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Não precisa ser popular pra compartilhar: minha história até Berlim

Tech community support drove her move abroad

Hoje não venho escrever algo técnico ou teórico. Hoje vou contar pra vocês como a menina criada nas ruas de Icaivera (Betim - Minas Gerais) veio parar do outro lado do oceano e escreveu este texto diretamente de Berlim.

A minha primeira motivação para contar essa história surgiu enquanto eu aguardava meu voo de volta para Portugal. Pensei que seria interessante falar sobre como o ato de compartilhar conhecimento pode te abrir portas infinitas.

Começando do início

Meu primeiro contato com uma comunidade de tecnologia foi a Girls Testing. Eu tinha começado a trabalhar como QA em 2021 e sentia que havia muita coisa da área que eu não sabia. Queria conhecer pessoas que já estivessem no meio para me ajudar. Lá conheci pessoas MARAVILHOSAS, que tenho como amigas até hoje: a Laís e a Conie. Elas me mostraram como é fazer parte de uma comunidade e como compartilhar o que sei com quem ainda não sabe. Esse contato me rendeu uma vaga aqui na gringa e o desafio de vir morar em Portugal.

Quando a He4rt entrou na minha vida

Quando me mudei para Portugal, confesso que não foi fácil. Me adaptar a uma nova cultura, a novos costumes e a uma nova culinária foi difícil, e foi aí que a He4rt entrou na minha vida. Ainda não sei exatamente como a encontrei, mas, olhando o Discord, sou membro desde agosto de 2023, e nem consigo colocar em palavras o quanto a comunidade me salvou.

Os momentos de coworking e os jogos (mesmo eu jogando com 200 de ping) me renderam não apenas boas risadas, mas novos amigos. E quando digo amigos, não falo só de amizades virtuais. Falo de gente que te ouve nos momentos de desespero ou tristeza. Gente que te liga igual louco para comprar ingresso do show do Linkin Park, e quando você não atende, simplesmente compra pra você só pra você não perder o show (obrigada, Will e Kiutty <3). Gente que acredita em você quando nem você mesma acredita.

Mesmo sendo uma comunidade majoritariamente de desenvolvedores, foram eles que me incentivaram a escrever sobre qualidade de software. E, de artigo em artigo, surgiu uma oportunidade que eu nunca imaginei que aconteceria.

AWS Community Builders

No início deste ano, fui convidada pelo Corey Strausman a tentar entrar para o AWS Community Builders. Lembro que, quando conversamos, ele disse que já tinha notado alguns dos meus artigos em destaque e acreditava que eu seria uma boa adição à comunidade. Aceitei o desafio, consegui passar e, 10 meses depois, cá estou eu voltando para Lisboa após ir a Berlim participar de um treinamento custeado pela comunidade.

Onde aprendi mais sobre melhores formas de compartilhar meu conhecimento, estratégias para bons workshops e ainda sobre como utilizar Harness para melhor gerenciamento dos meus agentes de IA.

AWS Community

O que fica disso tudo

Tudo que escrevi é para mostrar que compartilhar o que você sabe, mesmo que não seja um assunto popular ou usado pela maioria, traz resultados positivos. Aprender coisas novas e, principalmente, compartilhá-las pode mudar o rumo da sua carreira e da sua história.

Olhando pra trás, nada disso começou com um grande plano. Começou com uma pergunta num grupo, um artigo meio inseguro, uma call de coworking. Foram passos pequenos, dados ao lado de pessoas generosas, que somaram até aqui.

Então, se você está começando e acha que ainda não tem nada de relevante pra compartilhar, compartilhe mesmo assim. A sua dúvida de hoje é o artigo que vai ajudar alguém amanhã, e a comunidade certa transforma esse gesto em oportunidades que você ainda nem consegue imaginar.

Espero que este relato seja o empurrão que faltava para você que está lendo entrar em uma comunidade, participar e espalhar o seu conhecimento, dentro dela e também fora dela.

E sobre o treinamento que fiz esta semana: pretendo produzir alguns conteúdos sobre o que foi apresentado, e já adianto que tenho várias ideias legais. Fiquem de olho!

Top comments (5)

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Yuri Souza He4rt Developers •

Você é uma pessoa inspiradora, Alicia! Que baita história e um belo incentivo pra quem ainda tá na duvida.

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Jyanthi •

Muito obrigada pelo carinho! ❤️ Se minha história puder incentivar alguém a dar o primeiro passo, já vai ter valido a pena compartilhar. Às vezes, tudo começa com uma pequena iniciativa e pessoas que acreditam na gente! 🥹✨

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Jyanthi •

Your story is a beautiful reminder that you don’t need to be famous to make an impact. ❤️ Sometimes, one article, one community, or one conversation can change the direction of your career. Loved how you showed that sharing knowledge isn’t just about teaching others—it’s also about finding your people and growing together!

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vitoriazzp He4rt Developers •

Amiga eu adoro a forma como tu escreve, é quase como se a gente estivesse uma do lado da outra conversando!!

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Bohdan Hordii •

The misconception that engineers need an established audience before sharing stems from treating visibility like an ad network instead of a cold-start routing problem. In cross-border hiring pipelines, the real operational bottleneck isn't follower count—it is evaluation latency (typically 90 to 120 days across bureaucratic screening loops) and the overhead cost of visa sponsorship and relocation (€7,000 to €12,000 per engineer), which forces European hiring teams to default to low-risk, pre-vetted profiles. Unfiltered write-ups cut through this latency by exposing problem-solving telemetry directly, reducing candidate evaluation time from weeks to minutes.

The production alternative to chasing generic platform engagement is publishing deterministic, verifiable proof-of-work—such as architecture postmortems or reproducible benchmarks—that bypasses HR screening altogether. When executing an international migration like this, you almost always trade operational control for compliance. What trade-offs did you accept regarding visa dependency and compensation adjustments against Berlin’s rising cost of living when making that leap?

Bohdan Hordii // bohdanhordii.dev