00:34. Uma manutenção automática do provedor de nuvem reciclou os dois servidores do banco de produção, com 6 minutos de intervalo entre eles.
O failover funcionou em 4 segundos. A segunda reciclagem derrubou o novo primário no meio da ressincronização, e a réplica travou.
Ficamos 8h40 operando sem cópia de segurança do banco. Ninguém soube.
Quem avisou foi o negócio, pelo impacto, horas depois.
A parte mais incômoda veio depois: reconstruímos o incidente inteiro, minuto a minuto. Os logs estavam lá. As métricas estavam lá.
E a métrica de saúde da réplica marcou "saudável" durante as 8h40.
Três lições que eu levo desse dia:
- Telemetria sem alerta é arqueologia. O MTTR não veio de falta de dado, veio de falta de detecção.
- Métrica de status mente. O que mostrou o problema foi a diferença entre o que o primário escreveu e o que a réplica aplicou, uma conta simples.
- Um aviso num card do chat não acorda ninguém às 00:34.
Em gestão de risco, a pergunta certa não é "temos o dado?". É "quanto tempo levamos para saber?". Naquele dia, a resposta foi 8 horas.
Esse incidente virou o caso de negócio de tudo o que veio depois.
Se o seu banco perdesse a réplica agora, em quanto tempo você saberia?

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