**Se você tá lendo isso, provavelmente tá na correria pela primeira vaga em tech. **E vou ser direto: o processo seletivo pode ser um caos se você não souber o que te espera. Processo seletivo na área de tecnologia é igual aprender linguagem de programação, com a prática você pega a manha, porque a maioria é bem parecido.
Já vi muita gente boa ser reprovada não por falta de técnica (nem sempre técnica da parte técnica mesmo kkk), mas por não entender como o jogo funciona. Hoje vou tentar te poupar alguns erros que eu cometi (e que vejo por aí).
Como funciona na prática
A maioria das empresas segue um padrão de três a cinco etapas. Algumas mais, algumas menos, mas o caminho costuma ser esse:
Primeiro vem a inscrição. Parece óbvio, mas muita gente se ferra aqui. Currículo desatualizado, LinkedIn vazio ou pior, perfil privado. Recrutador não tem tempo de caçar informação. Se você não facilita, já era.
Depois vem o teste online. Geralmente no HackerRank, Codility ou plataforma similar. Foca em lógica e estruturas de dados básicas. Nada muito complexo pra estágio e júnior, mas o tempo é curto e a pressão existe.
**A entrevista técnica varia muito. **Algumas empresas fazem pair programming, outras pedem pra você explicar um código, algumas têm aquela famosa “live coding”.
Algumas outras te passam um take-home assessment, que é um teste de código que você faz em casa, com algumas condições para serem feitos, como tecnologia a ser utilizada, etc, e precisa enviar em determinado prazo.
Se no seu caso, for pair-programming ou live-coding ,o segredo aqui é pensar em voz alta. O avaliador quer entender seu raciocínio, seu processo de resolução de problemas, etc, não só ver o código funcionando na hora de compilar.
*Por último tem o fit cultural. *É aquela conversa com RH ou gestor pra ver se você se encaixa no time. Parece bobeira, mas já vi gente técnica excelente cair aqui por arrogância ou falta de comunicação.
O que as empresas realmente avaliam
Aqui vai a verdade que ninguém conta: não esperam que você saiba tudo.
Pra vaga de estágio ou júnior, o foco é outro. Querem ver se você tem base. Lógica de programação sólida, entende de funções, sabe mexer com estruturas de dados básicas. Isso é mais importante que saber dez frameworks.
Git também é essencial. Não precisa ser expert, mas tem que saber o básico sem depender de tutorial. Commit, push, pull, resolver conflito simples. Se você trava aqui, já levanta bandeira vermelha.
Soft skill pesa mais do que você imagina. Vontade de aprender, humildade pra pedir ajuda, capacidade de comunicar o que tá fazendo. Time não quer dev que trava e some por três dias.
O que estudar (e o que deixar pra depois)
Tem muito conteúdo por aí que não vai te ajudar agora. Sério. Você não precisa saber Kubernetes antes da primeira vaga.
Foca no essencial. Lógica de programação é base de tudo. Escolhe uma linguagem e vai fundo nela. Python, JavaScript, Java, tanto faz. Melhor dominar uma que arranhar cinco.
HTML e CSS se for pra front.
SQL básico todo dev deveria saber, mesmo sendo backend.
Git eu já falei, mas reforço porque é onde muita gente tropeça.
O que pode esperar?
Microserviços, arquitetura complexa, containerização, aquele monte de framework da moda. Isso você aprende no trabalho ou depois que já tiver uma base sólida, pra vaga de junior isso não é esperado de forma alguma, e se a empresa esperar isso de você, corre que é cilada.
Como se destacar de verdade
O mercado tem vaga, mas tem bastante concorrência também. O que faz você ser notado?
Portfólio ajuda, mas tem que ser portfólio de verdade. Nada de projeto tutorial que todo mundo tem. Faz alguma coisa que resolve um problema seu, mesmo que seja simples. Um script que automatiza algo, uma API que consome dados públicos, qualquer coisa que mostre que você pensa. Algo que resolve problema do mundo real mesmo.
GitHub ativo faz diferença. Não precisa commitar todo dia, mas ter histórico mostra consistência. E capricha no README. Recrutador técnico olha isso.
Outro detalhe sobre Github é que se os seus projetos tirem todos privados, fica difícil de ver suas habilidades técnicas kkkk deixe alguns projetos como Public, pra estes casos.
Networking não é só adicionar gente no LinkedIn. Participa de comunidade, comenta em post, vai em evento (tem muito gratuito) online ou presencial, se puder fazer uma faculdade presencial (é a melhor forma de ser recomendado pra vagas). As vezes a vaga vem por indicação de alguém, não por candidatura direta.
Escrever sobre o que tá aprendendo também ajuda. Pode ser post, thread, vídeo. O ato de ensinar fixa o conteúdo e te dá visibilidade nas redes também, principalmente Linkedin.
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Um plano se você quer acelerar
Se você tem um mês e quer focar nisso, divide assim:
Na primeira semana, revisa fundamentos e coloca um projeto pequeno no ar. Nada complexo, só pra ter algo concreto.
Segunda semana, arruma GitHub e LinkedIn. Deixa claro o que você sabe e o que tá estudando.
Terceira semana, começa a aplicar. Manda pra dez vagas, treina entrevista, se prepara pro teste técnico.
Quarta semana, faz um projeto maior pro portfólio e tenta conversar com alguém da área. Pede feedback, pergunta como foi o processo da pessoa.
Pra fechar
O processo seletivo é uma habilidade que se treina. Você vai levar vários nãos antes do sim. Eu levei. Quase todo dev que tá consolidado levou.
Não se compara com quem já tem cinco anos de estrada. Mantém constância, estuda o que importa e se candidate mesmo se não tiver todos os requisitos. Vaga pede cinco coisas, você tem três? Manda assim mesmo.
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Até a próxima.
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