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O Prometheus (visto no artigo anterior desta série de addons) é excelente para coletar e armazenar métricas, mas sua interface nativa é bastante limitada para visualização. É aà que entra o Grafana: a ferramenta mais usada para transformar os dados coletados pelo Prometheus em dashboards visuais, com gráficos, alertas e painéis customizáveis.
Pré-requisitos
Antes de instalar o Grafana, você já deve ter no cluster:
- Metrics Server instalado e funcionando;
- Prometheus instalado (é a fonte de dados que o Grafana vai consultar);
- Helm instalado.
Instalando o Grafana via Helm
Assim como o Prometheus, o Grafana também está disponÃvel como chart no Artifact Hub.
Adicione o repositório oficial e atualize a lista de charts:
helm repo add grafana https://grafana.github.io/helm-charts
helm repo update
E instale o chart (usando os valores padrão, ou exportando e customizando um values.yaml, da mesma forma feita com o Prometheus):
helm install grafana grafana/grafana
Acessando o Grafana
Dependendo de como o Service foi exposto (por exemplo, via NodePort), o Grafana fica acessÃvel em uma URL parecida com:
https://adm.bagarote.com.br:30002
Endereço e porta de exemplo — ajuste para o que foi configurado no seu ambiente.
Para referência e documentação mais aprofundada sobre recursos do Grafana:
🔗 https://grafana.com/
Resetando a senha do administrador
Caso perca o acesso à conta padrão admin, é possÃvel redefinir a senha diretamente via linha de comando, dentro do pod do Grafana:
grafana-cli admin reset-admin-password --password-from-stdin
Esse comando lê a nova senha da entrada padrão (stdin) — normalmente executado dentro do pod (via kubectl exec), passando a nova senha por um pipe.
Conectando o Prometheus como fonte de dados
Com o Grafana no ar, o próximo passo é configurar o Prometheus como data source, para que os dashboards consigam consultar as métricas coletadas. Isso é feito pela interface web do Grafana (em Configuration → Data Sources), informando a URL interna do serviço do Prometheus dentro do cluster:
http://prometheus-service:8080
Ou, dependendo de como o DNS interno estiver configurado, um endereço acessÃvel externamente:
http://metrics.bagarote.com.br
O endereço correto depende do nome do Service do Prometheus criado pelo Helm chart e do namespace onde ele está — use
kubectl get svcpara confirmar o nome e a porta exatos no seu cluster.
Importando dashboards prontos
Em vez de construir dashboards do zero, o Grafana permite importar modelos prontos compartilhados pela comunidade, através de um ID de dashboard, direto na página grafana.com/dashboards. Dois exemplos usados neste ambiente:
- Dashboard 9679
- Dashboard 10000
Para importar: na interface do Grafana, vá em Dashboards → New → Import, informe o ID do dashboard desejado, selecione o Prometheus como fonte de dados e confirme.
Como os IDs de dashboards da comunidade podem ser atualizados, renomeados ou até removidos ao longo do tempo, vale conferir diretamente em grafana.com/dashboards qual o conteúdo exato de cada um antes de importar em um ambiente novo.
Considerações finais
Com o Grafana conectado ao Prometheus e os dashboards importados, o cluster passa a ter uma camada de observabilidade visual completa — permitindo acompanhar em tempo real o comportamento dos nós e das aplicações, sem precisar interpretar dados brutos de métricas. A partir daqui, vale explorar a configuração de alertas no próprio Grafana, notificando automaticamente quando alguma métrica sair da faixa esperada (uso de CPU, erros de aplicação, etc.).
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