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Ray
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De React a Java: Minha jornada de transição do Front-end para o Back-end com foco em Full Stack

Depois de dois anos atuando com foco em desenvolvimento front-end utilizando React, Typescript e ferramentas modernas do ecossistema JavaScript, iniciei recentemente uma transição para o universo back-end, mais especificamente utilizando Java com Spring Framework.

Neste post, compartilho as principais mudanças técnicas que enfrentei, os aprendizados e as ferramentas que estou usando nessa nova fase — tudo isso conciliando com a graduação em Engenharia de Software e os projetos pessoais que estou desenvolvendo.


🌐 De Componentes a Endpoints: a virada de chave

No front-end, minha rotina era centrada em UI/UX, manipulação de estados e integração com APIs. Agora, no back-end, meus desafios passaram a incluir:

  • Lógica de negócios complexa
  • Gerenciamento de dados com bancos relacionais e não relacionais
  • Criação de APIs RESTful com Spring Boot
  • Validação, autenticação e autorização
  • Observabilidade, logs e performance
  • Padronização com boas práticas como SOLID, Clean Architecture, DDD

A mudança exige uma mentalidade mais sistêmica e analítica — e isso não é simples. Mas é exatamente o que me motiva.


⚙️ Ferramentas e Tecnologias em Uso

Área Ferramenta/Tecnologia
Linguagem Java 17
Framework Spring Boot, Spring Security, Spring Data
IDE IntelliJ IDEA (com plugin para Spring)
Banco de dados PostgreSQL, MongoDB
Testes JUnit 5, Mockito
APIs Swagger, Postman
Outros Docker, Git, GitLab CI/CD

🔍 Dificuldades Técnicas Enfrentadas

  1. Nova linguagem: O paradigma mais verboso e fortemente tipado do Java exige mais atenção aos detalhes.
  2. IDE nova: Migrar do VSCode para o IntelliJ foi desafiador, especialmente no início.
  3. Complexidade: O nível de abstração e as decisões técnicas no back-end exigem mais conhecimento de arquitetura.
  4. Microserviços: Entender como os serviços se comunicam, escalam e se isolam foi (e ainda é) um aprendizado constante.

🎯 Expectativas e Metas

A transição não é apenas técnica, mas também estratégica. Meu objetivo é me tornar uma engenheira de software full stack de alto nível. Para isso, quero entender e dominar:

  • Segurança e autenticação
  • Armazenamento e performance
  • Monitoramento e resiliência de aplicações
  • Design de sistemas complexos

🕒 Conciliando com a Faculdade e Projetos Pessoais

Estudar Engenharia de Software me dá um suporte teórico incrível. No entanto, conciliar as aulas, o trabalho e o estudo autônomo exige gestão de tempo, paciência e resiliência.

Uma das estratégias que uso é manter projetos pessoais que aplicam o que aprendo, como APIs REST com autenticação JWT e microserviços simulando sistemas reais.


💡 Dica pra quem está nesse caminho

  • Comece pequeno: pratique a criação de APIs simples e depois vá escalando.
  • Aprenda os fundamentos: entenda HTTP, banco de dados, arquitetura.
  • Teste tudo: o back-end exige testes robustos e controle de exceções.
  • Não desanime: a curva de aprendizado é real, mas o ganho de visão sistêmica é enorme.

🚀 Em breve vou compartilhar exemplos práticos de código usando Spring Boot e testes com JUnit/Mockito. Me segue aqui no Dev.to para acompanhar!

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