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Franciele Fernandes
Franciele Fernandes

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De “Estudante de Educação Física” à desenvolvedora: minha migração de carreira para a tecnologia

Coding reality

Migrar de carreira para tecnologia não é glamouroso como vendem por aí (e nem vai ser mané).
Não é sobre aprender uma stack em 6 meses e sair ganhando em dólar.
É sobre insistir quando tudo indica que você deveria desistir.

Eu comecei minha migração de carreira em fevereiro de 2022, estudando HTML, CSS e JavaScript, sem nenhuma garantia de que aquilo daria em algo.

Na verdade, sendo bem honesta: sem nenhuma esperança real de conseguir meu primeiro emprego como dev.


O começo: empolgação que vira frustração

No início, tudo é empolgante, algo novo né.

Você aprende a centralizar uma div, cria sua primeira página, entende como funciona um for, um if, faz um botão funcionar… e pensa:

“Talvez eu consiga.”

Mas logo vem a realidade.

  • Vagas pedindo 2, 3, 5 anos de experiência
  • Testes técnicos irreais para quem está começando
  • Comparação constante com quem “aprendeu mais rápido”
  • A sensação de estar sempre atrasado

Frustrated dev

Lembro como se fosse ontem:

no meu primeiro teste para estágio, me pediram para fazer modelagem de banco de dados.

Eu só tinha estudado o básico de Laravel, mesmo assim apliquei para a vaga.

Coincidentemente, eu estava cursando a disciplina de Banco de Dados naquele semestre.

Quando vi o teste, sentei ao lado de um colega, que também era amigo de turma... e simplesmente chorei de frustração.

Disse em voz alta, com a maior convicção do mundo:

“Isso não é pra mim.”

Naquele momento, tudo parecia confirmar esse pensamento.

Spoiler: eu fui contratada para a vaga.

Teve momentos em que eu estudava e pensava:

“Pra quê? Ninguém vai me contratar mesmo.”


Estudar mesmo sem acreditar

O que me manteve foi quase teimosia.

Eu continuei estudando mesmo sem acreditar totalmente que daria certo.

Nem sempre motivado. Muitas vezes cansado. Às vezes só no automático.

Tired dev

Aprendi o básico de front-end:

  • HTML
  • CSS
  • JavaScript

Não virei especialista.

Não criei projetos incríveis.

Mas entendi uma coisa importante: não era o front-end que me empolgava de verdade.


A virada: descobrindo o backend

Quando tive contato com backend, tudo começou a fazer mais sentido.

Lógica, regras de negócio, APIs, dados, validações…

Era ali que eu me sentia confortável.

Mind blown

Foi quando comecei a estudar PHP e entender como as coisas realmente funcionavam por trás das telas:

  • Requisições
  • Controllers
  • Services
  • DTOs
  • Banco de dados
  • Regras que ninguém vê, mas todo mundo usa

Ainda assim, a insegurança continuava:

“Quem vai contratar um júnior backend PHP?”


O primeiro “sim” muda tudo

A verdade é que só precisa de um “sim”.

Um projeto.

Uma chance.

Uma pessoa que olhe além do que falta e veja o que você pode construir.

Small win

Quando essa oportunidade veio, eu não sabia tudo.

Mas eu sabia aprender, perguntar, errar e corrigir rápido.

E isso vale mais do que decorar framework.


O que aprendi nessa jornada

Se você está migrando para tecnologia agora, aqui vão algumas verdades que ninguém gosta de falar:

  • Você vai se sentir insuficiente quase todos os dias
  • Comparação vai te fazer pensar em desistir
  • Estudar sem resultado visível dói
  • O primeiro emprego demora mais do que prometem

Mas também aprendi que:

  • Constância vence talento isolado
  • Não entender tudo faz parte
  • Backend não é menos “cool” que front-end
  • PHP não está morto (muito longe disso)

Para quem está começando hoje

Se você está lendo isso pensando:

“Essa pessoa sou eu”

Então deixa eu te dizer algo que eu gostaria de ter ouvido:

👉 Não desista só porque hoje parece impossível

👉 Você não precisa saber tudo para começar

👉 Seu tempo não é o tempo do outro

Keep going

Continue. Mesmo sem esperança.

Principalmente nos dias em que parece não fazer sentido.

Às vezes, a única diferença entre quem conseguiu e quem desistiu foi ficar mais um pouco.

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