Sou Gabriela Moraes (LSA), consultora de regulação e estratégia LATAM no SQHWYD.
KYC aparece em praticamente todo serviço financeiro digital, mas a conversa pública sobre o tema ainda é confusa. Para manter a discussão útil, vale tratar KYC como um componente de governança de acesso e de redução de abuso, e não como selo de “segurança garantida”.
O que KYC resolve em termos práticos
Redução de fraude de identidade.
Redução de tomada de conta, quando combinado com boas práticas de acesso.
Aumento de rastreabilidade para investigação de eventos anômalos.
Melhor consistência cadastral para controles operacionais.
O que KYC não resolve
Não elimina risco de mercado.
Não garante liquidez.
Não impede perdas.
Não “certifica” decisões econômicas.
Por que níveis de verificação existem
Em muitos produtos, níveis de verificação surgem para alinhar profundidade de confirmação com risco operacional das funcionalidades. A lógica é parecida com permissões em software: acesso progressivo, critérios claros, limites explícitos.
O que uma boa comunicação pública deveria ter
Escopo e limites, sem linguagem persuasiva.
Motivos operacionais, sem alarmismo.
Consistência com o histórico, evitando promessas.
Risco descrito com honestidade, evitando a ilusão de “risco zero”.
Conclusão
Em ambientes digitais, confiança nasce quando processos são claros e limites são respeitados. Se uma mensagem parece “boa demais”, ela provavelmente é imprecisa. Transparência séria descreve o que é controlado e o que continua sendo risco.

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