisão de lançamento a IDE 1.4.10 mudou o padrão da configuração para Off.

Ação exigida. O desenvolvedor interessado no Memory precisa ligar a configuração Kiro Agent: Memory diretamente na IDE.

2. Workflows alterados quatro vezes no mesmo mês

No começo de outubro o CLI passou a delegar trabalho do chat principal aos Workflows por padrão.
Em 21/10, o CLI 2.33.1 deixou de iniciar workflows automaticamente, de forma que cada execução começa somente a pedido do desenvolvedor. Juntamente com isso a IDE ganhou o controle Use workflows, que define a frequência com que o Kiro inicia workflows no chat.
Em 23/10, o CLI ganhou controles de Workflows no terminal.

Ação exigida. O time que depende de workflow automático precisa revisar o fluxo de trabalho depois da atualização para isso acesse a configuração Workflows: sub-agent tool, em /settings features, já na IDE, o controle Use workflows define o comportamento desejado.

Fantasmas

Todo Halloween deixa alguns fantasmas para trás, em outubro, dois recursos do Kiro chegaram ao fim, mas que ainda podem assombrar o seu código.

1. Claude Sonnet 4

O Kiro anunciou em 14/10 o fim de vida do Claude Sonnet 4, o changelog orienta a escolha de outro modelo antes de continuar o trabalho e indica o Claude Sonnet 5.5 como substituto.

Ação exigida. O desenvolvedor revisa os agentes customizados e as configurações salvas com o Sonnet 4 e troca o modelo da sua escolhas.

2. Sessões Classic do CLI

Desde 30/09, o CLI exibe um aviso de depreciação nas sessões Classic, com isso o Kiro anunciou o V3 como padrão a partir do CLI 3.0, previsto para o fim de outubro, a opção "Switch to V3 and upgrade my configs" salva o V3 como padrão e inicia a migração das configurações dos agentes customizados.

Ação exigida. O desenvolvedor precisa testar os agentes customizados com kiro-cli --v3 antes da chegada do CLI 3.0.

Até novembro

O edição de outubro termina por aqui, mas os fantasmas do Kiro continuam rondando o changelog.
Em novembro o Dati Labs volta com novos doces, travessuras e fantasmas.

Siga este perfil para receber a próxima edição antes que ela assombre o seu terminal, -uuuhhhh!

Até a próxima assombração!

Fontes

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