Trabalhando com atendimento e suporte ao cliente, uma coisa sempre me chamou atenção: existem tarefas que parecem extremamente simples para quem utiliza tecnologia todos os dias, mas que podem ser um verdadeiro desafio para outras pessoas.
Conectar um aparelho ao Wi-Fi.
Instalar um aplicativo.
Alterar uma configuração.
Usar Pix com segurança.
Identificar uma possível tentativa de golpe.
Para algumas pessoas isso leva poucos segundos. Para outras, pode signific depender de alguém toda vez que precisar realizar uma tarefa.
Foi pensando nesse problema que surgiu um dos meus projetos acadêmicos: o Conecta Fácil.
A ideia
A proposta foi pensar em uma plataforma de inclusão digital destinada principalmente a pessoas com pouca familiaridade com tecnologia.
Em vez de tutoriais cheios de palavras técnicas, a ideia seria explicar cada tarefa de maneira simples e passo a passo.
Algo como:
- Faça isso.
- Procure esta opção.
- Clique aqui.
- Confira se apareceu isso na tela.
Também pensei na utilização de imagens, vídeos curtos e áudio para facilitar ainda mais o entendimento.
Acessibilidade não pode entrar só no final
Durante o desenvolvimento da ideia, percebi que não adiantaria criar uma plataforma para inclusão digital se ela própria fosse difícil de utilizar.
Por isso, o projeto considerou pontos como:
letras maiores e ajustáveis;
contraste adequado;
botões fáceis de identificar;
legendas;
opção de áudio;
linguagem simples;
navegação mais direta;
compatibilidade com aparelhos mais antigos.
Também considerei um problema muito comum no Brasil: nem todo mundo tem celular moderno ou internet rápida.
Então a ideia também envolve páginas leves e conteúdos otimizados para conexões mais lentas.
O que mais gostei nesse projeto
O Conecta Fácil ainda é um projeto acadêmico conceitual, não uma aplicação programada.
E faço questão de deixar essa diferença clara.
Mas foi justamente esse projeto que me fez perceber uma coisa:
um bom projeto de tecnologia pode começar antes da primeira linha de código.
Primeiro existe uma pessoa.
Depois existe um problema.
Depois pensamos em uma solução.
Só então a tecnologia entra como ferramenta.
Estou no início da minha formação e ainda tenho muito para aprender até conseguir transformar uma ideia como essa em uma aplicação completa.
Mas seria muito interessante, conforme eu avançar em programação e desenvolvimento de software, voltar a esse projeto e tentar transformá-lo aos poucos em algo funcionando de verdade.
Talvez daqui a algum tempo eu volte a este post para mostrar essa evolução.
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