Se 2025 foi o ano em que muita gente entendeu o Fabric como “plataforma unificada”, 2026 tende a ser o ano em que ele vira, de fato, o hub operacional de dados para IA: menos pipelines tradicionais, mais zero-ETL, catálogo/governança, e uma camada cada vez mais forte para servir contexto confiável para Copilots e agentes.
Para acompanhar o que vem por aí, a fonte mais objetiva é o Microsoft Fabric Roadmap, com previsões por trimestre e status (Planned/Preview/Released). ([roadmap.fabric.microsoft.com][1])
1) OneLake: unificação “zero-ETL” ficando mais prática (e mais perto do usuário)
O OneLake continua sendo a peça central para conectar dados sem cópia: shortcuts e mirroring reduzem a necessidade de ETL clássico e centralizam credenciais/permissões no próprio OneLake. ([learn.microsoft.com][2])
Duas coisas que importam muito para cenário real de empresa:
- Shortcuts para OneDrive/SharePoint (preview): isso traz dados não estruturados do mundo de produtividade para dentro do lakehouse sem precisar copiar arquivos ou inventar pipeline. ([learn.microsoft.com][3])
- Shortcuts com mais controle de ingestão (Planned, Public Preview Q1 2026): o Roadmap já aponta “Shortcut Transformations”, permitindo customizar ingestão (formatos, dedupe, parsing, erros, etc.). Isso reduz o atrito de “eu até consigo usar shortcut, mas preciso de controle fino”. ([roadmap.fabric.microsoft.com][1])
Leitura de arquiteto: 2026 é sobre tornar “zero-ETL” operável no dia a dia, sem virar gambiarra.
2) Mirroring em GA para bancos: do dado operacional para o analytics/AI sem pipeline pesado
Mirroring está sendo tratado como a via rápida para “trazer o operacional para o OneLake” em near real-time. Há anúncios de GA relevantes:
- Mirroring para SQL Server (2016–2022) e SQL Server 2025 em Fabric: GA ([blog.fabric.microsoft.com][4])
- O próprio blog “What’s new in OneLake…” cita novas fontes e GA para mirroring (incluindo PostgreSQL, Cosmos DB e SQL Server 2016–2022 e 2025). ([blog.fabric.microsoft.com][5])
O impacto arquitetural é direto:
- menos ETL e menos “staging” para analytics
- dados mais frescos para BI e cenários de IA
- governança centralizada no lake (permissões/linhagem/descoberta) em vez de espalhada em pipelines
3) Governança e catálogo: Fabric deixando de ser “só stack de dados” e virando plataforma gerenciável
Quando a adoção escala, a conversa vira: “onde está o inventário?”, “quem é dono?”, “qual linhagem?”, “quem acessou?”, “qual risco?”. O Roadmap de Administration, Governance and Security destaca evolução de catálogo com experiências de Explore/Govern, filtros por domínio, item type, owner, endorsement, tags e acesso a linhagem/permissões/atividade. ([roadmap.fabric.microsoft.com][6])
Ou seja: 2026 não é só capacidade técnica; é operabilidade e controle.
Checklist do arquiteto para 2026 (curto e pragmático)
Se você quer preparar seu ambiente para IA com dados confiáveis no Fabric:
- OneLake como “hub”: reduzir cópias e consolidar credenciais/permissões via shortcuts ([learn.microsoft.com][2])
- Mirroring para operacional: priorize fontes críticas (SQL/PG/Cosmos) para reduzir ETL e acelerar time-to-insight ([blog.fabric.microsoft.com][4])
- Produtividade como dado: avalie shortcuts de SharePoint/OneDrive para habilitar RAG/agents com documentos do trabalho ([learn.microsoft.com][3])
- Governança desde o início: catálogo, ownership, tags e linhagem como parte do rollout, não “fase 2” ([roadmap.fabric.microsoft.com][6])
- Prepare o “controle fino”: acompanhe Shortcut Transformations (Q1 2026) para reduzir fricção operacional ([roadmap.fabric.microsoft.com][1])
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