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Natan Luiz
Natan Luiz

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Da gráfica ao código: como a IA me ajudou a perder o medo de recomeçar

Passei mais de 16 anos na indústria gráfica e também trabalhei como freelancer no digital. Agora estou migrando para a tecnologia, e percebi que não estou começando do zero. Este é meu primeiro post aqui, e quero contar como tem sido essa virada e o papel da inteligência artificial nela.

16 anos entre arquivos, cores e máquinas

Quando comecei a construir minha carreira, as oportunidades que apareciam eram na área gráfica. Fiz cursos gratuitos de Programador Visual Gráfico e Desenhista Gráfico nas Escolas Profissionalizantes Salesianas. Logo depois, consegui meu primeiro emprego numa empresa de etiquetas, onde aprimorei o que tinha aprendido.

Para me especializar, cursei a faculdade de Design Gráfico, de 2011 a 2015. Nesse período, trabalhei em editoras, em comunicação visual e até em gráfica rápida.

Somando tudo, são mais de 16 anos como arte-finalista e impressor de máquinas digitais. Eu fechava arquivos e os ajustava para montar grades de impressão ou criar perfis de cor conforme cada material. Era um trabalho técnico, em que cada detalhe fazia diferença no resultado final.

Nesse tempo, passei por uma gráfica digital e pela indústria de embalagens, onde atuei como designer gráfico sênior. Finalizei arquivos para produção em offset, digital e plotter, e também desenvolvi embalagens.

Desde outubro de 2025, trabalho numa startup do ramo de presentes, focada em tecnologia e produtividade. Lá, atuo como arte-finalista, impressor de máquina digital e designer gráfico.

Do impresso ao digital

Tive duas passagens como freelancer em agências de publicidade: de 2021 a 2022 e do fim de 2024 a meados de março de 2025. Atuei como diretor de arte e social media júnior, criando posts e campanhas, inclusive animados, e peças para mídias off-line e digitais.

Meu repertório também inclui identidade visual, branding, vídeos promocionais e motion graphics. No dia a dia, uso Photoshop, Illustrator, InDesign, CorelDRAW, After Effects, Premiere, Figma e ArtiosCAD.

Também fiz projetos de restauração de imagem e transcrição de texto. Foram trabalhos pequenos, para clientes que fui conquistando com o tempo, muitos deles amigos.

O medo de recomeçar

Sempre fui apaixonado por tecnologia, mas a oportunidade de entrar na área nunca aparecia. Além disso, o medo de recomeçar me segurava. Eu imaginava estudar por quatro anos ou mais, começar de baixo e, no fim, não chegar a lugar nenhum.

Isso mudou quando comecei a trabalhar com embalagens e conheci a inteligência artificial. Entendi que, com a ajuda dela, poderia mesclar o que já sei com o que gosto de aprender. Foi o empurrão que faltava.

O trabalho na startup também pesou na decisão. Foi esse ambiente que me motivou a começar a graduação tecnológica em Análise e Desenvolvimento de Sistemas. Comecei no início de 2026, e a conclusão está prevista para o fim de 2027.

Como estou me preparando

Além da faculdade, venho complementando a formação com cursos livres:

  • Implantação de Serviços de Inteligência Artificial em Nuvem (Microsoft AI-900), no SENAI
  • Cibersegurança na Nuvem, no SENAI
  • Design de UI e UX, no SENAI
  • Motion Design, no Campus Layer Lemonade (em andamento)

O que essa trajetória me ensinou

A gráfica me ensinou a transitar entre setores que falam linguagens diferentes. Conheci os processos de várias áreas da produção, cada uma com suas particularidades, mesmo todas trabalhando pelo mesmo objetivo.

Numa mesma gráfica, fui arte-finalista, designer, orçamentista e atendente, e depois atuei em agências. Por isso conheço as duas pontas: quem produz e quem lida com o cliente.

Vi de perto como o comercial e a produção têm dificuldade de entender um ao outro, o que gera problemas de comunicação. Acredito que posso ser a ponte entre esses dois lados.

Esse desafio também existe na tecnologia, entre quem define o que precisa ser feito e quem constrói. Traduzir uma linguagem para a outra é a bagagem que levo comigo.

Onde a IA entra

A IA já faz parte do meu trabalho. Quando voltei a atuar com publicidade, passei a usá-la o tempo todo para gerar imagens das peças e criar conceitos. Também usei bastante nos projetos de restauração de imagem e transcrição de texto.

Meu portfólio também foi construído com a ajuda dela: usei IA para criar imagens, vídeos e textos que deixaram os projetos mais ricos. Foi essa experiência que me fez decidir seguir esse caminho.

Hoje, ela também é minha parceira de estudos. Ela me ajuda a organizar as ideias e a entender como unir o que aprendi em 16 anos ao que sempre quis aprender.

Meu maior receio era chegar ao fim da jornada com a sensação de ter perdido tempo. A IA não estuda por mim, mas me ajuda a manter o rumo.

Para onde quero ir

Quero usar a tecnologia para tornar os processos industriais mais eficientes e automatizados. A Indústria 4.0 me interessa muito. Imagino, por exemplo, automatizar tarefas que conheço bem, como o fechamento de arquivos e o ajuste de perfis de cor.

Mas não quero me limitar a isso. Product design também me atrai, e tenho base para isso: sou formado em Design Gráfico e estudei UI e UX. O que busco é trabalhar em algo que agregue valor.

E você?

Ainda estou no começo da jornada, mas com a certeza de que não parti do zero. Você também veio de outra área para a tecnologia? Conta nos comentários como foi a sua transição.

Se quiser ver meu trabalho como designer, incluindo campanhas fictícias que criei usando marcas como Samsung, Vivo e Bubbaloo, meu portfólio está no Behance.

Este texto foi organizado com a ajuda de IA, a partir da minha história e das minhas ideias.

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