Muita gente acha que líder técnico não tem que ficar postando em rede social. Que isso é coisa de influencer, de quem quer vender curso.
Eu pensava parecido. Até perceber uma coisa:
Se a empresa tem a visão correta, a cultura correta, e você fornece meios pros seus desenvolvedores performarem, o que muda o jogo é a qualidade do seu time.
Ferramentas, processos e metodologias importam. Mas quem faz tudo isso funcionar são as pessoas
E o melhor jeito de ter as melhores pessoas é fazendo com que elas queiram trabalhar com você.
A pergunta é: como essas pessoas vão saber que você existe?
Como eu contratei um Tech Lead pelo Twitter
Durante o ano de 2025, eu postei no meu Twitter sobre desafios técnicos que a gente passava na Monest 💜. Coisas reais. Problemas de escala, decisões de arquitetura, erros que a gente cometeu.
Nada polido. Nada pensado pra viralizar. Só o dia a dia de quem tá construindo produto.
Um desses posts chegou no Samuel. Ele tem 10k+ seguidores no Twitter, é referência técnica na bolha dele. Viu o que a gente tava fazendo e pensou: "esses caras devem estar fazendo uma coisa legal."
Ele veio falar comigo.
Hoje o Samuel é Tech Lead na Monest 💜, liderando nossa frente de canais (Voz e WhatsApp).
Não teve recruiter. Não teve vaga publicada no LinkedIn. Conteúdo real atraiu talento real.
E o Samuel não é o único. Tem outras pessoas que trabalham hoje na Monest 💜, ajudando a gente a revolucionar o mercado de cobrança todo dia, que vieram de relacionamentos feitos na internet.
Por que isso funciona
Os melhores profissionais que eu conheço não ficam procurando vaga. Eles estão trabalhando, aprendendo, e observando.
Observando quem tá resolvendo problemas interessantes. Quem pensa de um jeito que faz sentido pra eles. Quem trata o time de um jeito que eles gostariam de ser tratados.
Quando você posta sobre como resolve problemas, como pensa sobre arquitetura, como lida com erro, você tá mostrando quem você é como líder. Sem filtro de processo seletivo, sem discurso de página de carreiras.
E isso atrai gente que se identifica com o jeito que você trabalha. Gente que já chega alinhada.
Não é sobre viralizar
Não precisa ter milhões de seguidores. Não precisa fazer post todo dia. Não precisa virar influencer.
É sobre ser visível na sua comunidade técnica.
Postar aquele problema que você resolveu. Compartilhar uma decisão que deu certo ou errado. Contar o que você tá aprendendo.
Isso já é suficiente pra que as pessoas certas te encontrem.
O livro que me fez levar isso a sério
Li no "The Engineering Executive's Primer" do Will Larson que como líder, sua rede é seu ativo mais importante. Não só pra trocar ideias com outros líderes, mas pra construir o time que você precisa.
Eu sempre soube disso intuitivamente. Mas ver escrito me fez parar de tratar rede social como opcional.
A lição
Você pode ter a melhor visão, a melhor cultura, o melhor produto. Mas quem constrói tudo isso são as pessoas.
E as melhores pessoas precisam saber que você existe antes de querer trabalhar com você.
Isso não é vaidade. Isso é estratégia.
Esse é o quarto post de uma série sobre lições que aprendi no meu primeiro ano como Head de Tecnologia. Semana que vem tem mais.
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