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Hugo Mercês Zampronio
Hugo Mercês Zampronio

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Microservices vs Monolito: Quando faz sentido usar cada um?

Introdução

Se você já começou a estudar arquitetura de software, provavelmente se deparou com uma dúvida bem comum: afinal, é melhor usar monolito ou microservices?

A verdade é que não existe uma resposta única. Tudo depende do contexto. E entender isso faz muita diferença na hora de construir um sistema que realmente funcione bem no mundo real.

Neste artigo, vou te explicar de forma simples o que são essas duas abordagens, suas diferenças e quando faz sentido usar cada uma.

Desenvolvimento
O que é um Monolito?

O monolito é a forma mais tradicional de construir um sistema. Basicamente, toda a aplicação fica em um único projeto: login, regras de negócio, banco de dados, tudo junto.

E isso não é ruim — muito pelo contrário.

Para projetos pequenos ou que estão começando, o monolito é geralmente a melhor escolha. Ele é mais simples de desenvolver, mais fácil de subir e exige menos preocupação com infraestrutura.

Por outro lado, conforme o sistema cresce, começam a aparecer alguns problemas. O código fica mais difícil de manter, qualquer alteração pode impactar várias partes do sistema e escalar a aplicação se torna mais complicado.

Um exemplo clássico seria um e-commerce simples, onde tudo está dentro da mesma aplicação.

O que são Microservices?

Já os microservices seguem uma ideia diferente: dividir o sistema em vários serviços menores, cada um responsável por uma parte específica.

Por exemplo, um serviço só para usuários, outro para pagamentos, outro para pedidos… e assim por diante.

Isso traz várias vantagens. Cada parte do sistema pode evoluir de forma independente, você consegue escalar só o que precisa e equipes diferentes podem trabalhar sem se atrapalhar.

Mas nem tudo são flores.

Essa abordagem aumenta bastante a complexidade. Você precisa lidar com comunicação entre serviços, monitoramento, deploy separado e vários outros desafios que não existem no monolito.

Um bom exemplo seria plataformas grandes, como serviços de streaming ou marketplaces, onde a divisão em serviços faz muito sentido.

Comparação direta (sem complicação)

Pensando de forma prática:

O monolito é mais simples no começo. Você desenvolve mais rápido, faz deploy com facilidade e não precisa se preocupar com tantas coisas técnicas. Só que, com o tempo, ele pode virar um sistema difícil de manter e escalar.

Já os microservices são o oposto. No início, dão mais trabalho e exigem mais conhecimento. Mas, quando o sistema cresce, eles oferecem muito mais flexibilidade, organização e escalabilidade.

Outro ponto importante: no monolito, tudo está conectado. Se algo dá problema, pode afetar o sistema inteiro. Nos microservices, como tudo é separado, o impacto costuma ser mais isolado.

Porém, essa separação também traz um custo: comunicação entre serviços pode gerar lentidão e aumentar a complexidade do sistema.

Quando usar cada um?

Se você está começando um projeto, tem uma equipe pequena ou precisa desenvolver rápido, o monolito provavelmente é a melhor escolha.

Agora, se o sistema já é grande, precisa escalar bem, tem várias equipes trabalhando juntas e exige alta disponibilidade, aí os microservices começam a fazer mais sentido.

Inclusive, é muito comum começar com um monolito e, conforme o sistema cresce, ir quebrando ele aos poucos em microservices.

Conclusão

No fim das contas, não existe certo ou errado — existe o que faz sentido para o seu cenário.

Monolitos são simples, rápidos e eficientes no início. Microservices são mais robustos e escaláveis no longo prazo.

Saber quando usar cada um é o que realmente diferencia um bom desenvolvedor ou arquiteto de software.

Referências
Martin Fowler — Microservices Architecture
Sam Newman — Building Microservices
AWS — Microservices vs Monolith Architecture
IBM — What are Microservices?

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