Pessoal, eu ia vender a tese errada.
“Tirei o índice do git, então a sessão ficou barata.” Mentira educada. O modelo não lê gitignore. Se o agent abre dez arquivos, você pagou dez arquivos. A pasta do índice pode estar no lixo do disco que a fatura não muda.
O que mudou na minha cabeça: a prova não é a tool instalada. É o transcript. Primeiro tool foi query/neighbors/go-to-def, ou foi Read de um arquivo “suspeito”?
Token cai quando o agent pergunta ao mapa com orçamento. Fora do git só impede o mapa de ir no PR. São contas diferentes. Graphify, Serena, LSP, índice do editor: o logo não importa.
Tabela de Conteúdo
- 1. Eu misturava três coisas
- 2. A prova está no transcript
- 3. Se o seu indexer não é o meu
- 4. O que eu corto (e o que eu não vendo como economia)
1. Eu misturava três coisas
Uma é política: o que pode ser lembrado, por qual porta se entra. Isso é memória de domínio. Outro post.
Outra é o turno: “quem chama este handler?” sem pagar o monorepo. Isso é mapa de código + budget.
A terceira é onde o arquivo do mapa mora. Disco, gitignore, cache fora da árvore. Blast radius. Quase zero na fatura.
Eu vendi a terceira como se fosse a segunda. Por isso o texto antigo parecia raso.
Se a pergunta é “o que a gente decidiu sobre retry?”, grep no repo é porta errada. Se é “quem chama?”, despejar dez arquivos “pra garantir” também é.
2. A prova está no transcript
Não tenho % de token pra te vender. Tenho um hábito que qualquer um reproduz: abre a sessão e conta os tools.
Pergunta sintético (de propósito): quem chama o handler de charge.paid, e o que quebra se o payload mudar?
Turno que eu classifico caro (reconstruído, não é log de produção):
grep charge.paid
Read WebhookController.php
Read ChargePaidHandler.php
Read PayloadDto.php
Read tests/ChargePaidTest.php
Read (mais quatro “só pra garantir”)
Você pagou o repo pra uma pergunta de vizinho.
Turno que eu classifico barato:
neighbors / path / go-to-def → ChargePaidHandler
Read ChargePaidHandler.php
Read (no máximo mais um caller)
O mapa já existia. O agent perguntou. Aí leu pouco.
Como eu sei que “o Graphify está ajudando”? Não é porque o MCP está verde. É porque o primeiro tool não é um Read de arquivo aleatório. Se o indexer está instalado e o transcript ainda começa com dez Read, você não economizou. Só gerou pasta de índice.
Índice velho tem cara própria: o agent cita função que você apagou ontem, com confiança. Aí reindexa. CLI (test, git status, build) é outra conta. Comprime ou lê o trecho. Não mistura com o grafo.
E o gitignore: vários indexers despejam output na raiz. Ignore. Isso não é a economia. É pra o mapa não ir no PR.
3. Se o seu indexer não é o meu
No desk o mapa é Graphify. A conta não precisa do nome.
| Você tem | Sinal caro no transcript | Sinal barato |
|---|---|---|
| Grafo / symbol index | Instalar e começar em Read
|
Query / neighbors / go-to-def, depois 1–2 arquivos |
| Só grep | Dez arquivos “pra garantir” | Grep estreito + 1–2 arquivos |
| Dois indexers | Dois mapas, zero consulta | Um por sessão |
Dois indexers na mesma conversa dilui o hábito que importa: consultar. Mede pelo transcript, não pelo setup.
4. O que eu corto (e o que eu não vendo como economia)
Gist:
Corta contexto: perguntar ao mapa com budget; Read cirúrgico; CLI resumido; um indexer.
Não corta contexto (e mesmo assim faça): output fora do git; saber quem lê o mapa; reindex quando ele mentir.
Fora do git protege o mapa. Consulta com budget é o que corta a janela.
No seu último turno: o primeiro tool foi query, Read em massa, ou dump de CLI? O que você cortaria na próxima?
Top comments (0)