Uma das abordagens que mais gosto quando estou estruturando um projeto é o CQRS (Command Query Responsibility Segregation).
Já utilizei esse padrão em alguns projetos e gosto bastante da organização que ele proporciona.
Mas será que vale a pena usar em qualquer aplicação?
O que é CQRS?
A ideia é simples: separar as operações de leitura das operações de escrita.
Em uma aplicação tradicional, um mesmo serviço pode ser responsável por criar, atualizar, excluir e consultar dados.
Com CQRS, dividimos essas responsabilidades em dois grupos:
- Commands: operações que modificam o estado da aplicação, como criar ou atualizar um usuário.
- Queries: operações que apenas consultam informações, como buscar ou listar usuários.
E um detalhe importante: não precisamos de microsserviços ou bancos de dados separados para utilizar CQRS.
Essa separação pode acontecer dentro de um monólito.
O que ganhamos? ✅
- Organização: responsabilidades mais claras.
- Manutenção: facilita encontrar e modificar operações específicas.
- Flexibilidade: permite utilizar modelos diferentes para leitura e escrita.
- Escalabilidade: abre possibilidades para otimizar os dois fluxos independentemente.
E o que perdemos? ❌
- Mais complexidade: uma operação simples pode exigir mais componentes e arquivos.
- Mais abstrações: aumenta a curva de aprendizado.
- Mais manutenção: exige consistência na organização do projeto.
- Sincronização: caso os dados sejam armazenados separadamente, podemos precisar lidar com consistência eventual.
Afinal, vale a pena?
Particularmente, gosto bastante de CQRS pela organização que proporciona.
Mas, para um CRUD simples, talvez essa separação seja mais trabalho do que benefício.
Já em aplicações com regras de negócio mais complexas, pode fazer bastante sentido.
No fim, não existe padrão arquitetural gratuito. Toda escolha traz benefícios e custos.
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